“que delícia foi jogar isso aqui.” – Essa frase resume bem a experiência de jogar Once Upon a Katamari, um jogo que abraça o caos, a criatividade e o humor nonsense de uma forma que poucas franquias conseguem. A nova aventura do príncipe rolador não tenta reinventar nada — e é exatamente por isso que funciona tão bem. P
ara quem acompanha a série, o jogo pode parecer um reboot moderno que preserva o charme clássico enquanto adiciona novidades na medida certa.
O que é Once Upon a Katamari

No fundo, Katamari sempre foi sobre transformar simplicidade em genialidade. Você controla o Príncipe — ou um dos seus inúmeros primos — rolando uma bola pegajosa chamada Katamari. Tudo o que ela encosta e consegue carregar vira parte da bola: clipes, borrachas, gatos, bicicletas, pessoas, prédios, ilhas… até chegar no nível do absurdo cósmico de engolir continentes e estrelas.
A graça está justamente nessa progressão surreal e no humor exagerado do Rei do Cosmos, uma figura tão teatral e surtada quanto carismática. Ele comenta tudo, te julga, te zoa, te dá broncas — e isso faz parte do charme. É impossível não se divertir com as tiradas dele.
Once Upon a Katamari não tenta reinventar a fórmula. Em vez disso, aperfeiçoa e aprofunda a fantasia do caos que a série sempre proporcionou, mantendo aquele equilíbrio perfeito entre absurdo e charme infantil.
Como funciona o gameplay

A essência continua a mesma: rolar, rolar e rolar. Mas a sensação de jogar mudou o suficiente para deixar tudo mais moderno e envolvente. A grande novidade aqui é o sistema de ímã, que puxa objetos próximos para sua Katamari, deixando o ritmo mais fluido. Pode parecer uma mudança tímida, mas faz toda a diferença.
O controle está mais gostoso, mais suave, com respostas mais precisas. Ainda existe aquele “peso Katamari” característico, que deixa a jogabilidade levemente desajeitada — mas esse desalinhamento faz parte da identidade da franquia. Não é defeito: é charme.
Em vários momentos, percebi que estava completamente imerso. Sabe aquela sensação de “vou jogar só mais uma fase” e, quando vê, já passou uma hora? Katamari tem esse poder. O ciclo de rolar, crescer, desbloquear e recomeçar é extremamente viciante.
O jogo também traz desafios novos que aumentam a imprevisibilidade da física, mudam velocidades, alteram a forma como a bola cresce ou introduzem obstáculos malucos que deixam o ritmo ainda mais frenético.
A mecânica de viagem no tempo

A grande novidade desta nova versão é a estrutura temática baseada em viagens no tempo. Cada fase transporta você para uma época diferente, o que abre espaço para uma variedade visual gigantesca. Você rola a Katamari pelo Japão feudal, por florestas da era do gelo, por cidades futuristas, por ambientes pré-históricos e por mundos completamente delirantes.
Essa variedade é uma das maiores forças do jogo. Mesmo com a mecânica sendo sempre a mesma — rolar objetos — cada era traz uma cara diferente, uma paleta de cores específica, músicas temáticas e objetos condizentes com o período histórico. É Katamari no seu estado mais puro, mas mais criativo do que nunca.
A direção artística merece destaque: tudo é exagerado, vibrante, estilizado e propositalmente estranho. É quase impossível não ficar hipnotizado com a quantidade de detalhes estranhos e engraçados que surgem a cada minuto.
Quem deve jogar Once Upon A KATAMARI ?

Se você curte jogos caóticos, diferentes, rápidos e felizes, este é um prato cheio. O modo multiplayer, KatamariBall, só reforça essa vibe: é pura bagunça cósmica, com jogadores disputando quem coleta mais rápido. Funciona muito bem online e é perfeito para partidas rápidas. Se você já amava Katamari, este é um retorno triunfal. Se nunca jogou, é um ponto de entrada quase perfeito para entender o charme absurdo da série.
O maior mérito de Once Upon a Katamari não está na mecânica, nem no conteúdo — está na sensação. É um jogo que te deixa leve. Não tenta ser grandioso, não tenta te emocionar, não tenta dar lição de moral. Ele só te lembra do prazer simples de jogar videogame. É aquele tipo de experiência que arranca um sorriso bobo do começo ao fim, um pequeno respiro de felicidade no meio do caos do dia a dia.
Vale a pena jogar Once Upon A KATAMARI no Ninendo Switch ?

No fim, Once Upon a Katamari é muito mais do que um jogo sobre rolar objetos — é um jogo que rola, bagunça e reorganiza sua serotonina. Ele abraça o absurdo com confiança, entrega diversão em sua forma mais pura e lembra o jogador do lado mais leve e descontraído do videogame. Seja pela nostalgia, pela criatividade ou pelo caos colorido, este é um daqueles títulos que te arrancam sorrisos sinceros.
Se você procura um jogo para relaxar, rir, se distrair e simplesmente aproveitar o momento, pode vir tranquilo. Once Upon a Katamari é um lembrete de que, às vezes, tudo o que a gente precisa é de uma bolona rolando e levando nossos problemas junto com ela.
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Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
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