Kirby já havia alcançado um novo patamar com Kirby and the Forgotten Land, mas com a chegada da expansão Star-Crossed World na edição de Nintendo Switch 2, a experiência foi ampliada de forma significativa. Mas será que realmente vale a pena o investimento para quem já possui a versão anterior? Confira essa análise em texto, ou em vídeo no canal do Coelho no Japão.
Desde o lançamento original no Switch 1, Forgotten Land já era considerado por muitos como o melhor jogo da franquia. A proposta de levar Kirby para um ambiente 3D completo, somada a uma ambientação pós-apocalíptica curiosamente acolhedora, criou uma identidade única. Agora, com melhorias técnicas e conteúdo inédito, a versão de Switch 2 tenta transformar o que já era excelente em algo ainda mais completo.
Um Kirby em 3D que redefiniu a franquia

A base de tudo continua sendo o jogo original. Kirby and the Forgotten Land marcou a primeira vez que a franquia principal adotou uma estrutura totalmente em 3D. O resultado é um jogo linear em essência, mas com espaço para exploração e objetivos paralelos que incentivam revisitas às fases.
A ambientação é um dos pontos mais marcantes. O jogo se passa em um mundo que parece ter sido abandonado pela humanidade, com cidades em ruínas e natureza retomando o controle. Esse contraste entre o visual “fofo” do Kirby e o cenário melancólico cria uma identidade muito forte.
Na gameplay, o grande destaque é o Mouthful Mode, uma evolução direta da clássica habilidade de absorver inimigos. Aqui, Kirby não apenas copia poderes, mas interage com objetos gigantes — como carros e máquinas — ficando “entalado” neles para acessar novas formas de movimentação e puzzles. Essa mecânica não é opcional: o design das fases é construído em torno dela, criando momentos únicos e bem direcionados.
Além disso, cada fase traz missões secundárias — geralmente cinco — que incentivam exploração e domínio das mecânicas. Completar esses objetivos ajuda diretamente na progressão, especialmente no resgate dos Waddle Dees.

O que muda com Star-Crossed World
A expansão Star-Crossed World é o grande diferencial da versão de Switch 2. Em vez de simplesmente adicionar fases extras desconectadas, ela revisita o conteúdo existente sob uma nova perspectiva.
A principal ideia gira em torno dos cristais Star-Crossed, que transformam fases já conhecidas em novas versões, com rotas alternativas e mudanças estruturais relevantes. Não se trata de um “remix simples”: as fases realmente parecem novas, mesmo reaproveitando elementos do cenário original.
Outro ponto importante é o tamanho. As fases da expansão são, em média, cerca de 50% maiores do que as do jogo base. Isso reforça a sensação de conteúdo robusto, mesmo com um número relativamente menor de fases (são 12 no total).
A dificuldade também recebe ajustes. Embora Kirby continue sendo acessível, essas novas fases exigem mais atenção, especialmente com:
- Inimigos cristalizados mais resistentes
- Batalhas de subchefes no meio das fases
- Uso mais estratégico do Mouthful Mode
Isso faz com que o jogador precise sair do modo “automático” e se envolver mais com o design das fases.
Novos conteúdos e expansão do pós-game

Além das fases, a DLC também mexe em sistemas já existentes. A cidade base recebe novos NPCs e itens colecionáveis, ampliando o fator de progressão.
Mas o grande destaque aqui é o Coliseu.
Esse modo já existia como um desafio extra no jogo base, mas ganha uma nova relevância na versão com Star-Crossed World. As batalhas ficam significativamente mais difíceis, exigindo domínio real das mecânicas.
Isso é importante porque a gameplay de Kirby, apesar de acessível, é surpreendentemente profunda. O jogo permite ações como:
- Esquivas com desaceleração do tempo
- Parry em ataques inimigos
- Combinações estratégicas de habilidades
No jogo base, esses elementos nem sempre são exigidos. Já no Coliseu expandido, eles se tornam essenciais. É aqui que o jogo mais se aproxima de um desafio “hardcore”, algo que a comunidade chegou a comparar, de forma bem-humorada, com um “Dark Souls do Kirby”.
Melhorias técnicas no Switch 2

A edição de Switch 2 também traz melhorias técnicas importantes:
- Resolução mais alta
- 60 quadros por segundo
- Performance mais estável
Essas mudanças tornam a experiência mais fluida, especialmente em comparação com a versão original de Switch 1, que rodava a 30 FPS.
No entanto, nem tudo impressiona. Segundo a análise, faltaram melhorias mais perceptíveis em elementos como texturas e detalhamento geral. Diferente de outros títulos que receberam upgrades mais evidentes, aqui o salto visual pode passar despercebido sem uma comparação direta.
Pontos fortes
O conjunto geral de Forgotten Land com Star-Crossed World se destaca em vários aspectos:
- Level design criativo e variado
- Mecânicas bem integradas, especialmente o Mouthful Mode
- Direção de arte marcante e consistente
- Trilha sonora que eleva o tom épico da expansão
- Conteúdo adicional que realmente agrega valor
A expansão, em especial, se destaca por não ser apenas “mais do mesmo”. Ela reinterpreta o jogo base de forma inteligente, criando novas experiências a partir de estruturas conhecidas.
Pontos de atenção
Apesar da qualidade, existem algumas ressalvas importantes:
- Dificuldade baixa no início: tanto o modo fácil quanto o normal são acessíveis demais para jogadores experientes
- Melhorias técnicas discretas: o salto visual no Switch 2 não é tão impactante quanto poderia ser
- Exclusividade questionável: a expansão poderia existir no Switch 1, o que levanta dúvidas sobre a decisão de torná-la exclusiva
- Preço elevado: o pacote completo chega a valores altos no Brasil
Além disso, o multiplayer também divide opiniões. O segundo jogador controla um Waddle Dee com habilidades limitadas, o que pode reduzir o engajamento em comparação com a possibilidade de dois Kirbys.
Vale a pena comprar Kirby and the Forgotten Land + Star-Crossed World ?

A resposta depende muito do perfil do jogador… Para quem nunca jogou, essa é claramente a melhor versão disponível. O pacote completo oferece uma experiência robusta, com muito conteúdo e um dos jogos mais refinados da Nintendo nos últimos anos.
Já para quem já jogou no Switch 1, a expansão é um complemento de qualidade, mas não essencial para todos. Ela é ideal para quem quer mais desafios, novas fases e motivos para revisitar o jogo.
Existe também uma recomendação estratégica importante: começar pelo jogo base. Como o conteúdo da DLC só libera após o primeiro chefe, faz sentido testar primeiro a experiência principal antes de investir na expansão.
Conclusão
Kirby and the Forgotten Land já era um dos melhores jogos da franquia, e Star-Crossed World cumpre o papel de elevar ainda mais esse patamar. A expansão não revoluciona, mas complementa de forma inteligente, adicionando conteúdo relevante e melhorando o pós-game.
Mesmo com algumas decisões questionáveis — principalmente em relação ao preço e à exclusividade — o resultado final é extremamente sólido. Trata-se de um pacote que combina acessibilidade, profundidade e um level design criativo, características que definem o melhor da Nintendo.
No fim das contas, estamos diante de um forte candidato ao título de melhor Kirby de todos os tempos. E mais do que isso: um exemplo claro de como expandir um jogo sem comprometer sua essência.
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