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  • Prévia: “Senhor dos Anéis: Guerra do Norte” é relançamento inesperado pra Switch 1 e 2

    Prévia: “Senhor dos Anéis: Guerra do Norte” é relançamento inesperado pra Switch 1 e 2

    A Aspyr segue em ascensão na jornada de se tornar a maior “relançadora” de jogos, ao menos da atualidade.
    Após diversos jogos de Star Wars e Tomb Raider, o próximo baú do tesouro que eles estão explorando é O Senhor dos Anéis. A iniciativa inclui o recente anúncio de Middle-earth: Shadow Bundle, e o já lançado para Switch (1) e 2 O Senhor dos Anéis: Guerra do Norte (ou, no original, The Lord of the Rings: War in the North), que não era um título tão comentado quando se falava de relançamentos, e talvez por isso, ele ter acontecido seja tão interessante.

    Sobre o Jogo

    O Senhor dos Anéis: Guerra do Norte é um RPG de ação cooperativo. O jogador pode escolher entre 3 personagens:

    • Farin – Anão de Erebor.
    • Andriel – Elfa de Valfenda.
    • Eradan – Guerreiro de Dunedain

    Caso esteja jogando sozinho, é possível alternar entre os 3 também.
    Mas o recomendado é jogar com amigos, seja online, ou em tela dividida (recurso presente apenas na versão Switch 2).
    De qualquer forma, o trio está sempre presente, seja com um trio de jogadores reais, ou 1 jogador + 2 controlados por CPU.

    Os personagens possuem movimentos e habilidades únicas, como por exemplo, Andriel é mais focada em magias. Mesmo assim, a base de gameplay ainda é essencialmente a mesma para os 3, a diferença aparece conforme cada um sobe de nível e distribui os pontos de maneira diferente, e novamente, quando o leque de habilidades distintas se forma.

    O jogo é realmente focado na ação. As hordas que cercam os jogadores é grande, trazendo um desafio presente, sem ser exagerado. Jogadores caídos/derrotados podem ser reanimados pelos companheiros, e portanto, é fácil cair, só assim para equilibrar e chegar na dificuldade almejada.

    Como um jogo de Senhor dos Anéis, personagens famosos aparecem, e existe uma contextualização sobre em que momento da trilogia a história se passa.

    O Relançamento

    Com uma alta quantidade de relançamentos, a Aspyr não costuma trazer mudanças tão significativas entre os jogos originais e seus relançamentos.
    Visualmente, O Senhor dos Anéis: Guerra do Norte se parece claramente um jogo antigo, relançado. Tudo bem que se trata de um jogo de 15 anos atrás (2011), mas não faltam exemplos de jogos até mais antigos que tiveram remasterizações e chegaram em resultados melhores.

    Porém, mais do que gráficos, a física do jogo e jogabilidade é quem mais sente a idade. Isso porque, o lançamento original teve o azar de ser lançado no mesmo trimestre de 2 futuros colossos dos games: Skyrim e Dark Souls. Esses 2 jogos moldaram os RPGs de ação, e por isso, mesmo sendo do mesmo ano, Guerra do Norte se parece muito mais antigo do que de fato é, já que sua física de combate parece travada, e a exploração e ambientação, simplória.

    Vale a Pena?

    Sendo um jogo já mal recebido em sua época, relançado de forma apenas satisfatória 15 anos depois, O Senhor dos Anéis: Guerra do Norte é uma indicação relativa.

    Para os que amam o universo de Tolkiem, e possuem amigos para jogar junto (nem que seja um, em tela dividida no Switch 2), a recomendação é mais segura.
    Já para os que terão que jogar sozinhos, uma boa promoção é mais indicada, pois parte da experiência já será prejudicada.
    E para quem não tiver vínculo com Terra-Média, é melhor apenas deixar passar.

  • Diablo IV: Age of Hatred Collection chega semana que vem para o Switch 2

    Diablo IV: Age of Hatred Collection chega semana que vem para o Switch 2

    A Blizzard anunciou neste sábado, 12 de Setembro, a aguardada chegada de Diablo IV para o Switch 2 durante a Blizzcon 2026.
    Intitulada Diablo IV: Age of Hatred Collection, o título chega na terça-feira, dia 15 de Setembro.

    Além do jogo base, essa edição inclui as duas expansões Vessel of Hatred e Lord of Hatred. Não foi disponibilizada a opção de compra apenas para o jogo base.

    Mais Detalhes

    A página do jogo já está na eShop, e lá, temos acesso à diversas informações sobre esta versão do jogo:

    • Valor: R$299,90
    • Cross-save/ cross-progression (transferir o progresso de outra plataforma)
    • Cross-platform (partidas multiplayer online com outras plataformas)
    • Suporte ao HDR
    • Sem multiplayer local
    • Início com 14 espaços de personagens e 7 abas de baú

    Também foi informado que haverá uma mídia física, mas no formato “código na caixa”.

    Imagens na eShop

    Como economizar na hora de comprar jogos em mídia digital do Nintendo Switch 2?

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  • Jogamos: “Jotunslayer: Hordes of Hel” é Diablo no formato Vampire Survivors.

    Jogamos: “Jotunslayer: Hordes of Hel” é Diablo no formato Vampire Survivors.

    O jogo Jotunslayer: Hordes of Hel não chegou com muito alerde pro Nintendo Switch 2, pois se trata de um game pequeno, publicado pela Grindstone que não é nenhuma gigante mesmo no cenário indie.
    Dito isso, o jogo surpreendeu e trouxe uma proposta muito interessante e até pedida, embora não necessariamente original:
    Misturar Diablo e Vampire Survivors, criando um horder-survivor com direção de arte mais realista e sombria e trilha sonora mais puxado ao épico.

    Porém, quem conhece o estilo, sabe que em dado momento, muita coisa acontece na tela ao mesmo tempo, um dos motivos pelo qual tantos do estilo escolhem visuais simples, em pixel art, por exemplo.
    Mesmo o Switch 2 sendo poderoso, a dúvida sobre um jogo graficamente mais exigente nesse formato é válida.
    E de fato, é bom entender como o jogo se comporta na plataforma.

    Como Funciona

    Em game-design, o jogo segue a mesma lógica dos horder-survivors: num curto espaço de tempo, o jogador precisa sobreviver à hordas cada vez maiores ao coletar pontos de experiência, subir de nível rapidamente, e adquirir novas habilidade pra rapidamente também se tornar uma máquina de guerra.

    As novidades aqui são:

    -Durante as fases, missões de níveis diferentes aparecem, o que inclui a de invocar o chefe final.
    -E o principal, puxando um pouco mais pra Diablo, os personagens tem um destaque maior do que nos jogos desse estilo. Aqui eles não só jogam diferente em termos de habilidade inicial, mas possuem todo um leque de possíveis habilidades pra se integrar à build. Além disso, possuem uma árvore de habilidades própria pra se melhorar permanentemente, fora das partidas.

    Rodando no Switch 2

    Visualmente falando, o jogo não deixa nada a desejar. O modo dock é bem fiel às outras plataformas, já o portátil traz uma queda na resolução e definição, mas ainda é agradável visualmente falando.

    A performance já é mais polêmica. O jogo tenta manter uma taxa de quadros por segundo constante, mas conforme o escopo aumenta, leves ou pesadas quedas ocorrem, principalmente quando se sobe a dificuldade, já que as hordas inimigas ficam ainda maiores.
    Torna o jogo “injogável”? É uma resposta pessoal, mas em minha opinião, não. É comum esse tipo de problema nesse tipo de jogo, e aqui seria difícil ser diferente com um visual mais exigente.

    No Switch 2, o jogo também apresenta multiplayer cooperativo local, o velho “multiplayer de sofá” pra 2 jogadores. Nesse modo, o jogo divide o número de habilidades, experiência e ganhos de novos poderes entre a dupla, buscando equilibrar a experiência. É possível jogar com o par de Joy-cons destacados, o que faz a experiência multiplayer no Switch 2 fácil e prática.

    Conclusão

    Em geral, Jotunslayer: Hordes of Hel traz uma gameplay consagrada numa roupagem e com adições que vem de jogos como Diablo, e a mistura ficou muito boa.

    O valor do jogo pode ser uma barreira, já que esse tipo de jogo costuma ser bem acessível e aqui o preço é de R$80, o que ainda é um valor relativamente baixo quando se olha o geral. Pelo menos o jogo conta com tradução para português do Brasil.

    É um título que vale a pena ficar de olho, nem que seja para promoções futuras, já que atualmente, esse é um dos jogos mais interessantes do estilo.

  • Jogamos: Eu queria ter gostado mais de Duskfade.

    Jogamos: Eu queria ter gostado mais de Duskfade.

    Um dos jogos indies mais aguardados de Agosto chega hoje ao Switch 2 e demais plataformas: Duskfade é um charmoso jogo de ação e plataforma, inspirado na era de ouro do estilo da virada do século, Playsation 1 e 2, e especialmente, Kingdom Hearts.

    A direção de arte e a semelhança com os clássicos chamaram a atenção rapidamente, principalmente para os adultos que eram criança ou adolescente nesse período, o que me inclui.
    Porém, após algumas horas com o jogo, entretanto, eu preciso ser honesto: eu queria ter gostado mais do jogo.

    Como Funciona

    A ideia do jogo é bem simples: após um luto do avô relojoeiro não resolvido, a irmã do nosso protagonista, Zirian, tenta mexer com magia e acaba criando “uma confusão da pesada”, mexendo em toda a estrutura da cidade, que agora parece com aquele cenário místico, típico de chefe final de RPG japonês. É um jogo inspirado em Kingdom Hearts, então, a ideia de ambientação de “mundos colididos” faz muito sentido.
    A missão do Zirian é basicamente achar e salvar sua irmã.

    O jogo é extremamente direto ao ponto: seguir em frente, explorar um mapa linear mas extenso para os lados e cheio de segredos; olhar nos arredores em busca de coletáveis, moedas e itens de recuperação de vida; e enfrentar inimigos no caminho, além, claro, de chefes.

    O sistema de combate é de ação, e possui um cuco ajudante, que dá ali e aqui um dano. Tanto sua espada quanto o cuco, possuem melhorias pra se adquirir com o tempo.

    Tanto a exploração extra quanto a principal incluem muitos trechos de plataforma, e claro, usam a física leve (do termo muito usado, “float”) de Kingdom Hearts, com 2 pulos e um avanço que pode ser feito no ar.

    O Bom e o Ruim

    Definitivamente, a melhor parte do jogo é sua direção de arte, com foco na ambientação. Se o que te chamou a atenção nele foi isso, saiba que não tem propaganda enganosa; o jogo realmente adora te fazer parar e dar uma olhada no cenário por um tempo.

    O sentimento de homenagem à época que ele quer referenciar, também é bem feito e captura a nostalgia facilmente. Desde a estrutura dos cenários, câmera, combate… Tudo tem um sentimento de essência clássica.

    E é por isso que Duskfade é um bom jogo. Mas que para no “bom”.
    Infelizmente, fora desses elementos, todos os outros começam a declinar.

    • O combate não é refinado o suficiente para o tanto de ação que o jogo traz. Assim como ele peca na variedade de inimigos, então, você se sente enfrentando a mesma horda muitas vezes.
    • Os inimigos em si, possuem um conceito de “espírito roxo” que é interessante, mas exagerado. O resultado é que eles se parecem muito uns com os outros, e eles já não são muitos…
    • A trilha sonora, busca r é inconstante. Alguns bons momentos, e outros parecem vir de qualquer jogo mobile genérico existente por aí. Claro que é difícil se espelhar na Square Enix que tem alguns dos melhores compositores da história dos videogames, mas era essencial ter uma trilha consistente justamente por isso.
    • O sound design parece dessincronizado com animações de ataque.
    • E os NPCs são mal desenvolvidos. Eu não me lembro de nenhum personagem fora da dupla protagonista, por exemplo.

    Quem fica no meio termo é a gameplay de plataforma. Ela é boa, gostosa, e quem te segura no jogo, que sim, é fácil de perder umas horas jogando por estar se divertindo. A física é gostosa e exige bem a junção de pulos e avanços.
    Só que esse jogo não é de plataforma, e talvez se fosse seria melhor.

    Conclusão

    Em geral, o Duskfade mira alto em se apresentar como “KingdomHeart-like” e paga um preço por isso.
    Em termos visuais, o jogo consegue ser a versão indie da franquia; em termos de plataforma, não tanto mas ainda é bom o suficiente; em termos de combate, a falta de refinamento tira pontos do jogo; e em termos de trilha, a referência passa longe.

    O jogo está em português e tem um valor de R$85.
    Vale a pena? Sim, para todos, numa realidade onde todos podem jogar muitos jogos por ano. Como essa não é a nossa realidade, a recomendação fica para o grupo específico que ele quer atingir, de fãs de jogos da era PS1 e PS2, e em especial Kingdom Hearts.

  • Estamos Jogando: Big Walk é o exato oposto de genérico.

    Estamos Jogando: Big Walk é o exato oposto de genérico.

    O estúdio House House chamou a atenção do cenário indie em 2019, com o jogo Untitled Goose Game. O que ninguém esperaria, é que o, definitivamente criativo, estúdio, revolucionaria os jogos em multiplayer cooperativo anos depois.

    O feito aconteceu com o jogo Big Walk recentemente lançado para Nintendo Switch 2, PS5 e PC. Moldando seu mundo para 2 a 12 jogadores, o jogo inova ao utilizar uma mecânica que estava lá o tempo todo, mas eles viram primeiro: a voz.

    Como Funciona

    A ideia de Big Walk parece genérica, principalmente em 2026:
    Um grupo de amigos, online, cooperam para explorar uma ilha e resolver puzzles; enquanto interagem com aquele mundo, com diversos locais e objetos colocados no mapa apenas para permitir interações divertidas.
    Essa sinopse poderia ser usada em alguns outros jogos, substituindo algumas palavras. Afinal, o cooperativo online, focando em liberdade de gameplay e interação, está em alta, e diversos jogos tem viralizado através de lives de streamers e criadores de conteúdo jogando juntos.

    Só que uma característica mudou tudo, e honestamente, o marketing não a deixou em evidência como deveria: a comunicação. Para jogar Big Walk é necessário não apenas que amigos se conectem online, mas usem o microfone do jogo para se comunicar.
    A obrigação logo faz sentido. O grande truque de mestre do jogo é criar puzzles onde se comunicar é a chave. Só que o jogo implementa um Design de Áudio que faz com que essa comunicação por microfone seja muito mais elaborada que o normal:

    • Jogadores se ouvem menos caso se distanciem. Tal como na vida real.
    • Paredes, e outras influências externas podem abafar o som.
    • A sincronia pela voz terá de ser a guia em alguns momentos.

    Esses e outros exemplos, trazem ao jogo um conjunto de puzzles únicos, que serão resolvidos usando… a comunicação, tanto quanto o cérebro.
    E com uma ideia diferente, e claro, bem elaborada, Big Walk se afasta do título de genérico, para o de inovador.

    Ambientação

    Embora os puzzles de comunicação sejam o grande atrativo, pela inovação, não é como se isso fosse a única coisa que o jogo tem a oferecer.
    Em especial, a ambientação de Big Walk é outro ponto de destaque, servindo como o palco perfeito para a tradicional fórmula de jogo cooperativo.

    Em geral, o jogo usa um conceito de antítese, um contraste entre o realista e o lúdico.
    A ilha em si, e toda a parte de vegetação/natureza, é bastante realista. Com texturas em alta definição, folhagem volumosa no chão, e praias que te dão vontade de viajar. Talvez somente a água não seja tão impressionante, mas ainda é muito boa.
    Porém, os personagens são extremamente lúdicos, minimalistas, e talvez sem os cenários caprichados, algumas pessoas acusariam de ser preguiçoso. Esses personagens caricatos fazem mais sentido ao explorar a ilha realista, e nos depararmos com diversas construções que trazem a antítese citada anteriormente: se assemelham à parque de diversões, coloridas e de texturas simples.

    Tinha tudo para dar errado. Outros jogos já tentaram misturar personagens cartunescos em cenários realistas, e pareceram deslocados. Aqui, essa mistura entre opostos dá o tom que o jogo quer: um clima de “sobrevivência na ilha”, mas que você está passando ao lado de um amigo para se divertirem juntos.

    Provavelmente, se fosse tudo realista, o jogo ia parecer sério demais; e se fosse todo lúdico, bagunçado demais. O tom é esse aqui mesmo.

    E no Switch 2?

    A versão Switch 2 do jogo tem alguns pontos que deixam a desejar, mas em geral, é ótima, e até impressionante, principalmente ao lembrarmos que se trata de um jogo independente.

    As texturas de alta qualidade ainda se mantém, assim como a vegetação detalhada.
    Mas talvez o ponto mais impressionante seja a iluminação. Não só o jogo tem clima dinâmico, com ciclos rápidos de dia e noite interferindo em tempo real, mas todo tipo de lanterna também reage em tempo real de forma bem realista.

    O maior problema acaba sendo a frequência do pop-in. Diversas vezes, partes do cenário aparecem somente quando chegamos perto, o que acaba desviando a atenção.

    Experiência Positiva?

    Com toda a certeza, Big Walk merece atenção. O jogo traz uma proposta cooperativa diferente, ambientada numa ilha detalhada sob uma visão artística única.

    Acaba que o problema fica na raíz de sua proposta: é um jogo completo que precisa ser jogado em cooperativo e com voz ligada. E tudo bem, é a proposta, mas ela acaba deixando alguns jogadores de fora.
    Entretanto, algo que ajudaria muito, nesse sentido, seria a inclusão de um “Passe de Amigo”, uma versão gratuita do jogo que só se ativa caso um pagante convide a pessoa. Isso facilitaria quem comprou achar pessoas para jogar, principalmente para testar formações maiores como acima de 4 jogadores.