Salve, fã da Nintendo! Aqui é o Prandas e aqui estamos para mais uma edição de “Nossa, Sugestão Ótima!”, coluna dedicada a indicar jogos bons disponíveis no catálogo do Nintendo Switch Online.
Foi fácil escolher o tema desta semana graças ao recente Nintendo Direct apresentado pelo inigualável Masahiro Sakurai, o apaixonado game designer que apresentou em detalhes o jogo Kirby Air Riders 2, que sai em 20 de novembro com legendas em português para Switch 2.
Felizmente, o cardápio é vasto e variado para a bolota rosa na biblioteca do Switch Online, incluindo as primeiras aventuras do herói e alguns spin-offs curiosos.
Minha escolha para o holofote de hoje é Kirby’s Dream Land 2, game lançado em 1995 para o bom e velho Game Boy.
O cartuchinho veio bem depois do supremo Super Mario World, da inovação gráfica de Donkey Kong Country e poucos meses antes das revoluções de Super Mario 64 e Pokémon, o que talvez explique a atenção menor do que merecia, mas trata-se de uma jornada incrível na minha opinião – é o meu favorito dos títulos 2D clássicos de Kirby.
Curiosamente, Sakurai não trabalhou no desenvolvimento deste jogo pois provavelmente já estava envolvido na produção da coleção de jogos Kirby Super Star, que saiu em 96 para o SNES. Sobrou para outro funcionário do estúdio HAL assumir o cargo de produtor: ninguém menos que Satoru Iwata, ainda anos antes de virar presidente da Nintendo ou mesmo ajudar de forma milagrosa no desenvolvimento de Pokémon Gold/Silver. Iwata-san dividiu as responsabilidades com ninguém menos que Shigeru Miyamoto. Que elenco de peso neste game, hein!?
Dream Land 2 mantém o charme e engenhosidade do game original, agora expandido com a adição de pets com poderes especiais, bem ao estilo Yoshi. São eles um hamster, uma coruja e um peixe-lua do oceano, cada um mais habilidoso em tarefas diferentes, como voar ou nadar.
Pessoalmente, sinto também que a tela menorzinha do Game Boy se adequa melhor às primeiras aventuras de Kirby, sinto que o espaço maior oferecido em Kirby’s Adventure, do NES, deixava o cenário um tanto quanto vazio e dava menos oportunidades para fazer as habilidades do herói e os inimigos brilharem mais.
O game também tinha alguns caprichos visuais adicionais ao jogar no Super Game Boy, incluindo molduras e algumas poucas cores. Tanto que na versão de Switch Online dá para curtir a jornada colorida, ainda que seja uma produção para o Game Boy tijolão original, o monocromático.
Aliás, quero compartilhar: sou um fã bem recente de Kirby! Não tive muita oportunidade de jogar os games na época de lançamento em seus consoles originais e acabei aproveitando bastante o Nintendo Switch Online para jogar tudo, do Game Boy ao NES, passando também por Super Nintendo, N64 e GBA.
Agora estou com o fenomenal Forgotten Land preparado para jogar – e o upgrade para Switch 2 é o empurrão definitivo para isso!
Espero que tenha gostado da dica! Aproveite o espaço de comentários aí para deixar sua opinião e mandar outras dicas de games imperdíveis do Kirby. Voltamos na próxima semana com mais uma indicação.
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De programador a CEO, Satoru Iwata foi o principal rosto da Nintendo por 13 anos
11 de julho de 2015. Dez anos atrás, perdemos Satoru Iwata, CEO da Nintendo, e uma das figuras mais importantes da história do mundo dos games. Do seu trabalho como programador na HAL a sua visão como executivo, a forma como o executivo se portava ao falar da Nintendo e de videogames, não pode ser esquecida.
Iwata começou como programador na HAL, e trabalhou em jogos como Earthbound, sendo um dos responsáveis pelo jogo sequer ter saído. O mesmo com Pokémon Gold e Silver, que apesar da crença geral, o na época executivo de alto escalão da Nintendo, reutilizou o mesmo código para auxiliar no carregamento da segunda geração, fazendo com que o título carregasse mais rápido, principalmente no embate com Pokémon selvagens.
Até mesmo com Pokémon Stadium, Iwata ajudou ao transportar as mecânicas de combate de Pokémon Red e Blue para o título de Nintendo 64. Segundo informações da época, o então presidente da HAL levou uma semana para concluir o projeto, que estava demorando bastante.
Responsável até mesmo por ouvir e aprovar as ideias Masahiro Sakurai, na época um recém-contratado, o que trouxe Kirby Dreamland à vida.
“O Sr. Iwata era realmente a pessoa que melhor me entendia. Ele era cheio de virtude, trabalho incansável, comprometido com o serviço e um homem que mudou a indústria de games“. (Masahiro Sakurai).
Iwata, ainda na época como presidente da HAL, também auxiliou no desenvolvimento de outra enorme franquia da Nintendo: Super Smash Bros. Ajudando Sakurai com o desenvolvimento de builds iniciais para o jogo, e até mesmo, o auxiliando na criação da demo para convencer a Nintendo de permitir o uso dos personagens da empresa.
Como chefe de planejamento da empresa, Iwata chegou a ajudar programadores de Super Smash Bros. Melee a cumprir com o prazo de lançamento do jogo, sentando ao lado de outros desenvolvedores para resolver bugs e outros erros de desenvolvimento, salvando o lançamento do título.
Em 2002, o executivo assumiu o posto como Presidente da Nintendo. Iwata fez questão quando assumiu, de conhecer todos os funcionários da empresa, e os 40 chefes de departamentos da Big N. Ele também foi o responsável por promover Shigeru Miyamoto para participar do quadro de diretores da empresa.
Quando a indústria estava passando por problemas, juntamente com a Nintendo, Iwata promoveu uma pesquisa para descobrir novas formas de engajar com o público, e focou o desenvolvimento da empresa em novas formas de jogar. Anteriormente, em 2002, ele já havia comentado como jogos estavam se tornando muito caros, e focando em novas tecnologias. Algo que ele também comentou na entrevista acima, de 2004, durante o recém-lançamento do Nintendo DS e na primeira aparição do Nintendo Wii.
“Eu não acredito que existirá um futuro brilhante para os chamados consoles de nova geração que a Sony e a Microsoft estão mostrando agora. Se acreditássemos que esse seria o caso, eu quero dizer, de um futuro brilhante, nós teríamos tomado um caminho semelhante”.
Por isso, o Wii foi lançado. Até hoje um dos maiores sucessos da empresa em vendas. Iwata também era presidente durante o desenvolvimento do Nintendo Switch, que vendeu 152 milhões de unidades. O principal motivo por tanto sucesso durante o curto período que Iwata foi presidente da Nintendo? Ele mesmo explica.
“No meu cartão de visita, sou presidente da empresa. Na minha mente, eu sou um programador de computadores. Mas, no meu coração, eu sou um gamer”.
Foi assim que Iwata abriu a 2005 Game Developers Conference Keynote. Talvez uma das melhores formas de descrever como Iwata trabalhava, e o motivo de até hoje, sentirmos tanta falta do lendário presidente da Nintendo.
Iwata gostava de apresentar as Nintendo Directs. Gostava de falar diretamente com o público que consumia Nintendo, porque ele sabia que o seu trabalho só era possível devido aos fãs da empresa. Não existiria Nintendo se não existisse ninguém para comprar os jogos, e o executivo sabia disso. Talvez por isso, tenhamos vistos tantas vezes ele e Reggie Fils-Aimé aparecendo em transmissões.
Ao invés de contratar alguém para falar com os jogadores, ou até mesmo colocar outra pessoa de dentro da empresa para lidar com isso, Iwata “olhava nos olhos” do fã e entregava o que a Nintendo estava fazendo. Nos bons e maus momentos, a primeira pessoa que víamos falando nos vídeos, era Iwata.
A última E3 de Iwata foi justamente em 2015, quando ele acabou nos deixando devido a um câncer. Devo dizer que, vira e mexe, me vejo revendo a abertura dessa conferência, feita com personagens dos Muppets, para revelar as novidades da empresa.
O motivo principal, talvez, seja porque gosto de lembrar do executivo dessa forma. Fazendo gracinha para a gente poder rir, se divertindo com algo que todos nós todos amamos: videogames.
Quando o Wii U foi considerado um fracasso, Iwata cortou metade do seu salário para não ter que demitir funcionários. Na época, a resposta para o seu corte de salário, ecoa até hoje com a quantidade de demissões que vemos na indústria.
“Se reduzirmos o número de funcionários para obter melhores resultados financeiros a curto prazo, o moral dos funcionários diminuirá. Duvido sinceramente que funcionários que temem ser demitidos consigam desenvolver softwares que impressionem pessoas ao redor do mundo.”
A última vez que oficialmente vimos alguma declaração de Iwata, foi pedindo “desculpas” pela line-up “decepcionante” da mesma E3 2015. Segundo Reggie, teria sido, na verdade, uma mensagem de “estamos escutando vocês”, algo que, convenhamos, é cada vez mais difícil de se escutar de um executivo na indústria de games atualmente.
Iwata foi presidente da Nintendo por somente 13 anos. Um tempo relativamente curto para a dimensão da importância do seu trabalho para a indústria dos games. De desenvolvedor a executivo, o caminho trilhado por Iwata nunca deixou de ter algo em mente: o prazer de jogar videogame.
Com cada vez mais anúncios de demissões, jogos cancelados sem motivo, ou encerrados após meses de vida, eu me pego pensando em no quê ele diria. Parece bobo, eu sei. Mas se tinha alguém que todos deveríamos ter escutado sempre, era Satoru Iwata. Ainda mais quando se trata de videogames, não só mecanicamente, mas com o lado humano da coisa.
Hoje em dia, videogames são considerados arte. Vemos jogos cada vez mais complexos, bonitos, mirabolantes. Tecnologias que trazem o máximo da potência gráfica, que saltam os olhos de fãs – e acionistas -, com orçamentos gigantes e anos de desenvolvimento. Aquisições absurdas e valores maiores ainda. Novos consoles sendo lançados para espremer o máximo da potência gráfica, tentando alcançar o impossível em todos os aspectos, para não vender o tanto quanto esperava, e o estúdio entrar em colapso.
Em um mundo em que videogame virou somente mais uma indústria, com executivos focados em metas de anos fiscais e em como fazer um jogo que vai trazer “dinheiro infinito”, faltam executivos como Satoru Iwata que, no fim, amam tanto videogames que às vezes “esqueciam” que eram CEOs das empresas que comandavam.
“Video games são feitos para apenas uma coisa. Diversão! Diversão para todo mundo!” (Satoru Iwata, 2006).
Em uma indústria onde a Microsoft alcança um dos seus melhores anos fiscais e demite 9 mil funcionários, fecha estúdios, e cancela jogos, relembrar Satoru Iwata, 10 anos depois que ele nos deixou, só nos deixa com um sentimento: saudade.
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