A Square Enix anunciou novos marcos de vendas para duas de suas franquias de RPG. A série Bravely ultrapassou 4 milhões de cópias comercializadas globalmente, enquanto Octopath Traveler superou a marca de 7 milhões de unidades.
A franquia Bravely teve início no Nintendo 3DS e conta com três títulos principais lançados em plataformas Nintendo, além de outras experiências como o jogo para navegador Bravely Default: Praying Brage.
Já a série Octopath Traveler possui quatro jogos. O mais recente, Octopath Traveler 0, foi lançado em dezembro de 2025 para Switch 2 e Switch. O título é uma versão reformulada do jogo para dispositivos móveis Octopath Traveler: Champions of the Continent, com nova história, criação de personagem e sistema de reconstrução de cidade.
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O universo dos JRPGs é vasto e cheio de joias, e entre elas, Bravely Default sempre se destacou como um dos melhores jogos do Nintendo 3DS. Agora, a Square Enix nos brinda com o retorno deste título aclamado, trazendo-o para a era HD como um exclusivo inicial do Nintendo Switch 2.
Após dedicarmos algumas horas a esta versão remasterizada, e já com uma familiaridade com a série, compartilhamos nossas primeiras impressões e analisamos o que faz deste título uma aposta certeira para certos perfis de jogadores.
Acompanhe a análise produzida neste texto ou se preferir, através do vídeo acima do canal Coelho no Japão.
Bravely Default é mais do que apenas um RPG; ele é uma herança. Originalmente lançado para o Nintendo 3DS, onde inclusive ganhou uma continuação, Bravely Second, este jogo tem uma conexão histórica profunda com a Nintendo, o que provavelmente motivou a decisão de lançar este remaster como um exclusivo do Switch 2. Embora exista a possibilidade de ele ser lançado para outras plataformas no futuro, especialmente PC, suas vendas iniciais já são promissoras, sugerindo que ele pode, de fato, permanecer como exclusivo.
A história de Bravely Default se desenrola a partir de uma catástrofe que une quatro heróis improváveis. Uma explosão gigantesca assola uma vila, e um herói se encontra com uma jovem que possui um cargo místico, ligado a cristais – uma premissa que remete diretamente aos clássicos Final Fantasy. De fato, este jogo tem uma ligação com Final Fantasy: The 4 Heroes of Light do DS, tendo começado como uma possível continuação antes de se transformar em uma nova IP, ou seja, uma franquia própria.
A mente por trás de Bravely Default é Tomoya Asano, um produtor que se tornou um dos nossos favoritos na Square Enix. Ele é o mesmo talento que nos trouxe títulos aclamados como Octopath Traveler e Triangle Strategy. Asano tem uma predileção por RPGs clássicos, e seu trabalho em Bravely Default, que deu origem à equipe Team Asano, demonstra como ele consegue criar experiências maravilhosas, modernizando a essência dos RPGs clássicos sem perder a alma que os tornou queridos. Bravely Default é, de fato, um jogo que inspira outros títulos com essa pegada retrô, mas com toques de modernidade.
A profundidade da gameplay: Combate Estratégico e Sistema de Jobs
A essência de Bravely Default está um sistema de combate profundamente estratégico, que é, sem dúvida, o grande foco do jogo. O próprio nome do jogo, “Brave” e “Default“, deriva de suas mecânicas centrais.
Sistema Brave e Default:
Brave: Permite que você gaste turnos futuros para agir múltiplas vezes em um único turno. Por exemplo, você pode atacar duas vezes, mas isso significa que você ficará com dois turnos negativos, devendo-os ao jogo. Essa é uma tática excelente para eliminar inimigos comuns rapidamente.
Default: Pelo contrário, permite que você segure e defenda, acumulando turnos. Você pode acumular vários turnos e depois liberá-los de uma vez, executando uma série de ações poderosas. Esta mecânica é muito boa e torna o combate muito estratégico. Em batalhas contra chefes, por exemplo, é crucial analisar o padrão do inimigo e decidir quando defender para acumular turnos ou quando desferir seus ataques mais fortes quando o chefe estiver vulnerável. As batalhas de chefe são demoradas e exigem que você realmente entenda o chefe, pois ataques normais causam pouco dano contra a vasta quantidade de HP dos inimigos. Não basta usar poções… é preciso estratégia.
Sistema de Jobs (Classes):
Além do sistema Brave/Default, o jogo se destaca pelo robusto sistema de jobs (classes). Ao derrotar chefes, você adquire as classes deles, que podem ser atribuídas aos seus quatro personagens fixos.
A grande sacada é a capacidade de mesclar as classes. Você pode ter os atributos de uma classe defensiva, mas com uma habilidade de mago, criando um personagem com defesa forte e uma magia de fogo poderosa, por exemplo. Seus personagens se tornam muito versáteis e muito dinâmicos, pois cada um pode usar todas as classes e herdar habilidades de outras.
Este sistema foi inteligentemente implementado para garantir que os combates, mesmo os comuns, não se tornem chatos, incentivando o jogador a testar diferentes combinações e estratégias. O jogo oferece muitas possibilidades de combate, permitindo que você experimente até a batalha do chefe, onde uma estratégia mais fixa pode ser necessária.
Em termos de visuais, Bravely Default 1 (ao contrário do 2) apresenta um estilo muito desenhado e cartunesco. Os cenários são totalmente desenhados e muito bonitos, fazendo com que o jogo brilhe pela sua direção de arte, e não por grandes resoluções ou texturas. Esta é uma das áreas onde o remaster realmente se superou, tornando os cenários lindíssimos e com um aspecto de jogo novo. Embora os modelos 3D dos personagens e inimigos ainda denunciem sua origem como um jogo velho remasterizado, os visuais gerais são bons e não devem ser considerados feios.
A trilha sonora é outro ponto alto e, para ser franco, é sensacional.
Composta por Revo, conhecido por seu trabalho com Linked Horizon (responsável por aberturas de Attack on Titan), a música de Bravely Default apresenta uma mistura poderosa de rock e orquestra, além de arranjos orquestrais deslumbrantes nos cenários. A Square Enix é renomada por suas trilhas sonoras de qualidade, e esta não é exceção; é maravilhosa.
O Remaster para Switch 2: Novidades e Adaptações
A remasterização foi desenvolvida pela Catellic, uma empresa com experiência em RPGs para Switch como Legend of Legacy e Alliance Alive, e que já trabalhou com a Square Enix em títulos como Dragon Quest 4 de DS. O principal desafio do remaster foi adaptar um jogo de 3DS para o Switch 2. Isso envolveu reformular menus, utilidades da segunda tela e, crucialmente, o uso do online.
O 3DS tinha a funcionalidade StreetPass, que permitia a troca de informações entre consoles próximos. No remaster, o StreetPass foi adaptado para um modo online, onde você pode salvar seu personagem na nuvem, e personagens aleatórios de outros jogadores aparecem em sua vila, podendo ser invocados para auxiliar em mecânicas de interação.
Em termos de novidades que justificariam uma rejogada, o remaster adiciona principalmente features de “qualidade de vida”:
Fast Forward: Permite acelerar as batalhas em até quatro vezes, tornando o grinding e as sequências de combate mais rápidas.
Minigames: Foram adicionados dois minigames que utilizam o modo mouse. Através deles, é possível obter recompensas que permitem controlar a taxa de encontros aleatórios no mapa. Você pode alternar rapidamente entre 0% (nenhuma batalha), 100% (padrão), e até 400% (muitas batalhas), o que é muito prático para quem quer evitar combates ou para quem busca grindar e subir de nível rapidamente.
Nossa Opinião sobre o Remaster e o Jogo em si
Bravely Default já era muito bom no 3DS e continua sendo muito bom no Switch 2. No entanto, é importante notar que, embora seja um destaque momentâneo como um dos poucos JRPGs disponíveis no lançamento do console, ele não é um jogo que vai extrair o máximo do seu console. Pelo contrário, não possui nenhuma cara de Next Gen e claramente dava para rodar no Switch 1.
A exclusividade no Switch 2 parece ser mais uma decisão estratégica do que uma necessidade técnica.
Nesse sentido, sentimos falta de novidades mais substanciais para a versão remasterizada. A ausência de localização para o português é uma oportunidade perdida pela Square Enix, que poderia ter expandido o público do jogo para quem não pôde jogá-lo no 3DS.
A campanha principal de Bravely Default tem mais de 50 horas, e para quem busca completar 100%, é possível que ultrapasse 100 horas, especialmente considerando que cada personagem pode dominar mais de 20 classes. Isso reforça a ideia de que é um jogo denso, com muito conteúdo para explorar, ideal para quem gosta de RPGs japoneses de turno.
Conclusão: Vale a Pena Mergulhar em Bravely Default?
Bravely Default HD Remaster é um RPG muito bom que já era uma referência no 3DS e mantém seu brilho no Switch 2. No cenário de lançamento do novo console, ele se destaca como o RPG japonês a ser jogado. Embora seu preço de lançamento, por volta de R$ 200, não seja exatamente barato, é considerado aceitável para um jogo novo no mercado atual. Se você é um fã de JRPGs clássicos de turno, que aprecia profundidade estratégica, experimentação de classes e uma direção de arte e trilha sonora impecáveis, Bravely Default HD Remaster deve estar, sem dúvida, na sua lista de desejos
Para aqueles que não tiveram a oportunidade de jogar o original no 3DS, esta é a chance perfeita de experimentar um título que influenciou diversos outros RPGs modernos. E para os veteranos, talvez aprimorar a experiência portátil e as novidades de qualidade de vida justifiquem uma nova aventura, especialmente se você é um colecionador ou busca completar 100%. O jogo tem um valor inegável e é um pilar importante da Square Enix, graças à visão de Tomoya Asano.
Você está pronto para embarcar nesta jornada épica, dominando o Brave e o Default para salvar o mundo dos cristais?
Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
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