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  • Drama e escolhas: como o novo Virtua Fighter pretende aprofundar sua narrativa

    Drama e escolhas: como o novo Virtua Fighter pretende aprofundar sua narrativa

    Uma das maiores novidades do novo Virtua Fighter está fora dos ringues. Durante a Summer Game Fest, o produtor e diretor Riichiro Yamada explicou que a narrativa terá um papel muito mais importante do que nos jogos anteriores da franquia.

    Segundo o diretor, dois conceitos serviram como base para a construção da história: modernização e credibilidade. A equipe queria atualizar o universo de Virtua Fighter para os dias atuais sem perder a sensação de realismo que ajuda os jogadores a se conectarem com seus personagens.

    Para alcançar esse objetivo, a RGG Studio utilizou parte da experiência adquirida ao longo dos anos com a série Like a Dragon. Yamada citou como inspiração personagens capazes de transmitir humanidade e crescimento pessoal ao longo da jornada, mesmo dentro de cenários fictícios.

    Imagem: Rodrigo Coelho na Summer Game Fest com Ike Yamada e Toshihiro Nakaya

    O jogo contará com quatro protagonistas diferentes. Cada um deles terá seu próprio arco narrativo, mas todos compartilham uma mesma ideia central: a de pessoas comuns que evoluem através das relações que constroem ao longo da vida.

    Entre os novos personagens apresentados está Cielo. Nascido no Paraguai e com passagem pelos Estados Unidos, ele possui experiência em boxe e MMA, mas ainda busca uma oportunidade para mudar sua vida através das lutas. Sua trajetória ganha um rumo inesperado quando ele acaba se envolvendo com grupos criminosos que atuam em Vilsapara.

    Durante a apresentação, os desenvolvedores também destacaram um encontro importante envolvendo Cielo e Pai Chan, uma das lutadoras mais conhecidas da franquia. A personagem surge em um momento de grande perigo e desempenha um papel importante no desenvolvimento da história.

    A equipe também revelou estar trabalhando em conjunto com roteiristas ocidentais para construir uma narrativa capaz de dialogar com diferentes públicos ao redor do mundo. A intenção é criar uma experiência onde os relacionamentos, os desafios pessoais e o crescimento dos personagens sejam tão importantes quanto os próprios combates.

    Se a proposta for bem executada, o novo Virtua Fighter pode representar uma das maiores evoluções narrativas da história da série, oferecendo aos jogadores muito mais do que apenas a busca pelo próximo adversário.

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  • Virtua Fighter reinventado: conheça a nova “Aventura de Luta” da SEGA

    Virtua Fighter reinventado: conheça a nova “Aventura de Luta” da SEGA

    Imagem: Rodrigo Coelho na Summer Game Fest com Ike Yamada e Toshihiro Nakaya

    Virtua Fighter está de volta, mas não da forma que muitos fãs imaginavam. Durante uma apresentação na Summer Game Fest, Toshihiro Nakaya, responsável pela marca na SEGA, revelou que o novo projeto não é uma sequência, remake ou remaster. Em vez disso, a empresa decidiu reinventar completamente a franquia para criar uma experiência que vá além dos limites tradicionais dos jogos de luta.

    O desenvolvimento está nas mãos da RGG Studio, equipe conhecida pela série Like a Dragon. A proposta do estúdio é transformar Virtua Fighter em uma “Fighting Adventure” — ou “Aventura de Luta” — combinando narrativa, exploração e combate em uma mesma experiência.

    Segundo os desenvolvedores, a cidade possui regras próprias que fazem dos lutadores profissionais figuras extremamente valiosas. Em vez de resolver conflitos por meios convencionais, diferentes grupos utilizam combatentes para defender seus interesses, criando um ambiente onde a força física e a reputação têm enorme peso.

    A estrutura do jogo também representa uma mudança significativa para a série. Em vez de focar exclusivamente nos confrontos 1 contra 1, o novo Virtua Fighter permitirá explorar áreas de Vilasapara, incluindo regiões como Chinatown. A equipe descreve o mapa como um mundo semi-aberto, oferecendo liberdade para avançar na história, participar de atividades paralelas e descobrir novos personagens.

    Os combates continuarão sendo o coração da experiência, mas agora também incluirão confrontos contra múltiplos adversários. Ainda assim, a RGG Studio fez questão de reforçar que não abandonou as raízes da franquia. O tradicional sistema de luta técnica permanece presente, incluindo os confrontos 1 contra 1 que tornaram Virtua Fighter uma referência para o gênero.

    Outro ponto destacado pela equipe é a influência das escolhas do jogador. A forma como cada pessoa explora o mundo e interage com seus habitantes poderá impactar o desenvolvimento da narrativa, criando uma experiência mais personalizada.

    Por fim, os desenvolvedores afirmaram que a simplicidade clássica da série continuará sendo um dos pilares do projeto. O tradicional esquema de três botões segue servindo como base para o sistema de combate, preservando a acessibilidade da franquia sem abrir mão da profundidade competitiva que conquistou gerações de jogadores.

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  • Análise: Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage É o Jogo de Luta Mais Honesto Já Feito.

    Análise: Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage É o Jogo de Luta Mais Honesto Já Feito.

    Virtua Fighter 5 está completando 20 anos, e de lá pra cá, o jogo teve diversas novas versões, sendo quase que outro hoje em dia, e principalmente considerando essa nova versão “World Stage”, um sub-título que dá nome ao novo modo singleplayer do jogo.
    Após mais de 20 horas de jogo, a única conclusão possível é que: esse é o jogo de luta mais honesto já feito. Mas em que sentido?

    World Stage: Gigantesco, mas Difícil.

    Jogos de luta, geralmente, possuem um foco competitivo (e esse não é diferente), mas já faz algum tempo que franquias como Mortal Kombat, e mesmo Smash Brós tem apontado pra necessidade de se criar conteúdo singleplayer offline pra que mais pessoas aproveitem o game, mesmo que eles não se tornem competidores após terminarem esse conteúdo. 

    Mas o Virtua Fighter 5 World Stage não assinou esse contrato.

    O modo é basicamente um “simulador de  partidas ranqueadas”, usando, inclusive, CPUs baseadas em jogadores reais: seus nicks, personagens e skins preferidas. Toda a estrutura é feita pra fazer você se sentir jogando online, quando não está.
    Sendo assim, não existe enredo algum, apenas rankings, de nível 1 até o 46, com adversários separados por “cabines”, como se fossem estádios [a imagem acima], e o ciclo é: vence x inimigos, sobe uns 5 a 10 níveis, enfrenta e vence um chefe, libera a próxima cabine com inimigos mais difíceis.
    Cada cabine conta com mais de 100 opções de CPUs em média (desses baseados em jogadores reais) então nunca se sabe o que vem pela frente, e a cada cabine, dá pra notar uma dificuldade realmente progressiva, do muito fácil até o muito difícil. São 7 cabines até chegar no torneio final, onde temos que vencer 4 lutas seguidas. Mesmo após o fim, ainda vale a pena voltar e limpar as cabines com as opções de adversários restantes, porque existem dezenas de missões que liberam itens de customização de personagens, então, é coisa pra mais de 30, 40 horas fácil.

    O lado ruim é com certeza a demora pra subir de nível e por consequência, de cabine. Foram necessárias 401 vitórias, contra 124 derrotas pra se terminar o modo! Fora algumas dezenas de partidas interrompidas por desistência no fim do jogo, onde alguns NPCs eram extremamente fortes e aí você pode trocar o adversário, já que tem mais de 100 opções.
    Ou seja, mais de 500 lutas pra terminar o modo, então, dessas mais de 20 horas, 90% foram nesse modo, ou no treino, aprendendo mais sobre o combate do jogo pra se preparar pra uma nova cabine com adversários mais fortes.
    E detalhe, o final é um torneio de nível altíssimo, onde você precisa vencer 4 seguidas; e não tem facilitador, ou você vence na raça, ou não zera o modo. Diferente da tendência atual, onde o jogo quer que você o termine, te dá ferramentas, às vezes facilitadores, esse modo não, só tem normal ou difícil, e ou você derrota ele e mostra que dominou o jogo, ou ele não te entrega os créditos.

    E agora sim voltamos ao tema “o jogo de luta mais honesto que existe”. Esse lado ruim faz parecer que o modo é uma grande enrolação (e de fato, o sistema de nível poderia sim ser um pouco mais rápido). Mas diferente de outros jogos de luta, que incluem campanhas curtas de 5 horas e ao final te dizem “parabéns, você terminou o jogo”, Virtua Fighter 5 World Stage só te entrega esses créditos, essa “faixa preta”, quando você REALMENTE dominou o jogo! Isso porque ser bom num jogo de luta, não é só sobre aprender a controlar seu personagem, mas igualmente (ou até mais) sobre saber lidar contra todos os outros personagens. E é por isso que esse modo é tão extenso: ao fim dele, você já entende como lidar com cada adversário na sua versão mais difícil, e só assim vai conseguir superar a última cabine e torneio final. 

    É muito comum em jogos de luta, você terminar a campanha, pensar “agora já estou entendendo o jogo, já faço uns combos, vou pro online” e quando chega lá…só derrota…E esse modo não, ele só termina quando você tá realmente pronto pra começar sua jornada competitiva online, sabendo lidar minimamente contra os 19 personagens do jogo. 

    Jogabilidade:

    Imagem em movimento, capturada direto do Switch 2

    O número de 19 personagens parece pouco, só que o Virtua Fighter é MUITO amplo em termos de golpes, o que é admirável, porque o jogo só tem 3 botões de ação: defesa, soco e chute. Ele não tem magia (no sentido sobrenatural mesmo), ou “barra de super”, nada disso… apenas “porradaria franca”, arte-marcial pura mesmo. Ainda assim, cada personagem, usando os um dos 3 botões, ou uma combinação dos 3, somado às todas as direções possíveis do analógico/direcional, dão pra cada personagem mais de 50 opções de golpes!

    E Virtua Fighter não é um jogo estilo Tekken, onde “levou um golpe, pode soltar o controle que vem chuva de combo”; nesse sentido, ele está mais próximo de um Street Fighter, com combos altos situacionais, mas em geral, você não emenda tantos golpes assim. Esses 50 golpes são realmente opções pro jogador criar seu estilo, além de surpreender com um golpe novo, uma tática nova. E é por isso que o modo World Stage precisa de tantas lutas, pra saber lidar com tantos personagens.

    Customização e skins:

    Outro ponto forte do jogo, sem dúvidas é a customização dos personagens, além das skins temáticas vendidas como DLC.
    Cada personagem tem, de base, 5 opções de visuais, e ao escolher um, podemos mudar desde a cor, roupa e até cabelo. São muitas opções, principalmente após os itens do World Stage.

    Sarah em seu visual padrão vs. o mesmo padrão customizado.

    Outros visuais únicos (inclusos na edição “30º Aniversário”) incluem: -Skins retrôs:

    -Colaboração com Yakuza:

    -E como esperado, trajes de banho:

    Também existe uma DLC de colaboração com Tekken:

    Desempenho no Switch 2:

    Em termos de desempenho, o jogo é satisfatório no que mais importa que é performance, com 60 quadros por segundo totalmente estáveis.
    Mas desagrada um pouco nos visuais….

    Por mais que se trate de um jogo de 20 anos, esta não é a primeira, nem a segunda revisão e nova versão do título; e o Switch 2 certamente poderia entregar visuais melhores.
    A definição nos cenários tem pontos altos e baixos, algumas expressões faciais estão datadas e principalmente o modo portátil está numa resolução abaixo do que poderia.

    Nada disso atrapalha as partidas, mas nesse quesito, infelizmente, o jogo fica devendo.

    Considerações Finais e Conclusão:

    Fora do já comentado, o jogo entrega o básico:
    -Modo Arcade com 5 dificuldades.
    -Online dividido entre Partidas Ranqueada e Criação de Sala. Também existem Torneios no fim de semana. O netcode pro online é o rollback, e o jogo suporta crossplay, então, partidas entre jogadores próximos, ou com boa conexão são extremamente fluídas; mas uma má conexão faz personagens “voltarem no tempo”.
    -Modo Treino muito completo, desde um tutorial pra cada personagem, com golpes e dicas sobre o quê um personagem tem de especial.

    Resumindo e reforçando, Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage é o jogo de luta mais honesto que existe. Ele é competitivo e mesmo que você não queira jogar online, se você quer conteúdo offline e singleplayer, você até terá, mas será através de uma jornada tão árdua quanto suas primeiras 20 horas num modo online, embora o modo World Stage seja melhor pra começar por ter uma dificuldade progressiva real.

    Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage tem a oferecer: lutas, mais lutas, um modo arcade básico, mais lutas, um modo bom de personalização de personagens, lutas, mais lutas e mais lutas.
    Se você busca um jogo de luta, mesmo que não seja pra competir, mas pra dominar um amplo sistema de combate, que até começa simples por ter poucos botões, mas se torna extremamente rico conforme melhora, esse jogo é pra você. Se você busca enredo, cinemáticas, minigames durante a campanha pra descontrair, etc… esse não é um jogo pra você.