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  • Análise: Super Smash Bros. Ultimate – ainda vale a pena?

    Análise: Super Smash Bros. Ultimate – ainda vale a pena?

    Aprofundando no melhor jogo de luta da história.

    Esta análise é baseada no vídeo disponível no canal Coelho no Japão e se propõe a responder se Super Smash Bros. Ultimate ainda vale a pena ser adquirido e jogado, inclusive se a mídia física ainda é uma compra relevante. Bora lá?

    Desde seu lançamento, Super Smash Bros. Ultimate tem sido uma figura central no universo dos videogames. Inicialmente, havia alguma incerteza se seria uma simples atualização da versão de Wii U ou um título completamente novo. No entanto, o tempo provou que ele não só é um jogo distinto, mas também se consolidou como o melhor da série Super Smash Bros. e o jogo de luta mais vendido de todos os tempos.

    Com uma média mundial de reviews de 9,3 e uma indicação ao Jogo do Ano no The Game Awards 2019, o game da Nintendo gerou a questão: será que seu sucesso foi apenas um entusiasmo inicial ou ele realmente sustenta sua grandiosidade?

    Para entender o valor duradouro de Super Smash Bros. Ultimate, é crucial observar sua abrangência e profundidade.

    O jogo é, sem dúvida, o maior crossover dos games já realizado, reunindo os maiores ícones da história da indústria e sendo uma verdadeira celebração dessa trajetória.

    Longe de ser apenas uma reunião de personagens da Nintendo (como nas edições anteriores, a exemplo do Super Smash Bros. de Nintendo 64), Ultimate ostenta um elenco gigantesco que inclui os principais nomes da Nintendo como Mario, Link, Pikachu, Donkey Kong, e muitos de Fire Emblem, mas também incorpora figuras icônicas de outras empresas, como Cloud de Final Fantasy VII, Snake de Metal Gear Solid, Steve e Alex de Minecraft, Ryu e Ken de Street Fighter, Pac-Man, Mega Man, Banjo & Kazooie, e, mais recentemente, Sora de Kingdom Hearts.

    Essa reunião de personagens permite que eles interajam em batalhas ou em modos cooperativos, seja em um contra um sem itens, no modo clássico com sua história, ou em fases imensas com até oito jogadores simultaneamente.

    O título, disponível para Nintendo Switch, é voltado para uma vasta audiência: desde pro players e jogadores competitivos que desejam se aperfeiçoar, até crianças e jogadores casuais que buscam diversão descompromissada.

    Seu design é brilhante, sendo simples o suficiente para um público amplo e complexo o bastante para aqueles que desejam dedicar centenas ou até milhares de horas ao aprimoramento.

    O modo online do jogo permanece muito ativo, inclusive no Brasil, e torneios offline continuam a ocorrer em diversos estados brasileiros. A experiência de jogo é moldada por uma vasta quantidade de conteúdo, incluindo o retorno do modo campanha “World of Light“, o Classic Mode temático para cada personagem, um sistema de desbloqueio de lutadores e os “Spirits”, que são colecionáveis que representam centenas de personagens e oferecem habilidades adicionais.

    O jogo também oferece modos como torneios, Home-Run Contest e criação de arenas, além de uma impressionante trilha sonora que pode ser ouvida como um MP3 Player no próprio console.

    Em suma, Super Smash Bros. Ultimate não é apenas um jogo; ele construiu um subgênero nos jogos de luta, o “Fighting Platform“, e se tornou um pilar do gênero. No Nintendo Switch, ele alcançou sua melhor versão até hoje.

    Sua profundidade e abrangência o tornam um título essencial para qualquer biblioteca do console. Se você possui um Nintendo Switch, a recomendação é clara: ou você realmente não se identifica com o estilo de Super Smash Bros., ou você precisa comprar este jogo.

    Ele se destaca em um patamar de prioridade que poucos jogos alcançam, sendo considerado por muitos como um dos jogos favoritos de todos os tempos.

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  • Análise: Super Mario Party Jamboree eleva a franquia a novos patamares no Nintendo Switch

    Análise: Super Mario Party Jamboree eleva a franquia a novos patamares no Nintendo Switch

    Um marco para a série, repleto de conteúdo e inovação.

    O universo Nintendo acaba de receber uma adição que promete redefinir a experiência dos fãs de jogos de festa. Super Mario Party Jamboree, o mais recente título da aclamada franquia Mario Party, chega ao Nintendo Switch não apenas como uma atualização, mas como uma verdadeira evolução, prometendo ser o jogo mais completo e, possivelmente, o melhor da série até hoje.

    O título está repleto de novidades e aprimoramentos que o tornam uma aquisição obrigatória para qualquer proprietário do console, superando até mesmo os dois jogos anteriores da série disponíveis para o Nintendo Switch, tornando-os obsoletos, Confira em detalhes nessa análise produzida com base no vídeo do canal Coelho no Japão.

    Este lançamento é um grande exemplo de como uma desenvolvedora pode ouvir sua base de fãs, mesmo quando as demandas são variadas ou contrastantes. Super Mario Party Jamboree se posiciona como um “Mario Party All Stars” ou “Mario Party The Full Party”, reunindo todo tipo de jogo em um só lugar, pegando elementos de sucesso de toda a jornada da franquia desde o Nintendo 64.

    O jogo é projetado para ser versátil, atendendo a todos os públicos: desde fãs do modelo tradicional, jogadores que buscam inovação com ou sem controle de movimento, entusiastas do competitivo e ranqueado, até aqueles que preferem uma experiência mais casual ou cooperativa. Ele oferece robustas opções para quem joga em casa, com amigos online, ou até mesmo para quem deseja jogar sozinho, marcando a presença de um modo single-player excelente. Independentemente do seu estilo de jogo, Super Mario Party Jamboree busca contemplar todas as formas de festa.

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    O jogo é estruturado em torno de quatro pilares principais, além de uma robusta campanha para um jogador

    Modo Mario Party: A essência tradicional da série, com tabuleiros e minigames

    Suporta até quatro jogadores localmente no mesmo console ou online com amigos e pessoas aleatórias. Um sistema de ranking está presente, e os sensores de movimento são opcionais.

    O jogo oferece sete tabuleiros, sendo cinco inéditos e dois remakes icônicos: o Povoado Faroé de Mario Party 2 e o Castelo Arco-Íris do primeiro Mario Party. As partidas podem ser configuradas de 10 a 30 rodadas, com as de 10 rodadas durando cerca de 1 hora e meia.

    Uma das grandes inovações é a mecânica Dupla Jamboree, onde um parceiro aparece no mapa e pode ser recrutado para conceder poderes e vantagens significativas, como dobrar moedas ou comprar duas estrelas.

    Outra adição notável é o Modo Pro, que transforma Mario Party em uma experiência mais competitiva, alterando regras como aposta de estrelas em duelos e remoção de parte da aleatoriedade.

    Ilha de Minigames: Uma coleção de minigames separados em diversas categorias e modos de jogo

    Esta ilha conta com cinco modos diferentes:

    • Jogo Livre: Permite jogar qualquer um dos 112 minigames disponíveis, com até quatro jogadores localmente
    • Batalha dos Desafios: Partidas mais rápidas (10-15 minutos) para quatro jogadores (local ou online), onde o objetivo é acumular moedas em cinco rodadas de minigames de “desafio”, transformando a experiência em uma competição mais expressa de Mario Party
    • Sobrevivência: Um modo ranqueado exclusivamente online para um jogador por console
    • Desafio Diário: Para quatro jogadores (local ou online), oferece três pacotes de minigames que mudam diariamente
    • Modo em Duplas: Quatro jogadores em formato 2v2, jogável localmente, online, ou em modo misto (dois jogadores em um console contra outros dois online), com ranking.

    Desafios do Bowser

    Focado em grupos maiores e jogabilidade online, embora também disponível offline com CPUs. Não permite multiplayer local com amigos para esses modos. Inclui:

    • Bowser-athlon: Uma maratona competitiva para 20 jogadores (um por console), jogável online ou offline com CPUs. Os jogadores avançam no tabuleiro ao coletar moedas nos minigames, criando uma “corrida” constante
    • Brigada Anti-Bowser: Um modo cooperativo para oito jogadores (um por console), onde o objetivo é unir forças contra um Bowser impostor, explorando um mapa 3D para coletar bombas e carregar um canhão. Minigames cooperativos ocorrem entre as rodadas para determinar itens melhores.

    Ilha Dinâmica

    Dedicada a experimentações de gameplay com sensores de movimento, sendo a palavra “dinâmica” a chave para identificar minigames que os utilizam. Mesmo usuários de Nintendo Switch Lite podem aproveitar, desativando esses minigames. Contém:

    • Cozinha Rítmica: Modo cooperativo para quatro jogadores (local apenas) com 10 minigames rítmicos temáticos de MasterChef, similar a um modo do Super Mario Party original
    • Fábrica do Tork: Uma segunda campanha para um ou dois jogadores (local apenas), que surpreende por ser um jogo “indie” completo dentro do Mario Party, onde se manipulam peças do cenário com controles de movimento para levar uma bolinha a um buraco, remetendo a Snipperclips
    • Aventuras Aéreas: Outro modo com foco em campanha para um ou dois jogadores (local apenas), exigindo um par de Joy-Cons por jogador. Embora envolva voo com controle de movimento, alguns sub-modos são limitados, como as Competições Aladas (1v1) e o Táxi Alado (cooperativo), mas o Voo Livre (single-player) oferece uma experiência mais aberta.

    Além de todos esses modos, Super Mario Party Jamboree oferece uma campanha solo robusta chamada Jornada das Tarefas, onde o jogador explora tabuleiros transformados em fases para cumprir missões e vencer minigames, coletando mini estrelas.

    A campanha principal possui cinco tabuleiros/fases, cada um com uma exigência mínima de 30 mini estrelas, mas oferecendo um total de 60, permitindo liberdade na progressão. A duração estimada é de cerca de 4 horas para finalizar e 10 horas para alcançar 100%, o que é considerado um bom tempo para um jogo focado no multiplayer.

    O jogo incentiva a exploração e o engajamento através de um sistema de recompensas abrangente na Praça Central. Existem mais de 110 conquistas que, ao serem obtidas, aumentam o nível do jogador (até 50), concedendo dinheiro e itens de loja. Esse sistema funciona como um Battle Pass incluso, oferecendo centenas de itens para comprar e customizar, como músicas para um museu, stickers de reações para partidas online, e cartões de jogador personalizáveis.

    Uma área dedicada a estatísticas e classificações também está disponível.

    A longevidade é um ponto forte, com mais de 50 horas de gameplay para quem busca completar todas as missões, rankings e itens, garantindo um alto fator replay.

    Apesar de ser amplamente elogiado, o jogo não está isento de pequenos problemas. Observa-se um serrilhado visual, e embora a performance seja aceitável, não é perfeita. Em modos online como os Desafios do Bowser, se um amigo cai da conexão, ambos os jogadores são desconectados.

    O modo Mario Party principal ainda não oferece partidas rápidas (menos de uma hora), embora outros modos supram essa demanda. A interface do jogo pode ser um pouco confusa em relação à quantidade de jogadores e modos disponíveis. Há poucos personagens secretos desbloqueáveis (apenas dois), o que poderia ser mais. A campanha, embora boa, não introduz muitas novidades mecânicas durante sua progressão, aumentando apenas a dificuldade dos adversários. No entanto, esses pontos são menores diante da vasta quantidade e qualidade do conteúdo oferecido.

    A localização para português do Brasil é ótima, com textos e dublagens que prometem arrancar risadas. A atenção aos detalhes, como os minigames especiais dos personagens que remetem às suas séries spin-off, demonstra o capricho da produção

    Super Mario Party Jamboree é a evolução que a série precisava e merecia, desafiando a lógica de mercado ao oferecer um volume e diversidade de conteúdo muito além do esperado para um título da franquia. Se você é fã de Mario Party ou busca um jogo de festa completo e versátil para o Nintendo Switch, este é um capítulo obrigatório que promete muitas horas de diversão, seja sozinho ou acompanhado.

    Prepare-se para uma festa inesquecível!

  • Análise: Super Mario Odyssey no Nintendo Switch – uma aventura atemporal que ainda brilha em mídia física no Brasil

    Análise: Super Mario Odyssey no Nintendo Switch – uma aventura atemporal que ainda brilha em mídia física no Brasil

    Oito anos depois, a obra-prima 3D de Mario continua indispensável

    O que torna Super Mario Odyssey uma experiência tão cativante e duradoura, mesmo anos após seu lançamento inicial, e por que ele continua sendo uma escolha excepcional para jogadores de todas as idades. Para ajudar a entender tudo isso, preparamos esta análise baseada no video do canal Coelho no Japão.

    Imagem: Thumbnail do vídeo original do canal Coelho no Japão | Youtube

    Um jogo de plataforma 3D

    Imagem: Metro Kingdom é um dos reinos de destaques em Super Mario Odyssey

    Super Mario Odyssey se destaca na série Mario como um jogo de plataforma 3D que abraça plenamente a filosofia da exploração. Diferente dos títulos “lineares” como Super Mario World ou Super Mario 3D World + Bowser’s Fury, que guiam o jogador por um caminho predefinido até o final da fase, Odyssey se enquadra na categoria de jogos de “exploração”. Suas fases são desenhadas em formato “sandbox”, como mundos abertos gigantescos, permitindo que o jogador explore livremente e decida a ordem das missões, sem um rumo 100% definido. Essa liberdade é central para a sua magia e o posiciona como o “Super Mario 64 da nova geração” e, para muitos, “o jogo mais mágico que a Nintendo fez em toda a série Super Mario até hoje”.

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    Jogabilidade e as Luas de Energia

    Imagem: Encontre as luas de energia espalhadas pelos diverso reinos do jogo.

    A espinha dorsal da narrativa e da jogabilidade gira em torno da missão de Mario de encontrar Luas de Energia espalhadas pelos diversos reinos do jogo. Essas luas servem como combustível para a sua nave, a Odyssey, e quanto mais luas você coleta, mais rápido avança para conhecer novos mundos.

    Cappy, o chapéu fantasma

    Imagem: O carisma de Cappy vai te conquistar logo na primeira hora de jogatina

    Mas o que realmente torna Super Mario Odyssey único e se tornou sua marca registrada é a introdução de Cappy, um chapéu fantasma que se junta a Mario em sua jornada após Bowser sequestrar a irmã de Cappy.

    As habilidades de Cappy

    Imagem: Já pensou em como seria virar um dinossauro? Pois é meus amigos, haha

    Cappy permite que Mario faça algo inédito e fascinante: possuir os inimigos e ganhar os poderes deles. Ao lançar Cappy na cabeça de uma criatura, Mario se transforma, podendo se tornar um sapo, um pássaro, um dinossauro e muito mais. Essa mecânica não é apenas bizarra ou divertida; ela oferece uma variedade de jogabilidade sem precedentes, garantindo que não tem um segundo de tédio e que o jogador seja constantemente surpreendido, querendo testar Cappy em todos os locais e criaturas possíveis.

    Essa soma de fases extensas e cheias de conteúdo e segredos com uma gameplay extremamente dinâmica e variada solidificou Super Mario Odyssey como o jogo do Mario mais aclamado dos últimos 20 anos.

    Conteúdo do jogo

    Imagem: Até mesmo os mais habilidosos terão mais de 10 horas de conteúdo garantida na primeira jogada

    O jogo conta com 12 mundos principais, além de alguns menores e várias surpresas no pós-game, garantindo que há muito mais para fazer depois de finalizar a campanha. Embora uma progressão “rushada” possa levar entre 10 e 15 horas, jogar apenas o mínimo para ver os créditos seria “jogar dinheiro fora”.

    A verdadeira genialidade de Super Mario Odyssey reside em sua profundidade: as luas funcionam como missões em um RPG, com várias centenas delas para coletar, cada uma sendo um mini-objetivo único. Os desafios para obter as luas variam desde possuir objetos para movê-los e revelar novos segredos, participar de minigames, pular corda, enfrentar trechos de alta dificuldade que exigem precisão de plataforma, derrotar chefes extras e navegar por áreas que testam a perícia do jogador nos pulos — afinal, ainda é um clássico jogo de plataforma do Mario.

    Tempo de gameplay

    Imagem: Aceitarias um pedido de casamento do famoso Mario em seu smoking de casamento?

    Realistamente, um jogador pode esperar gastar entre 40 e 80 horas explorando e desvendando os segredos do jogo, e quem busca a conclusão total pode ultrapassar 100 horas. Isso o consagra como um dos jogos de plataforma com mais conteúdo que a gente tem no mercado e um dos mais duradouros no seu estilo.

    Modo online multiplayer

    Imagem: após atualização gratuita, Super Mario Odyssey recebeu um novo modo online chamado Balloon World

    Além do vasto conteúdo para um jogador, Super Mario Odyssey recebeu uma atualização gratuita que adicionou um modo online chamado Balloon World. Neste modo, jogadores escondem balões em fases dentro de um tempo determinado, e outros jogadores recebem o desafio de encontrá-los. O que parece uma brincadeira de esconde-esconde se transforma em um desafio bem grande para jogadores veteranos, que precisam não só encontrar o balão, mas também chegar a tempo em locais extremamente difíceis.

    Tecnicamente, o jogo é um esmero em forma de jogo, com gráficos, movimentação, trilha sonora, tudo é lindo, vivo, vibrante.

    Apesar de uma crítica mínima sobre a repetição de algumas luas para a conclusão de 100%, o jogo é considerado impecável e obrigatório para quem gosta de Mario.

    Super Mario Odyssey é pra mim?

    Imagem: Descubra se Super Mario Odyssey é para você – Este clássico do Nintendo Switch pode te impressionar (e muito!)

    Super Mario Odyssey é ideal para quem prefere jogar sozinho e ama a exploração livre dos jogos 3D do Mario, como Super Mario 64 e Super Mario Sunshine. Vale ressaltar que, embora Odyssey seja focado em um jogador, ele possui um modo para dois jogadores onde um controla Mario e o outro controla Cappy, auxiliando na posse de inimigos e na jornada.

    Conslusão

    Imagem: É impossível finalizar o game e não sentir saudades do Cappy nas próximas aventuras, haha

    Em resumo, Super Mario Odyssey pode ter uma campanha principal relativamente curta para quem busca apenas finalizar, mas seu conteúdo total é imenso, muito imersivo e rende muitas horas de gameplay extremamente divertida. A qualidade ímpar do jogo o torna atemporal, assim como outros clássicos da franquia, provando que não tem tempo limite para ser divertido.

    Diante de tudo isso, Super Mario Odyssey definitivamente vale muito a pena a sua compra, especialmente agora com a disponibilidade da mídia física nacional.

    Que tal mergulhar nessa aventura e descobrir por si mesmo por que Super Mario Odyssey continua sendo uma referência de diversão e inovação no mundo dos games, desafiando a noção de que um jogo precisa ser um lançamento recente para ser relevante?

    A magia de Mario, impulsionada pela exploração e pela criatividade de Cappy, aguarda por você no Nintendo Switch.

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    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Pipistrello and the Cursed Yo-yo – O melhor zelda-like brasileiro no switch

    Análise: Pipistrello and the Cursed Yo-yo – O melhor zelda-like brasileiro no switch

    O melhor jogo indie do Switch de 2025 até agora custa só R$50,00

    Imagem: Pipistrello and the Cursed Yoyo, Divulgação Nintendo Eshop

    Pipistrello and the Cursed Yo-yo é um jogo desenvolvido pelo estúdio brasileiro Pocket Trap, que já nos trouxe o aclamado Dodgeball Academia, chega com a forte promessa de ser o melhor “Zelda-like” disponível na plataforma da Nintendo até o momento, além de se posicionar como um dos grandes jogos indie brasileiros já feitos. Nós, da equipe do canal Coelho no Japão dedicamos uma análise aprofundada para desvendar o que torna este título tão especial.

    Nosso objetivo aqui é destrinchar essa experiência para você, leitor do portal Coelho News, que busca saber se vale a pena investir seu precioso tempo de jogatina neste pequeno grande título Indie brasileiro.

    • Essa análise de Pipistrello and the Cursed Yo-yo foi produzida com base no video original do canal Coelho no Japão.

    O Que é Pipistrello and the Cursed Yo-yo?

    Imagem: Pipstrello tem ou não tem um visual “badass”? haha

    Em sua essência, Pipistrello and the Cursed Yo-yo é um jogo de aventura. Ele mistura elementos de combate, quebra-cabeças e história. Há também um forte componente de plataforma e, como em Zelda, as famosas “dungeons”. A estrutura do jogo envolve explorar um mapa que se abre gradualmente, completando pequenos objetivos e missões principais que geralmente culminam em chegar a locais específicos, entrar nesses espaços fechados (as dungeons ou áreas de aventura) para cumprir uma grande missão, enfrentar um inimigo importante e, principalmente, adquirir uma nova mecânica de gameplay.

    Imagem: As mecânicas de “ricochete” com o yo-yo não cansam de surpreender ao longo da aventura

    À primeira vista, a premissa pode soar como “mais um jogo no estilo Zelda, mas com um yo-yo no lugar da espada”. No entanto, a ideia original foi realmente subverter as mecânicas de gameplay tradicionais. Todos os quebra-cabeças exigem que você calcule a direção para lançar o yo-yo, fazendo-o ricochetear para acertar alavancas ou resolver desafios. O combate é inteiramente baseado em manobras com o yo-yo, indo muito além de simples ataques. Mesmo as habilidades que auxiliam na plataforma são pensadas em como um yo-yo aprimorado poderia criar novas possibilidades de movimentação.

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    Por que este jogo se destaca como um dos melhores Indies de 2025?

    Imagem: A exploração do mapa é um dos principais pontos fortes de Pipistrello

    O grande trunfo de Pipistrello é a sensação constante de surpresa e inovação que ele entrega, mesmo partindo de uma fórmula familiar como a de Zelda. Ele consegue fazer com que você se sinta ao mesmo tempo em casa, por conhecer o estilo clássico de jogo, e curioso, sempre se perguntando qual será o próximo poder, o novo ataque, ou como derrotar o próximo inimigo. Essa criatividade mantém a curiosidade do jogador aguçada, impulsionando a exploração não apenas pela história, mas pela própria gameplay.

    O mais impressionante é que, mesmo após mais de 20 horas de jogo, ele não para de surpreender, introduzindo novas ideias como “e se desse para usar este item aqui?” ou “e se você juntasse essa mecânica nova com aquela mecânica antiga?”. Essa mistura contínua de elementos é nada mais nada menos que “absolute videogames” haha.

    Imagem: As dungeons podem ser um desafio mesmo para os players calejados de tanto jogar Zeldinha, haha

    Além da estrutura de aventura e dungeons, há também um fator RPG leve. Ao explorar o mundo, coletamos itens que aumentam a vida e o BP (espaços de inventário). Esses espaços são usados para equipar “bótons”, que são habilidades passivas variadas, como ganhar vida extra, aumentar o dano, não perder vida ao cair em buracos uma vez por sala, ou ficar mais forte em troca de movimento lento. Existem dezenas de bótons, permitindo que o jogador crie seu próprio “set” de habilidades passivas, focando em regeneração, dano com pouca vida (estilo “glass cannon”), ou outras estratégias. A escolha de bótons muitas vezes envolve risco e recompensa, o que é sempre satisfatório em jogos. Há também ataques especiais que são aprendidos e podem ser equipados, variando em facilidade de uso e poder ao serem masterizados.

    Imagem: A mecânica das “dívidas” traz a necessidade de manter o jogador pensando em estratégias e escolhas

    Um dos aspectos mais geniais é a árvore de habilidades. Embora você possa aprender todas as habilidades eventualmente, a escolha de qual aprender primeiro é crucial. Nela, é possível aumentar vida, força, BP, reduzir tempo de ataque carregado, entre outros atributos. Algumas habilidades da árvore são semelhantes aos buttonons equipáveis, e usá-las juntas soma os efeitos. O diferencial aqui é a forma de aquisição: ao escolher uma habilidade, você adquire uma “dívida”. Metade do dinheiro que você ganha a partir daí vai para pagar essa dívida. Enquanto a dívida existir, você sofre um efeito negativo na gameplay, como redução de vida, perda de força ou BPs. Esse efeito só desaparece quando a dívida é quitada. No entanto, ao pagar uma dívida, você provavelmente já quererá aprender outra habilidade, contraindo uma nova dívida e um novo efeito negativo.

    Este sistema força o jogador a se adaptar constantemente e a customizar sua estratégia, utilizando todos os recursos disponíveis para gerenciar os bótons, BPs, vida, a habilidade desejada, a dívida e o efeito negativo associado. Essa administração constante é muito genial.

    O “mundo” de Pipistrello and the Cursed Yoyo

    Imagem: É praticamente impossível não se perder (no bom sentido) pelo mundo de Pipistrello, a cidade é maravilhosa!

    O fator campeão, responsável por elevar Pipistrello a um dos melhores Zelda-likes no Switch, é o seu mundo. Assim como em Zelda, onde a essência está em Hyrule e na sensação de explorar um parque de diversões onde há algo divertido em todas as direções, o mundo de Pipistrello evoca essa mesma sensação com NPCs que têm piadas e personalidades interessantes e um contexto para cada local.

    O mapa é uma cidade dividida em bairros, e cada quarteirão oferece algo único: um puzzle, um desafio, uma entrada para o esgoto, um comércio ou uma mini-dungeon disfarçada, como um cinema. O mundo é vivo e cheio de surpresas: inimigos surgem do nada, NPCs pedem ajuda, carros exigem atenção e podem até ser usados a seu favor. Completar um quarteirão revela o próximo, criando um ritmo constante de descoberta. As dungeons são geniais e os chefes ótimos, mas a grande diversão está em explorar tudo. Apesar das influências Metroidvania, é impossível se perder: o mapa é claro, tudo é marcado e também podemos utilizar de fast travel (viagem rápida).

    Finalmente, um fator distintivo e amado é o “Aqui é Brasil”. Várias músicas-tema dos bairros utilizam ritmos brasileiros, fruto do trabalho do compositor Leonardo Lima. Há referências a ruas brasileiras, e o texto é repleto de piadas e toques nacionais. A experiência de jogar na versão em português é considerada potencialmente mais divertida para um brasileiro do que para um estrangeiro.

    Imagem: Essa vibe retrô com visual inspirado em jogos de Game boy Advanced entregam uma experiência nostálgica e imersiva

    O jogo também abraça uma pegada retrô, baseada no Game Boy Advance. Há filtros de imagem que simulam telas antigas, a opção de reduzir o tamanho da tela para simular um console portátil fictício, e o sound design remete a jogos como Pokémon Fire/Leaf Green. Tudo isso contribui muito para a imersão na estética proposta. A história, embora secundária em relação à gameplay, é boa, com um enredo base que justifica a aventura e diálogos com NPCs cheios de bom humor e piadas que muitas vezes criam associações com o mundo real. Tudo o que você lê adiciona algo à experiência, seja uma piada, a personalidade de um NPC ou um contexto.

    Para quem é este jogo?

    Imagem: Apesar desta captura estar em inglês, Pipistrello tem suporte TOTAL ao PT-BR entregando uma experiência fantástica para jogadores brasileiros

    Pipistrello and the Cursed Yo-yo é ideal para fãs de The Legend of Zelda clássicos e modernos. É para jogadores que apreciam a exploração de mundo aberto (ou semi-aberto, neste caso) repleto de segredos e atividades. É especialmente recomendado para quem busca mecânicas de gameplay inovadoras e gosta de ser surpreendido constantemente, mesmo após muitas horas de jogo. Fãs de jogos com sistemas leves de RPG, customização de habilidades e quebra-cabeças criativos encontrarão muito o que amar. E, claro, para o público brasileiro, os toques de brasilidade na música, piadas e referências tornam a experiência ainda mais especial e divertida.

    Desenvolvido pela Pocket Trap, este jogo mostra um claro amadurecimento do estúdio desde Dodgeball Academia. Enquanto Dodgeball Academia é um RPG de queimada (algo muito único), Pipistrello é um Zelda-like com uma roupagem e mecânicas muito diferentes, mas com uma base conhecida. A escolha entre os dois dependerá da preferência por RPG ou aventura, mas a qualidade de desenvolvimento e direção em Pipistrello é inegável.

    Quando e onde encontrar Pipistrello and the Cursed Yoyo?

    Pipistrello and the Cursed Yo-yo está disponível na eshop para o seu Nintendo Switch – E para encontrar o jogo com o melhor preço, a equipe do canal Coelho no Japão realiza pesquisas diárias e compila as melhores ofertas e cupons em grupos de WhatsApp, Telegram e Instagram, além do site Nintendo Barato.

    Com o cupom “COELHO10” disponível na Nuuvem, você pode comprar um gift card de R$ 50 (o preço de lançamento do jogo), você paga 10% a menos e ainda ganha cashback. Essa é uma excelente oportunidade para adquirir o jogo no lançamento por um preço ainda mais acessível.

    Assista a análise completa de Pipistrello and the Cursed Yoyo

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

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  • Análise – Mario & Luigi: Brothership

    Análise – Mario & Luigi: Brothership

    Eu não sei o que você esperava de Mario & Luigi: Brothership, mas dificilmente você acertou. O jogo é talvez o chamado RPG de turno com mais ação de todos do Mario, seja na exploração, ou mesmo em suas batalhas, não te permitindo piscar na maior parte do tempo, o que é uma característica contrastante com a premissa do turno. E o jogo não te deixa piscar não só porque tá sempre acontecendo alguma coisa na tela que exige reação imediata, mas também porque o jogador que se desconcentrar tem um alto risco de falhar.

    Brothership é um RPG de mão cheia e talvez o jogo do Mario mais desafiador do Nintendo Switch, já que sua desenvolvedora é ninguém menos do que uma recentemente conceituada produtora de RPGs como Octopath Traveller, que, junto com a Nintendo, criou um jogo também muito mais completo do que você espera, embora, tenha também alguns problemas que sejam importantes serem mencionados.

    Antes de falar do combate, é essencial começar dizendo como é a estrutura do jogo, o que é curioso, pois geralmente RPGs, principalmente japoneses, possuem uma estrutura de andar até o objetivo, batalhar e explorar no caminho, chegar, ver a cut scenes e repete isso. Por mais que se explore, geralmente o gameplay fora das batalhas é “andar e ler” no máximo pular aqui e ali pra chegar nuns trechos diferentes. Nesse sentido, novamente vale a pena mencionar que Brothership subverte esta expectativa, já que o jogo tem diversas mecânicas fora das batalhas, o que quase o configura mais como jogo de aventura do que RPG.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Diversos puzzles pra resolver, trechos de plataforma, uso de habilidades de movimentação que possuem seus próprios desafios, e diversas outras mecânicas únicas devido à sua estrutura de progressão que já vamos entrar em mais detalhes, mas a primeira coisa que é necessário dizer é que esse jogo é muito mais do que “andar e batalhar”, e ele faz isso sem sacrificar um bom combate. Quem conhece a série Paper Mario ou mesmo os jogos anteriores da série Mario & Luigi já tem uma noção disso, mas aqui a coisa tá realmente em outro nível em termos de variedade.

    Um contexto da história

    O Reino do Cogumelo foi de certa forma fundido com uma espécie dimensão chamada Elétria, um continente movido à eletricidade cujos habitantes são meio que “caras de tomada”. Esse continente era sustentado por uma grande árvore central chamada Arbolux, só que algo aconteceu e a luz se apagou, e todos os reinos, as cidades desse continente se partiram. É tipo a Terra, tinha a Pangéia que era um continente só, daí eles foram se separando até formar os continentes que temos hoje.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Só que os habitantes do Reino do Cogumelo foram parar lá de algum jeito. Mario e Luigi conhecem Tetê, uma guardiã da Arbolux que conseguiu salvar e plantar uma espécie de semente da árvore em uma ilha chamada Nauta, que tem um formato de navio. Então basicamente, a missão do Mario e Luigi é visitar cada cidade que foi separada da Arbolux, e reconectar com a ilha, restaurando o continente de Elétria. Pois eles acham que restaurar tudo é o único jeito dos habitantes do Reino do Cogumelo voltarem pra sua casa.

    Essa história é claro, um pretexto pra gameplay funcionar. O jogo tem um sistema de progressão que praticamente dá pra chamar de “RPG de fases”. Essas ilhas que visitamos, são ilhas, são pequenos mundinhos com cenário próprio, população própria, temática, inimigos e tudo mais, porém, mais do que isso, cada uma delas traz uma proposta diferente de gameplay, em cada uma delas, tem alguma treta rolando que os irmãos Mario precisam resolver antes de reconectar a ilha.

    Algumas ilhas tem mais puzzles, e um tipo específico deles, outras focam em histórias de personagens mais importantes, outros são mais um lar de inimigos mesmo, e algumas tem propostas únicas que não valem a pena mencionar pra preservar a experiência do jogador.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Nossa missão é reconectar a ilha através de um farol, e isso só acontece no fim dessa “fase”, tipo quando o Mario pula no mastro nos jogos tradicionais. E vale mencionar que até reconectarmos, nós estamos presos naquela ilha, não temos como voltar pra nossa base que é a ilha/navio, e só depois de reconectados podemos usar Fast Travels à vontade. Mesmo a localização dessas ilhas/fases não é de fácil acesso. Nós temos que navegar até avistarmos a ilha e se demorar demais, o navio passa por ela e aí tem que dar a volta.

    É um sistema que parece complicar algo simples como “escolher a fase”, mas adiciona uma contextualização muito interessante, principalmente depois que pegamos o turbo pro nosso navio e aí sim não demora tanto pra explorar o oceano. E um sistema muito interessante do jogo é que a navegação ocorre em paralelo com a nossa exploração, então, enquanto nós estamos numa fase/ilha, não podemos voltar pro navio, mas podemos dar ordens de pra onde ir, e isso é o jogo te dizendo: “revisite a ilha pois tem missões e coletáveis novos!”

    Além disso, no mar, não temos só as ilhas/fases que serão reconectadas ao nosso navio/ilha, existem também minúsculas ilhas que são só um bloco ali de terra mesmo e nelas temos, por exemplo “um puzzle”, “uma horda de 5 inimigos”, parece que é tipo “projetos de fases rejeitadas”, mas que no fim adicionam ainda mais variedade ao gameplay pois nessas mini-ilhas temos mecânicas novas que os desenvolvedores não quiseram se aprofundar e fica naquele bloquinho de terra mesmo.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    O combate de Mario & Luigi: Brothership

    Além de uma aventura completa, o jogo tem também um ótimo combate, e numa dificuldade que jogadores que gostem de se desafiar com regras do tipo “não usar itens de cura em batalha” terão aqui algo bem desafiador. O seu sistema base é como Paper Mario: The Thousand-Year Door, um RPG de turno mas com ataques que precisam ser acertados em tempo real, e o ataque dos inimigos podem ser defendidos se o jogador pular ou rebater na hora certa. Só que o Paper Mario traz uma abordagem mais… ”divertida”, com comandos mais simples e ataques de inimigos com dano menor.

    Nesse jogo, temos ataques especiais progressivamente mais difíceis de executar, com alguns requerendo um tempo legal para treino, e o fato de termos Mario e Luigi faz com que tudo do Mario seja usando botão A, e tudo do Luigi seja usando B, e isso já exige mais concentração do jogador, pois se ele se confundir, o ataque dá um dano ínfimo.

    Porém, o verdadeiro desafio é sobreviver aos poderosos ataques adversários, que exigem que o jogador conheça os padrões de ataque, e aprendam a esquivar deles, preferencialmente convertendo num contra-ataque, que exige ainda mais precisão.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Isso se intensifica nos chefes, que é um grande ponto positivo do jogo, pois eles tem uma vida muito alta, exigindo muitos turnos para serem derrotados, enquanto o Mario ou o Luigi são fracos – os inimigos alternam entre o Mario e o Luigi, e alguns ataques acertam os 2, mas supondo que você dê azar do chefe atacar só um dos 2 irmãos, e você não consiga esquivar nada… em 3 ou 4 turnos já era, ele é nocauteado e aí o outro irmão luta sozinho.

    Essa dificuldade também faz com que o jogador evite o speedrun, você pode até tentar ir direto ao ponto, evitar combates no caminho, ignorar missões secundárias e compra de equipamentos. Mas se fizer isso vai chegar abaixo do nível recomendado e aí meu amigo… boa sorte!

    Por fim, o jogo traz um novo sistema à série Mario & Luigi que são os plugues de batalha. Com eles, equipamos habilidades diversas mas que tem prazo pra descarregar. Esses plugues são divididos em ofensivos (como acrescentar fogo ao ataque, ou dar um golpe a mais), defensivos (diminuir dano, esquivar mais fácil, recuperar vida) e alguns tem funções únicas. A ideia é que você adquira o máximo de plugues possíveis, pois aí, quando os seus preferidos estiverem descarregados, você usa outros (eles carregam com turnos, tipo “20 turnos descarregado pra recarregar e poder ser usado de novo”, é, alguns demoram bastante).

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    As já citadas longas batalhas de chefe ganham uma cara nova quando o jogador tem muitos plugues, pois ao longo da batalha, podemos trocar o quanto quisermos no nosso turno, então, chega um ponto onde cada turno de cada irmão a gente usa um conjunto diferente, fica BEM estratégico fora que alguns plugues combinam mais com chefes e outros combinam mais com batalhas comuns. Então, o melhor é realmente comprar o máximo possível e pra isso é revisitar as ilhas, nada de speedrun.

    Existem outras coisas que fazem esse combate ótimo, inclusive uma mecânica específica de chefes que contribui ainda mais pra cada batalha ser realmente única. Mas acho que o ponto já foi exemplificado, então, melhor deixar surpresas pra vocês.

    Dito isso bora dar uma olhada nos pontos positivos e negativos de Mario & Luigi: Brothership.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Excelentes pontos positivos

    A história é boa pelos personagens cativantes, pelas animações lindas e pelo humor no diálogo que com frequência te coloca um sorriso, indo desde o pastelão “o Luigi bateu a bunda na queda”, até cenas trabalhadas até demais pra ser só uma piada ao fim.

    O visual do jogo é muito charmoso. Principalmente a água, a temática era navegação e eles capricharam. Fora expressões, cenários, design de inimigos… a direção de arte mandou bem demais.

    A trilha tá demais! Inclusive, talvez, tirando Mario Kart 8 Deluxe e Super Mario Odyssey, seja a melhor trilha de Mario no Nintendo Switch. Cada ilha tem seu tema, e sério… só tem música boa! Batalhas também, cinemáticas… só musicão. Principalmente pra quem curte banda com trompete, saxofone, etc.

    Se alguém achar difícil, o jogo tem sim o famoso “quer abaixar a dificuldade” ativada após mortes em sucessão. E claro, o jogo está em português brasileiro, sendo disparado o maior jogo em termos de linhas de tradução.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Mas também seus pontos negativos

    O desempenho do jogo não tem problemas como The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom. Mas rodar liso, ele não roda não. No portátil melhora, tanto visual quanto fluidez, na dock dá umas travadinhas. E apesar da boa direção de arte, nem tudo ficou bom nela, tem coisa que sim, faz parecer jogo de Nintendo 3DS remasterizado.

    Alguns problemas de lógica. Por exemplo, um obstáculo que o Luigi acha a solução num ponto da história após apenas refletir… esse obstáculo já tinha aparecido antes, porque ele não teve a mesmíssima ideia naquele ponto? Tem horas também que ele consegue usar uns pulos extras pra chegar mais alto, mas é quando o roteiro quer, no jogo em si não.

    E embora os personagens principais sejam bons, muitos deles falharam em ter uma identidade visual. Todo mundo tem cara de tomada, daí muitos personagens até importantes parecem com figurantes. Faltou trabalhar em mais tipos de rostos e corpos.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    E aí vamos pros 2 principais problemas do jogo:

    Ele tem várias ilhas com propostas diferentes, mas por conta disso, algumas delas caem em clichês extremamente saturados. Como trechos de stealth, igual vimos em Zelda esse ano, Princess Peach Showtime! e no Escudeiro Valente. Qual é a tendência de escapar de guardinhas burros com lanternas, galera? Então, pode ser que algumas ilhas você vire a cara pra proposta dela por ela não ser nada original.

    O jogo vai totalmente contra a tendência de Zelda e Mario em trazer liberdade pro jogador. Paredes invisíveis estão presentes o tempo todo, inclusive em trechos  que você claramente conseguiria pular pra chegar numa área, mas tem uma parede ali porque o jogo quer que você tome o caminho que ele quer que você tome. Então aquela coisa de resolver puzzles ou explorar furando a linearidade, tudo com a sua criatividade, esquece. Nesse sentido também o jogo se parece muito com um game de Nintendo 3DS em HD.

    Gameplay de Mario & Luigi: Brothership.

    Conclusão

    Mario & Luigi: Brothership traz muito conteúdo, sendo de qualidade, variado e percorrendo diversos níveis de dificuldade. Ainda existem melhorias a serem feitas, em execução, performance ou escopo, mas seu saldo é positivo com folga.

    Com um sistema sólido de combate RPG se juntando à uma aventura dinâmica, Brothership consegue ser um RPG de turno que é, ao mesmo tempo, para fãs, como pessoas que acham o estilo monótono.

    Baseada nas mais de 26 horas jogadas, a nota técnica do jogo, de 0 a 10, é 8,5! Isso porque ele apresenta muitos “probleminhas” tanto em performance mas na execução do jogo também, citados nos contras. E a tierlist, também provisória, da nossa experiência geral e recomendação do game é: Tier S! Um jogo de elite do ano de 2024, e certamente elite dos RPGs e spin-offs da série Super Mario.