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  • Todos os principais jogos para Nintendo Switch e Switch 2 indicados no The Game Awards

    Todos os principais jogos para Nintendo Switch e Switch 2 indicados no The Game Awards

    O The Game Awards 2025 revelou os seus indicados nas principais categorias na última segunda-feira (17), trazendo nomes como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World e Hades 2 entre alguns dos jogos disponíveis para Nintendo e Nintendo Switch 2.

    Caso não tenha visto quais jogos relacionados aos consoles da Nintendo que foram indicados em cada categoria, listaremos abaixo.

    Donkey Kong Bananza (Switch 2)

    Donkey Kong Bananza garantiu duas nomeações na premiação: Jogo do Ano e Melhor Jogo Para a Família.

    Mario Kart World (Switch 2)

    Mario Kart World: Everything you need to know about the new Switch 2 game |  GamesRadar+

    Mario Kart World garantiu também duas nomeações, sendo indicado em Melhor Jogo Para a Família e Melhor Jogo de Esportes/Corrida.

    Sonic Racing: CrossWorlds (Switch)

    Sonic Racing: CrossWorlds está concorrendo em Melhor Jogo Para a Família e Melhor Jogo de Esportes/Corrida, concorrendo com Mario Kart World.

    Capcom Fighting Collection 2 e Mortal Kombat: Legacy Collection (Switch)

    Capcom Fighting Collection 2 e Mortal Kombat: Legacy Collection estão concorrendo na categoria de Melhor Jogo de Luta.

    Split Fiction (Switch 2)

    Split Fiction está concorrendo em Melhor Jogo de Ação e Aventura, Melhor Jogo Para a Família e Melhor Jogo Multiplayer.

    Hollow Knight: Silksong (Switch e Switch 2)

    Hollow Knight: Silskong foi indicado em Melhor Jogo Independente, Jogo do Ano, Melhor Trilha Sonora e Música, Melhor Jogo de Ação e Aventura e Direção de Arte.

    Hades 2 (Switch e Switch 2)

    Hades 2 concorre em Melhor Trilha Sonora e Música, Jogo do Ano, Melhor Direção de Arte, Melhor Direção, Melhor Jogo Independente e Melhor Jogo de Ação.

    O que é o Nintendo Barato?

    O Nintendo Barato é um serviço que utiliza busca inteligente para encontrar os menores preços atualizados de hora em hora! Tudo com curadoria humana para que sejam filtradas apenas lojas de confiança, e com variados produtos para Nintendo Switch.

  • Análise: Split Fiction eleva o coop em tela dividida a outro nível

    Análise: Split Fiction eleva o coop em tela dividida a outro nível

    Uma coleção de experiências únicas em um só jogo

    Split Fiction é, sem exagero, um dos melhores jogos cooperativos já criados. E “um dos melhores” aqui não é força de expressão: ele disputa de igual para igual o trono de melhor experiência a dois. Desenvolvido pela Hazelight — estúdio que já conquistou o prêmio de Jogo do Ano com It Takes Two —, o game chega ao Nintendo Switch 2 com a missão de mostrar até onde pode ir a criatividade no coop em tela dividida. E, já adiantamos: fãs de jogos cooperativos têm aqui um título obrigatório.

    Confira essa análise aqui no site ou assista em vídeo para mais detalhes:

    Uma história dividida entre fantasia e ficção científica

    O nome Split Fiction já entrega a proposta central, tanto em enredo quanto em gameplay. O termo “split” remete à jogabilidade em tela dividida (split-screen), enquanto “fiction” se conecta à trama: duas escritoras, com personalidades opostas, sofrem um acidente em uma misteriosa máquina capaz de absorver histórias e são transportadas para dentro desses mundos literários.

    A primeira protagonista é apaixonada por fantasia medieval, enquanto a segunda é fascinada por ficção científica. Essa diferença não é apenas cosmética: o jogo alterna constantemente entre cenários, temáticas e mecânicas inspiradas nessas duas vertentes narrativas. O contraste é visual, mecânico e até de tom, e isso mantém o jogador sempre estimulado.

    Como é tradição na Hazelight, Split Fiction só pode ser jogado em modo cooperativo para duas pessoas. Nada de experiência solo ou para mais de dois jogadores — o game foi pensado do início ao fim para a parceria. Pode parecer restritivo, mas o estúdio e a EA incluíram várias ferramentas para garantir que ninguém fique de fora:

    • Online robusto e estável, sem complicações para conectar.
    • Crossplay completo: no Switch 2 você joga com amigos no PC, Xbox ou PlayStation.
    • Passe de Amigo: quem tem o jogo pode convidar um amigo para jogá-lo inteiro, sem que ele precise comprar.
    • GameShare local: permite compartilhar a tela com um Nintendo Switch original, desde que seja presencialmente.

    Com tantas opções, o maior desafio é escolher quem vai ser seu parceiro de aventura.

    Como funciona o gameplay

    A grande sacada de Split Fiction é a alternância entre capítulos temáticos. Cada capítulo é praticamente um jogo próprio, com mecânicas exclusivas e ambientações completamente diferentes. Ao final, a sensação é de ter experimentado uma coletânea de oito jogos cooperativos dentro de um só pacote.

    A progressão é simples e bem amarrada: você entra no capítulo, enfrenta desafios, encontra fases secundárias e assiste a cutscenes que avançam a história. Depois, tudo recomeça com uma nova mecânica, nova estética e novas ideias. É uma sequência constante de novidades.

    Essas fases secundárias merecem destaque. Elas não são obrigatórias, mas oferecem algumas das experiências mais criativas e memoráveis do jogo, com direito a homenagens a clássicos de diferentes gêneros. Encontrá-las é uma recompensa por si só.

    A complementaridade entre as protagonistas é outro ponto forte. Suas ações raramente são iguais — quase sempre elas realizam tarefas diferentes que se cruzam, exigindo sincronia e comunicação. Isso reforça a proposta do “jogar junto” e torna impossível a experiência solo.

    Em termos de gênero, Split Fiction é um híbrido ousado: há puzzles inteligentes, trechos de plataforma, momentos de combate e desafios que variam de capítulo para capítulo. Essa variedade garante que o jogo nunca se torne repetitivo.

    Desempenho e limitações

    Apesar de toda a criatividade, há problemas técnicos na versão de Switch 2. O visual é bom para o console, mas a performance deixa a desejar. O jogo tenta manter 30 fps estáveis, mas oscila, e atingir 60 fps é praticamente impossível. Não chega ao ponto de comprometer a experiência, mas não é o título ideal para mostrar o poder do novo hardware.

    Outro ponto que pode dividir opiniões é o formato linear. Não há mundo aberto, exploração profunda ou colecionáveis abundantes — o foco está no fluxo contínuo de gameplay. As fases secundárias são a exceção, mas mesmo elas seguem objetivos claros e fechados.

    O que o jogo acerta em cheio

    Se por um lado a performance não impressiona, por outro, Split Fiction acerta em praticamente todo o resto.
    A dificuldade é bem calibrada: chefes e desafios têm peso, mas sem frustração exagerada. Checkpoints generosos evitam repetição desnecessária, e o sistema de reviver o parceiro mantém a ação fluida.

    As fases secundárias, além de divertidas, mostram o quanto o estúdio queria explorar ideias que não cabiam nos capítulos principais. É onde encontramos alguns dos confrontos mais criativos.

    A narrativa, mesmo com foco no gameplay, não é rasa. Há desenvolvimento de personagens, momentos sensíveis e uma boa cadência entre ação e história. É um jogo que quer contar algo, não apenas oferecer mecânicas.

    Tecnicamente, os controles respondem bem, a trilha sonora acompanha os momentos de tensão e emoção, e a direção de arte acerta ao transitar entre mundos tão diferentes sem perder coerência visual. As dublagens e atuações também dão vida à dupla de protagonistas.

    E, sem spoilers, vale dizer: o jogo não se limita a “copiar ideias conhecidas”. Ele reserva surpresas mecânicas que desafiam o jogador a pensar “como isso é possível?”. Hazelight mais uma vez prova que não tem medo de experimentar.

    Conclusão: um novo patamar para o coop

    Split Fiction é criativo, divertido e ambicioso. É o tipo de jogo que não se contenta em repetir fórmulas: ele quer elevar o nível do que entendemos por gameplay cooperativo. Do início ao fim, a experiência é um convite para sorrir, se surpreender e criar memórias a dois.

    Ao mesmo tempo, ele coloca pressão sobre os próprios criadores — como a Hazelight vai superar isso? Se videogames são uma cozinha, aqui eles usaram todos os ingredientes para servir um banquete de variedade e diversão. E, o mais impressionante: tudo foi bem temperado e bem servido.

    Seja você fã de fantasia, ficção científica ou simplesmente de boas ideias, Split Fiction é uma recomendação certeira no Switch 2. Não é perfeito, mas é marcante, e isso o coloca entre os grandes desta geração.

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.