Tag: Ninja Gaiden

  • Análise: Ninja Gaiden: Ragebound – O retorno 2D que honra suas raízes

    Análise: Ninja Gaiden: Ragebound – O retorno 2D que honra suas raízes

    Um passo grudado no passado com toques modernos; Ninja Gaiden Ragebound entrega ação rápida e fluida, mas não sem concessões.

    Origens: a franquia NINJA GAIDEN

    A franquia Ninja Gaiden começou lá atrás, com os clássicos para NES, arcades e outros sistemas no final dos anos 80. Jogos como Ninja Gaiden (NES, 1988) ficaram famosos por misturar ação plataforma pesada, golpes ninjas, cutscenes cinematográficas para a época e uma dificuldade bem alta.

    Depois disso, vieram várias sequências que mantiveram a dificuldade alta como marca registrada, inimigos implacáveis, quedas quase mortais e poucas margens de erro. Durante anos, Ninja Gaiden se tornou referência de “difícil que desafia”, tanto nos games de plataforma 2D quanto quando a série migrou para 3D com o Ninja Gaiden de 2004 e seus spin‐offs.

    Ninja Gaiden Ragebound

    Com Ragebound, o estúdio The Game Kitchen (em parceria com DotEmu) decidiu revisitar esse DNA clássico 2D, mesclando nostalgia com mecânicas modernas para tornar o jogo mais acessível, sem deixar de respeitar os fãs que gostam de desafio.

    Para isso foi feito alguns ajustes na jogabilidade e adicionando um pouco de mecânicas modernas ao jogo, sendo elas:

    • Combate fluido: os controles em Ragebound funcionam muito bem. Movimentação, resposta dos golpes, transições entre espada, salto e esquiva, tudo muito fluido.
    • Protagonistas duplos: Você alterna entre Kenji e Kumori, cada um com habilidades próprias. Kumori serve para abordar fases alternativas ou desafios especiais, muitas vezes com mecânicas exigindo mudar de personagem no meio da ação. Isso ajuda a variar o ritmo do jogo e dar uma variada na gameplay.
    • Ranking e desafios extras: Buscar rank máximo, não levar dano e evitar mortes… o jogo incentiva tudo isso, fazendo com que a gente rejogue as mesmas fases para melhorar o desempenho e ter o melhor ranking.
    • Checkpoints e respawn rápido: o jogo agora tem um sistema de checkpoints onde não se perde muito o progesso ou recomeça desde o início da fase, é um sistema relativamente justo, fazendo com que não fruste jogadores novos ou casuais.

    Visual, trilha sonora e apresentação

    Ragebound aposta num pixel art bonito, com atenção aos detalhes: efeitos de luz, animações de inimigos e chefes que se destacam, cenários bem desenhados.

    A trilha sonora também foi bastante elogiada: melódica, pulsante, encaixada no ritmo com faixas que energizam as batalhas e chefes. Não é algo inovador do zero, mas cumpre muito bem seu papel.

    Há críticas pontuais em visual de cenários onde alguns elementos ambientais se misturam demais com armadilhas ou perigos, o que pode confundir o jogador. Mas não chega a ser algo gritante que atrapalhe a experiência.

    Faça parte dos grupos de ofertas do Nintendo Barato para receber diariamente no seu Telegram, Whatsapp ou Canal do Instagram!

    Dificuldade e equilíbrio

    Uma das grandes inovações de Ragebound é suavizar alguns aspectos de punição dos antigos Ninja Gaiden como dissemos anteriormente, tornando-o mais acessível. Por exemplo, as mortes não te mandam tão longe, você revive rápido, há modos ou ajustes que ajudam para quem não tá tão acostumado.

    Para fãs puristas, isso pode parecer “menos desafiador” em comparação com os clássicos do NES ou os Ninja Gaiden 3D, mas ele encontra um meio-termo bastante satisfatório para a maioria dos jogadores. Uma solução que tem fazer os dois tipos de jogadores satisfeitos.

    Algumas fases se alongam demais em regiões intermediárias, cheios de inimigos repetidos, ou trechos em que o layout parece “encher linguiça” só pra prolongar a dificuldade ou a duração do jogo, sem muita criatividade ou motivo para exisitr além disso. O desafio maior, para muitos, está nos chefes, não tanto nas hordas de inimigos menores, o que altera a sensação de “tudo perigoso” que clássicos tinham.

    A duração da campanha principal é boa, mas não longa; para completar tudo, platinar rank etc., você vai gastar bastante tempo, mas não espere uma aventura gigantesca para quem vai apenas zerar casualmente ou pra quem não liga de coletar e fazer rank máximo em tudo. Mas apesar disso, é um ótimo jogo para quem quer algo rápido e bem feito.

    Conclusão

    Ninja Gaiden: Ragebound é, no geral, um retorno triunfante ao formato clássico 2D da franquia. Ele consegue equilibrar nostalgia e modernização de forma muito competente: visual bonito, chefes memoráveis, ritmo sólido, sensação de controle bem ajustada. Para quem curte ação retrô, este é um dos melhores lançamentos recentes do gênero.

    Mas não é o jogo perfeito. Seu foco no “menos punitivo” pode afastar fãs que amavam a dureza visceral dos antigos, algumas fases arrastam, e alguns revivals visuais ou mecânicos poderiam ter recebido ainda mais nervo.

    Na minha visão, para quem já esta acostumado a jogar jogos de ação/plataforma e curte Ninja Gaiden, Ragebound merece ser jogado agora. E não só porque entrega o que promete, mas porque o faz com brilho.

  • [NSO #06] Versão especial de Ninja Gaiden facilita a vida 8-bits

    [NSO #06] Versão especial de Ninja Gaiden facilita a vida 8-bits

    Salve, fã da Nintendo! Aqui é o Prandas e bora pra mais uma edição de “Nossa, Sugestão Ótima!”, minha coluna dedicada a indicar jogos bons disponíveis no catálogo do Nintendo Switch Online.

    Para o texto desta semana decidi prestigiar o NES, uma plataforma que eu ainda não havia destacado até então. A prateleira virtual é vasta para o console 8-bits no NSO, com mais de 80 de opções diferentes, e decidi homenagear o tema secreto de games do ano: NINJAS!

    Tivemos em julho o lançamento do fantástico Ninja Gaiden Ragebound, em agosto sai o belíssimo Shinobi: Art of Vengeance e fora das paredes da Nintendo ainda temos Assassin’s Creed Shadows, Ghost of Yotei e Ninja Gaiden 4, todos homenageando de alguma forma os icônicos guerreiros mascarados.

    A dica então é o primeiríssimo Ninja Gaiden, um cartucho lendário e mais duro do que roer rapadura. A dificuldade do game da Tecmo é alta e a Nintendo sabe disso, tanto que a minha dica aqui mais específica é a versão ES do game!

    CONFIRA TAMBÉM
    Lançamento físico de Ragebound para Switch é revelado
    Vem aí? Assassins Creed Shadows pode sair no Switch 2
    HANDS ON: Shinobi surpreende com ação fluida

    Alguns jogos do NSO oferecem a versão ES, sigla para Especial, que trazem o jogo com várias facilidades, geralmente perto do chefão final e cheio de powers ups – dá para identificar fácil pela presença do selinho escrito “ES” na capa do jogo.

    É o caso da opção ES de Ninja Gaiden, que te deixa na boca do gol, às portas de enfrentar a sequência final de chefões. Facilita, mas complica, pois os bichos são pedreira e chegar sem conhecer os comandos e poderes é outro tipo de desafio.

    Ainda assim, nada que não dê para aprender rapidinho jogando a versão normal de Ninja Gaiden e depois embarcando na edição ES para tentar ver o desfecho do primeiro capítulo da saga de Ryu Hayabusa.

    O Nintendinho ainda recebeu mais dois jogos da franquia, enquanto o SNES recebeu Ninja Gaiden Trilogy, uma compilação dos três títulos em uma única fita. Com o sucesso de crítica de Ragebound, bem que esses outros games poderiam chegar ao NSO!

    Além disso, a trilogia tridimensional de hack’n slash também está disponível no Switch por meio da intensa Master Collection, que traz o revival das aventuras de Hayabusa-san iniciadas no primeiro Xbox.

    Espero que tenha gostado da dica, aproveita o espaço de comentários aí para deixar sua opinião e mandar outras dicas de games de ninja (ou não!) que também estão no Switch Online. Voltamos na próxima semana com mais uma indicação.

    Garanta o seu Nintendo Switch 2 pelo menor preço ficando de olho nos grupos do Nintendo Barato!

    O Nintendo Switch 2 já está entre nós! E participando dos grupos do Nintendo Barato, você consegue acompanhar em tempo real os estoques e pagar menos para adquirir o seu novo console.