Autor: Marote

  • Análise: Tokyo Scramble – Cuidado onde anda, você pode ter uma companhia

    Análise: Tokyo Scramble – Cuidado onde anda, você pode ter uma companhia

    Se teve um jogo que me deixou curioso na última Nintendo Direct: Partner Showcase foi sem dúvida Tokyo Scramble. Talvez pelo meu fascínio por fósseis? É um bom ponto. Mas o maior fato foi por ser um game que mistura puzzle, stealth e, claro, dinossauros no mesmo pacote. Mas, será que deu o molho?

    O jogo não tem enrolação: logo de cara ele já te apresenta a protagonista Anne dentro de um metrô nos subúrbios de Tokyo e um terremoto te joga num misterioso subterrâneo de cavernas da cidade. Isolada e não fazendo ideia de onde está, você explora de maneira linear e rapidamente é surpreendido por um Dino, ou devo dizer, um Zino, criaturas semelhantes a dinossauros que querem te caçar pra te devorar.

    Aqui não temos recursos. Você não tem armas, munições, aparelhos ou qualquer outra coisa que te ajude. É puramente seu fôlego e seu cérebro em descobrir a melhor maneira de sair das cavernas sem ser notada pelos Zinos.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Seu único companheiro nessa solitária tentativa de retornar à superfície é seu smartwatch carinhosamente chamado de Diana. E é bem peculiar: ele consegue interagir com diferentes objetos, desde portões, escavadeiras e até mesmo carrinhos de limpeza. Curiosamente com ele, Anne ainda consegue conversar com seus amigos que estão na superfície e vivem um dilema paralelo à história de encerrar a banda deles: a Tokyo Scramble, de onde vem o nome do jogo.

    Durante sua jornada para reencontrar seus companheiros da banda, você vai dar de cara com diferentes espécies dos Zinos, sendo o Goblin, o primeiro que vai te perseguir.

    Cada espécie deles tem “habilidades” diferentes para te localizar. Alguns tem uma visão extremamente aguçada, já outros se sobressaem pela audição capaz de ouvir seus passos bem de longe. Cabe a você, e também através das diversas anotações da Anne sobre os bichos, saber os padrões dos Zinos e conseguir atravessar a fase sem ser pega.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Tokyo Scramble é divido por “episódios”, que são justamente as fases que você progride nas diferentes regiões da metrópole japonesa. E, claro, a dificuldade, quantidade de Zinos, e raciocínio para escapar aumentam gradativamente.

    Pelo fato de você não ter nenhum recurso, aqui ser pego significa sua morte. O jogo não tem uma barra de vida, não tem “resistência”, nada. Simplesmente tentar correr vai fazer seu fôlego e batimentos cardíacos subir rapidamente, deixando Anne exausta e chamando a atenção dos bichos. Você precisa pensar, saber o que cada Zino faz para assim progredir, senão, não funciona.

    O foco aqui é a gameplay e raciocínio para tentar escapar. A história do jogo é totalmente secundária e tem apenas conversas de Anne com seus amigos que vivem os clássicos “dilemas e dramas de adolescentes”.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Eventualmente você acaba sabendo um pouco mais deles quando você se esforça em pegar os upgrades do seu smartwatch, que servem como “conquistas”, mas que são opcionais e não impactam em quase nada no jogo.

    E por falar em upgrades, são 3 melhorias que você consegue em seu relógio. Cada uma delas servem pra te facilitar (ou até mesmo te salvar) a atravessar o caminho. E não pense que é de mão beijada, não é. Existem locais que você pode recarregar o smartwatch para assim usar ele.

    Tokyo Scramble não impressiona no seu visual. Aliás, ao contrário, você percebe gráficos até feios considerando que é um título para o Nintendo Switch 2.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    E, embora seu único objetivo seja pensar para escapar, você pode acabar se frustrando em certos momentos em que as habilidades dos Zinos “não se comportam como deveriam”, sendo necessário você repetir algumas vezes até dar certo.

    Mas é justíssimo falar que Tokyo Scramble fez uma coisa bem diferente, seu multiplayer bem particular. Aqui seus amigos não vão controlar outros personagens, todos vão controlar diferentes funções da protagonista Anne: você controla o movimento, seu amigo a câmera, outro o smartwatch dela e por aí vai. E surpreendentemente… funciona e é divertido! O GameShere do Switch 2 é uma excelente funcionalidade deste recurso.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    A mistura de dinossauros com um jogo stealth no fim das contas deu molho sim. Tokyo Scramble é o clássico jogo para você zerar aos pouquinhos, fazendo 1 a 3 fases por dia pra te dar aquela satisfação de que você precisou pensar para passar e não apenas correr alucinadamente.

    O jogo também está totalmente legendado em português brasileiro e custa os honestíssimos R$79,99 na eShop. Não vai te tomar muito tempo, sendo que você consegue finalizar entre 6 a 10h e o principal: você vai se divertir, especialmente no multiplayer.

    Tokyo Scramble mostrou que é legal sair da caixa seja em uma mistura doida de colocar dinossauros num contexto de jogo, ou até mesmo em nos dar um multiplayer diferente do que estamos acostumados.

  • Coelho News Marca Presença na 9ª Edição no AbleGamersBR

    Coelho News Marca Presença na 9ª Edição no AbleGamersBR

    Hoje, dia 20 de setembro, é a 9ª edição do evento AbleGamers Brasil, um evento para promover e divulgar a acessibilidade no mundo dos games.

    A Equipe Coelho no Japão está aqui presente para cobrir e informar as novidades e também as soluções que a indústria apresenta para pessoas com necessidades especiais.

    Equipe Coelho no Japão com o presidente da AbleGamers Cris.

    Além de diversos stands como Microsoft e Sony, nós também temos a participação da Nintendo com um controle adaptativo da Hori, licenciado pela própria Big N.

    O controle permite a inserção de diversos módulos para facilitar o “input” de comandos para pessoas com movimentos limitados, além claro de analógicos desenvolvidos pela própria AbleGamers.

    O mais interessante por ser um controle bem versátil é a demo de Donkey Kong Bananza onde ele está sendo utilizado aqui no evento.

    Divulgação: Equipe Coelho no Japão

    Conforme o Coelho News divulgou recentemente e nona edição do evento promove debates sobre inclusão e arrecada fundos para apoiar jogadores com deficiência. O evento ocorre até a noite deste sábado (20 de setembro) até as 23:00 (horário de Brasília) no Login House eXP em São Paulo capital.

  • Confira o Evento de Lançamento do Nintendo Switch 2 no Brasil

    Confira o Evento de Lançamento do Nintendo Switch 2 no Brasil

    A Nintendo Brasil realiza nesta quarta-feira 04 de junho o evento de lançamento do Nintendo Switch 2 na cidade de São Paulo

    Entrada para o evento de lançamento do Nintendo Switch 2 no Brasil.

    Com lançamento do console previsto para o dia 05 de junho em território nacional, a Equipe Coelho no Japão foi uma das convidadas ao evento presencial para testar o console, acessórios e seus jogos, como o mais novo Mario Kart World, além de demais softwares.

    Imprensa e convidados estão entre os selecionados para testar os recursos do Nintendo Switch 2.

    Foto do evento de lançamento do Nintendo Switch 2 no Brasil.

    Assim como aconteceu ao redor do mundo nos Nintendo Switch 2 Experience, o console está disponível para ser testado em todos os aspectos: desde sua aparência, recursos, tela, controles e muito mais.

    Vale notar que a Nintendo Brasil fez muita questão de deixar destacado a localização do console: Absolutamente tudo está em nosso português brasileiro. Caixa do aparelho, mídia física do Mario Kart World, atém mesmo o carregador segue o padrão brasileiro.

    Imagem: Capa nacional da edição em mídia física de Mario Kart World

    Aproveite hoje mesmo para comprar o seu Nintendo Switch 2 através dos grupos do Nintendo Barato

    Nintendo Barato é um serviço que utiliza busca inteligente para encontrar os menores preços atualizados de hora em hora! Tudo com curadoria humana para que sejam filtradas apenas lojas de confiança, e com variados produtos para Nintendo Switch.

  • Análise – Mario & Luigi: Brothership

    Análise – Mario & Luigi: Brothership

    Eu não sei o que você esperava de Mario & Luigi: Brothership, mas dificilmente você acertou. O jogo é talvez o chamado RPG de turno com mais ação de todos do Mario, seja na exploração, ou mesmo em suas batalhas, não te permitindo piscar na maior parte do tempo, o que é uma característica contrastante com a premissa do turno. E o jogo não te deixa piscar não só porque tá sempre acontecendo alguma coisa na tela que exige reação imediata, mas também porque o jogador que se desconcentrar tem um alto risco de falhar.

    Brothership é um RPG de mão cheia e talvez o jogo do Mario mais desafiador do Nintendo Switch, já que sua desenvolvedora é ninguém menos do que uma recentemente conceituada produtora de RPGs como Octopath Traveller, que, junto com a Nintendo, criou um jogo também muito mais completo do que você espera, embora, tenha também alguns problemas que sejam importantes serem mencionados.

    Antes de falar do combate, é essencial começar dizendo como é a estrutura do jogo, o que é curioso, pois geralmente RPGs, principalmente japoneses, possuem uma estrutura de andar até o objetivo, batalhar e explorar no caminho, chegar, ver a cut scenes e repete isso. Por mais que se explore, geralmente o gameplay fora das batalhas é “andar e ler” no máximo pular aqui e ali pra chegar nuns trechos diferentes. Nesse sentido, novamente vale a pena mencionar que Brothership subverte esta expectativa, já que o jogo tem diversas mecânicas fora das batalhas, o que quase o configura mais como jogo de aventura do que RPG.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Diversos puzzles pra resolver, trechos de plataforma, uso de habilidades de movimentação que possuem seus próprios desafios, e diversas outras mecânicas únicas devido à sua estrutura de progressão que já vamos entrar em mais detalhes, mas a primeira coisa que é necessário dizer é que esse jogo é muito mais do que “andar e batalhar”, e ele faz isso sem sacrificar um bom combate. Quem conhece a série Paper Mario ou mesmo os jogos anteriores da série Mario & Luigi já tem uma noção disso, mas aqui a coisa tá realmente em outro nível em termos de variedade.

    Um contexto da história

    O Reino do Cogumelo foi de certa forma fundido com uma espécie dimensão chamada Elétria, um continente movido à eletricidade cujos habitantes são meio que “caras de tomada”. Esse continente era sustentado por uma grande árvore central chamada Arbolux, só que algo aconteceu e a luz se apagou, e todos os reinos, as cidades desse continente se partiram. É tipo a Terra, tinha a Pangéia que era um continente só, daí eles foram se separando até formar os continentes que temos hoje.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Só que os habitantes do Reino do Cogumelo foram parar lá de algum jeito. Mario e Luigi conhecem Tetê, uma guardiã da Arbolux que conseguiu salvar e plantar uma espécie de semente da árvore em uma ilha chamada Nauta, que tem um formato de navio. Então basicamente, a missão do Mario e Luigi é visitar cada cidade que foi separada da Arbolux, e reconectar com a ilha, restaurando o continente de Elétria. Pois eles acham que restaurar tudo é o único jeito dos habitantes do Reino do Cogumelo voltarem pra sua casa.

    Essa história é claro, um pretexto pra gameplay funcionar. O jogo tem um sistema de progressão que praticamente dá pra chamar de “RPG de fases”. Essas ilhas que visitamos, são ilhas, são pequenos mundinhos com cenário próprio, população própria, temática, inimigos e tudo mais, porém, mais do que isso, cada uma delas traz uma proposta diferente de gameplay, em cada uma delas, tem alguma treta rolando que os irmãos Mario precisam resolver antes de reconectar a ilha.

    Algumas ilhas tem mais puzzles, e um tipo específico deles, outras focam em histórias de personagens mais importantes, outros são mais um lar de inimigos mesmo, e algumas tem propostas únicas que não valem a pena mencionar pra preservar a experiência do jogador.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Nossa missão é reconectar a ilha através de um farol, e isso só acontece no fim dessa “fase”, tipo quando o Mario pula no mastro nos jogos tradicionais. E vale mencionar que até reconectarmos, nós estamos presos naquela ilha, não temos como voltar pra nossa base que é a ilha/navio, e só depois de reconectados podemos usar Fast Travels à vontade. Mesmo a localização dessas ilhas/fases não é de fácil acesso. Nós temos que navegar até avistarmos a ilha e se demorar demais, o navio passa por ela e aí tem que dar a volta.

    É um sistema que parece complicar algo simples como “escolher a fase”, mas adiciona uma contextualização muito interessante, principalmente depois que pegamos o turbo pro nosso navio e aí sim não demora tanto pra explorar o oceano. E um sistema muito interessante do jogo é que a navegação ocorre em paralelo com a nossa exploração, então, enquanto nós estamos numa fase/ilha, não podemos voltar pro navio, mas podemos dar ordens de pra onde ir, e isso é o jogo te dizendo: “revisite a ilha pois tem missões e coletáveis novos!”

    Além disso, no mar, não temos só as ilhas/fases que serão reconectadas ao nosso navio/ilha, existem também minúsculas ilhas que são só um bloco ali de terra mesmo e nelas temos, por exemplo “um puzzle”, “uma horda de 5 inimigos”, parece que é tipo “projetos de fases rejeitadas”, mas que no fim adicionam ainda mais variedade ao gameplay pois nessas mini-ilhas temos mecânicas novas que os desenvolvedores não quiseram se aprofundar e fica naquele bloquinho de terra mesmo.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    O combate de Mario & Luigi: Brothership

    Além de uma aventura completa, o jogo tem também um ótimo combate, e numa dificuldade que jogadores que gostem de se desafiar com regras do tipo “não usar itens de cura em batalha” terão aqui algo bem desafiador. O seu sistema base é como Paper Mario: The Thousand-Year Door, um RPG de turno mas com ataques que precisam ser acertados em tempo real, e o ataque dos inimigos podem ser defendidos se o jogador pular ou rebater na hora certa. Só que o Paper Mario traz uma abordagem mais… ”divertida”, com comandos mais simples e ataques de inimigos com dano menor.

    Nesse jogo, temos ataques especiais progressivamente mais difíceis de executar, com alguns requerendo um tempo legal para treino, e o fato de termos Mario e Luigi faz com que tudo do Mario seja usando botão A, e tudo do Luigi seja usando B, e isso já exige mais concentração do jogador, pois se ele se confundir, o ataque dá um dano ínfimo.

    Porém, o verdadeiro desafio é sobreviver aos poderosos ataques adversários, que exigem que o jogador conheça os padrões de ataque, e aprendam a esquivar deles, preferencialmente convertendo num contra-ataque, que exige ainda mais precisão.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Isso se intensifica nos chefes, que é um grande ponto positivo do jogo, pois eles tem uma vida muito alta, exigindo muitos turnos para serem derrotados, enquanto o Mario ou o Luigi são fracos – os inimigos alternam entre o Mario e o Luigi, e alguns ataques acertam os 2, mas supondo que você dê azar do chefe atacar só um dos 2 irmãos, e você não consiga esquivar nada… em 3 ou 4 turnos já era, ele é nocauteado e aí o outro irmão luta sozinho.

    Essa dificuldade também faz com que o jogador evite o speedrun, você pode até tentar ir direto ao ponto, evitar combates no caminho, ignorar missões secundárias e compra de equipamentos. Mas se fizer isso vai chegar abaixo do nível recomendado e aí meu amigo… boa sorte!

    Por fim, o jogo traz um novo sistema à série Mario & Luigi que são os plugues de batalha. Com eles, equipamos habilidades diversas mas que tem prazo pra descarregar. Esses plugues são divididos em ofensivos (como acrescentar fogo ao ataque, ou dar um golpe a mais), defensivos (diminuir dano, esquivar mais fácil, recuperar vida) e alguns tem funções únicas. A ideia é que você adquira o máximo de plugues possíveis, pois aí, quando os seus preferidos estiverem descarregados, você usa outros (eles carregam com turnos, tipo “20 turnos descarregado pra recarregar e poder ser usado de novo”, é, alguns demoram bastante).

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    As já citadas longas batalhas de chefe ganham uma cara nova quando o jogador tem muitos plugues, pois ao longo da batalha, podemos trocar o quanto quisermos no nosso turno, então, chega um ponto onde cada turno de cada irmão a gente usa um conjunto diferente, fica BEM estratégico fora que alguns plugues combinam mais com chefes e outros combinam mais com batalhas comuns. Então, o melhor é realmente comprar o máximo possível e pra isso é revisitar as ilhas, nada de speedrun.

    Existem outras coisas que fazem esse combate ótimo, inclusive uma mecânica específica de chefes que contribui ainda mais pra cada batalha ser realmente única. Mas acho que o ponto já foi exemplificado, então, melhor deixar surpresas pra vocês.

    Dito isso bora dar uma olhada nos pontos positivos e negativos de Mario & Luigi: Brothership.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Excelentes pontos positivos

    A história é boa pelos personagens cativantes, pelas animações lindas e pelo humor no diálogo que com frequência te coloca um sorriso, indo desde o pastelão “o Luigi bateu a bunda na queda”, até cenas trabalhadas até demais pra ser só uma piada ao fim.

    O visual do jogo é muito charmoso. Principalmente a água, a temática era navegação e eles capricharam. Fora expressões, cenários, design de inimigos… a direção de arte mandou bem demais.

    A trilha tá demais! Inclusive, talvez, tirando Mario Kart 8 Deluxe e Super Mario Odyssey, seja a melhor trilha de Mario no Nintendo Switch. Cada ilha tem seu tema, e sério… só tem música boa! Batalhas também, cinemáticas… só musicão. Principalmente pra quem curte banda com trompete, saxofone, etc.

    Se alguém achar difícil, o jogo tem sim o famoso “quer abaixar a dificuldade” ativada após mortes em sucessão. E claro, o jogo está em português brasileiro, sendo disparado o maior jogo em termos de linhas de tradução.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Mas também seus pontos negativos

    O desempenho do jogo não tem problemas como The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom. Mas rodar liso, ele não roda não. No portátil melhora, tanto visual quanto fluidez, na dock dá umas travadinhas. E apesar da boa direção de arte, nem tudo ficou bom nela, tem coisa que sim, faz parecer jogo de Nintendo 3DS remasterizado.

    Alguns problemas de lógica. Por exemplo, um obstáculo que o Luigi acha a solução num ponto da história após apenas refletir… esse obstáculo já tinha aparecido antes, porque ele não teve a mesmíssima ideia naquele ponto? Tem horas também que ele consegue usar uns pulos extras pra chegar mais alto, mas é quando o roteiro quer, no jogo em si não.

    E embora os personagens principais sejam bons, muitos deles falharam em ter uma identidade visual. Todo mundo tem cara de tomada, daí muitos personagens até importantes parecem com figurantes. Faltou trabalhar em mais tipos de rostos e corpos.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    E aí vamos pros 2 principais problemas do jogo:

    Ele tem várias ilhas com propostas diferentes, mas por conta disso, algumas delas caem em clichês extremamente saturados. Como trechos de stealth, igual vimos em Zelda esse ano, Princess Peach Showtime! e no Escudeiro Valente. Qual é a tendência de escapar de guardinhas burros com lanternas, galera? Então, pode ser que algumas ilhas você vire a cara pra proposta dela por ela não ser nada original.

    O jogo vai totalmente contra a tendência de Zelda e Mario em trazer liberdade pro jogador. Paredes invisíveis estão presentes o tempo todo, inclusive em trechos  que você claramente conseguiria pular pra chegar numa área, mas tem uma parede ali porque o jogo quer que você tome o caminho que ele quer que você tome. Então aquela coisa de resolver puzzles ou explorar furando a linearidade, tudo com a sua criatividade, esquece. Nesse sentido também o jogo se parece muito com um game de Nintendo 3DS em HD.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Conclusão

    Mario & Luigi: Brothership traz muito conteúdo, sendo de qualidade, variado e percorrendo diversos níveis de dificuldade. Ainda existem melhorias a serem feitas, em execução, performance ou escopo, mas seu saldo é positivo com folga.

    Com um sistema sólido de combate RPG se juntando à uma aventura dinâmica, Brothership consegue ser um RPG de turno que é, ao mesmo tempo, para fãs, como pessoas que acham o estilo monótono.

    Baseada nas mais de 26 horas jogadas, a nota técnica do jogo, de 0 a 10, é 8,5! Isso porque ele apresenta muitos “probleminhas” tanto em performance mas na execução do jogo também, citados nos contras. E a tierlist, também provisória, da nossa experiência geral e recomendação do game é: Tier S! Um jogo de elite do ano de 2024, e certamente elite dos RPGs e spin-offs da série Super Mario.

  • A Nintendo na Gamescom Latam 2025!

    A Nintendo na Gamescom Latam 2025!

    E cá estamos após um fim de semana agitado com a Gamescom Latam 2025! Do dia 30 de abril até 4 de maio, diversas pessoas tiveram a chance de visitar uma das maiores feiras de games do Brasil! Várias marcas, empresas, publicadoras, investidores e muito mais estavam presentes mostrando suas ideias e produtos, e com a Nintendo não foi diferente!

    A Equipe Coelho no Japão esteve em peso no evento e visitamos o stand da Big N para dar uma conferida no que a gigante japonesa trouxe para os brasileiros. Desde estações de jogos, brindes exclusivos e, modéstia a parte, um palco com um telão lindo, olhamos de perto tudo que estava presente.

    Visão lateral do Stand da Nintendo na Gamescom Latam 2025.

    Estação de Jogos

    Assim como em feiras anteriores, a Nintendo seguiu seu stand clássico no vermelho chamativo com diversas estações de jogos espalhadas ao redor para os visitantes.

    A Big N não trouxe nenhum lançamento dessa vez, foram jogos mais focados em sua popularidade e os que estão traduzidos para o português brasileiro, como Princess Peach Showtime, The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom, entre outros. Todas as estações tinham brindes que poderiam ser ganhos por apenas jogar, entre eles cartelas de adesivos e chapéus de origami.

    E sobre o Nintendo Switch 2? Não, infelizmente a Nintendo não trouxe nada do mais novo console da empresa.

    A lista completa das estações de jogos foram:

    • Super Mario Bros. Wonder
    • Super Mario Party Jamboree
    • Mario Kart 8 Deluxe
    • EA Sports FC 25
    • Pokémon Scarlet & Violet
    • Princess Peach Showtime
    • The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom
    Visão das estações de jogos de Mario Kart 8 Deluxe e Super Mario Party Jamboree.

    Espaço de Fotos com Mascotes

    Especialmente para crianças e bater aquela nostalgia para quem cresceu com os personagens da Nintendo, o stand da empresa também tinha uma área dedicada para tirar fotos com Mario, Luigi e o Donkey Kong!

    A dinâmica era bem simples, a cada 30 minutos revezava entre a dupla dos encanadores aparecer e depois era a vez do gorilão ser a estrela. E bastava os fãs entrarem na fila para tirar a foto.

    Simples mas muito bem organizado. E um pequeno detalhe: os mascotes fazendo os gestos semelhantes aos que vemos nos jogos e bem feita as fantasias!

    Área de fotos com o mascote Donkey Kong.

    Jogos Desenvolvidos na América Latina

    Curiosamente por se tratar de um evento com o nome “Latam” em referência à América Latina, a Nintendo trouxe uma área de seu stand focada em jogos desenvolvidos exclusivamente em nosso continente e, claro, que estão presentes no Nintendo Switch.

    Uma escolha bem interessante e dando destaque para o público conhecer novos jogos.

    A lista de jogos eram:

    • MySims Kingdom
    • Nickelodeon All Star Brawl 2
    • Miraculous: Paris Under Siege
    Espaço dedicado aos jogos desenvolvidos na América Latina.

    Palco, Telão, Brindes e… Nintendo Switch 2?

    Também é de costume quando a Nintendo está presente em eventos de games ela ter um palco dedicado para os visitantes terem uma experiência de jogatina com os outros.

    E dessa vez não foi diferente, logo a frente do Stand da Nintendo, um telão gigante estava com partidas para 4 jogadores de Mario Kart 8 Deluxe e danças em grupo com Just Dance 2025.

    Os visitantes também podiam fazer ativações de suas contas My Nintendo e trocar para uma pequena mochila, batizada de “sacochila”, que possui uma arte linda do Super Mario em sua traseira.

    E afinal, onde estava o Nintendo Switch 2?

    Infelizmente a Nintendo não trouxe o seu mais novo console para os fãs brasileiros darem uma olhada. E também a empresa dessa vez não deu nenhuma entrevista oficialmente. A única menção ao Switch 2 foi uma parede decorada com os dizeres que o console lança no país em 05 de junho de 2025.

    Única arte e menção oficial do Nintendo Switch 2 pela Nintendo na Gamescom Latam 2025.

    E essa foi a nossa cobertura pelo stand da Nintendo na Gamescom Latam 2025!

  • Jogo de Super Famicom Será Removido do Catálogo do Nintendo Switch Online

    Jogo de Super Famicom Será Removido do Catálogo do Nintendo Switch Online

    Normalmente estamos acostumados a noticiar obre as últimas adições retrô à biblioteca Switch Online, mas agora é um pouco diferente…

    A conta de atendimento ao cliente da Nintendo no Japão anunciou que está removendo – sim, removendo – um jogo digital de seu serviço clássico Super Famicom. É o jogo Super Formation Soccer, licenciado pela Spike Chunsoft (também conhecido como Super Soccer, título do Super Nintendo).

    Aqui está o comunicado oficial via canal social e site da Nintendo, que menciona como a distribuição deste jogo terminará no próximo mês, em 28 de março de 2025. Nenhum outro detalhe foi comentado.

    O título “Super Formation Soccer” incluído no “Super Famicom Nintendo Switch Online” terminará a distribuição às 10h da sexta-feira, 28 de março de 2025. Após o término da distribuição, mesmo aqueles que já baixaram “Super Famicom Nintendo Switch Online” não poderão mais usá-lo.”

    Nintendo