Rhythm Heaven Groove lidera as vendas de software no Japão pela segunda semana consecutiva, com 126.073 unidades comercializadas, elevando seu total para 519.451 cópias. Os dados da Famitsu para a semana de 6 de julho mostram que o jogo de ritmo da Nintendo manteve vantagem expressiva sobre os lançamentos da semana. Magical Girl Witch Trial estreou em segundo lugar com 21.283 unidades, seguido por Tomodachi Life: Living the Dream em terceiro (20.827, total de 1.457.949).
A lista de novidades inclui Assassin’s Creed Black Flag Resynced para PS5 (17.152, quarto lugar), Echoes of Aincrad também para PS5 (16.092, quinto) e Digimon Story: Time Stranger, que aparece simultaneamente nas versões para Switch 2 (15.644, sexto) e Switch (11.251, oitavo). Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok também estreou em ambas as plataformas: Switch 2 com 12.544 (sétimo) e PS5 com 6.906 (décimo primeiro). O top 10 ainda conta com Crazy Chain: Elpis no Kusari (9.874) e Powerful Pro Baseball 2026-2027 (8.917), que acumula 168.513 unidades.
Confira a lista completa do top 30:
Rhythm Heaven Groove (NSW) – 126.073 / 519.451
Magical Girl Witch Trial (NSW) – 21.283 / NOVO
Tomodachi Life: Living the Dream (NSW) – 20.827 / 1.457.949
Assassin’s Creed Black Flag Resynced (PS5) – 17.152 / NOVO
Echoes of Aincrad (PS5) – 16.092 / NOVO
Digimon Story: Time Stranger (NS2) – 15.644 / NOVO
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Rhythm Heaven Groove se tornou a melhor estreia da história da franquia. O jogo vendeu 393.378 cópias físicas na semana de 29 de junho a 05 de julho de 2026, conforme dados da Famitsu.
Lançado para Nintendo Switch em 2 de julho de 2026, Rhythm Heaven Groove é o quinto título principal da série. Ele superou significativamente os lançamentos anteriores, estabelecendo um novo recorde de vendas para a franquia no Japão.
O recorde anterior de estreia pertencia a Rhythm Heaven: The Best Plus, que vendeu aproximadamente 158.000 cópias no Japão em 2015. A versão de Wii da série havia registrado 118.173 cópias em sua semana de lançamento em 2011.
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Rhythm Heaven Groove é o retorno da franquia após longos anos. O último jogo foi lançado para o Nintendo 3DS, mas mesmo ele era praticamente um jogo focado em revisar minijogos passados. Em Groove, não apenas uma chuva de novos minijogos estão presentes, mas o jogo como um todo traz muitas e muitas novidades em formas de extras, tornando esse título, extremamente completo, dando aquela sensação de que “não falta mais nada”.
Isso não quer dizer que o jogo é perfeito. Alguns problemas são típicos da franquia; e outros, deste jogo em específico. Alguns são bobos, outros incomodam. Mas eles tornam o jogo completo uma orquestra desafinada, ou são apenas alguns compassos fora do tempo? Hora de falar sobre o saldo geral.
O Jogo
Rhythm Heaven é uma franquia rítmica. O jogo é uma coletânea de minijogos independentes, que funcionam como fases, ou seja, existe uma progressão, uma ordem de “passe da fase 3 pra acessar a fase 4”, mas cada um deles traz um estilo visual, personagens e principalmente, música e padrões de gameplay diferentes. A ideia é entregar 2 ou 3 padrões rítmicos pro jogador a cada minijogo, e embaralhar esses padrões ao longo dele, dando uma indicação visual e sonora para quando executar e qual deles executar. Ou seja, é um jogo não só sobre ritmo, mas sobre reflexos.
Tecnicamente, todos os minijogos usam apenas o botão A, ou se isso não for o suficiente, um dos direcionais (pra baixo ou pra trás). Apenas 2 botões no máximo. Isso acontece pelo mesmo motivo do fator visual não ser importante para acertar o tempo certo: o jogo quer que você se concentre NA MÚSICA/NO RITMO. O guia visual até existe, mas boa parte dos momentos onde o jogo quer dificultar são justamente quando a tela começa a ficar propositalmente poluída, como o jogo dizendo pro jogador “não dependa dos seus olhos, siga seu ouvido”.
A Nintendo divulgou o número total de minijogos, sendo 80 no total. Esses minijogos estão distribuídos entre: originais, continuações (“minijogo X”, daí “minijogo X-2”) e os tradicionais remixes : minijogos que fecham os capítulos, alternando/misturando os minijogos daquele capítulo, ou seja, adicionando o fator memória na dificuldade.
Ao terminar um minijogo (seja original, sequência ou remix) com bom desempenho, é possível obter uma medalha, e é aqui que Groove vai brilhar dentro da série Rhythm Heaven.
Extras
Enquanto a “campanha” de Groove se mantém como os demais jogos da franquia, a inovação aqui vem por conta dos modos Extras. Diversos modos paralelos são liberados ao jogar mais do jogo, e o mais importante: eles dependem de medalhas para abrir novos conteúdos.
O principal deles é o Beatspell, um RPG rítmico onde temos que usar magiar de ataque, cura, aplicação de buffs e tudo mais usando o ritmo daquela magia. Cada uma delas tem um padrão diferente e o jogo não é de turno, então, essas magias devem ser usadas em sequência e não apenas isso, mas ainda temos que observar os padrões do inimigo para saber a hora de curar, desviar, melhorar defesa ou outros tipos de reações. Pessoalmente falando, gostei mais do Beatspell do que da campanha em si, e adquiri um novo sonho impossível de que esse modo ganhe um jogo inteiro e completo no futuro (é, não vai rolar).
Mas existe outros modos, como “Rhythm Toy Box” que, como o nome diz, são brinquedos rítmicos, onde a ideia é apenas abrir, interagir, enjoar e fechar. Existem ainda outros modos extras, mas como eles não foram divulgados e estão trancados pela progressão do jogo, sinto que é melhor não revelar o que são, mas saibam que eles existem.
Também é importante falar do modo multiplayer pra até 4 jogadores, o que também é uma novidade. São 6 minijogos cooperativos e 4 competitivos, e que possuem 2 continuações. E exatamente por terem 2 continuações que esses minijogos acabam sendo muito bem desenvolvidos, num meio termo do “simples, mas diversos” da campanha, e o “único mas completo” do Beatspell.
Acertos e Erros
O grande acerto do jogo é, sem dúvidas, sua variedade e quantidade de conteúdo. São 80 minijogos na campanha (ou pelo menos 30 originais, sem as sequências e remixes), 30 no multiplayer, 9 capítulos do Beatspell e diversos “Toy Boxes”, fora outras surpresas não mencionadas na análise. Mas não é só uma questão de quantidade. Os minijogos são bons, os modos conversam entre si através das medalhas, e como mencionado, eles complementam a experiência um do outro. As músicas também são boas, como sempre, já que a série conta com o grande compositor japonês Tsunku, e o carisma dos minijogos é tamanho que jogá-los traz obrigatoriamente um sorriso ao jogador.
Já os problemas são também variados… Talvez o principal deles é que o jogo não te ajuda a melhorar. Ao jogarmos os minijogos, não existe uma indicação se um acerto imperfeito assim o foi por apertarmos rápido demais, ou atrasado demais. O único lugar que dá pra se ter essa noção é no Beatspell, mas isso não foi proposital, certamente. O jogo também exige uma precisão absurda para se considerar um acerto perfeito. E isso é um problema porque seu calibrador do modo TV não é bom, o que torna muito complicado jogar na TV, principalmente visando o alto desempenho; nesse sentido, o combo “portátil com fone cabeado” é quase obrigatório. A campanha é boa, mas, seguindo um problema comum à série, os minijogos não trazem senso de evolução. A sensação é que eles poderiam ser embaralhados porque o primeiro e o último não tem uma distância tão longa de dificuldade. Isso acontece porque o jogo se recusa a adicionar mais botões ou outras formas mais elaboradas de controle. Não existe uma mecânica realmente nova ao longo dos 80 minijogos. E por fim, por mais que o jogo tenha em sua essência a apresentação simplória, com desenhos simples, sem história, e etc; em alguns momentos, o jogo “se perde no personagem” nesse sentido, com menus feios e uma dublagem forçadamente parecida com uma IA.
Conclusão
Em suma, de um lado, Rhythm Heaven Groove expande de uma forma boa o conteúdo do jogo, e entrega uma experiência definitiva para a série, sem passar aquela sensação de “ficou faltando isso que espero ver numa sequência”. Não que o jogo seja perfeito, mas, como alguns problemas se mantém desde o primeiro jogo, como a falta de minijogos que exijam diversos botões, fica claro que, mesmo numa sequência esses problemas ainda estariam lá.
No geral, Rhythm Haven Groove é ambicioso dentro do seu mundo. Não é um tipo de jogo feito para ganhar as massas, prêmios e muito mais; porém, traz tudo aquilo que os fãs queriam num jogo para o Switch e extras incríveis. Considerando o fato de que a Nintendo lança pelo menos 10 jogos por ano, um deles ser uma versão tão completinha de uma série tão única, é mais do que válido.
O novo Rhythm Heaven Groove, exclusivo do Nintendo Switch, começou sua trajetória com uma recepção positiva da crítica especializada. No Metacritic, o título estreou com 82 pontos, classificação baseada em 56 análises publicadas até o momento.
A nota coloca o novo capítulo da franquia entre os lançamentos bem avaliados da Nintendo em 2026, indicando uma recepção consistente por parte da imprensa especializada.
Até o momento da publicação desta matéria, o User Score ainda não estava disponível. O Metacritic informou que as avaliações dos jogadores serão liberadas posteriormente, após o período inicial de lançamento.
Anunciado como o retorno da série rítmica da Nintendo, Rhythm Heaven Groove reúne dezenas de minijogos inéditos que desafiam o jogador a seguir o ritmo da música com comandos simples, mantendo a proposta característica da franquia desde a época do Game Boy Advance.
Com um Metascore inicial de 82, o jogo demonstra um começo sólido e reforça a boa fase dos lançamentos first-party da Nintendo em 2026.
Nossa análise completa será publicada em breve aqui no Coelho News.