Autor: Juuks (Equipe Coelho no Japão)

  • Estamos jogando: 4PGP traz a nostalgia da F1 ao Switch, mas o preço assusta

    Estamos jogando: 4PGP traz a nostalgia da F1 ao Switch, mas o preço assusta

    Velocidade em 120 FPS e a falta de conteúdo no asfalto.

    Enquanto o Nintendo Switch continua recebendo um fluxo constante de títulos, a chegada técnica do Nintendo Switch 2 começa a ditar novas regras de desempenho, como o suporte a taxas de quadros mais altas. É nesse cenário que surge 4PGP, um título que busca resgatar a estética clássica da Fórmula 1 em um formato focado no multiplayer local. No entanto, a experiência de acelerar nestas pistas retrô é um misto de proeza técnica e uma notória escassez de profundidade que o jogador precisa considerar antes de abrir a carteira.

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    A proposta e o “DNA” de 4PGP

    O título do jogo não é por acaso: 4PGP significa 4 Players Grand Prix. Ele foi concebido especificamente para ser uma experiência de tela dividida para quatro jogadores, evocando a era de ouro dos jogos de corrida arcade. Trata-se de um jogo de corrida com visual retrô inspirado na categoria máxima do automobilismo, a Fórmula 1, onde a simplicidade visual encontra uma jogabilidade que exige mais atenção do que parece à primeira vista.

    Atualmente, o jogo está disponível tanto para o Nintendo Switch original quanto para o Nintendo Switch 2. Esta disponibilidade multiplataforma traz uma distinção técnica importante: enquanto no console antigo temos a experiência padrão, no Switch 2 o jogo se destaca por ser um dos títulos que suporta 120 FPS. Essa fluidez é um dos principais atrativos para os entusiastas de tecnologia que desejam testar o poder do novo hardware da Nintendo, oferecendo uma resposta de comandos muito superior.

    Mecânicas de gameplay: entre o arcade e a estratégia

    Diferente de muitos jogos de corrida modernos que facilitam a vida do jogador com sistemas de drift automáticos ou facilitados, 4PGP não possui um botão de drift. Isso muda completamente a dinâmica das curvas.

    Para ser competitivo, você precisa aprender a dosar a aceleração e, fundamentalmente, usar o freio nos momentos certos. A aceleração em si tem uma pegada bem arcade, mas a falta do deslizamento controlado exige uma pilotagem mais limpa e técnica.

    O jogo introduz um sistema de Turbo que é essencial para ultrapassagens, mas ele não é infinito. Para gerenciar sua corrida, existe a mecânica de Pit Stop. Durante a parada nos boxes, o jogador consegue duas coisas cruciais:

    1. Recarregar o turbo: Garantindo fôlego para as próximas voltas.
    2. “Curar” ou trocar os pneus: Mantendo a aderência e a integridade do carro.

    Essa camada estratégica é interessante, pois obriga os jogadores a pensarem em quando sacrificar tempo de pista para ganhar desempenho no box, algo que nem todo jogo de corrida retrô se preocupa em implementar.

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    Desempenho técnico e entrega

    O jogo entrega o que promete em termos de performance, especialmente no Nintendo Switch 2. A fluidez em 120 FPS é notável para quem tem um olhar mais treinado, tornando a jogabilidade extremamente responsiva. No entanto, para o jogador casual que não se atenta a números de FPS, essa diferença pode passar despercebida.

    O grande problema de 4PGP reside na sua “carcaça”. Os menus são simplórios e as opções de configuração de jogo são quase inexistentes. Visualmente, o jogo é apenas passável; ele não busca ser um primor estético nem mesmo dentro da proposta retrô, ficando em um patamar de “não é muito bom”, mas cumpre o papel básico.

    O sound design também deixa a desejar: embora tente empolgar com músicas animadas em certos momentos, a execução final não consegue criar o hype necessário para uma corrida emocionante.

    A questão do custo-benefício

    Este é o ponto onde o serviço ao consumidor se torna mais importante. O valor cobrado por 4PGP é desproporcional ao conteúdo oferecido. No Nintendo Switch 1, o jogo sai por R$100,00, enquanto a versão como upgrade para o Switch 2 chega por R$ 26.

    Considerando que o jogo tem pouco conteúdo e parece inacabado em termos de polimento e opções, pagar o preço cheio é difícil de recomendar. Ele funciona bem como um party game rápido para quem sempre tem três amigos em casa, ou como uma curiosidade técnica para testar os 120 FPS do Switch 2, mas o valor justo por essa experiência estaria mais próximo de R$ 30.

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    4PGP é um jogo que parece ter focado toda a sua energia na performance técnica e na funcionalidade do multiplayer, esquecendo-se de preencher o restante do pacote com conteúdo e charme.

    É uma opção válida para quem busca especificamente um jogo de corrida de F1 retrô para quatro pessoas ou quer ver seu novo hardware trabalhando em alta taxa de quadros. Entretanto, para a grande maioria dos jogadores, o conselho é claro: coloque na lista de desejos e espere por uma promoção agressiva.

    Em um mercado tão competitivo como o do Switch, pagar o preço de um título de médio porte em uma experiência tão básica pode deixar um gosto amargo de “combustível adulterado” na boca do jogador.

    Fica a reflexão: até que ponto o desempenho técnico justifica a falta de conteúdo em um jogo independente?

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  • Estamos jogando: Tokyo Scramble e o desafio da sobrevivência humana no Switch 2

    Estamos jogando: Tokyo Scramble e o desafio da sobrevivência humana no Switch 2

    Dinossauros e furtividade em uma Tóquio desolada.

    Desde sua aparição súbita em uma Nintendo Direct, Tokyo Scramble despertou curiosidade e estranheza por sua premissa pouco usual e visual datado. Agora que colocamos as mãos no título, trazemos uma análise completa para você, que deseja saber se este jogo de sobrevivência merece um espaço na sua biblioteca ou se é apenas mais uma curiosidade passageira do catálogo inicial do novo console.

    O mistério de uma Tóquio deserta

    O jogo nos transporta para um cenário onde a capital japonesa, Tóquio, simplesmente desabou e sua população desapareceu sem deixar rastros claros. O jogador assume o papel de um sobrevivente comum, preso nas profundezas de estações de metrô abandonadas que agora servem de esconderijo para criaturas bizarras conhecidas como “zinos” — dinossauros ferozes que dominam o ambiente. O objetivo principal é claro: sobreviver ao caos e navegar por esse labirinto subterrâneo enquanto tenta entender o que aconteceu com o mundo exterior.

    A mecânica do “ser humano comum”

    Diferente de muitos títulos de ação, o grande diferencial de Tokyo Scramble reside na vulnerabilidade do seu protagonista. Não somos heróis, mas sim um ser humano comum e, como a própria equipe descreve, sedentário. Isso se traduz diretamente no gameplay através de uma barra de estamina extremamente limitada; você não aguenta correr por longos períodos e o cansaço chega rápido.

    Essa escolha de design força o jogador a adotar uma postura de stealt (furtividade) absoluta. Tentar enfrentar os dinossauros ou fugir deles em disparada raramente é uma opção viável, o que cria uma sensação constante de desamparo e tensão.

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    Tecnologia como defesa: o smartwatch

    Para equilibrar a falta de força física, o jogo nos entrega um smartwatch altamente tecnológico como única ferramenta de sobrevivência. Este relógio funciona como o hub central de gameplay, permitindo o uso de aplicativos para interagir com o ambiente do metrô.

    Através dele, é possível acionar um flash para atordoar temporariamente os Zinos ou hackear e controlar máquinas e painéis elétricos das estações para criar distrações ou abrir novos caminhos. Essa dinâmica de “gato e rato”, onde você usa o cenário a seu favor, é o coração da experiência.

    Desempenho e estética no Switch 2

    Sendo atualmente um exclusivo temporário do Nintendo Switch 2, havia uma expectativa de que o jogo utilizasse o poder do novo hardware para impressionar visualmente. No entanto, a realidade é diferente: o jogo não é particularmente bonito.

    Os gráficos lembram o início da era do PlayStation 4, apresentando um visual que pode parecer propositalmente datado. Por outro lado, o título já chega ao mercado brasileiro totalmente localizado em português, o que é um ponto positivo para a acessibilidade.

    Relação custo-benefício

    Um dos pontos mais fortes para o consumidor é o preço. Lançado por R$ 79,99, Tokyo Scramble se posiciona como um jogo de orçamento menor, mas que cumpre honestamente o que propõe. Não se trata de uma bomba técnica, mas também não é uma obra-prima escondida. Se você se sentiu atraído pela premissa de dinossauros e furtividade no trailer da Direct, o investimento baixo justifica a experiência de algumas horas de tensão.

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    Tokyo Scramble é um jogo honesto que não tenta ser maior do que suas pernas (curtas e cansadas) permitem. Ele entrega uma experiência de nicho focada na furtividade e no uso inteligente de recursos tecnológicos em um ambiente hostil. Ele está minimamente aprovado para quem busca algo diferente e barato, mas recomendamos cautela se você prioriza gráficos de ponta ou jogabilidade dinâmica.

    Fica a reflexão: até que ponto a fragilidade extrema de um protagonista torna o jogo mais imersivo ou apenas mais limitado? Se você decidir encarar os zinos, esteja preparado para descansar muito e correr pouco.

    E você, prefere ser um herói imparável ou um sobrevivente comum tentando apenas chegar ao próximo dia?

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  • Preview: Pokémon Pokopia – o futuro da franquia no Switch 2 é sobre cuidar, não capturar.

    Preview: Pokémon Pokopia – o futuro da franquia no Switch 2 é sobre cuidar, não capturar.

    Um ecossistema vivo e viciante que muda tudo.

    Tivemos a oportunidade única de testar, em um evento exclusivo da Pokémon Company e da Nintendo em Nova York, aquele que promete ser um dos títulos mais divisores e, ao mesmo tempo, encantadores da franquia: Pokémon Pokopia.

    Esqueça a fórmula tradicional de batalhas em turnos e a busca incessante por completar a Pokédex através da captura; o que encontramos aqui é uma experiência que funde a liberdade de Minecraft, o conforto de Animal Crossing e a estrutura de construção de Dragon Quest Builders, criando algo que parece pulsar com vida própria.

    Esta análise mergulha nos detalhes de como esse “organismo” funciona e por que ele pode ser o jogo cooperativo definitivo para a próxima geração da Nintendo.

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    Como o jogo funciona?

    Pokémon Pokopia coloca o jogador no papel de um Ditto muito especial, capaz de assumir a forma humana, mas que mantém a habilidade única de imitar os poderes de outras criaturas.

    O cenário é uma terra desolada e silenciosa, onde os humanos desapareceram e a natureza perdeu seu brilho. Sob a orientação do Professor Tangrowth, um Pokémon que atua como nosso guia, recebemos a missão de reconstruir esse mundo, transformando cenários inertes em ecossistemas vibrantes.

    Diferente de outros jogos da série, aqui não somos treinadores, mas sim restauradores e habitantes de um mundo que reage diretamente a cada uma de nossas ações.

    A proposta central de Pokopia é a substituição do conflito pelo pertencimento. Em vez de derrotar Pokémon, o objetivo é construir habitates específicos para que eles escolham viver ali.

    O mundo não é tratado apenas como um mapa, mas como um organismo vivo onde cada planta plantada ou rio criado altera quem aparece e como essas criaturas interagem entre si.

    Essa mudança de paradigma transforma o jogo em um simulador de vida profundo, focado no cuidado compartilhado e na construção de um lar comum, removendo o grind exaustivo e substituindo-o por recompensas emocionais e visíveis a cada passo.

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    A jogabilidade

    A jogabilidade se baseia em um loop de gameplay viciante e intuitivo: você restaura a natureza, cria habitates, atrai Pokémon, faz amizade com eles e, em troca, aprende novas habilidades que permitem expandir ainda mais o mundo.

    Como um Ditto, você absorve os poderes dos seus amigos: o jato d’água do Squirtle revive gramados secos; o fogo do Charmander aquece o acampamento à noite; e a força do Geodude permite minerar pedras para obter recursos.

    Há também uma forte mecânica de crafting, muito semelhante à de Animal Crossing, onde utilizamos bancadas de trabalho e receitas para criar desde móveis decorativos até camas confortáveis para os Pokémon dormirem. A exploração é vertical e dinâmica, permitindo que você se transforme em um Dragonite para planar ou em um Lapras para navegar, dependendo da necessidade de alcançar novas áreas.

    O multiplayer

    Um dos maiores trunfos de Pokopia é o seu multiplayer para até quatro jogadores, seja local ou online. Diferente de outros jogos onde os visitantes têm papel limitado, aqui todos trabalham na mesma ilha em tempo real, construindo e completando missões juntos.

    O progresso é compartilhado e acelerado pela cooperação, criando uma experiência social onde os Pokémon reconhecem os diferentes jogadores e criam vínculos específicos com cada um.

    É possível ver o impacto coletivo na geografia do mapa, tornando a jornada de reconstrução algo pessoal e comunitário ao mesmo tempo.

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    As especificações técnicas

    Em termos técnicos, o jogo roda de forma fluida a 60 FPS no Nintendo Switch 2, apresentando uma arte colorida, lúdica e extremamente simpática.

    Embora o visual seja simples e não busque o realismo ou um espetáculo técnico de sombras e texturas, o charme reside nas interações: ver Pokémon brincando de pega-pega ou conversando entre si traz uma sensação de vida que poucos jogos da franquia conseguiram transmitir até hoje.

    No entanto, um ponto negativo crítico para o público brasileiro é a ausência de localização para o português, estando disponível apenas em inglês e espanhol europeu, o que pode dificultar a compreensão das missões e da rica personalidade dos diálogos dos Pokémon.

    Quando o jogo será lançado?

    O lançamento deste título está agendado para o dia 5 de março de 2026, sendo um dos grandes exclusivos de peso para o Nintendo Switch 2. O jogo chega ao mercado brasileiro por R$439,90, um valor considerável que reflete o posicionamento de grande produção da Pokémon Company.

    É importante notar que, embora exista uma versão física, ela funciona através de um game-key card, exigindo o download obrigatório do conteúdo para o console, o que pode desagradar colecionadores mais tradicionais.

    Pokémon Pokopia é uma aposta corajosa que prova que a franquia pode ser muito maior do que apenas batalhas e ginásios. Ele captura o jogador pelo cuidado, pelo instinto básico de reconstrução e pelo prazer de ver um ecossistema florescer sob suas mãos.

    Em um mundo de jogos cada vez mais focados em competição e desempenho técnico, será que não é exatamente desse abraço em formato de videogame, focado no pertencimento e na cooperação, que estávamos precisando? Talvez o maior poder de um Pokémon não seja o seu ataque mais forte, mas sim a capacidade de nos fazer querer ficar e cuidar do lugar onde eles vivem.

    Pokémon Pokopia é produzido e desenvolvido em conjunto pela The Pokémon Company, GAME FREAK inc. e KOEI TECMO GAMES.

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  • Estamos Jogando: Dragon Quest VII Reimagined – uma obra de arte em forma de RPG chega ao Nintendo Switch

    Estamos Jogando: Dragon Quest VII Reimagined – uma obra de arte em forma de RPG chega ao Nintendo Switch

    A reinvenção visual e mecânica de um clássico.

    O mundo dos JRPGs frequentemente revisita seus clássicos, mas raramente o faz com o esmero e a audácia visual vistos em Dragon Quest VII Reimagined. Este título, que desembarcou recentemente no Nintendo Switch, não é apenas um remaster comum; é uma reconstrução que busca equilibrar a nostalgia de um dos capítulos mais densos da franquia com uma apresentação técnica que desafia os limites do hardware atual. Para quem acompanha o cenário Nintendo, este lançamento representa um marco, sendo descrito como um dos jogos mais visualmente impressionantes do console híbrido e até mesmo de seu sucessor.

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    A jornada pelas ilhas esquecidas

    Dragon Quest VII sempre foi conhecido por ser a “ovelha negra” em termos de extensão e ritmo, e esta nova versão abraça essa identidade, mas com roupas novas. A proposta central do jogo permanece única na franquia: o jogador deve navegar por um mundo que parece vazio, encontrando fragmentos de ilhas no passado. Ao viajar no tempo, você resolve problemas específicos de vilarejos e comunidades — que funcionam como arcos episódicos e autocontidos — para que, somente após a resolução desses conflitos, a ilha retorne ao presente para ser explorada novamente.

    Esta estrutura torna a experiência muito diferente de um RPG de jornada linear; parece mais uma coletânea de contos épicos interligados por um mistério central. É um jogo sobre descoberta e reconstrução de um mundo, o que garante uma profundidade narrativa raramente vista, mas que exige do jogador um investimento de tempo considerável, superando facilmente as 60 horas de gameplay para ser concluído.

    Onde a magia acontece: um espetáculo visual sem precedentes

    Se existe um ponto onde Dragon Quest VII Reimagined brilha de forma incontestável é na sua direção de arte. O jogo utiliza uma técnica que simula dioramas e bonecos reais, criando uma estética que parece saltar da tela. A recomendação é clara: você precisa baixar a demo para entender o que o YouTube não consegue transmitir totalmente, pois o nível de detalhamento é absurdo.

    Essa escolha estética não é apenas um deleite visual; ela serve à jogabilidade, tornando a exploração das ilhas algo tátil e charmoso. No Nintendo Switch, ele já é um dos títulos mais bonitos da biblioteca, e a performance se mantém impressionante mesmo quando pensamos nas capacidades do hardware do Nintendo Switch 2.

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    Gameplay clássica com temperos modernos

    A base do combate continua sendo o turno clássico que os fãs de Dragon Quest tanto amam, mas a Square Enix fez adições que trazem uma camada estratégica muito bem-vinda. O sistema de vantagens vocacionais permite que cada personagem utilize habilidades ativadas baseadas em sua classe (ou vocação).

    A grande estrela mecânica, porém, é o novo Sistema Moonlight. Ele permite que o jogador equipe duas vocações simultaneamente, o que significa ter acesso a dois especiais ao mesmo tempo. Essa liberdade de customização lembra o que vemos em franquias como Bravely Default, oferecendo uma profundidade tática que ajuda a refrescar as batalhas ao longo das dezenas de horas de jogo.

    Para quem achava que os clássicos eram “crus” demais em mecânicas, essas novidades transformam o combate em algo muito mais dinâmico e estratégico.

    O fator paciência

    Apesar de todas as melhorias, é preciso ser honesto com o leitor: Dragon Quest VII Reimagined não é um jogo para quem busca ação imediata. Ele demora para engrenar. Para se ter uma ideia, a primeira batalha do jogo pode ocorrer apenas após uma hora de exploração e diálogos iniciais.

    A história se desenvolve de forma gradual, os sistemas de combate começam simples e só ganham profundidade conforme as vocações e o sistema Moonlight são desbloqueados. É um “slow burn” (queima lenta) no sentido mais puro da expressão. No entanto, se você ultrapassar essa barreira inicial, encontrará uma história recompensadora e um mundo que se expande de forma magnífica.

    O custo da experiência e a barreira do idioma

    Um ponto negativo recorrente para o público brasileiro é a ausência de localização para o português. Como é habitual na série, o jogo está disponível em inglês e outros idiomas, o que pode ser um obstáculo dado o volume massivo de texto e a importância da narrativa episódica.

    Além disso, embora o preço possa variar, ele é visto como uma excelente porta de entrada para quem nunca jogou a franquia, devido ao seu polimento e conteúdo duradouro.

    Dragon Quest VII Reimagined é um lembrete de que a paciência pode ser uma virtude recompensada nos videogames. Em uma era de gratificação instantânea e jogos que tentam prender o jogador com ação frenética nos primeiros cinco minutos, este título da Square Enix pede que você pare, observe o cenário e se envolva com as pequenas histórias de cada povoado. Ele é uma obra de arte técnica que prova que o Nintendo Switch ainda tem fôlego para entregar visuais de ponta quando à criatividade envolvida.

    Em meio a tantos lançamentos, você está disposto a dedicar seu tempo a uma jornada que valoriza o desenvolvimento lento e a contemplação visual, ou o ritmo de uma hora para a primeira batalha é um impeditivo insuperável para sua diversão? De qualquer forma, a existência de uma demo gratuita é o convite perfeito para que você tire suas próprias conclusões sobre este mundo de miniatura.

    Dragon Quest VII Reimagined está disponível por R$339,90 na e-Shop, lembrando que a Nuuvem oferece cashback na hora da compra, tornando bem mais vantajoso adquirir por lá!

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  • Todos os anúncios da Nintendo Direct Partner Showcase

    Todos os anúncios da Nintendo Direct Partner Showcase

    Confira os anúncios da Direct de 05 de fevereiro

    A Nintendo anunciou de última hora uma Direct Partner Showcase para hoje, dia 05 de fevereiro às 11 horas (horário de Brasília).

    Confira abaixo todos os jogos que foram anunciados nessa Direct, que teve uma duração de 30 minutos..

    Orbitals

    O jogo chega entre junho a agosto de 2026.

    PARANORMASIGHT: The Mermaid’s Curse

    Lançamento em 19 de fevereiro, com demo disponível a partir de hoje.

    Captain Tsubasa 2: World Fighters

    Disponível em 2026.

    Tokyo Scramble

    Lançamento em 11 de fevereiro, com pré-venda ainda hoje na e-Shop.

    Valheim

    Disponível em 2026

    Hollow Knight Nintendo Switch 2 Edition

    Disponível ainda hoje na eShop.

    eFootball Kick-Off!

    O jogo lança entre junho a agosto de 2026.

    The Adventures of Elliot: The Millennium Tales

    Lançamento dia 18 de junho para Nintendo Switch 2.

    Super Boomberman Collection

    Disponível ainda hoje na eShop. Mídia física em agosto de 2026.

    Final Fantasy VII Rebirth

    Chega ao Nintendo Switch 2 no dia 3 de junho 2026. Pré-venda disponível na eShop.

    Pragmata

    24 Abril 2026 com demo já disponível na eShop.

    Turok: Origins

    Chegará entre setembro a dezembro de 2026

    Kyoto Shanadu

    Disponível entre junho a setembro de 2026.


    Digimon Story Time Stranger

    Chega pra Nintendo Switch 1 e 2 no dia 10 de julho, com pré-venda já disponível na eShop.

    Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok

    Disponível em 9 de julho de 2026.

    Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection

    Lançamento dia 13 março com demo disponível na eShop.

    Console Archives

    Chegará ao Nintendo Switch 2 a coletânea de jogos arcade, disponível na eShop ainda hoje:

    • Race Raver
    • Doraemon
    • Sonic Wings Special
    • Cool Boarders
    • Ninja Gaiden 2: The Dark Sword of Chaos

    Confira os demais jogos anunciados

    • Scott Pilgrim EX: 03 de março.
    • Another Eden Begins Nintendo Switch 2 Edition: junho a setembro .
    • Reanimal: 13 de fevereiro.
    • WWE 2K26: 13 de março, pré-venda disponível.
    • Star Trek: Voyager – Across the Unknown: 18 de fevereiro, pré-venda disponível.
    • Disney Dreamlight Valley Nintendo Switch 2 Edition: 25 de março.
    • PGA Tour 2K25: 26 de fevereiro.
    • Culdcept Begins Nintendo Switch 2 Edition: 16 de julho.
    • Goat Simulator 3: 1º de abril, pré-venda disponível.
    • Shadow Tactcis: Blades of the Shogun: 10 de março, pré-venda disponível.
    • Tales of Arise – Beyond the Dawn Edition: 22 de maio.

    Resident Evil Requiem

    O jogo chega no dia 27 de fevereiro para o Nintendo Switch 2 . Pré-venda disponível junto com a Gold Edition de Resident Evil 7 Biohazard e Resident Evil 8 Village.

    Controle e amiibos dispoiveis entre junho a setembro de 2026, e também amiibos da Grace e Leon.

    Fallout 4: Anniversary Edition

    Lançamento dia 24 de fevereiro, com pré-venda disponível na eShop.


    Indiana Jones and the Great Circle

    Lança em 12 de maio, com pré-venda disponível na eShop.

    The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered

    Disponível em 2026.

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  • Estamos jogando: Plants vs. Zombies: Replanted – a batalha agridoce da nostalgia no Nintendo Switch

    Estamos jogando: Plants vs. Zombies: Replanted – a batalha agridoce da nostalgia no Nintendo Switch

    O viciante tower defense volta em HD, mas com o preço salgado da execução descuidada

    Plants vs. Zombies: Replanted chega ao Nintendo Switch 1 e ao Nintendo Switch 2 como um relançamento em alta definição do clássico que marcou o cenário de jogos casuais e estratégicos entre 2009 e 2011. A experiência de revisitar este título foi uma verdadeira montanha-russa de sentimentos. Sentimentos positivos, evocados pela forte nostalgia de tardes passadas com o original, que misturam-se a momentos de frustração.

    O que exatamente é Plants vs. Zombies: Replanted?

    Plants vs. Zombies: Replanted é, na essência, o mesmo amado jogo de estratégia tower defense, que coloca o jogador na defesa de seu jardim contra hordas de zumbis. O núcleo da jogabilidade é o gerenciamento de recursos e o posicionamento tático de plantas com diferentes habilidades defensivas e ofensivas.

    A fórmula provou ser atemporal e continua funcionando perfeitamente. O loop viciante do jogo envolve:

    • Coleta de sol: o sol funciona como a moeda principal, essencialmente colhida através de girassóis e eventuais sóis que caem do céu. O jogador precisa gerenciar o plantio de girassóis para garantir um fluxo de renda constante.
    • Plantio tático: utilizar o sol para posicionar sementes de plantas nos quadrados do gramado, defendendo as linhas de ataque.
    • Defesa de hordas: observar os zumbis serem destruídos de formas absurdamente criativas.

    O ritmo e o equilíbrio entre o plantio e o gerenciamento continuam impecáveis, e o jeitinho de cada zumbi adiciona uma camada de estratégia, forçando o jogador a pensar em defesas específicas para diferentes ameaças. Ouvir a notificação “the zombies are coming” (os zumbis estão chegando) novamente é um momento de pura alegria que faz o jogador perder a noção do tempo tranquilamente.

    Disponibilidade e execução

    O relançamento Replanted foi supervisionado pela EA e PopCap. O título está disponível para as plataformas Nintendo Switch 1 e Nintendo Switch 2.

    Se a jogabilidade base é perfeita, o questionamento reside na execução deste remaster. Embora o jogo apresente melhorias com fases mais limpas e animações mais suaves em alta definição, ainda há falhas gráficas visuais notáveis. Alguns sprites parecem ter sido mantidos diretamente do jogo antigo e estão completamente estourados (pixelados ou distorcidos).

    A pergunta que fica é: se o gráfico é essencialmente o mesmo Plants vs. Zombies que já conhecemos, o que justifica este relançamento?

    Como a experiência foi expandida?

    O que potencialmente justifica a aquisição de Plants vs. Zombies: Replanted são os modos de jogo adicionais que foram introduzidos, agregando valor substancial à experiência.

    • Modo cooperativo local: este modo é considerado um grande plus. É descrito como verdadeiramente divertido e perfeito para quem busca jogar com alguém no sofá, aproveitando a natureza híbrida do console Nintendo.
    • Modo hip: apresentado como um tipo de roguelike, este modo surpreendeu positivamente. Embora possa ser um pouco repetitivo, ele é notoriamente viciante e é um ponto positivo forte da edição.
    • Modo versus local: outro modo de disputa local que foi adicionado, trazendo lembranças dos tempos do Nintendo DS. Embora esteja meio quebrado, com falhas, ainda assim ele agrega bastante ao conteúdo geral do jogo.

    Estes novos modos são importantes para a análise, pois adicionam conteúdo que o jogo clássico não possuía, mitigando a crítica de que se trata apenas do mesmo jogo com um preço elevado.

    Por que a execução gerou frustração?

    É aqui que a montanha-russa de sentimentos atinge o ponto mais baixo, transformando o carinho nostálgico em raiva. A análise identificou sérios tropeços técnicos e de execução por parte da EA e PopCap.

    1. Problemas técnicos e bugs: o jogo está, surpreendentemente, cheio de bugs. Foram observados problemas como:

    • Plantas que travam na tela.
    • Zumbis que flutuam inexplicavelmente.
    • Hit boxes meio bizarras.

    É crucial notar que esses problemas foram encontrados mesmo após os patches de correção. Isso sugere que a versão original de lançamento parecia ser um beta meio disfarçado.

    2. A polêmica do uso de I.A.: O ponto que gerou mais incômodo e raiva foi o uso nítido de Inteligência Artificial em algumas artes e sons. O Plants vs. Zombies original sempre foi valorizado por ter uma alma tão artesanal e uma sensação de ter sido feito à mão. A percepção de que partes do jogo foram gerenciadas por IA tira um pouco da magia. O resultado é uma sensação de que, embora o jogo pareça familiar, há um sentimento estranho de que tem algo fora do lugar. Para os fãs de longa data, a falta de cuidado artesanal na atualização do jogo é palpável e decepcionante.

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    O custo-benefício

    Apesar dos tropeços na execução do remaster, o jogo Plants vs. Zombies: Replanted é inegavelmente divertido e bom; ele continua viciante. O prazer de ver hordas de zumbis sendo dizimadas por atiradoras de ervilhas e girassóis é uma experiência que se mantém viva. No entanto, o custo-benefício é a barreira principal. O preço de Replanted é meio caro.

    • Para veteranos: se você tem um carinho imenso pelo Plants vs. Zombies original e busca os novos modos (cooperativo e roguelike), o relançamento vale a pena, especialmente se jogado após a aplicação dos patches de correção.
    • Para novatos: se esta é sua primeira experiência com Plants vs. Zombies, existe a possibilidade de que você ache o remaster um pouco vazio e o preço pode ser um impedimento.

    O Jardim que merecia mais cuidado

    Plants vs. Zombies: Replanted é um bom jogo, mas é impossível ignorar que ele é bom apesar da execução do remaster, e não por causa dela. Ele é como reencontrar um amigo querido da infância que ainda é divertido, mas que agora está meio esquisito por trabalhar demais e dormir pouco. O carinho pela essência do jogo persiste, mas há uma frustração evidente pelo potencial não explorado.

    O jogador precisa pesar o quanto valoriza a nostalgia e os novos modos multiplayer locais. Para quem ama o clássico, o retorno vale o sorriso no rosto, mas a experiência é pontuada por falhas técnicas e decisões de design que parecem ter economizado no amor artesanal, recorrendo à tecnologia para preencher lacunas.

    Se você tem uma afinidade profunda com o jogo, pode valer a pena, mas, dada a natureza do remaster e o preço meio caro, a nossa recomendação final é de que os jogadores menos apegados à nostalgia aguardem por uma promoção. Este título nos lembra que, às vezes, um relançamento polido e respeitoso vale mais do que apenas um conjunto de novos modos jogados às pressas. É o caso de um clássico restaurado com algumas manchas de tinta que não combinam com a obra original.

    Plants vs. Zombies: Replanted está disponível por R$99 na e-Shop, lembrando que a Nuuvem oferece cashback na hora da compra, tornando bem mais vantajoso adquirir por lá!

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  • Estamos jogando: Disgaea 7 Complete – um retorno triunfal com vibe anime e complexidade estratégica

    Estamos jogando: Disgaea 7 Complete – um retorno triunfal com vibe anime e complexidade estratégica

    O RPG tático ideal para quem busca simpatia e caos no Switch

    Em outubro, os fãs de RPG Tático receberam uma adição de peso ao catálogo do Nintendo Switch: a versão completa de Disgaea 7. Esta renomada franquia se posiciona como uma alternativa vibrante e caótica para aqueles que apreciam a profundidade estratégica de títulos como Fire Emblem ou Final Fantasy Tactics, mas preferem uma estética e uma pegada mais voltadas para a cultura anime do que para a fantasia medieval clássica. Disgaea 7 Complete confirma que ele representa não apenas uma celebração das raízes da série, mas também um esforço consciente para refinar a jogabilidade, tornando-o um ponto de entrada surpreendentemente acessível, apesar de sua complexidade inerente.

    A fórmula Disgaea em sua melhor versão

    Disgaea 7 se estabelece como um RPG tático onde o jogador controla uma equipe de personagens em mapas quadriculados, executando ações estratégicas baseadas em posicionamento e atributos. O que diferencia este título é a sua escala e a sua postura dentro da própria franquia. O jogo marca um retorno às raízes, com correções significativas em relação aos pontos que mais dividiram a opinião dos jogadores no Disgaea 6.

    Essa volta à forma se manifesta, primeiramente, no gigantesco elenco de unidades disponíveis. Disgaea 7 traz de volta um número enorme de classes, totalizando cerca de 45 tipos diferentes de unidades, além de incluir quatro classes inéditas específicas para este jogo. Essa variedade garante que a personalização da equipe e a formulação de estratégias específicas para cada personagem — cada um com seu próprio design, atributos e golpes — possam ser, literalmente, infinitas.

    O grande diferencial de Disgaea 7 é a sua ambição em ser, ao mesmo tempo, profundamente complexo e estranhamente amigável. Para quem é novato no gênero Tactics, este jogo oferece uma facilidade crucial: as mortes não são permanentes. Se um personagem cair em batalha, ele pode ser revivido no lobby do jogo ao final da partida, eliminando o risco alto e a frustração de perder unidades valiosas, algo comum em títulos como Fire Emblem.

    Explorando a estratégia e a base de operações

    A experiência de Disgaea 7 é dividida em dois eixos centrais: o lobby de preparação e os combates táticos dinâmicos.

    1. O lobby – preparação e customização

    O lobby funciona como o quartel-general do jogador e é uma área de movimentação livre, permitindo que o personagem principal ande, pule e interaja em qualquer direção usando o analógico. É um playground antes de cada batalha. Para quem está familiarizado com Monster Hunter, a atmosfera e a função são muito semelhantes àquelas das vilas onde os caçadores se preparam.

    Neste hub central, os jogadores realizam todas as tarefas cruciais de gerenciamento da equipe e recursos:

    • Seleção de fases e missões.
    • Compra de itens essenciais.
    • Resgate de novos personagens para a equipe.
    • Conversa com diversos NPCs.
    • Customização e planejamento da equipe, definindo quais personagens e itens serão levados para a próxima missão.

    É possível, claro, ignorar a parte de planejamento e ir direto para as missões, mas o jogo incentiva o uso estratégico do lobby para otimizar o desempenho em combate.

    2. A gameplay tática e a dinâmica de batalha

    Uma vez no mapa de batalha, o combate se desenrola em um tabuleiro 3D. A quantidade de itens, golpes e atributos é enorme, o que abre um leque de estratégias infinitas.

    Um ponto de destaque são as animações de ataque. Elas são bem legais e possuem um ritmo muito bom, o que garante que, embora sejam detalhadas, o jogador não perca tempo excessivo assistindo a elas. Isso contribui para que cada partida seja dinâmica, mantendo o engajamento.

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    A reforma do auto-battle (o fato mais útil para fãs antigos)

    Um dos aspectos mais úteis para os fãs veteranos da série é a reformulação do criticado sistema de auto-battle. Em Disgaea 6, este recurso permitia que o jogo se jogasse praticamente sozinho, o que foi alvo de muitas críticas.

    Em Disgaea 7, o sistema foi ajustado para exigir um recurso chamado tergas para ser utilizado. Essa limitação no uso incentiva os jogadores a se dedicarem à jogabilidade normal, tratando o auto-battle como um recurso estratégico e limitado, e não como um modo de jogo principal. Esta é uma mudança de design crucial que alinha o título novamente com as expectativas dos fãs de estratégia que buscam desafio.

    Visual e fluidez

    Visualmente, Disgaea 7 utiliza modelos 3D, seguindo a linha de Disgaea 6. No entanto, o jogo demonstra um refinamento notável nos ambientes, que ficaram bem mais bonitos do que eram antes. Os modelos 3D em si, tanto no tabuleiro quanto nas animações, foram levemente melhorados. A performance geral está mais fluida e mais alinhada com o que os fãs esperam da série.

    O equilíbrio entre acessibilidade e profundidade

    A nossa impressão é que Disgaea 7 é um RPG tático altamente interessante para os entusiastas do gênero, especialmente aqueles que apreciam a estética anime. A decisão de não tornar as mortes permanentes funciona muito bem para quem é iniciante nos jogos tactics, oferecendo uma curva de aprendizado mais suave em termos de risco de perda.

    No entanto, é crucial alertar sobre o calcanhar de Aquiles do jogo: a complexidade esmagadora dos atributos, itens variados e mecânicas específicas. No início, essa vasta quantidade de informação pode ser bem confusa para quem não está acostumado com a franquia ou com o nível de detalhe que ela exige. Felizmente, é algo que dá para acostumar com o tempo e é o preço a pagar pela profundidade estratégica que o jogo oferece.

    Se você busca um T-RPG que seja amigável em termos de punição mas que recompense o domínio de sistemas complexos, e, acima de tudo, que entregue uma vibe de anime em vez de uma atmosfera medieval, Disgaea 7 é altamente recomendável.

    O caos estratégico sob medida

    Disgaea 7 Complete é, em essência, um jogo que entende o que os fãs da franquia amam, enquanto faz um esforço genuíno para ser mais acolhedor aos novatos no universo dos RPGs táticos. Embora o universo do jogo seja vasto e as minúcias estratégicas possam parecer um mar de informações complexas no início, exigindo dedicação para serem dominadas, a sua mecânica de não-morte permanente serve como uma âncora de segurança, permitindo experimentação sem punição severa.

    Se você já aprecia a ideia de jogos como Fire Emblem, mas busca um título com uma estética mais exagerada e vibe anime, e está disposto a investir tempo para decifrar a enorme quantidade de customizações e atributos, esta versão é pra você.

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  • Estamos jogando: Majogami – o encontro sombrio entre Mega Man Zero e Gunvolt

    Estamos jogando: Majogami – o encontro sombrio entre Mega Man Zero e Gunvolt

    Uma análise detalhada do jogo de ação e plataforma linear

    Majogami teve um lançamento que imediatamente chamou a atenção por suas origens e sua estética singular. Com uma temática que combina perfeitamente com a estação do Halloween, esta análise mergulha no universo de Majogami para responder se o preço cobrado justifica a experiência oferecida aos fãs de Gunvolt e da ação frenética linear.

    O legado de ação revitalizado – contexto e inspiração de Majogami

    Majogami emerge como um título de ação e plataforma que se insere na linhagem dos jogos de alta velocidade e precisão. O contexto mais fascinante do jogo reside em sua origem: ele foi criado pelos mesmos desenvolvedores responsáveis pela aclamada série Mega Man Zero. Essa herança imediatamente estabelece uma expectativa elevada em relação à fluidez do combate e ao design de níveis, elementos cruciais para o gênero.

    Visualmente e em termos de conceito, Majogami é descrito como uma fusão de diversas referências notáveis. Ele é um Gunvolt, mas com uma temática de bruxa e papel. Para dar uma ideia mais clara de sua identidade, o jogo é comparado a uma mistura de elementos de “paper Bayonetta Origins“, Gunvolt e, claro, Mega Man Zero. Essa descrição sugere uma ação intensa, mas com um toque estético único, aproveitando a temática sombria.

    A mecânica de combo – explicando o gameplay de Majogami

    O coração da experiência de Majogami reside em seu sistema de combate baseado em combos. A jogabilidade é desenhada para ser incrivelmente fluida e satisfatória, dependendo da constante interação entre diferentes tipos de ataque e movimentação.

    O mecanismo central envolve o uso de um botão específico que permite ao jogador avançar diretamente para a localização do inimigo. Este avanço, contudo, não é infinito. Para manter a sequência e continuar a ofensiva, os jogadores devem mesclar esse movimento de avanço com ataques comuns. O uso dos ataques básicos serve para recarregar a barra ou a energia necessária para executar o próximo avanço, garantindo que o flow do combate permaneça ininterrupto, e que o jogador seja recompensado por uma execução precisa.

    Este sistema, que exige que o jogador não pare de se mover e atacar, faz com que Majogami seja uma experiência inteiramente baseada na construção e manutenção de combos.

    Além do combate frenético, o jogo não abandona as raízes do gênero plataforma. Ele apresenta trechos de plataforma que exigem precisão, intercalando a ação direta com desafios de navegação e timing.

    Um aspecto fundamental que define o nível de desafio de Majogami é o design das batalhas contra chefes. Os chefes são projetados especificamente para exigir que o jogador desligue o “modo de sair apertando o botão loucamente”. Em vez disso, essas lutas demandam que os jogadores utilizem suas habilidades e a mecânica de avanço/ataque de forma estratégica. As batalhas são consideradas muito legais e um ponto alto do design do jogo.

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    O veredito – nossa opinião sobre o título

    O nosso tempo jogando Majogami foi focado na versão para Nintendo Switch 2. Em termos de desempenho técnico, o jogo se destaca: a versão Switch 2 é notavelmente muito bonita e extremamente fluida. A qualidade visual e a taxa de quadros elevada contribuem diretamente para a satisfação do gameplay baseado em combos.

    Em termos de qualidade geral, o jogo é bem legal e diverte quem aprecia jogos de ação e plataforma linear. O fato de ser um jogo dos criadores de Mega Man Zero e com a pegada de Gunvolt serve como um forte indicativo de sua excelência em design de ação 2D.

    Contudo, é crucial ponderar a simplicidade do design. Apesar de sua inegável qualidade, Majogami é considerado um jogo bem simples e não é nada muito diferente do que já foi visto nas séries como Gunvolt. Para um jogo com um preço de varejo relativamente alto, a ausência de inovações disruptivas pode ser um fator limitante.

    O maior ponto de crítica, e que impacta diretamente a experiência de imersão, é a trilha sonora. O áudio consiste em apenas um piano e não ficou tão bom assim. Em um jogo de ação frenética onde a música geralmente dita o ritmo do combate, uma trilha sonora fraca pode ser decepcionante.

    Apesar dos pontos negativos, em termos de qualidade, ele tá bem legal.

    Custo-Benefício

    O preço cheio, e até mesmo o promocional de R$170, é alto dada a simplicidade inerente do título e a existência de alternativas excelentes no mercado.

    Para quem busca a experiência de gameplay similar sem o alto investimento, a recomendação é jogar Mega Man Zero ou a série Gunvolt, ambas consideradas ótimas.

    A magia simples de um roguelike linear

    Majogami é, sem dúvida, um jogo de qualidade, construído sobre uma base robusta de design de ação 2D graças ao talento dos criadores de Mega Man Zero. A satisfação que ele proporciona resulta da fluidez do combate e da exigência estratégica nas batalhas contra chefes, tornando-o um passatempo divertido e visualmente atraente, especialmente no Switch 2.

    Contudo, a principal questão que paira sobre este lançamento é o valor. Sendo um jogo que se assume simples e que não se distancia drasticamente de títulos já estabelecidos e altamente aclamados (como as próprias séries Gunvolt e Mega Man Zero), o preço de R$190(ou mesmo R$170 em promoção) parece excessivo.

    Se você é um fã purista de ação linear que adora a temática e não se importa em investir em um título de alta qualidade, mesmo que simples, Majogami pode ser a sua pedida. Mas para a maioria dos jogadores que buscam o melhor custo-benefício, a dica de serviço é clara: adicione Majogami à sua lista de desejos e espere por uma grande promoção.

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  • Análise: The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom – o retorno clássico com sabor de Pokémon

    Análise: The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom – o retorno clássico com sabor de Pokémon

    A sabedoria da heroína e o triunfo do jogo 2D evoluído.

    É sempre um privilégio quando um novo título da série The Legend of Zelda é lançado. The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom não é apenas mais um lançamento; ele representa um marco significativo. É o primeiro jogo principal da franquia em que a Princesa Zelda assume o papel de protagonista e heroína.

    Este jogo é o Zelda que a personagem Zelda merecia, um triunfo de um retorno à forma clássica e, acreditem ou não, uma fusão entre Zelda e Pokémon.

    O retorno à forma clássica com inovação cativante

    A descrição de um novo Zelda é sempre um exercício curioso, visto que a franquia possui tantas vertentes que influenciaram a indústria. A pergunta sempre paira: será um 2D clássico como A Link to the Past, um 3D tradicional como Ocarina of Time, ou seguirá a liberdade de Breath of the Wild? Echoes of Wisdom surpreende ao pegar elementos de todas essas vertentes, misturando-os em uma experiência simultaneamente familiar e nova.

    Em primeiro lugar, é crucial notar que, apesar de manter a câmera de cima (top-down) e ser mais linear que seus antecessores imediatos no Switch, o jogo não ignora a revolução de mundo aberto introduzida por Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. Ele se apropria de elementos de mundo aberto que funcionam em um ambiente 2D, criando uma novidade clássica.

    O Echoes of Wisdom é, obviamente, estrelado pela Princesa Zelda. Ela deixa sua vida confortável no reino para lutar pela sobrevivência de Hyrule, assumindo o papel de heroína. Como guerreira, ela se diferencia de Link, não utilizando a força bruta, mas sim a sabedoria. Essa sabedoria é manifestada através da mecânica central do jogo, o poder de criar Ecos, concedido pelo seu acompanhante Tri.

    A genialidade do gameplay: os Ecos e o efeito Pokémon

    A principal mecânica do jogo, e a melhor parte dele é a capacidade de Zelda de criar Ecos — clones de objetos ou de criaturas vivas, incluindo inimigos. Essa dinâmica é comparada ao potencial do jogo indie Monster Sanctuary, e surpreende pela sua profundidade. Os trailers prometiam o uso de Ecos para resolver puzzles, o que é verdade, mas o que realmente cativa é o que chamamos de efeito Pokémon.

    O jogador sente um desejo inerente de colecionar todos os Ecos possíveis para testá-los e combiná-los. No combate, é literalmente como se Zelda jogasse uma Pokébola no cenário e o seu Pokémon lutasse por ela. Isso eleva os Ecos para algo muito além de meros objetos ou máquinas construtíveis, como em Tears of the Kingdom; eles são seres com comportamentos e designs variados, e o jogador se apega a eles. O catálogo de criaturas a serem capturadas é vasto, e cada Eco funciona de maneira distinta, podendo ser combinado com outros, desde que se observe o custo de invocação.

    A versatilidade dos Ecos é impressionante. Alguns são ofensivos com alcance aéreo; outros são lentos, mas roubam a atenção, permitindo que Zelda se esconda; há Ecos de fogo, gelo, e aqueles mais adequados para o movimento ou para serem usados debaixo d’água. A genialidade do level design da Nintendo está em unir essa mecânica de colecionismo com o mundo de Zelda. Durante a exploração, o jogo intencionalmente coloca minipuzzles ou situações que exigem o uso de um Eco que você acabou de obter, incentivando a experimentação imediata.

    Além dos Ecos, Zelda utiliza a Sincronização, que a conecta a objetos diversos, explorando ao máximo essa ligação nos puzzles. Por exemplo, um peixe pode ser inútil em terra, mas ao sincronizá-lo, Zelda pode levá-lo para onde quiser.

    A estrutura do jogo: dungeons clássicas e progressão inteligente

    Uma das maiores críticas feitas a Breath of the Wild e Tears of the Kingdom por parte de alguns fãs era a ausência de Dungeons grandes e clássicas. Echoes of Wisdom resolve essa questão com louvor. O jogo tem foco em Dungeons realmente grandes, no estilo clássico de Zelda: pegar a chave, usar o mapa, abrir portas, descer degraus.

    Essas Dungeons ocorrem no chamado Mundo Inerte, uma dimensão sombria que suga partes de Hyrule através de fendas. A história gira em torno de Zelda e Tri viajando para o Mundo Inerte para resolver a Dungeon e devolver o local sugado.

    Embora o jogo possua um mundo aberto, ele é linear, dividido em capítulos ou partes, garantindo que a narrativa e a dificuldade progridam de forma coesa. Por exemplo, você pode alcançar o cenário de um chefe da Parte 2, mas ele não estará lá se você ainda não tiver desencadeado os eventos da Parte 1. Isso resolve um problema recorrente em jogos de mundo aberto onde o jogador pode se tornar superpoderoso rapidamente.

    Em Echoes of Wisdom, o level design evolui com os capítulos; há um bom começo para aprendizado, um meio para acostumar-se às mecânicas, e um final que exige a aplicação dos primeiros conceitos aprendidos.

    Enquanto os títulos mais recentes da série tem elementos de RPG mais fortes, fazendo o jogador ficar mais forte ao longo de 200 horas de jogo, Echoes of Wisdom tem pouco disso; a força do jogador é construída pela sabedoria e versatilidade no uso dos Ecos.

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    Exploração valiosa e longevidade

    O mundo aberto de Echoes of Wisdom pode ser pequeno em comparação com os mundos insanos da atualidade, mas é grande se comparado aos padrões dos Zeldas clássicos. O mais crucial é que ele é recheado do começo ao fim. Diferente da duologia Breath/Tears, onde alguns jogadores sentem que passam muito tempo andando sem encontrar nada, aqui você não fica dez segundos sem encontrar um inimigo para coletar, uma caverna, um colecionável ou um personagem com side quest.

    Essa densidade torna a exploração muito mais valiosa. O mundo aberto não é um lugar para ser ignorado entre os objetivos; ele é o local onde você deve derrotar monstros para adicioná-los à sua coleção de Ecos, que serão essenciais nas Dungeons.

    A longevidade do jogo é bastante satisfatória para um título de aventura focado. Para um jogador experiente focado na história, a conclusão pode levar cerca de 20 horas. No entanto, jogadores que buscam todos os segredos, os Ecos, as side quests e eventos únicos podem esperar algo entre 30 a 40 horas. Para novatos na franquia, que podem se perder um pouco mais nos puzzles e na exploração, a estimativa pode facilmente ultrapassar as 50 horas, e até mesmo chegar a 100 horas, especialmente se optarem por fazer um segundo run no Hero Mode.

    O jogo oferece um excelente custo-benefício. Para aqueles que foram críticos aos últimos Zeldas, este jogo é um reforço ao argumento de que a série top-down com Dungeons clássicas continua válida, formando um paralelo ideal com as inovações dos jogos 3D.

    A visão fofa e o Hero Mode

    O tom de Echoes of Wisdom é inegavelmente fofo e carismático. Não espere cenas dramáticas, plots complexos ou momentos aterrorizantes; o jogo foca em emoções felizes e histórias leves agradáveis. Essa fofura não subestima a protagonista; Zelda é a heroína que luta pela sobrevivência de Hyrule.

    Em termos de dificuldade, o jogo é relativamente fácil no modo normal. Contudo, ele oferece o Modo Herói desde o início, que é recomendado para veteranos. O Hero Mode não transforma o jogo em algo absurdamente difícil, mas torna Zelda mais vulnerável, fazendo-a receber o dobro de dano, removendo corações de vasos ou gramas quebradas, e limitando o uso de certos equipamentos. Isso força o jogador a ser mais cuidadoso e a não desligar o cérebro, algo que pode desagradar em outros jogos.

    Os puzzles são o ponto onde Echoes of Wisdom brilha em complexidade, sendo mais labirínticos e explorando ao máximo as mecânicas de Eco e Sincronização. No entanto, a dificuldade dos puzzles em si não é exatamente alta, pois Zelda tem muitos recursos à disposição para superá-los, uma tendência que alguns veteranos podem achar que acompanha a facilitação geral da indústria.

    A localização e os problemas técnicos

    Para os leitores brasileiros, há uma notícia fantástica e um ponto de serviço essencial: finalmente, temos um Zelda completo em Português do Brasil! O trabalho de localização foi extenso e excelente, cobrindo não apenas a história, mas também cidades, itens e, principalmente, todos os muitos Ecos e suas descrições. Isso facilita a imersão, o entendimento das nuances da história fofa, e torna o jogo mais acessível para jogadores novos e experientes.

    Apesar de ser um jogo genial em seu game design, Echoes of Wisdom carrega um problema recorrente do Nintendo Switch: a performance. Em nossa análise, notamos que o jogo não possui um frame rate estável, com quedas frequentes, especialmente no mundo aberto.

    Além disso, há problemas visuais, como o serrilhado, perceptível principalmente ao jogar na televisão. Embora esses problemas técnicos não atrapalhem o game design principal, eles são existentes e precisam ser relatados. A arte do jogo é linda e carismática, no estilo toy-like, então uma versão futura com melhor anti-aliasing e frame rate seria apenas um polimento para aprimorar o que já é visualmente atraente.

    Outro ponto de crítica, mais uma preferência dos veteranos, é o subaproveitamento do lado divino ou sobrenatural de Zelda. Ela usa os poderes de Tri com sabedoria, mas os poderes são de Tri, não dela. Não há um despertar de um poder mágico insano, algo que a personagem já demonstrou em outros jogos.

    A falta de upgrades de mobilidade para a própria Zelda, como um pulo mais eficiente, pode cansar em alguns momentos; a necessidade de invocar um Eco para pular em degraus simples tira um pouco do ritmo e da criatividade, por vezes incentivando o jogador a seguir a linearidade das “estradas asfaltadas”.

    The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom é um título de elite

    Ele não é apenas um marco por ter Zelda como protagonista, mas é um excelente jogo em termos de gameplay, criatividade e carisma. A Nintendo, ao treinar o estúdio Grezzo por anos em remakes clássicos, acertou em cheio ao dar a eles a oportunidade de inovar com uma nova fórmula 2D. Este jogo é melhor do que qualquer remake de Oracles ou A Link to the Past que os fãs poderiam ter pedido.

    Apesar dos problemas de performance e serrilhados, a experiência geral eleva o jogo ao patamar dos títulos obrigatórios do console.

    Com Echoes of Wisdom, a Nintendo abriu uma porta que, esperamos, jamais se feche: a de lançamentos paralelos que puxam para a fórmula clássica de Zelda, complementando as inovações constantes dos jogos 3D grandiosos.

    A mecânica de Ecos de Zelda transforma a sabedoria em uma ferramenta ativa, algo revolucionário que superou em criatividade as construções de Tears of the Kingdom.

    Como jogadores, a questão que fica é: De que forma essa abordagem centrada na coleta e versatilidade, mais próxima de um RPG de monstros, influenciará as próximas grandes inovações da série The Legend of Zelda? É um conceito poderoso que certamente mudará a forma como definimos o arsenal da heroína no futuro.

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    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Estamos jogando: Ys vs. Trails in the Sky: Alternative Saga – o crossover que revive o brawler clássico

    Estamos jogando: Ys vs. Trails in the Sky: Alternative Saga – o crossover que revive o brawler clássico

    A mistura inesperada de ação, brawlers e JRPGs da Falcom

    A Falcom é conhecida por suas aclamadas franquias de RPG, Ys e The Legend of Heroes: Trails in the Sky. Contudo, quando essas duas gigantes se unem, o resultado é algo inesperado: Ys vs. Trails in the Sky: Alternative Saga, um jogo que foge do tradicional JRPG para entregar uma experiência de luta brawler com profundos elementos de progressão.

    Neste espaço, detalhamos nossas impressões iniciais sobre este crossover, explorando se a mistura inusitada de gêneros realmente funciona e se o título merece a atenção dos jogadores da Nintendo, especialmente aqueles que buscam uma dose de nostalgia e combates frenéticos.

    A colisão dos Universos: entendendo o conceito

    Este título é fundamentalmente um crossover entre as duas principais séries de RPG da Falcom, Ys e Trails in the Sky. No entanto, em vez de seguir a fórmula tradicional de RPG de turno ou ação, ele se apresenta como um jogo de luta estilo brawler misturado com fortes elementos de RPG. A premissa é simples: colocar personagens favoritos dessas franquias para se degladiar em cenários grandes e interativos.

    Como funciona a jogabilidade e o estilo brawler-RPG

    A jogabilidade é o coração da experiência, sendo definida por uma mistura interessante de luta e RPG. O título permite que até quatro jogadores entrem na arena para batalhas intensas.

    Os cenários são notavelmente grandes e não são meros planos de fundo; eles oferecem elementos interativos, como armadilhas (exemplos incluem lava) e locais que exigem pulos estratégicos. Essa estrutura de arena com múltiplos jogadores e interações ambientais remete diretamente a jogos clássicos de luta brawler de plataformas como o Nintendo 64 ou o PlayStation 2, um estilo que, honestamente, é muito bem-vindo nos dias atuais.

    A profundidade do RPG no combate

    Apesar de ser um jogo de luta, a essência do RPG permeia toda a progressão. Os personagens que controlamos são muito mais do que meros lutadores; eles possuem níveis e a mecânica de customização é robusta:

    • Itens e habilidades: É possível equipar itens e há um sistema para desbloquear e evoluir skills. Essa profundidade de customização garante que o domínio não dependa apenas da habilidade do jogador com o controle, mas também do investimento de tempo no desenvolvimento do personagem.
    • Modo campanha: A campanha single-player é estruturada como um action RPG, mas as batalhas ocorrem em formatos um contra um ou dois contra dois. O jogador evolui seu personagem a cada batalha vencida.
    • Farming de XP: Um fato útil e necessário para os jogadores é a necessidade e possibilidade de farmar experiência. Se uma batalha se mostrar muito difícil, é crucial voltar e rejogar combates anteriores para subir o nível do personagem e prepará-lo adequadamente para o desafio.

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    A dificuldade agressiva do Modo Arcade:

    Se você planeja saltar diretamente para o Modo Arcade, encontrará uma parede de dificuldade. Este modo é complicado porque o nível dos inimigos salta drasticamente de uma batalha para a próxima. Para ter sucesso no Arcade, é essencial jogar a campanha primeiro, dedicando tempo para evoluir bem os personagens antes de tentar a sorte.

    Onde podemos jogar e qual o contexto visual?

    Embora o jogo tenha sido avaliado em um segmento focado em lançamentos e jogos da Nintendo, é crucial notar o contexto histórico do título. Ys vs. Trails in the Sky: Alternative Saga foi originalmente um jogo de PSP lançado em 2010. No entanto, ele foi remasterizado.

    Felizmente, o trabalho de remasterização é competente. Os visuais não incomodam, tanto ao jogar no modo TV quanto no modo portátil do console. Para quem gosta de títulos com um visual retro ou que prezam pela jogabilidade em detrimento dos gráficos de última geração, a experiência é satisfatória.

    Por que jogar: O apelo para os fãs e novatos

    Para quem é fã da Falcom e acompanha as duas franquias, este jogo é o ideal, pois oferece uma interação e um encontro entre os personagens de Ys e Trails in the Sky. É um prato cheio para ver os universos colidindo.

    Mas, mesmo que você não seja um fã ávido das duas séries, há boas notícias:

    1. Acessibilidade da história: A história do crossover é isolada e não possui muita relação direta com os enredos dos demais jogos. Isso significa que um jogador novo pode se divertir com a ação e o brawler sem se sentir perdido na vasta mitologia da Falcom.
    2. Qualidade própria: O jogo é bem legal por si só, independentemente do seu conhecimento prévio sobre Ys ou Trails.

    O fator multiplayer local e retrogame

    Um ponto de serviço importante para quem valoriza a experiência social no Nintendo Switch é a inclusão de multiplayer local para quatro jogadores. Essa funcionalidade adiciona um significativo fator retrogame ao título, tornando-o um jogo independente e divertido para reunir amigos e reviver a era dos brawlers de console.

    Quanto custa o Alternative Saga?

    O preço de lançamento deste título não é exorbitante, felizmente. Ele está sendo vendido por R$102. Este valor é consideravelmente acessível, especialmente para um crossover que oferece elementos de RPG e combate.

    Ainda assim, como é uma prática comum, se você não estiver com pressa pode adicionar o jogo à sua wish list e esperar por uma promoção para comprá-lo por um preço ainda melhor.

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    O que achamos do jogo

    Em nossas horas iniciais, percebemos que a união de jogo de luta e RPG em Ys vs. Trails é bem executada e uma mistura interessante. É um título que resgata um estilo de brawler que não se vê mais com frequência e o enriquece com mecânicas de evolução e farming típicas de RPG. Para quem busca um jogo de porradaria com profundidade, que possa ser levado para o modo portátil e jogado com amigos no modo TV, ele é uma adição valiosa ao catálogo.

    A ressalva fica por conta da dificuldade do modo Arcade, que exige dedicação e grinding na campanha antes de ser encarado de frente.

    Um encontro de lendas que vale o investimento

    Ys vs. Trails in the Sky: Alternative Saga prova que nem todo crossover precisa seguir a fórmula do seu material de origem. Ao abraçar o gênero brawler e infundi-lo com a progressão viciante de um RPG, a Falcom entrega um título que é ao mesmo tempo nostálgico e fresco. É um jogo que oferece valor significativo pelo seu preço, especialmente considerando o fator retrogame e a possibilidade de multiplayer local para quatro jogadores, o que o torna ideal para sessões de jogo com amigos.

    Para o fã da Falcom, é um item obrigatório; para o jogador do Switch em busca de um jogo de luta diferente e com grande capacidade de rejogabilidade, é uma excelente pedida.

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    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.