O jogo Monster Hunter Wilds , da Capcom, foi anunciado para o Nintendo Switch 2 no dia 6 de junho, até então sem nenhuma imagem ou trailer do jogo no console da Nintendo. O anúncio deu a entender que a versão estaria no início do desenvolvimento.
Porém, hoje, dia 31 de julho, o órgão de classificação da Alemanha Unterhaltungssoftware Selbstkontrolle – USK, listou o jogo em sua plataforma, como foi apurado pelo perfil Pierre485 no X/Twitter.
A classificação pode indicar que o lançamento desta versão para Switch 2 estaria mais próximo do que o imaginado no anúncio. Entretanto, o fato da classificação existir também não confirma esta hipótese, se tratando apenas de um indício.
A Capcom também anunciou em junho que Monster Hunter Wilds ganhará uma expansão, chamada Ascendence, como é habitual da franquia. Notoriamente, a Capcom segue com planos para expandir o jogo e corrigir os problemas que a comunidade apontou.
Em uma entrevista concedida à revista Famitsu, por ocasião do 43º aniversário da Capcom em 11 de junho de 2026, Haruhiro Tsujimoto, presidente e diretor de operações da empresa, desvendou o que ele descreve como o segredo por trás do recente e notável sucesso da desenvolvedora japonesa. A chave, segundo Tsujimoto, reside em uma “abordagem de desenvolvimento de jogos em equipe”, que marcou uma ruptura com a antiga dependência de figuras criativas proeminentes para cada franquia.
Tsujimoto explicou que a pior situação para uma franquia é se tornar um “título de desenvolvedor único”, onde a continuidade e a direção ficam atreladas às ideias de um só criador. Para contornar esse risco, a Capcom adotou uma estratégia radical: cada novo título deveria ser essencialmente reconstruído do zero. Essa mudança drástica foi implementada mesmo com a consciência de que poderia resultar em uma queda temporária nas vendas.
A decisão estratégica da Capcom tem colhido frutos significativos, validando a filosofia do executivo. Títulos de grande sucesso como Resident Evil VII Biohazard, que marcou um ponto de virada em 2017, Monster Hunter Wilds, Resident Evil Requiem (lançado em 27 de fevereiro de 2026), Dragon’s Dogma 2, Pragmata (lançado em 17 de abril de 2026) e Street Fighter 6 são exemplos do êxito dessa nova abordagem. A expansão Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen está prevista para 9 de outubro de 2026.
A mudança é particularmente notável considerando que a própria Capcom historicamente empregou criadores de grande calibre, como Shinji Mikami para Resident Evil, Hideki Kamiya para Devil May Cry e Hideaki Itsuno para Dragon’s Dogma. No entanto, a empresa, sob essa nova filosofia de desenvolvimento em equipe, tem demonstrado uma capacidade renovada de manter suas franquias relevantes e de lançar novos sucessos de forma consistente.
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A Capcom definiu uma postura clara sobre o uso de inteligência artificial generativa em suas produções. Em entrevista ao portal japonês 4Gamer, Shinichi Inoue, vice-presidente de Plataforma de Desenvolvimento de Jogos e Soluções de IA da Capcom, afirmou que a empresa prioriza a sensibilidade humana na criação artística e aplica a tecnologia na automação de tarefas rotineiras, como testes e comunicação, não planejando utilizá-la para criar elementos artísticos ou gráficos finais dos jogos. Segundo o executivo, a sensibilidade humana continua sendo um fator insubstituível na indústria do entretenimento.
Inoue destacou que, mesmo com os avanços das ferramentas mais modernas, a inteligência artificial ainda não consegue se equiparar à sensibilidade dos criadores humanos. Por essa razão, a Capcom prefere concentrar o esforço de seus profissionais em tarefas que exijam essa percepção artística única, o que considera mais eficiente do ponto de vista de gestão de capital humano e essencial para a coexistência saudável entre a tecnologia e os desenvolvedores.
Qual é o papel da IA no desenvolvimento de jogos?
Embora rejeite a IA na criação de elementos visuais finais, a Capcom está adotando a tecnologia para otimizar processos internos e reduzir tarefas repetitivas, como testes e comunicação. A empresa firmou uma parceria com a Google Cloud para automatizar o processo de testes de jogabilidade (playtesting). Esse sistema utiliza agentes inteligentes equipados com o modelo Gemini Vision para analisar visualmente as telas dos jogos, identificar falhas técnicas e prever possíveis pontos de quebra no sistema com base em dados históricos.
Como funciona a automação de testes com Google Cloud?
De acordo com dados divulgados pela Google Cloud, essa plataforma de testes automatizados é capaz de processar cerca de 30.000 horas de testes por mês, liberando os desenvolvedores de rotinas exaustivas. O fluxo de trabalho funciona de forma integrada: os agentes de IA detectam os problemas e enviam relatórios para agentes de depuração. Antes que qualquer humano precise intervir, outro agente inteligente avalia se as falhas encontradas de fato contradizem o conceito original estabelecido pelo diretor do jogo, refinando o processo de triagem.
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Monster Hunter sempre foi uma franquia conhecida pelo seu foco em caçadas e gameplay mais técnico, mas ao longo dos anos, a série Stories surgiu como uma alternativa curiosa e agora, com Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection, essa ideia evolui para algo muito maior.
O novo título é exatamente aquele tipo de jogo que ninguém estava necessariamente pedindo, mas que, depois de experimentar, fica difícil imaginar a franquia sem ele. E mesmo sendo um spin-off, ele mostra ambição suficiente para chamar atenção por mérito próprio.
Ainda estamos nas primeiras horas de jogo, mas já dá pra dizer: esse aqui merece atenção.
A série Stories nasceu como uma releitura do universo de Monster Hunter dentro de um formato completamente diferente. O primeiro jogo chegou de forma discreta no Nintendo 3DS, e depois ganhou uma sequência no Nintendo Switch.
Diferente da linha principal, aqui estamos falando de um RPG de turno com captura de monstros, algo que naturalmente aproxima a experiência de jogos como Pokémon. Porém, até então, o grande destaque desses títulos não estava na narrativa em si.
Nos dois primeiros jogos, a história era mais simples, quase um pano de fundo para explorar o mundo e curtir a ambientação. O charme estava justamente nessa adaptação do universo Monster Hunter para um estilo mais leve e acessível dentro do gênero.
Uma história muito mais ambiciosa
Se nos jogos anteriores a narrativa era mais “humilde”, em Monster Hunter Stories 3 a escala sobe de forma impressionante.
Aqui, a história é muito mais complexa e bem trabalhada, não apenas nos eventos principais, mas também no desenvolvimento de personagens e no contexto do mundo. O jogo deixa de ser apenas uma jornada sobre caçadores ajudando vilas e passa a abordar temas muito mais amplos.
A sensação é clara: o jogo deixa de ser apenas um “Monster Hunter com elementos de Pokémon” e passa a incorporar uma densidade narrativa que lembra experiências mais estratégicas e dramáticas.
O mundo apresentado é rico, cheio de camadas e mistérios, e mesmo nas primeiras horas já dá pra perceber que existe muito mais acontecendo por trás da superfície. Como falamos antes, estamos ainda no “início” da aventura, mas estes pontos já ficam na cara logo de começo.
Exploração e mundo aberto
Outro grande destaque está na exploração.
O jogo apresenta um mundo aberto com visual em cel shading, que não só é bonito, mas também extremamente convidativo. Explorar esse universo é parte fundamental da experiência.
Durante a jornada, é possível:
coletar itens para equipamentos
encontrar ovos de monstros para montar sua equipe
explorar regiões e conhecer mais sobre o mundo
Essa combinação entre exploração, narrativa e progressão cria um ritmo muito agradável. A sensação muitas vezes é de estar assistindo a um anime, mas com controle total sobre a experiência.
Vale a pena jogar?
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection surge como um spin-off que não apenas justifica seu lançamento, mas também expande significativamente o potencial da franquia.
Com uma história muito mais densa, um sistema de combate estratégico e um mundo aberto convidativo, o jogo entrega uma experiência que vai além do esperado especialmente para quem acompanhou os títulos anteriores.
Ainda é cedo para uma análise definitiva, mas uma coisa já é clara: esse jogo promete.
E muito.
Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Yoozen, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
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