A versão definitiva do FPS dos criadores de Rick & Morty chega ao Switch 2 com desempenho surpreendente e muita comédia sci-fi.

O que é High on Life
High on Life é um FPS de comédia e ficção científica criado pelo estúdio Squanch Games, fundado por Justin Roiland, co-criador de Rick and Morty. No jogo, o jogador assume o papel de um caçador de recompensas intergaláctico com a missão de impedir um cartel alienígena que transforma humanos em drogas. O que dá o tom único à experiência são as armas falantes, os “Gatlians”, cada uma com personalidade própria, capaz de comentar suas ações e dar alívio cômico.

O jogo combina elementos de shooter em primeira pessoa, aventura e Metroidvania: com exploração, habilidades a desbloquear áreas que se expandem conforme você adquire novas armas. A pegada irreverente e o humor absurdo fazem dele uma proposta inusitada, tanto para quem busca tiros e ação quanto para quem curte comédia adulta e histórias malucas.
Como é o jogo?

Em High on Life você transita por diferentes planetas e ambientes alienígenas, enfrenta inimigos variados e explora cenários com design excêntrico e cheio de vida – repleto de cores vibrantes, criaturas estranhas e detalhes visuais que reforçam a atmosfera sci-fi bizarra.
O combate utiliza as armas vivas, cada uma com múltiplos modos de disparo ou habilidades especiais, que também servem para resolver puzzles e acessar áreas bloqueadas, o que traz aquela pegada Metroidvania que mistura ação, exploração e plataforma. Fora os tiroteios, há trechos de plataforma, puzzles e interação com NPCs, misturando comédia e narrativa em diálogos que lembram as maluquices de Rick and Morty.
O humor escrachado, irreverente e nem sempre delicado, é o grande diferencial de High on Life. Se você curte sarcasmo ácido, piadas adultas e uma boa dose de nonsense, o jogo cumpre bem seu papel. Se não, prepare-se para um estilo polarizador: muitos elogiam seu charme, outros podem achar exagerado.
No geral, o jogo oferece uma aventura solo relativamente curta (para um FPS moderno), mas memorável, ideal para quem procura diversão imediata, risadas e uma experiência diferenciada, longe dos shooters comuns.
Vale a pena no Nintendo Switch?

A versão de Nintendo Switch 1 cumpre seu papel em portar a aventura maluca para o portátil, porém com vários problemas, seja de textura ou performance…
O jogo funciona, mas já mostrava limitações: resolução e texturas inferiores, quedas de quadro em cenários intensos e visuais que muitas vezes ficam borrados, especialmente em modo portátil.

Já no Nintendo Switch 2, há várias melhorias técnicas: texturas mais nítidas, efeitos visuais aprimorados, maior estabilidade, e a possibilidade de atingir 1080p a 30 FPS no dock, com suporte a mira por mouse usando os Joy-Con 2, o que deixa os tiroteios mais precisos e confortáveis.
Mesmo em modo portátil, a versão Switch 2 entrega performance superior: ambientes e inimigos com maior clareza, menos quedas e melhor fluidez geral.

Ou seja: se você busca uma experiência divertida e mais próxima do ideal, com visual mais limpo, performance confiável e controles melhores (com mouse), o Switch 2 é a versão recomendada e vale bastante o investimento.

Fizemos um vídeo no canal Coelho no Japão comparando as duas versões, de Nintendo Switch 1 e Nintendo Switch 2. Caso queira saber especificamente e por vídeo as reais diferenças e opinião do nosso querido Pedroka sobre as duas versões, veja o nosso vídeo:
Conclusão: para quem High on Life vale?
High on Life não é um FPS comum, ele é para quem aceita a proposta: humor adulto, sci-fi maluca, armas falantes e uma aventura curta, direta e criativa. Se você curte comédia irreverente, shooters com estilo e uma pegada “sessão de risadas + tiros”, ele é um prato cheio. Ou mesmo para fãs de Rick and Morty, ouvir os dubladores orignais E um roteiro/história do próprio criador, talvez já possa ser um grande atrativo.
No Nintendo Switch 2, ele brilha como poucos ports: entrega o que promete. No Switch 1, ainda funciona, mas com concessões técnicas que podem incomodar.

Recomendado especialmente para quem gosta de humor, sci-fi e quer algo diferente; já para públicos mais casuais ou que priorizam performance, talvez esperar uma promoção ou jogar em outra plataforma seja mais vantajoso.



