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  • Estamos Jogando: Unrailed 2: Back on Track é um surpreendentemente bom jogo cooperativo.

    Estamos Jogando: Unrailed 2: Back on Track é um surpreendentemente bom jogo cooperativo.

    Uma grata surpresa de Party Game, embora não tão “festa” assim, foi o Unrailed 2: Back on Track. O jogo teve uma aparição numa Indie World -a Direct dos indies da Nintendo- e é uma sequência, então, haviam alguns indícios de qualidade no ar.

    Como Funciona

    A ideia desse jogo é  bem inusitada: temos que construir o trilho do trem >COM ELE EM MOVIMENTO< então, se o trem chega no final, e a gente não construiu trilho, ele descarrilha, e a gente perde.
    É um “parente distante” de Overcooked, naquela ideia de cooperação caótica, que temos que designar funções para cada jogador, e lidar com a adrenalina constante.
    Só que é essa fórmula interpretada de um jeito muito diferente e único, e por isso que ele ficou tão legal.

    Par além do básico, a cada fase concluída, vamos comprando vagões adicionais que tem outros efeitos, como deixar o trem mais devagar, juntar materiais que estão ao lado, etc; então, ele tem um fator estratégia longo prazo, que lembra um pouco dos roguelikes, só que se você chega num novo bioma, fica salvo e pode recomeçar dali, sem a necessidade de “voltar tudo”.

    Rodando no Switch e Switch 2

    No Switch 2, os destaques são o gameshare e o suporte pra 120fps!
    Já no Switch (1), o jogo ainda traz atrativos como modo online, crossplay e suporte para até 8 jogadores localmente (claro, tudo isso também está presente no Switch 2).
    Então é ideal para jogatinas com muitas pessoas em casa; mas jogadores que não quiserem esperar uma oportunidade, podem buscar ou entrar em salas abertas.

    O preço do jogo não é ruim, mas também não é totalmente bom para um jogo indie pouco conhecido: R$99,50, e com português incluso.
    Uma boa dica para o Switch 2, e certamente um destaque para o primeiro Switch num ano que já foca no sucessor.

  • Estamos Jogando: Rise of the Tomb Raider é o melhor jogo da franquia no Switch 2.

    Estamos Jogando: Rise of the Tomb Raider é o melhor jogo da franquia no Switch 2.

    A franquia Tomb Raider possui diversos relançamentos no “ecossistema Nintendo Switch”, desde a saga clássica remasterizada, spin-offs top-down chamados de Lara Croft Collection, e em 2025, finalmente recebeu o primeiro jogo da mais recente trilogia, apelidado de “Tomb Raider 2013” ou, “Tomb Raider Reboot”.
    É uma franquia lendária, e com jogos preciosos. Porém, basicamente são relançamentos de jogos já bem antigos e de gerações muito pra trás do Switch 2.

    Finalmente isso mudou com a chegada de “Rise of the Tomb Raider”, um jogo que, até cabe dizer ser antigo, já que sua primeira versão é de 2015. Mas sendo um jogo da geração anterior, apenas de não parecer a última moda de Paris, ainda é uma experiência atual.

    Como Funciona

    Seguindo os moldes do anterior, Rise of the Tomb Raider traz aquela experiência cinematográfica mas que exige reflexos pras cenas não terminarem em derrota. Várias sequências são sobre “tudo desmoronando” e o jogador tendo que reagir -relativamente- rápido ao pular, se desviar, e até atirar em algo, até completar a cena.
    É feito, sim, para ser visualmente impressionante do que mecanicamente elaborado, mas também não é nenhum tipo de gameplay que basta ficar apertando pra frente e tudo se resolve por você.

    Obviamente, inúmeras cavernas, ruínas e outros formatos de “dungeon” aparecem, com puzzles pra se resolver, envolvendo o cenário e formas de se interagir com ele. Em geral, são trechos mais elaborados em level design embora ainda caprichem bem na fotografia das cenas.

    E claro, existe combate contra a seita, ou facção, que está atrás do mesmo tesouro que Lara. Ao contrário do primeiro jogo, o combate de arma de fogo está disponível desde o começo, o que beneficia este título no Switch 2, que possui o modo mouse para uma mira mais precisa.

    Em resumo, é o tradicional “pacote completo” de um jogo de aventura. Algo novo nesse jogo e interessante é o sistema de aprimoramento em leitura: Lara encontra murais ou pinturas em idiomas diferentes, e quanto mais pontos como esse encontrarmos, mais ela lê e entende aquele idioma. O que faz todo o sentido no contexto do jogo.

    Maturidade

    A grande diferença deste para o antecessor, é que agora Lara está mais madura. O jogo de 2013 apresenta a ideia de crescimento da personagem, que é largada numa enrascada contra sua própria vontade, e quer apenas fugir. Porém, no caminho, ela vai ficando cada vez mais forte e corajosa.

    Em Rise of the Tomb Raider, Lara já passou pelo jogo anterior, e já começa muito mais confiante, experiente e sem receios de enfrentar quem for. Os 2 jogos são muito bons, e a proposta do jogo anterior “de caça à caçadora” é muito interessante; mas neste jogo temos uma protagonista mais imponente, e isso é muito bom, não só pela questão do carisma, mas porque permite o jogo colocar situações mais megalomaníacas desde o início.

    Esse salto permitido pela história, casa muito bem com o salto geracional que os 2 jogos tiveram, pois não só a protagonista aguenta desafios maiores, como o hardware permite exibir estes desafios com imagens muito mais impressionantes.
    É até impressionante como de um jogo para o outro tem somente 2 anos e meio de diferença. O que mostra que não só a Lara amadureceu, como o time de desenvolvedores dos jogos.

    Rodando no Switch 2

    No Switch 2, a performance é satisfatória, especialmente no modo portátil. O único ponto que muitos podem achar ruim, é a falta de um modo performance, já que o jogo roda a 30 quadros por segundo.
    Esta taxa é constante durante o jogo, então, leva-se a acreditar que preferiram focar em um modo, que entregasse melhores visuais.

    No portátil, o jogo é muito bonito, sendo até mais recomendável a experiência “On The Go”, e de certa forma, ela mostra que o modo dock tem poder sobrando pra um modo 60fps.

    O modo mouse pode ser usado quando quiser, ao ativar no menu, e então apenas colocar o joy-con na posição do modo, o que permite trocas rápidas para o jogador escolher o melhor momento de usar cada modo.
    O giroscópio entretanto, não é suportado da mesma maneira, o que é estranho, pois a opção está no menu, então, ou ela se refere à algo específico, ou, uma atualização vai adicionar em breve.

    Impressões Iniciais

    Em geral, Rise of the Tomb Raider caiu como uma luva para o console da Nintendo. Seja pelo seu visual aprimorado que exigia um hardware mais poderoso que o primeiro Switch, seja pelo modo mouse que ajuda em trechos que exigem precisão, a ótima versão portátil, a dublagem em português que está excelente, e até mesmo o preço de R$129.

    Não à toa, o jogo já se posiciona bem nos rankings da loja brasileira. Por fim, o pequeno intervalo entre a chegada do primeiro jogo de 2013, e em menos de um ano, o segundo, traz uma alta expectativa em torno do terceiro jogo ainda este ano, à tempo da chegada do “Tomb Raider: Legacy of Atlantis” no ano que vem, que marca uma terceira era para a série.
    Parece que o Nintendo Switch 2 se tornou uma plataforma completa para se jogar a franquia.

  • Estamos Jogando: eFootball Kick-Off! É O Melhor Jogo Pra Voltar a Jogar Futebol no Switch 2

    Estamos Jogando: eFootball Kick-Off! É O Melhor Jogo Pra Voltar a Jogar Futebol no Switch 2

    De maneira inesperada, a KONAMI anunciou um spin-off da série eFootball, chamada “Kick-Off!”, e mais surpreendentemente ainda, decidiu que ele seria lançado como exclusivo do Switch 2.

    A ideia de apresentar a série à um público novo, pela franquia ser nova nos consoles Nintendo, parece ter guiado toda a direção de como esse spin-off seria. O resultado: Kick-Off! acabou sendo o melhor jogo de futebol para casuais; sejam novos jogadores, antigos jogadores anterior à era “live-service”; ou mesmo jogadores que sentem que os grandes jogos atuais “complicam demais” as coisas, e gostariam de algo mais sucinto, desde que seja mais barato.
    Seja qual for o seu caso, Kick-Off! parece ser o exato tipo de jogo pra você.

    Conteúdo

    O jogo começa com um tutorial simples e apresentando os controles simplificados -reforçando a ideia de ser um jogo casual- e logo, entramos no menu de opções de modo de jogo.

    Existem 3 modos principais:

    -Partida Rápida

    -Circuito Mundial

    -Copa Internacional

    O primeiro, traz também uma opção de partidas 6×6, além do tradicional confronto direto, com qualquer time/seleção em qualquer estádio e algumas customizações de regras.

    O da Copa, é o que parece, um simulador de Copa do Mundo, onde escolhemos uma seleção e tentamos conquistar o título final.

    O Circuito Mundial é o principal modo single-player. Nele, começamos a disputar campeonatos de 5 partidas, por pontos. Nosso time inicial é fraco, então, vamos acumulando pontos e trocando por jogadores melhores. E aqui fica interessante, pois temos diversas lendas do esporte, nos permitindo montar o “dream team”.

    Ao vencer um campeonato D, liberamos categoria C e assim por diante, porém, o ideal não é apressar a evolução e sim jogar o maior número de campeonatos possíveis, justamente pra conseguir mais recursos e comprar jogadores melhores, o que vai ajudar muito nas ligas mais avançadas.

    É até curioso sair de um modo Copa Internacional pra começar este, pois é nítida a queda de qualidade de uma seleção forte, pro nosso time inicial nesse modo. Se vencermos, também podemos recrutar um jogador….mas eles não são lá muito bons também e só quebram um galho até você conseguir comprar alguém melhor.

    O jogo ainda tem 2 minigames, extremamente limitados.

    O primeiro é uma partida numa quadra fechada, 3×3, mas que não podemos atravessar o meio dela, é quase uma queimada. Esse ainda é interessante num nível mínimo.
    O segundo é uma espécie de “corrida contra o tempo” onde temos uma “prova com obstáculos”. Algo que você conclui em 2 minutos e depois é só buscar um tempo melhor (spoiler: não vou).

    Conclusão Inicial

    São quase 20 mil jogadores, o que é simplesmente insano, quase 30 estádios, uma boa física, bons gráficos rodando à 60 quadros por segundo e um preço convidativo de R$115.

    O problema do jogo é nítido: ele tem poucos modos de jogo offline realmente engajantes e duradouros. Mas está ciente disso na sua precificação.
    Ainda não tivemos a oportunidade de testar o modo online que talvez seja onde realmente o jogo vai mostrar seu valor longo prazo pra quem quer sair do status de casual.
    E essa é uma outra preocupação: Kick-Off! tem uma proposta nítida, e a executa muito bem, sendo IDEAL pra quem quer apenas um jogo simples de futebol, pra quem estava afastado, pra quem acha os grandes jogos do mercado confusos demais. Mas pra onde vão os jogadores que gostarem desse jogo e, agora sim, quiserem algo mais robusto? A KONAMI precisa, ou lançar o jogo principal no Switch 2, ou vai entregar consumidores para a concorrência.

    Ainda me resta descobrir se o modo Circuito Mundial ficará enjoativo, injusto, etc; e claro, testar o modo online. Mas até o momento, como um casual, que se interessa por futebol, principalmente como multiplayer local, Kick-Off! está me atendendo perfeitamente.
    Não é sobre ele ser melhor que EA Sports Fc, ou mesmo melhor que o eFootball principal, é sobre algo que eu sentia falta: um pacote fechado e sucinto, cobrando mais barato por isso, e com um conteúdo que eu, como casual, consigo me engajar para terminar.
    Muitas vezes você não quer um mar, quer apenas uma piscina, e eFootball Kick-Off! está sendo um ótimo refresco até o momento.

  • Estamos Jogando: Indiana Jones E o Grande Círculo Eleva o Switch 2

    Estamos Jogando: Indiana Jones E o Grande Círculo Eleva o Switch 2

    Indiana Jones E o Grande Círculo foi muito aclamado na sua estreia no Xbox Series, e quando chegou ao PS5 depois. Após 1 ano e meio do seu lançamento, foi a vez da Nintendo receber o jogo graças à nova geração, o Switch 2. Após jogar as primeiras horas, quero compartilhar com vocês as primeiras impressões.

    Desempenho Incrível

    Indy não está acreditando em como seu jogo ficou no NS2.

    Vamos logo começar dizendo que o debate acabou, e hoje, temos um vencedor na disputa de jogo mais impressionante visualmente na plataforma.
    O começo do jogo já mostra que ele veio pra bater esse recorde (que já foi batido algumas vezes nesse primeiro ano, mostrando o potencial do Switch 2). No portátil, até que tem briga com outros jogos como Star Wars Outlaws, isso porque naturalmente cai um pouco a qualidade e tem mais serrilhado, entre algumas outras características que ficam inferiores, mas mesmo assim, tá perfeitamente jogável e muito bonito pro padrão portátil.

    Definitivamente, se você quer ver o que é um verdadeiro jogo “next-gen” rodando da melhor forma possível no console, esse aqui é um ótimo exemplo.

    O Jogo Em Si

    Indiana Jones e o Grande Círculo é tranquilamente o melhor jogo do Indiana Jones, e uma das melhores mídias da franquia no geral, principalmente nos últimos anos. O jogo realmente parece ser uma adaptação de um filme nunca lançado. O jogo é tão “adaptação de um universo cinematográfico” que ele tem a opção de mudar a tela pro padrão de filmes, com as bordas em baixo e em cima. Ele também tá sempre trocando a perspectiva de câmera, de gamep0lay em primeira pessoa, pra cut scenes em terceira pessoa, e a notícia boa pra nós brasileiros, é que ele vem com uma dublagem em português que tá de primeira qualidade.
    Em resumo, é o jogo que o fã de Indiana Jones sonhou.

    E como jogo? Bom, essa qualidade toda vem da sua produtora, a MachineGames, desenvolvedora de Wolfenstein, especialista em jogos em primeira pessoa.
    É interessante que ele tem 5 dificuldades de combate e stealth, e 2 opções de “dificuldade de aventura”, deixando no mais fácil, a exploração fica mais guiada e os puzzles ficam mais simples; então, é um jogo bem versátil.

    Como um bom jogo de aventura, ele vai mesclando, combate, exploração, puzzles, e até um pouco de plataforma usando o chicote (obviamente não no sentido “Super Mario”, e sim de parkour como Uncharted)só que num nível muito menor que um Assassin’s Creed porque afinal, o Indiana Jones é um arqueólogo, não assassino haha Aliás, no geral, o “fator humano” nesse jogo é muito presente, aqui, o Indiana Jones é tão humano quanto os filmes , ou seja, limitado, mas… um pouco favorecido pelo roteiro? rs Nota-se isto principalmente no combate, em que você só pode dar uns 5 socos em seguida que ele cansa, então, o combate tem muito de buscar vassouras, martelos e até violão serve, pra usar de arma. Furtividade também é importante, embora, claro, não tanto quanto um Hitman (porque novamente, ele não é um assassino profissional rs).

    Vale a Pena?

    Em geral, este lançamento é um grande acerto em muitos sentidos:

    • Um jogo excelente.
    • Uma adaptação de obra multimídia excelente.
    • Versão Impecável pro console.
    • Jogo completo no cartucho.
    • Ótima localização com dublagem em português.

    O único ponto que, não chega a ser injusto, mas, poderia ser melhor, é o preço.
    O jogo chega por R$350, que é um valor alto para um jogo já lançado em outras plataformas, mas é o preço atual dele nessas outras plataformas também.
    Da mesma maneira, a expansão “A Ordem dos Gigantes” não está inclusa, e precisa ser adquirida separadamente por R$99; o que mais uma vez, é chato pra um lançamento de jogo “não inédito”, mas é o preço que se encontra nas demais plataformas e sua produtora não viu motivo pra, no Switch 2, estar mais barato.

    E no fim, todos esses acertos justificam esse valor cobrado no jogo, dada a atual realidade de preço dos videogames no Brasil.

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  • Análise: Super Meat Boy 3D é um EXCELENTE Jogo Crú.

    Análise: Super Meat Boy 3D é um EXCELENTE Jogo Crú.

    Super Meat Boy surgiu como um jogo de plataforma sobre paciência ao enfrentar fases extremamente difíceis, numa obra que praticamente zombava do jogador por morrer tanto. Após uma sequência não tão bem recebida quanto o primeiro, e receber até mesmo um spin-off de Tile-Match (jogos estilo Tetris) a série retornou com algo ambicioso e proporcionalmente perigoso: um jogo que busca ser tão punitivo quanto os jogos 2D.

    Após terminar o jogo com incontáveis mortes, mas ainda deixando pendente uma série de conteúdos extras de pós-game, o veredito para essa ousadia é tranquilizante: sim, o jogo é muito bom… só é meio crú.

    Como Funciona

    Super Meat Boy 3D se enquadra como um “plataforma de precisão 3D”. Esse estilo “plataforma de precisão” ganhou notoriedade, primeiramente com o Super Meat Boy original, mas “ganhou o mundo” com Celeste. A ideia, como o nome sugere, é trazer um jogo de plataforma onde cada pulo exige muita precisão, ou seja, a ideia é esperar que o jogador morra diversas vezes até que essa precisão seja dominada.
    Dito isso, os jogos não costumam ser muito punitivos, geralmente ou as fases são curtas, ou o jogo apresenta checkpoints consecutivos, então, uma vez superar um desafio, não é necessário voltar nele.

    Super Meat Boy 3D segue a cartilha, mas adicionando o pequeno problema de ser em 3D. Isso porque, jogos em 3D tem ainda mais espaço para erros, e controlar um analógico de forma precisa não é tão simples quanto um direcional. Mas a ideia é a mesma: fases curtas, com desafios progressivos cada vez mais insanos.

    Além disso, o jogo ainda concede desafios extras, sendo eles:
    -Um coletáve; ou bem escondido, ou num local de difícil acesso.
    -Uma meta de tempo de conclusão de fase bem apertado.
    Talvez jogadores especialistas, speedrunners, etc, consigam os 2 numa tacada só, mas para o público comum, é impossível conseguir os 2 de uma vez, então será necessário concluir a mesma fase pelo menos 2 vezes.
    -Ao bater a meta de tempo, liberamos a versão “mundo invertido” daquela fase, onde o jogo entende que você atingiu um certo nível de habilidade, e nisso, te propõe um desafio ainda maior.
    Tem ainda outros poucos extras, mas que valem a pena manter em segredo.

    Por fim, todo os Mundos possuem um chefe. Como não existe combate, a ideia é apenas sobreviver aos ataques e deixar que o chefão se atrapalhe até basicamente criar uma situação de “morder o próprio rabo”.

    Acertos e Erros

    A parte de acertos fica pela execução da obra em geral, o que´e muito bom.
    Toda a parte de plataforma é muito boa, e a física é tão bem feita que torna o desafio de criar um plataforma de precisão em 3D, algo que pareceu fácil. Os controles simplesmente respondem bem demais, então, nem dá pra culpar o jogo quando se morre demais.
    Mesma na parte de dificuldade, a Team Meat realmente conseguiu criar um jogo que desafia sem ser insana… ao menos sem a parte dos extras, então, não é preciso ser o maior expert em plataformas pra pelo menos terminar o jogo.
    Em suma: a missão era criar um bom plataforma de precisão 3D, e eles conseguiram.

    A parte ruim é que…o jogo é muito cru.Tanto pela sua progressão, quanto pelo desenvolvimento do jogo em si.
    A progressão é direta e sempre “fase, agora outra fase, agora outra fase”. Não existe uma atividade secundária pra dar uma descansada, ou trechos de história (exceto por curtíssimas e belas CGs entre mundos). E o desenvolvimento acontece em relação às fases, que sempre introduzem temáticas novas com desafios diferentes; mas o nosso personagem não muda NADA do começo ao fim do jogo. Nenhum novo botão, power-up…nada.

    A versão do jogo para Nintendo Switch 2 é satisfatória, mas não excelente. Alguns elementos visuais poderiam ser melhores, mas pelo menos em performance, o jogo se sustenta.

    Conclusão

    O veredito é certamente positivo, já que a base do jogo foi bem executada e entrega o que se espera.
    Ainda existem pontos claros de melhoria, no escopo do jogo, e elementos de game design que podem ser melhores. Mas o pontapé aqui foi o inicial, e ele se saiu muito bem. A ordem é essa: uma base sólida, e agora é uma questão de expandir.

    É um jogo atrativo pra um público específico, e ele até pega UM POUCO mais leve na sua campanha pra deixar novatos chegarem no jogo, mas até pela sua natureza crua, acaba ficando quem gosta desse tipo de jogo. Porém, o mais importante é: esse grupo, específico, vai gostar desse jogo.

  • Análise: Kirby and the Forgotten Land + Star-Crossed World | Vale a pena a versão completa no Switch 2?

    Análise: Kirby and the Forgotten Land + Star-Crossed World | Vale a pena a versão completa no Switch 2?

    Kirby já havia alcançado um novo patamar com Kirby and the Forgotten Land, mas com a chegada da expansão Star-Crossed World na edição de Nintendo Switch 2, a experiência foi ampliada de forma significativa. Mas será que realmente vale a pena o investimento para quem já possui a versão anterior? Confira essa análise em texto, ou em vídeo no canal do Coelho no Japão.

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    Desde o lançamento original no Switch 1, Forgotten Land já era considerado por muitos como o melhor jogo da franquia. A proposta de levar Kirby para um ambiente 3D completo, somada a uma ambientação pós-apocalíptica curiosamente acolhedora, criou uma identidade única. Agora, com melhorias técnicas e conteúdo inédito, a versão de Switch 2 tenta transformar o que já era excelente em algo ainda mais completo.

    Um Kirby em 3D que redefiniu a franquia

    A base de tudo continua sendo o jogo original. Kirby and the Forgotten Land marcou a primeira vez que a franquia principal adotou uma estrutura totalmente em 3D. O resultado é um jogo linear em essência, mas com espaço para exploração e objetivos paralelos que incentivam revisitas às fases.

    A ambientação é um dos pontos mais marcantes. O jogo se passa em um mundo que parece ter sido abandonado pela humanidade, com cidades em ruínas e natureza retomando o controle. Esse contraste entre o visual “fofo” do Kirby e o cenário melancólico cria uma identidade muito forte.

    Na gameplay, o grande destaque é o Mouthful Mode, uma evolução direta da clássica habilidade de absorver inimigos. Aqui, Kirby não apenas copia poderes, mas interage com objetos gigantes — como carros e máquinas — ficando “entalado” neles para acessar novas formas de movimentação e puzzles. Essa mecânica não é opcional: o design das fases é construído em torno dela, criando momentos únicos e bem direcionados.

    Além disso, cada fase traz missões secundárias — geralmente cinco — que incentivam exploração e domínio das mecânicas. Completar esses objetivos ajuda diretamente na progressão, especialmente no resgate dos Waddle Dees.

    O que muda com Star-Crossed World

    A expansão Star-Crossed World é o grande diferencial da versão de Switch 2. Em vez de simplesmente adicionar fases extras desconectadas, ela revisita o conteúdo existente sob uma nova perspectiva.

    A principal ideia gira em torno dos cristais Star-Crossed, que transformam fases já conhecidas em novas versões, com rotas alternativas e mudanças estruturais relevantes. Não se trata de um “remix simples”: as fases realmente parecem novas, mesmo reaproveitando elementos do cenário original.

    Outro ponto importante é o tamanho. As fases da expansão são, em média, cerca de 50% maiores do que as do jogo base. Isso reforça a sensação de conteúdo robusto, mesmo com um número relativamente menor de fases (são 12 no total).

    A dificuldade também recebe ajustes. Embora Kirby continue sendo acessível, essas novas fases exigem mais atenção, especialmente com:

    • Inimigos cristalizados mais resistentes
    • Batalhas de subchefes no meio das fases
    • Uso mais estratégico do Mouthful Mode

    Isso faz com que o jogador precise sair do modo “automático” e se envolver mais com o design das fases.

    Novos conteúdos e expansão do pós-game

    Além das fases, a DLC também mexe em sistemas já existentes. A cidade base recebe novos NPCs e itens colecionáveis, ampliando o fator de progressão.

    Mas o grande destaque aqui é o Coliseu.

    Esse modo já existia como um desafio extra no jogo base, mas ganha uma nova relevância na versão com Star-Crossed World. As batalhas ficam significativamente mais difíceis, exigindo domínio real das mecânicas.

    Isso é importante porque a gameplay de Kirby, apesar de acessível, é surpreendentemente profunda. O jogo permite ações como:

    • Esquivas com desaceleração do tempo
    • Parry em ataques inimigos
    • Combinações estratégicas de habilidades

    No jogo base, esses elementos nem sempre são exigidos. Já no Coliseu expandido, eles se tornam essenciais. É aqui que o jogo mais se aproxima de um desafio “hardcore”, algo que a comunidade chegou a comparar, de forma bem-humorada, com um “Dark Souls do Kirby”.

    Melhorias técnicas no Switch 2

    A edição de Switch 2 também traz melhorias técnicas importantes:

    • Resolução mais alta
    • 60 quadros por segundo
    • Performance mais estável

    Essas mudanças tornam a experiência mais fluida, especialmente em comparação com a versão original de Switch 1, que rodava a 30 FPS.

    No entanto, nem tudo impressiona. Segundo a análise, faltaram melhorias mais perceptíveis em elementos como texturas e detalhamento geral. Diferente de outros títulos que receberam upgrades mais evidentes, aqui o salto visual pode passar despercebido sem uma comparação direta.

    Pontos fortes

    O conjunto geral de Forgotten Land com Star-Crossed World se destaca em vários aspectos:

    • Level design criativo e variado
    • Mecânicas bem integradas, especialmente o Mouthful Mode
    • Direção de arte marcante e consistente
    • Trilha sonora que eleva o tom épico da expansão
    • Conteúdo adicional que realmente agrega valor

    A expansão, em especial, se destaca por não ser apenas “mais do mesmo”. Ela reinterpreta o jogo base de forma inteligente, criando novas experiências a partir de estruturas conhecidas.

    Pontos de atenção

    Apesar da qualidade, existem algumas ressalvas importantes:

    • Dificuldade baixa no início: tanto o modo fácil quanto o normal são acessíveis demais para jogadores experientes
    • Melhorias técnicas discretas: o salto visual no Switch 2 não é tão impactante quanto poderia ser
    • Exclusividade questionável: a expansão poderia existir no Switch 1, o que levanta dúvidas sobre a decisão de torná-la exclusiva
    • Preço elevado: o pacote completo chega a valores altos no Brasil

    Além disso, o multiplayer também divide opiniões. O segundo jogador controla um Waddle Dee com habilidades limitadas, o que pode reduzir o engajamento em comparação com a possibilidade de dois Kirbys.

    Vale a pena comprar Kirby and the Forgotten Land + Star-Crossed World ?

    A resposta depende muito do perfil do jogador… Para quem nunca jogou, essa é claramente a melhor versão disponível. O pacote completo oferece uma experiência robusta, com muito conteúdo e um dos jogos mais refinados da Nintendo nos últimos anos.

    Já para quem já jogou no Switch 1, a expansão é um complemento de qualidade, mas não essencial para todos. Ela é ideal para quem quer mais desafios, novas fases e motivos para revisitar o jogo.

    Existe também uma recomendação estratégica importante: começar pelo jogo base. Como o conteúdo da DLC só libera após o primeiro chefe, faz sentido testar primeiro a experiência principal antes de investir na expansão.

    Conclusão

    Kirby and the Forgotten Land já era um dos melhores jogos da franquia, e Star-Crossed World cumpre o papel de elevar ainda mais esse patamar. A expansão não revoluciona, mas complementa de forma inteligente, adicionando conteúdo relevante e melhorando o pós-game.

    Mesmo com algumas decisões questionáveis — principalmente em relação ao preço e à exclusividade — o resultado final é extremamente sólido. Trata-se de um pacote que combina acessibilidade, profundidade e um level design criativo, características que definem o melhor da Nintendo.

    No fim das contas, estamos diante de um forte candidato ao título de melhor Kirby de todos os tempos. E mais do que isso: um exemplo claro de como expandir um jogo sem comprometer sua essência.

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  • Análise: Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage É o Jogo de Luta Mais Honesto Já Feito.

    Análise: Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage É o Jogo de Luta Mais Honesto Já Feito.

    Virtua Fighter 5 está completando 20 anos, e de lá pra cá, o jogo teve diversas novas versões, sendo quase que outro hoje em dia, e principalmente considerando essa nova versão “World Stage”, um sub-título que dá nome ao novo modo singleplayer do jogo.
    Após mais de 20 horas de jogo, a única conclusão possível é que: esse é o jogo de luta mais honesto já feito. Mas em que sentido?

    World Stage: Gigantesco, mas Difícil.

    Jogos de luta, geralmente, possuem um foco competitivo (e esse não é diferente), mas já faz algum tempo que franquias como Mortal Kombat, e mesmo Smash Brós tem apontado pra necessidade de se criar conteúdo singleplayer offline pra que mais pessoas aproveitem o game, mesmo que eles não se tornem competidores após terminarem esse conteúdo. 

    Mas o Virtua Fighter 5 World Stage não assinou esse contrato.

    O modo é basicamente um “simulador de  partidas ranqueadas”, usando, inclusive, CPUs baseadas em jogadores reais: seus nicks, personagens e skins preferidas. Toda a estrutura é feita pra fazer você se sentir jogando online, quando não está.
    Sendo assim, não existe enredo algum, apenas rankings, de nível 1 até o 46, com adversários separados por “cabines”, como se fossem estádios [a imagem acima], e o ciclo é: vence x inimigos, sobe uns 5 a 10 níveis, enfrenta e vence um chefe, libera a próxima cabine com inimigos mais difíceis.
    Cada cabine conta com mais de 100 opções de CPUs em média (desses baseados em jogadores reais) então nunca se sabe o que vem pela frente, e a cada cabine, dá pra notar uma dificuldade realmente progressiva, do muito fácil até o muito difícil. São 7 cabines até chegar no torneio final, onde temos que vencer 4 lutas seguidas. Mesmo após o fim, ainda vale a pena voltar e limpar as cabines com as opções de adversários restantes, porque existem dezenas de missões que liberam itens de customização de personagens, então, é coisa pra mais de 30, 40 horas fácil.

    O lado ruim é com certeza a demora pra subir de nível e por consequência, de cabine. Foram necessárias 401 vitórias, contra 124 derrotas pra se terminar o modo! Fora algumas dezenas de partidas interrompidas por desistência no fim do jogo, onde alguns NPCs eram extremamente fortes e aí você pode trocar o adversário, já que tem mais de 100 opções.
    Ou seja, mais de 500 lutas pra terminar o modo, então, dessas mais de 20 horas, 90% foram nesse modo, ou no treino, aprendendo mais sobre o combate do jogo pra se preparar pra uma nova cabine com adversários mais fortes.
    E detalhe, o final é um torneio de nível altíssimo, onde você precisa vencer 4 seguidas; e não tem facilitador, ou você vence na raça, ou não zera o modo. Diferente da tendência atual, onde o jogo quer que você o termine, te dá ferramentas, às vezes facilitadores, esse modo não, só tem normal ou difícil, e ou você derrota ele e mostra que dominou o jogo, ou ele não te entrega os créditos.

    E agora sim voltamos ao tema “o jogo de luta mais honesto que existe”. Esse lado ruim faz parecer que o modo é uma grande enrolação (e de fato, o sistema de nível poderia sim ser um pouco mais rápido). Mas diferente de outros jogos de luta, que incluem campanhas curtas de 5 horas e ao final te dizem “parabéns, você terminou o jogo”, Virtua Fighter 5 World Stage só te entrega esses créditos, essa “faixa preta”, quando você REALMENTE dominou o jogo! Isso porque ser bom num jogo de luta, não é só sobre aprender a controlar seu personagem, mas igualmente (ou até mais) sobre saber lidar contra todos os outros personagens. E é por isso que esse modo é tão extenso: ao fim dele, você já entende como lidar com cada adversário na sua versão mais difícil, e só assim vai conseguir superar a última cabine e torneio final. 

    É muito comum em jogos de luta, você terminar a campanha, pensar “agora já estou entendendo o jogo, já faço uns combos, vou pro online” e quando chega lá…só derrota…E esse modo não, ele só termina quando você tá realmente pronto pra começar sua jornada competitiva online, sabendo lidar minimamente contra os 19 personagens do jogo. 

    Jogabilidade:

    Imagem em movimento, capturada direto do Switch 2

    O número de 19 personagens parece pouco, só que o Virtua Fighter é MUITO amplo em termos de golpes, o que é admirável, porque o jogo só tem 3 botões de ação: defesa, soco e chute. Ele não tem magia (no sentido sobrenatural mesmo), ou “barra de super”, nada disso… apenas “porradaria franca”, arte-marcial pura mesmo. Ainda assim, cada personagem, usando os um dos 3 botões, ou uma combinação dos 3, somado às todas as direções possíveis do analógico/direcional, dão pra cada personagem mais de 50 opções de golpes!

    E Virtua Fighter não é um jogo estilo Tekken, onde “levou um golpe, pode soltar o controle que vem chuva de combo”; nesse sentido, ele está mais próximo de um Street Fighter, com combos altos situacionais, mas em geral, você não emenda tantos golpes assim. Esses 50 golpes são realmente opções pro jogador criar seu estilo, além de surpreender com um golpe novo, uma tática nova. E é por isso que o modo World Stage precisa de tantas lutas, pra saber lidar com tantos personagens.

    Customização e skins:

    Outro ponto forte do jogo, sem dúvidas é a customização dos personagens, além das skins temáticas vendidas como DLC.
    Cada personagem tem, de base, 5 opções de visuais, e ao escolher um, podemos mudar desde a cor, roupa e até cabelo. São muitas opções, principalmente após os itens do World Stage.

    Sarah em seu visual padrão vs. o mesmo padrão customizado.

    Outros visuais únicos (inclusos na edição “30º Aniversário”) incluem: -Skins retrôs:

    -Colaboração com Yakuza:

    -E como esperado, trajes de banho:

    Também existe uma DLC de colaboração com Tekken:

    Desempenho no Switch 2:

    Em termos de desempenho, o jogo é satisfatório no que mais importa que é performance, com 60 quadros por segundo totalmente estáveis.
    Mas desagrada um pouco nos visuais….

    Por mais que se trate de um jogo de 20 anos, esta não é a primeira, nem a segunda revisão e nova versão do título; e o Switch 2 certamente poderia entregar visuais melhores.
    A definição nos cenários tem pontos altos e baixos, algumas expressões faciais estão datadas e principalmente o modo portátil está numa resolução abaixo do que poderia.

    Nada disso atrapalha as partidas, mas nesse quesito, infelizmente, o jogo fica devendo.

    Considerações Finais e Conclusão:

    Fora do já comentado, o jogo entrega o básico:
    -Modo Arcade com 5 dificuldades.
    -Online dividido entre Partidas Ranqueada e Criação de Sala. Também existem Torneios no fim de semana. O netcode pro online é o rollback, e o jogo suporta crossplay, então, partidas entre jogadores próximos, ou com boa conexão são extremamente fluídas; mas uma má conexão faz personagens “voltarem no tempo”.
    -Modo Treino muito completo, desde um tutorial pra cada personagem, com golpes e dicas sobre o quê um personagem tem de especial.

    Resumindo e reforçando, Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage é o jogo de luta mais honesto que existe. Ele é competitivo e mesmo que você não queira jogar online, se você quer conteúdo offline e singleplayer, você até terá, mas será através de uma jornada tão árdua quanto suas primeiras 20 horas num modo online, embora o modo World Stage seja melhor pra começar por ter uma dificuldade progressiva real.

    Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage tem a oferecer: lutas, mais lutas, um modo arcade básico, mais lutas, um modo bom de personalização de personagens, lutas, mais lutas e mais lutas.
    Se você busca um jogo de luta, mesmo que não seja pra competir, mas pra dominar um amplo sistema de combate, que até começa simples por ter poucos botões, mas se torna extremamente rico conforme melhora, esse jogo é pra você. Se você busca enredo, cinemáticas, minigames durante a campanha pra descontrair, etc… esse não é um jogo pra você.

  • Análise: Tokyo Scramble – Cuidado onde anda, você pode ter uma companhia

    Análise: Tokyo Scramble – Cuidado onde anda, você pode ter uma companhia

    Se teve um jogo que me deixou curioso na última Nintendo Direct: Partner Showcase foi sem dúvida Tokyo Scramble. Talvez pelo meu fascínio por fósseis? É um bom ponto. Mas o maior fato foi por ser um game que mistura puzzle, stealth e, claro, dinossauros no mesmo pacote. Mas, será que deu o molho?

    O jogo não tem enrolação: logo de cara ele já te apresenta a protagonista Anne dentro de um metrô nos subúrbios de Tokyo e um terremoto te joga num misterioso subterrâneo de cavernas da cidade. Isolada e não fazendo ideia de onde está, você explora de maneira linear e rapidamente é surpreendido por um Dino, ou devo dizer, um Zino, criaturas semelhantes a dinossauros que querem te caçar pra te devorar.

    Aqui não temos recursos. Você não tem armas, munições, aparelhos ou qualquer outra coisa que te ajude. É puramente seu fôlego e seu cérebro em descobrir a melhor maneira de sair das cavernas sem ser notada pelos Zinos.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Seu único companheiro nessa solitária tentativa de retornar à superfície é seu smartwatch carinhosamente chamado de Diana. E é bem peculiar: ele consegue interagir com diferentes objetos, desde portões, escavadeiras e até mesmo carrinhos de limpeza. Curiosamente com ele, Anne ainda consegue conversar com seus amigos que estão na superfície e vivem um dilema paralelo à história de encerrar a banda deles: a Tokyo Scramble, de onde vem o nome do jogo.

    Durante sua jornada para reencontrar seus companheiros da banda, você vai dar de cara com diferentes espécies dos Zinos, sendo o Goblin, o primeiro que vai te perseguir.

    Cada espécie deles tem “habilidades” diferentes para te localizar. Alguns tem uma visão extremamente aguçada, já outros se sobressaem pela audição capaz de ouvir seus passos bem de longe. Cabe a você, e também através das diversas anotações da Anne sobre os bichos, saber os padrões dos Zinos e conseguir atravessar a fase sem ser pega.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Tokyo Scramble é divido por “episódios”, que são justamente as fases que você progride nas diferentes regiões da metrópole japonesa. E, claro, a dificuldade, quantidade de Zinos, e raciocínio para escapar aumentam gradativamente.

    Pelo fato de você não ter nenhum recurso, aqui ser pego significa sua morte. O jogo não tem uma barra de vida, não tem “resistência”, nada. Simplesmente tentar correr vai fazer seu fôlego e batimentos cardíacos subir rapidamente, deixando Anne exausta e chamando a atenção dos bichos. Você precisa pensar, saber o que cada Zino faz para assim progredir, senão, não funciona.

    O foco aqui é a gameplay e raciocínio para tentar escapar. A história do jogo é totalmente secundária e tem apenas conversas de Anne com seus amigos que vivem os clássicos “dilemas e dramas de adolescentes”.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    Eventualmente você acaba sabendo um pouco mais deles quando você se esforça em pegar os upgrades do seu smartwatch, que servem como “conquistas”, mas que são opcionais e não impactam em quase nada no jogo.

    E por falar em upgrades, são 3 melhorias que você consegue em seu relógio. Cada uma delas servem pra te facilitar (ou até mesmo te salvar) a atravessar o caminho. E não pense que é de mão beijada, não é. Existem locais que você pode recarregar o smartwatch para assim usar ele.

    Tokyo Scramble não impressiona no seu visual. Aliás, ao contrário, você percebe gráficos até feios considerando que é um título para o Nintendo Switch 2.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    E, embora seu único objetivo seja pensar para escapar, você pode acabar se frustrando em certos momentos em que as habilidades dos Zinos “não se comportam como deveriam”, sendo necessário você repetir algumas vezes até dar certo.

    Mas é justíssimo falar que Tokyo Scramble fez uma coisa bem diferente, seu multiplayer bem particular. Aqui seus amigos não vão controlar outros personagens, todos vão controlar diferentes funções da protagonista Anne: você controla o movimento, seu amigo a câmera, outro o smartwatch dela e por aí vai. E surpreendentemente… funciona e é divertido! O GameShere do Switch 2 é uma excelente funcionalidade deste recurso.

    Capturado no Nintendo Switch 2 (dock)

    A mistura de dinossauros com um jogo stealth no fim das contas deu molho sim. Tokyo Scramble é o clássico jogo para você zerar aos pouquinhos, fazendo 1 a 3 fases por dia pra te dar aquela satisfação de que você precisou pensar para passar e não apenas correr alucinadamente.

    O jogo também está totalmente legendado em português brasileiro e custa os honestíssimos R$79,99 na eShop. Não vai te tomar muito tempo, sendo que você consegue finalizar entre 6 a 10h e o principal: você vai se divertir, especialmente no multiplayer.

    Tokyo Scramble mostrou que é legal sair da caixa seja em uma mistura doida de colocar dinossauros num contexto de jogo, ou até mesmo em nos dar um multiplayer diferente do que estamos acostumados.

  • Análise: Grid Legends: Deluxe Edition encontra seu lugar no Nintendo Switch 2

    Análise: Grid Legends: Deluxe Edition encontra seu lugar no Nintendo Switch 2

    A série Grid sempre ocupou um espaço muito específico dentro dos jogos de corrida: o meio do caminho entre o arcade puro e os simuladores mais exigentes. No Nintendo Switch 1, Grid Autosport foi praticamente a única grande referência desse estilo, mas também carregava limitações claras de acessibilidade e ritmo.

    Agora, com Grid Legends, a franquia retorna no Nintendo Switch 2 adotando uma postura mais arcade, mais amigável e muito mais fácil de se engajar — sem abrir mão da profundidade que define o gênero simcade. O resultado é um jogo mais divertido, mais rápido de entender e, visualmente, mais impressionante do que seu antecessor na plataforma.

    O que é Grid Legends

    Grid Legends é o quinto jogo da série Grid e o segundo a chegar aos consoles Nintendo (o terceiro, se considerarmos a versão do primeiro Grid para Nintendo DS). Ele é um jogo de corrida simcade, equilibrando física mais realista do que arcades tradicionais, mas sem a rigidez e complexidade extrema dos simuladores.

    Aqui, não basta apenas segurar o acelerador o tempo todo. Cada tipo de veículo tem comportamento próprio, exigindo adaptação do jogador. Ao mesmo tempo, colisões não são excessivamente punitivas e a exigência por aceleração e frenagem analógicas é reduzida, tornando a experiência mais acessível.

    Diferente de jogos como Mario Kart, Grid Legends não gira em torno de escolher um veículo favorito. A proposta da série é fazer o jogador dominar diversos tipos de carros, já que todos eles aparecem em algum momento da campanha ou do modo carreira.

    Outro ponto importante: não é necessário ter jogado títulos anteriores da franquia. Grid não é anual nem preso a uma categoria específica como Fórmula 1 ou WRC. E no Switch 2, o jogo chega já em sua versão Deluxe, com todo o conteúdo incluso, sem DLCs ou compras adicionais.

    Como funciona

    Logo ao iniciar o jogo, Grid Legends já te coloca diretamente no modo história, algo que ajuda muito na acessibilidade inicial. Esse modo apresenta uma narrativa fictícia sobre a equipe Seneca Racing, que contrata um novo piloto conhecido apenas como “Corredor 22” — o jogador.

    A história é contada por meio de cenas live-action, com atores reais, em um formato que simula um documentário esportivo. O nível de produção é tão alto que, sem contexto, é fácil confundir as cenas com um evento real de automobilismo.

    O modo história conta com 36 corridas, cada uma com objetivos variados. Na maioria das vezes, não é preciso vencer: basta superar um rival específico, alcançar determinada posição ou não ser eliminado. Ainda assim, se o jogador vencer a corrida, isso fica registrado, incentivando revisitas futuras.

    Essa estrutura torna o modo história ideal para iniciantes. Além disso, o jogo alterna constantemente entre tipos de veículos: carros comuns, elétricos, clássicos, caminhões, carros com turbo e muito mais. O desafio está em se adaptar à física de cada categoria.

    A duração da história principal varia entre 5 e 8 horas, dependendo da dificuldade, do ritmo do jogador e do quanto ele se envolve com as cenas. Além dela, existem quatro mini-campanhas adicionais, também com cenas live-action, elevando o total para algo entre 10 e 15 horas só nesse modo.

    Além da história, o jogo oferece um modo carreira, onde o foco é se especializar em categorias específicas de veículos. Cada categoria possui uma sequência de eventos com exigências próprias, e algumas corridas finais só são liberadas quando o carro atinge determinado nível. Esse é, provavelmente, o modo onde o jogador passará mais tempo.

    Há ainda o Jogo Livre, que inclui Corrida Rápida, Corrida Única, Copa Personalizada e Eventos Dinâmicos. Esses eventos dinâmicos funcionam por tempo limitado, com rankings online, incentivando o retorno periódico ao jogo mesmo após concluir todo o conteúdo principal.

    Nos menus de Garagem e Equipe, o jogador compra e melhora carros, personaliza seu perfil, evolui mecânicos, colegas de equipe e fecha contratos com patrocinadores. Um destaque interessante é a possibilidade de alugar carros, permitindo acessar qualquer veículo desde o início, mesmo sem possuí-lo.

    Opinião: acertos e problemas

    Grid Legends é muito mais fácil de engajar do que Grid Autosport. O modo história logo de cara, a física mais arcade e os objetivos menos punitivos fazem com que o jogo seja rapidamente aceito, mesmo por quem não é fã do gênero.

    Com o tempo, porém, surge uma sensação de repetição. Apesar da enorme variedade de carros, pistas e condições climáticas, os objetivos acabam sendo parecidos: vencer corridas ou sobreviver a eliminações. O jogo quer que o jogador domine diferentes categorias, repetindo desafios semelhantes com físicas distintas.

    Por isso, subir a dificuldade é essencial. Nos níveis mais baixos, a base da direção é suficiente para vencer. Já nas dificuldades mais altas, os detalhes de cada veículo fazem diferença real.

    Visualmente, o jogo é impressionante no Switch 2, superando o impacto que Autosport teve no Switch 1. Ainda assim, há inconsistências técnicas no modo portátil: quedas de frame mesmo no modo desempenho e algumas texturas mais simples. No modo portátil, o equilíbrio entre visual e performance funciona melhor do que na TV, onde faz falta o modo equilibrado.

    Outro ponto negativo importante é a ausência de modos essenciais. Não há multiplayer online na versão Switch 2 e, mais grave ainda, não existe tela dividida, algo que o Autosport oferecia no Switch 1. Essa ausência pesa bastante, especialmente em um console com forte apelo local.

    Em compensação, o sound design é excelente e o uso do HD Rumble está entre os melhores do console. A sensação de contato com o asfalto, colisões e até peças soltas do carro é extremamente imersiva.

    A customização também impressiona: são mais de 100 carros, cada um com diversas pinturas disponíveis, além de 22 locais, com múltiplas rotas e variações de clima e horário, totalizando mais de 120 pistas.

    Vale a pena comprar GRID™ Legends: Deluxe Edition no Nintendo Switch 2 ?

    Grid Legends é um jogo de corrida excelente e uma das recomendações mais altas do gênero no Nintendo Switch 2. Ele entrega uma quantidade absurda de conteúdo, uma curva de aprendizado profunda, narrativa diferenciada com cenas live-action e uma jogabilidade acessível, mas cheia de nuances.

    É uma pena que decisões como a ausência de tela dividida e a limitação de alguns modos acabem segurando um pouco o seu potencial máximo. Ainda assim, para quem gosta do estilo simcade, é um jogo que vale muito a pena, especialmente por poder ser aproveitado aos poucos, ao longo do tempo.

    Pré-indicado ao Coelho Awards 2026 nas categorias de Melhor Jogo de Corrida e Melhor Jogo Multiplataforma

    Nota técnica final: 8.5/10
    Tier de recomendação: S – Sublime
    Avaliação do preço cheio (R$209): Justo

    O que é o Nintendo Barato?

    Nintendo Barato é um serviço que utiliza busca inteligente para encontrar os menores preços atualizados de hora em hora! Tudo com curadoria humana para que sejam filtradas apenas lojas de confiança, e com variados produtos para Nintendo Switch.

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Persona 3 Reload renova um clássico essencial — mas traz um dilema no Switch 2

    Análise: Persona 3 Reload renova um clássico essencial — mas traz um dilema no Switch 2

    Persona 3 Reload marca a chegada definitiva do clássico ao Nintendo Switch 2

    A Atlus revisita um dos jogos mais importantes da história da franquia Persona com Persona 3 Reload — um remake ambicioso, mais bonito, modernizado e finalmente localizado para português do Brasil. Depois de Persona 5 se tornar um fenômeno mundial (inclusive no próprio Nintendo Switch 1), a pergunta que muitos jogadores fazem é: por que Persona 3 é tão aclamado? E mais: vale a pena voltar para um RPG de quase 20 anos atrás agora no Switch 2? Nesta análise, respondemos essas dúvidas, explorando como o jogo funciona, o que ele tem de especial e como se sai no novo console da Nintendo.

    O que Persona 3 Reload é e por que ele importa

    Persona 3 Reload não é apenas um remake gráfico — ele representa o início de uma identidade própria para Persona. Embora Persona exista como spin-off de Shin Megami Tensei, foi só aqui que o “time Persona” se consolidou, estabelecendo os pilares que moldaram Persona 4 e, principalmente, Persona 5. Na prática, é possível encarar Persona 3 como o “primeiro Persona moderno”.

    O remake chega como o lançamento mais recente da série e, antes do futuro remake de Persona 4, é a experiência mais atualizada disponível. Para quem nunca jogou, é a porta de entrada mais polida e acessível que esse jogo já teve. Para quem só conheceu a série a partir de Persona 5, Reload revela de onde vieram suas ideias mais marcantes.

    No Nintendo Switch, há também a opção de jogar Persona 3 Portable — a versão de PSP — mas Reload é pensado como experiência principal e definitiva dentro do que este remake se propõe, mesmo que nem todo conteúdo dos relançamentos anteriores esteja presente.

    Como o jogo funciona: o ciclo diário e a estrutura dual

    A alma de Persona 3 Reload está no seu ciclo de calendário: dias avançam, escola acontece, atividades são escolhidas e relacionamentos evoluem. É parecido com Fire Emblem: Three Houses na forma como o tempo é limitado e decisões importam. Você não consegue fazer tudo — é preciso priorizar.

    Durante o dia, atividades fortalecem atributos e conexões sociais. À noite, você acessa o Tartaro, uma dungeon colossal composta de andares gerados aleatoriamente, com inimigos, baús e checkpoints fixos. Esse contraste cria um loop muito característico:

    • momentos leves e sociais na escola, focados em evolução e vínculos
    • combates densos e exploração dentro do Tartaro

    Esse ritmo alternado funciona incrivelmente bem porque mantém a experiência fluindo: sempre há algo para evoluir e sempre há algo para enfrentar.

    Como são as batalhas: turnos, fraquezas e Personas

    O combate segue um sistema de turnos clássico, mas com profundidade estratégica. Cada personagem usa uma Persona, uma manifestação da alma com habilidades elementais. Acertar a fraqueza de um inimigo concede um turno extra — algo similar ao sistema de vantagem elemental de Pokémon.

    O protagonista, porém, é especial: ele pode carregar e trocar múltiplas Personas. Assim, o jogo incentiva o jogador a fundir e atualizar suas Personas constantemente, em vez de tentar “colecionar todas”. É mais Shin Megami Tensei do que Pokémon nesse aspecto.

    O progresso no combate é enriquecido por:

    Encontros opcionais com membros da S.E.E.S.

    Conversas extra liberam habilidades passivas exclusivas que fazem diferença real na batalha — por isso é altamente recomendado priorizá-las assim que surgem.

    Teurgias

    Com o uso constante de habilidades, um medidor especial enche e permite ativar técnicas poderosas que ignoram resistências, criam oportunidades e mudam confrontos difíceis. No fim da campanha, elas se tornam centrais e adicionam profundidade ao sistema de batalha.

    O jogo tem uma progressão muito bem pensada: quando você começa a dominar seu time, novas camadas mecânicas são introduzidas, deixando tudo mais envolvente.

    História: simples na superfície, profunda na experiência

    Persona 3 Reload começa com uma premissa direta — investigar a Dark Hour e o Tartaro — mas desenvolve seu enredo de forma contínua, sem arcos episódicos como Persona 5. A trama amadurece lentamente e constrói tensão emocional até um clímax poderoso.

    Com muitos plot twists bem construídos, o jogo aprofunda personagens e temas sombrios ligados ao sentido da vida e ao enfrentamento da morte. A iconografia impactante — como a evocação das Personas usando armas — ganha um contexto mais profundo ao longo da história, transformando o choque inicial em algo carregado de significado.

    O ciclo diário repetitivo tem propósito narrativo: reforça a sensação de rotina, melancolia e desgaste emocional vividos pelos personagens. É parte fundamental da identidade do jogo.

    Se você achou Persona 5 longo demais, Persona 3 Reload pode surpreender pela coesão: ele é extenso, mas não se arrasta. A história mantém foco e cresce de forma constante, ficando cada vez mais envolvente.

    Atmosfera, arte e trilha sonora

    Mesmo que impossível de medir objetivamente, o impacto artístico de Persona 3 Reload é enorme:

    • Iluminação moderna
    • Character design evoluído
    • Tartaro psicodélico e expressivo
    • Trilha sonora marcante
    • Dublagem excelente
    • Localização em PT-BR de altíssima qualidade

    É um jogo que impressiona visualmente e emocionalmente o tempo todo.

    Mas… e o Switch 2? O problema de performance

    Amigos aqui entra a parte mais sensível da análise…

    Persona 3 Reload está lindo no Nintendo Switch 2, especialmente no modo portátil — melhor até que Persona 5 rodando no Switch 1. Mas a performance deixa a desejar: o jogo roda a 30 fps, semelhante à versão de PlayStation 4.

    O incômodo aumenta numa TV grande, onde fica evidente que esse é um jogo originalmente pensado para rodar a 60 fps. Há oscilações nos frames que podem incomodar jogadores sensíveis a performance.

    A boa notícia: a Atlus já anunciou uma atualização futura para melhorar isso. E num RPG de turno, 30 fps não chega a ser um problema grave — mas é notável.

    Para evitar estranhamento, o modo portátil é a melhor forma de jogar no Switch 2.

    Conteúdos ausentes no remake

    Apesar de ser a melhor versão disponível, Persona 3 Reload não é uma edição definitiva. Conteúdos de versões antigas ficaram de fora, como:

    • a protagonista feminina do Portable
    • o epílogo “The Answer”, da versão FES

    Quem não conhece essas versões não vai sentir falta — mas veteranos podem lamentar.

    Conclusão: Persona 3 Reload é uma obra essencial — com ressalvas no Switch 2

    Persona 3 Reload moderniza um clássico sem perder sua essência. Mantém a atmosfera sombria, aprofunda temas importantes, entrega um loop viciante entre rotina e combate e oferece uma história coesa que cresce constantemente.

    A performance no Switch 2 é a única grande sombra — algo que provavelmente será corrigido — mas não apaga o brilho do que continua sendo um dos jogos mais importantes da Atlus. E com legendas em português pela primeira vez, esse remake se torna a maneira mais acessível e emocionalmente impactante de vivenciar Persona 3.

    É uma experiência que vale muito a pena, especialmente para quem achou Persona 5 longo demais ou quer entender o nascimento da identidade moderna da franquia.

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    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.