Análise: Terminator 2D No Fate

Curto, brutal e cheio de referências, o novo jogo do Exterminador do Futuro acerta em cheio os fãs do clássico filme

Sobre o jogo

Terminator 2D: No Fate é um jogo de ação inspirado no icônico filme O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), apesar de ter acontecimentos do primeiro filme também. Desenvolvido pela Bitmap Bureau e publicado pela Reef Entertainment, o título foi lançado em 12 de dezembro de 2025 para várias plataformas, incluindo Nintendo Switch.

O jogo se propõe a recriar a experiência arcade dos clássicos dos anos 90, com visual pixel art detalhado, mecânicas de tiro e plataforma e um estilo que lembra títulos como Contra e Metal Slug. Ao longo da campanha principal do jogo, o jogador assume o papel de Sarah Connor, T-800 e John Connor revivendo alguns acontecimentos dos filmes, tanto dos que foram mostrados em tela (Sarah fugindo do hospício, eles fugindo do T-1000 a fuga de moto no beco) como de outros que foram apenas citados mas não foram mostrados no filme (Sarah atacando a CyberDine antes de ser presa, o plano do John Connor no futuro de enviar um soldado pra proteger sua mãe, o ataque a Skynet), o que faz com que a história do filme se complemente ainda mais para os fãs da franquia, uma experiência única e podendo-se dizer que até… canônica?!

É um bom “jogo de filme”?

Adaptações de filmes para games têm um histórico variado, mas Terminator 2D: No Fate é claramente um dos melhores acertos recentes. O conceito do jogo é simples: refazer um jogo dos fliperamas dos anos 90 para os consoles atuais, nada de continues, levels, seleção de fase, colecionáveis ou upgrade de personagem, vai jogando, segue a história e morreu, volta pro começo, sem choro.

A ambientação, trilha sonora e tudo aquilo que faz um jogo ser uma boa adaptação de um filme… eles também acertaram em cheio. Várias das cenas mais memoráveis são replicadas aqui, seja de forma jogável ou em cutcenes, como as icônicas frases “Hasta la vista, Baby”, “Venha comigo se quiser viver” ou da cena de perseguição de moto, da perseguição de helicóptero, da fuga do hospício com aquele tom de filme de terror, tudo aqui foi perfeitamente adaptado e bem valorizado. O momento que toca Bad to the Bone naquele fase/cena do bar… merece um destaque porque aquilo, foi incrível.

E esses são detalhes mais óbvios e “fáceis” sobre adaptar algo de Exterminador né?! Mas até nos detalhes que ninguém além do fã vai perceber eles capricharam. Como por exemplo nas músicas de fundo, que não são apenas a música tema do filme, mas também as trilhas de fundo do filme, a mesma trilha que toca na perseguição do T-1000 no final do filme, toca aqui no final do jogo. Até os trejeitos da Sarah Connor ANDAR e pontar a arma, foram bem replicados aqui, enquanto a gente joga a gente SENTE que quem programou e quem fez a escolha artística das coisas, é um fã da franquia.

O jogo tem 3 rotas diferentes para se seguir, a principal é a oficial do filme, mas tem duas outras que, ao fazer a história toma um rumo um pouco diferente e eles respondem uma dúvida que muitos enquanto assistiam poderiam ter tido, inclusive em uma dessas rotas a Sarah vai presa e ela fica na mesma prisão que ela vai pra pedir ajudar no primeiro filme (porém, é a Sarah porradeira do segundo filme), e são esses detalhes que só fã vai pegar que eu disse, porque em momento algum é dito que ela esta na mesma prisão do filme, mas os personagens que estão lá, o cenário… não tem como não perceber, ela esta lá.

O que eu estou querendo dizer é: quem é fã, vai gostar, quem é fã, vai perceber esses pequenos detalhes. Até a transição do jogo eles usam a mesma transição que o trailer de 1991 e os menus de DVDs do filme usam. O nome do jogo ser “Terminator 2D” é possivelmente uma referencia a atração da Universal Studios que é “Terminator 2 3D” e “No Fate” por causa do filme “Dark Fate”. É cada detalhe específico e bem feito, que o jogo só melhora cada vez mais.

Mas e a Gameplay?

A gameplay do jogo mistura combates frenéticos, (tipo Metal Slug), com segmentos de stealth, chefes, fases de fugir com a moto/furgão e atirar em helicóptero ao mesmo tempo e tem até uma fase de “beat n up”. Uma variedade bem grande que nunca deixa a campanha enjoativa, apesar que cada fase é um segmento bem rápido de 3 a 5 minutos, então apesar de não enjoar, dá um gostinho de quero mais também, é um misto das duas coisas.

Modos de Jogo

Além do modo História que tem 3 finais alternativos, o jogo oferece modos extras como Modo Fliperama, Modo Infinito, Modo Mãe do Futuro e Desafio de Chefes, todos tendo que ser desbloqueados terminando ou jogando outros modos, o que prolonga um pouco o fator replay.

Mas honestamente, é só uma repetição das mesmas fases do modo história mas com um objetivo novo ou com as fases sem ordem, não são fases novas, é bem mais do mesmo, só muda que cada modo novo tem uma pontuação separada. Até as fases das outras rotas são as mesmas fases, só muda o contexto ou o personagem que você esta usando…

O que mais vale a pena mesmo é o Desafio de Chefes porque podemos treinar como derrotar apenas os chefes em sequencia, pra depois podermos derrotar eles sem dificuldade no modo história, mas só isso também.

Problemas do jogo

O maior problema do jogo, acho que é em relação a sua duração, cerca de 45 ~ 60 minutos é possível terminar o modo história, o que pode prolongar esse tempo é se jogar em dificuldades maiores, porque como disse, se morrer volta ao início, então até pegar a manha de todas as fases, pode demorar, ou então caso queria jogar e ver todos os finais, demora também.

Outro problema do jogo, mas dessa vez sobre a gameplay, é que o sistema de subir/descer plataformas ou escada é bem problemático. Pra pular pra uma plataforma acima é preciso apertar o botão de pulo + botão de cima, mas se você apertar um depois o outro, ele não sobe, tem que ser os dois juntos!! Mas as vezes mesmo apertando junto, se você não estiver no lugar exato, ele não sobe mesmo assim, ai você tem que dar um passo a mais pro lado e tentar de novo. Isso parece besteira mas tem chefes onde esse movimento é essencial pra não levar dano, ou em uma perseguição, ou só pra desviar de um ataque normal mesmo. Não chega a estragar o jogo, mas é um pouco frustrante, e olha que jogamos grande parte no modo fácil, imagina perder vida de bobeira e morrer por causa disso em modos mais elevados?!

Vale a pena comprar?

Se você é fã da franquia O Exterminador do Futuro ou de clássicos run-and-gun arcade, Terminator 2D: No Fate entrega um pacote nostálgico e divertido mesmo que seja curto. Pela sua proposta retrô, o jogo não tenta competir com shooters modernos, mas sim oferecer uma experiência fiel às raízes dos jogos de ação dos anos 90 e principalmente, uma boa experiência aos fãs da franquia.

Porém o preço cheio do jogo (R$199,00) pode ser muito alto para jogadores que não são tão fãs assim da franquia ou até são, mas não a ponto de investir tanto em uma experiência tão curta (apesar de muito boa).

Particularmente, eu como fã, compraria facilmente o jogo na versão mídia física para ter junto da minha coleção de DVDs e bonecos da franquia. Melhor do que comprar a versão digital, faria muito mais sentido.

Minha coleção de filmes e bonecos da franquia, um dia terei a versão física desse jogo ai no meio

Agora imagina pra quem nem é tão fã assim e comprar a versão digital a preço cheio? Talvez numa promoção ou com algum cupom incrível do NintendoBarato.

Faça parte dos grupos de ofertas do Nintendo Barato para receber diariamente no seu Telegram, Whatsapp ou Canal do Instagram!

No fim, Terminator 2D: No Fate é uma ótima adaptação em questão de ambientação para fãs da série, mas a curta duração, preço e alguns problemas técnicos o impedem de ser uma recomendação fácil para todo tipo de jogador.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *