Categoria: Análises

  • Análise: Mika and the Witch’s Mountain nos convida a entregar encomendas com uma bruxinha adorável

    Desenvolvido pela Chibig e fortemente inspirado pelo clássico filme do Studio Ghibli, O Serviço de Entregas da Kiki, Mika and the Witch’s Mountain é um jogo de aventura com elementos de plataforma que nos coloca no papel de uma jovem bruxa em treinamento. Com uma abordagem simples e cativante, o título traz ao Switch uma experiência relaxante e acolhedora.Continue lendo »
    Matéria originalmente publicada no Nintendo Blast (https://nintendoblast.com.br)

  • Análise: WitchSpring R é um RPG encantador, acessível e divertido

    Desenvolvido e publicado pela KIWIWALKS, WitchSpring R é um RPG com combate baseado em turnos que traz elementos de fabricação de itens e coleta de criaturas. Com uma trama envolvente, personagens carismáticos e uma jogabilidade sólida, o jogo brilha como mais uma adição valiosa ao catálogo do Nintendo Switch.Continue lendo »
    Matéria originalmente publicada no Nintendo Blast (https://nintendoblast.com.br)

  • Review | Shadow of the Ninja – Reborn

    Desenvolvedora: NatsumeAtari, TENGO PROJECT
    Publicadora: ININ Games
    Gênero: Plataforma, ação
    Data de lançamento: 29 de agosto, 2024
    Preço: R$ 107,49
    Formato: Digital

    Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela ININ Games.

    Revisão: Paulo César

    “Shadow of the Ninja – Reborn” é um remake que traz de volta um clássico dos tempos de NES. Com a onda de remasterizações, remakes e reboots de jogos retrô, é sempre uma incógnita se o título em questão vai capturar a essência do original, ao mesmo tempo em que oferece algo novo e relevante para os jogadores modernos.

    Um Retorno com Visuais Melhorados

    Para os fãs do original (vocês existem?), Shadow of the Ninja – Reborn é um deleite visual. Os gráficos são um exemplo perfeito de como atualizar um jogo clássico sem perder sua identidade. A pixel art foi cuidadosamente refeita, com cenários que mesclam uma ambientação cyberpunk com toques de Japão feudal.

    Além disso, a adição de um modo cooperativo multiplayer é uma grande vantagem. Em tempos onde o multiplayer local está cada vez mais raro, é refrescante ver um jogo que não só traz essa opção, mas a implementa de forma satisfatória.

    Dificuldade Satisfatória

    A dificuldade é um dos aspectos centrais de Shadow of the Ninja – Reborn. A curva de aprendizado é íngreme, e o jogo não faz questão de segurar a mão do jogador. O jogo te força a estudar o comportamento dos inimigos, a entender seus padrões de movimento e ataque, e a planejar cuidadosamente suas ações. Diferente de muitos jogos de plataforma, onde os inimigos seguem um padrão fixo, aqui eles demonstram um certo nível de inteligência, adaptando-se às ações do jogador e tornando a experiência de jogo mais dinâmica e imprevisível.

    Existem Inimigos que são “gorilas-punk” por exemplo, que seguem o jogador escalando tetos e paredes para perseguí-lo, assim como existem inimigos “ninjas kappas” que esperam o momento certo para sair da água e pegar o jogador de surpresa. Essa abordagem mais estratégica faz com que cada encontro seja uma prova de habilidade e paciência, o que torna cada vitória muito mais gratificante.

    Variedade na Jogabilidade: Muito além de Shurikens e Kunais

    Um dos pontos altos do título é a variedade de ferramentas ninja à disposição do jogador. Ao longo do jogo, você tem acesso a uma gama de armas que realmente fazem você se sentir como um ninja.

    O kusarigama, uma foice acoplada a uma corrente, é uma arma versátil que permite atacar inimigos a uma distância média, evitando entrar em sua zona de perigo. Sua utilidade em situações onde o espaço é limitado é tremenda. Já o tetsubo, um porrete pesado de madeira com espinhos, é perfeito para enfrentar inimigos maiores e mais resistentes.

    Ausência de um Tutorial e Duração Curta

    Por outro lado, Shadow of the Ninja – Reborn falha em um aspecto fundamental: a ausência de um tutorial. Embora o jogo ofereça um manual detalhado, não há como negar que a inclusão de orientações in-game teria sido uma adição valiosa. Ensinar os jogadores a atacar e a utilizar as ferramentas ninja de forma intuitiva e diegética seria muito mais eficaz do que simplesmente fornecer um texto explicativo.

    Outro ponto negativo é a curta duração do jogo. Embora tenha sido adicionada uma fase extra no remake, ainda fica a sensação de que o jogo poderia ter sido maior. Com a base sólida que foi estabelecida, expandir o conteúdo com mais fases, inimigos e desafios teria sido uma escolha acertada.

    Um Bom Retorno, Mas que Poderia Ter Sido Inesquecível

    Mesmo com essas críticas, Shadow of the Ninja – Reborn continua sendo uma experiência recomendada, especialmente para aqueles que têm uma afinidade com jogos retrô mais hardcore ou estão à procura de um desafio à moda antiga. No entanto, não deixa de escapar a sensação de que, com alguns ajustes, o remake poderia ter alcançado algo ainda maior.

    Prós

    • Visuais refeitos mantendo a identidade retrô;
    • Modo cooperativo multiplayer;
    • Dificuldade desafiadora;
    • Inimigos inteligentes;
    • Variedade de Ferramentas Ninja.

    Contras

    • Ausência de Tutorial;
    • Duração curta.

    Nota

    7

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  • Análise: Shadow of the Ninja — Reborn reinventa (com dificuldade) um clássico do NES

    O final da década de 80 e toda a de 90 marcaram a gênese do interesse moderno em ninjas. De Tartarugas Ninjas a Naruto, do filme 3 Ninjas até o personagem Snake Eyes de G.I. Joe, o mundo havia abraçado o conceito dos guerreiros sombrios.Continue lendo »
    Matéria originalmente publicada no Nintendo Blast (https://nintendoblast.com.br)

  • Review | GUNDAM BREAKER 4

    Desenvolvedora: Crafts & Meister
    Publicadora: BANDAI NAMCO Entertainment
    Gênero: Ação
    Data de lançamento: 29 de agosto, 2024
    Preço: R$ 299,90
    Formato: Digital/Físico

    Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela BANDAI NAMCO Entertainment.

    Revisão: Marcos Vinícius

    GUNDAM BREAKER 4, é o quarto jogo (ou quinto, se contar o New Gundam Breaker) de uma adaptação da icônica franquia de robôs que está chegando pela primeira vez em plataformas Nintendo. Com a proposta de trazer de maneira interativa a frenesi que as batalhas de mecha passam no anime, o título de ação consegue acertar e errar em diversos pontos deste aspecto em específico. E então, vamos entender melhor tudo isso?

    Um shounen bem executado

    Antes de mais nada, é bom deixar claro: GUNDAM BREAKER 4 possui uma essência de anime shounen — como é de praxe de animes mecha — e acerta em cheio ao fazer isso, sem vergonha do que é. Há pessoas que prefiram uma história mais madura, porém, o mais novo game dos Mobile Suit Gundam opta por uma abordagem extremamente leve, não elaborando temáticas muito sérias ou pesadas.

    Aqui, se trata de um jogo de ação focado na costumização onde é possível utilizar seu Gunpla como seu próprio avatar in-game. GUNDAM BREAKER 4 não cria um contexto épico para se desenvolver, você vai conhecendo seus amigos aos poucos, formam um clã juntos e ao longo do tempo vão ficando mais fortes — a mais pura essência do que jogos do gênero ofereceram em seu auge.

    O elenco de GUNDAM BREAKER 4 utiliza de todos os arquétipos possíveis do mais lido gênero de mangá do mundo, desde personagens tímidos até o mais odiado de todos que consegue criar constrangimento em quem está jogando… Apesar disso, a dinâmica do grupo funciona muito bem, sendo leve ao longo do tempo e extremamente divertida de acompanhar.

    O game não falha em colocar arcos de desenvolvimento para o cast, colocando uma pequena pitada de maturidade com problemas cotidianos e com sucesso fazendo com que o jogador genuinamente goste deles. Os maiores exemplos que posso dar sobre como estes personagens funcionam seriam pela lógica do começo de Beyblade Burst: uma história sobre ir de alguém bem iniciante para o alto nível de uma competição.

    No entanto, há devido tom de seriedade no decorrer da história de GUNDAM BREAKER 4, apenas com questões um pouco mais leves e isto está longe de ser um problema, uma vez que o jogo executa muito bem este aspecto, para o bem ou para o mal.

    Uma infinidade de builds

    Como era de se esperar, GUNDAM BREAKER 4 possui como seu ponto mais forte uma verdadeira infinidade de builds a serem construídas para seu Gunpla, o que é sensacional!

    GUNDAM BREAKER, apesar de ser uma série de jogos de ação, consegue se fazer complexo e criar uma indecisão no jogador sobre que tipo de abordagem escolher para suas batalhas. Nesta entrada não é diferente. Cada peça possui uma variedade muito grande de stats, a ponto de que a forma como se constrói um Gunpla pode mudar conforme o gosto do usuário.

    Mesmo ao pensar que tudo se resume à Ataque e Defesa, é interessante notar como o jogo consegue oferecer complexidade ao te deixar optar por ser forte à curta ou longa distância. Ou talvez construir um robô lento com dano massivo ou extremamente ágil porém frágil a uma troca de ataques.

    Com uma infinidade destas, o novo jogo de GUNDAM BREAKER consegue se fazer muito prazeroso para quem sente o genuíno prazer de ficar testando estratégias diferentes em sua gameplay. Jogos de mecha costumam acertar muito neste aspecto, assim como Medabots e outros games com esta temática de costumização.

    Em GUNDAM BREAKER 4, seu personagem não é um conceito fixo, é o seu robô, com a sua personalidade, o seu jeito de jogar, com sua identidade. Tal se faz muito bem executado. A minha única ressalva com este aspecto, no entanto, é a infeliz verdade de que só se pode testar uma build e saber se ela funciona ou não no modo Online, pois o single-player não oferece dificuldade alguma. Quando me refiro à ausência de dificuldade, é pelo simples fato de que pensar numa build por tanto tempo perde um pouco do sentido quando o game não coloca à prova o que o jogador trabalhou tanto para criar.

    Ainda assim, não acho um demérito tamanhas possibilidades de gameplay, se fazendo um aspecto muito bem-vindo e essencial para o que GUNDAM BREAKER quer ser e fazer. Além disso, as peças possuem um sistema de raridade, as quais é possível melhorar sintetizando as armas para subirem de nível conseguindo itens de upgrade por meio de missões paralelas se o jogador desejar.

    O grinding por elas é extremamente justo, não sendo obrigatório caso o jogador não queira. O único lado ruim é que é possível quebrar a dificuldade facilmente com itens muitas vezes nem tão fortes assim, não sendo este o único aspecto que torna isto possível. Apesar dos pesares, tantas possibilidades de construção se fazem um fator com um saldo extremamente positivo, onde os pontos fracos do game se fazem presentes em outros aspectos, não aqui.

    Combate e sistema de combos

    A parte mais importante deste game, afinal, para que personalizar seu Gunpla se não para ter lutas épicas, assim como no anime?

    GUNDAM BREAKER 4 consegue gerar um ótimo game feeling de maneira natural no combate, onde as questões de personalização citadas anteriormente afetam diretamente isto, pois há uma gama de armas para testar e ver qual se adapta melhor ao que o jogador prefere fazer. Estamos falando desde variadas armas à longa distância, até lutar de perto com lanças, machados, sabres, etc…

    Esta gama se faz incrível ao pensar que se pode equipar duas diferentes em cada mão de seu robô, dando a possibilidade de testá-las como uma combinação, sendo muito atraente e não deixando o combate entediante. O game consegue te incentiva a executar bons combos e te recompensa de maneira sólida por isso, com peças mais raras e mais itens de upgrade.

    Os controles conseguem ser intuitivos apesar de falharem às vezes, além de termos mecânicas que conseguem dar complexidade às lutas. É possível derrubar inimigos de forma similar ao stagger de Final Fantasy VII Remake, batendo e preenchendo a barra e atordoando o oponente. GUNDAM BREAKER 4 consegue te recompensar bem por fazer isto, apenas pelo fato de que fazer isto não possui dificuldade alguma.

    Além disso, ao soltar uma peça do Gunpla inimigo, é possível executar um Ground Break, uma quebra que lhe permite derrotar o inimigo com bastante hp sobrando, similar a Kratos rasgando inimigos apertando “R” em God of War (2018). Esta recompensa só lhe é dada ao executar uma sequência de combo muito longa, algo que acontece com considerável frequência devido ao jogo não balancear bem sua dificuldade.

    Executar combos consegue ser prazeroso e frenético, gerando dopamina do jeito que só os videogames conseguem gerar em nosso cérebro. A única ressalva em relação a isso é o fato de que o jogo se torna extremamente tedioso à longo prazo por ser fácil ao extremo. Consigo declarar com um certo tom de certeza sobre sua facilidade devido a saber que não sou muito habilidoso com games de ação no geral.

    Mesmo sendo intuitivo, chega um momento em que perde o sentido de se esforçar para fazer boas combinações de golpes, pois o jogo não te pune pelo ato de esmagar o botão de bater sem pensar. Apesar de ser divertido o fato de isto fazer de Gundam Breaker um bom jogo “no-brainer” para desestressar após um longo dia, os inimigos não reagem muito à sua sequência de combos, não se levantam para te obrigar a mudar de posição e não perder seu progresso como em Devil May Cry, por exemplo. Isso faz com que, por mais que prazeroso, na reta final do game, o jogador não se sinta animado para executar combos da maneira que seu design incentiva.

    Por óbvio, isto que falei se aplica à dificuldade padrão, algo que não posso dizer com absoluta certeza se muda completamente de figura ao desbloquear dificuldades maiores após zerar o game. Enquadro este tópico com este tom de incerteza pois, muitas vezes, os modos difíceis de games não os deixam exatamente mais difíceis um desafio justo se executados errados, aspecto o qual não pude conferir infelizmente. Ainda assim, GUNDAM BREAKER 4 consegue entregar gostinho peculiar do que é controlar um Gundam, com suas devidas ressalvas.

    Repetição em excesso

    Embora seja extremamente divertido, GUNDAM BREAKER 4 possui uma estrutura de missões que se repete da mesma maneira durante o game inteiro praticamente. O jogo não tenta introduzir algum fator para ter uma variedade e não ficar enjoativo. Esta sensação se torna muito presente ao final do game, com coisas que soam meio como um “filler” para acrescentar um pouco mais de tempo ao produto final.

    Na maioria das missões, se derrota 3 a 4 hordas de Gunpla e na maioria das vezes bosses, que possuem uma variedade no início mas, começam a se repetir constantemente durante o resto do game, com muitas reciclagens. Tais hordas se resumem a derrotar todos, derrubar um alvo selecionado ou proteger um foguete a ser lançado(assim como o jogo de proteger seu carro em Overwatch).

    Isso dá a leve impressão de que não havia orçamento o suficiente para algo menos repetitivo, infelizmente. As side-quests não chegam a ser ruins mas, são mais como um acréscimo à suas builds, não entregando algo interessante como novas interações entre o elenco ou algo do tipo.

    Diversão” é o que define GUNDAM BREAKER 4

    Apesar de minhas críticas, considero GUNDAM BREAKER 4 uma experiência que me divertiu como não me divertia há muito tempo, funcionando muito bem como um jogo leve. Com uma história shonen interessante, temas simples e um combate que apesar de desbalancear a dificuldade de maneira que seja possível jogar sem o game de tirar de sua zona de conforto em momento algum, acredito que este game de Gundam ofereça uma experiência muito boa para relaxar e jogar algo leve, sem pensar muito.

    Consegue ser uma experiência acessível tanto para fãs da série, como também para completos novatos na franquia e no universo de Mobile Suit Gundam.

    Prós

    • Combate prazeroso e cheio de possibilidades, com builds quase infinitas;
    • Sistema de raridades e progressão justo;
    • Elenco competente, com personagens interessantes e bem desenvolvidos;
    • Boa história.

    Contras

    • É possível quebrar a dificuldade do jogo;
    • Missões repetitivas – Pequenos problemas de câmera.

    Nota

    8

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  • Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club | Veja as notas de análises que o jogo vem recebendo

    A mais nova entrada na série Famicom Detective Club em mais de trinta anos! Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club apresenta uma nova aventura investigativa provida pela mente por trás da série Metroid, Yoshio Sakamoto, onde o jogador assumirá o papel de detetive particular assistente enquanto desvenda um mistério de uma série de assassinatos de 18 anos atrás que nunca foram resolvidos.

    Leia também:

    Emio — The Smiling Man: O que esperar do novo Famicom Detective Club?

    Está interessado em adentrar nesta série? Que tal antes dar uma olhada na recepção que Emio — The Smiling Man obteve pela mídia internacional? Nós reunimos algumas notas de análises que o jogo vem recebendo e você encontra o compilado a seguir:

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  • Análise: The Star Named EOS combina fotografia e puzzles para criar uma aventura introspectiva

    A publicadora Playism geralmente traz títulos capazes de nos envolver de um jeito ou de outro. Desta vez, a aposta foi The Star Named EOS, um jogo criado pelo estúdio independente Silver Lining Studio e que traz uma aventura em primeira pessoa com base em fotografia e puzzles.
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    Matéria originalmente publicada no Nintendo Blast (https://nintendoblast.com.br)

  • Review | WitchSpring R

    Desenvolvedora: KIWIWALKS
    Publicadora: KIWIWALKS, PM Studios
    Gênero: RPG baseado em turnos
    Data de lançamento: 29 de agosto, 2024
    Preço: R$ 174,07
    Formato: Digital/Físico

    Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela KIWIWALKS.

    Revisão: Marcos Vinícius

    WitchSpring R é um remake do primeiro jogo da série WitchSpring, originalmente lançado para dispositivos móveis em 2020. Basta apenas uma olhada de relance para o título original para que seja perceptível o fato de que, WitchSpring R trata-se de um glow-up significativo em relação a sua versão original.

    Vale ressaltar também que, a série WitchSpring conta com 4 títulos lançados em plataformas mobile, sendo esta a terceira iteração atualmente disponível para consoles e PC. Sem mais delongas, vamos à análise!

    A história da bruxinha Pieberry

    WitchSpring R conta a história de Pieberry, uma jovem garota que vive em uma floresta completamente alienada de qualquer tipo de contato com humanos, exceto quando os mesmos aparecem na floresta com o intuito de capturá-la unicamente por ser uma bruxa. Acontece que, no mundo de WitchSpring, guerreiros humanos cometeram um grande genocídio de indivíduos que possuem sangue mágico devido a inveja e complexo de inferioridade que sentiam em relação a bruxas.

    É nesse contexto que WitchSpring R usa de sua base para apresentar discussões sobre liberdade e religião. De início, todo a história que é apresentada através de uma cutscene narrando acontecimentos passados e contextualizando o conflito em que esse mundo se encontra parecem servir apenas como um simples pretexto para o gameplay e o combate, visto que a história demora um pouco para começar a avançar de fato.

    As primeiras horas de jogo buscam retratar o dia a dia de Pieberry, fugindo de guerreiros e coletando ingredientes mágicos para fazer poções e alimentos. No entanto, logo após o capítulo inicial do jogo, as temáticas da história começam a ser apresentadas aos poucos juntamente com personagens novos que antagonizam Pieberry. Pode-se dizer que o jogo lida bem com os temas que se propõe a discutir e com isso, faz-se capaz de contar uma história que de início pode parecer simples ou rasa demais em uma história emocionante, capaz de arrancar lágrimas de jogadores mais sensíveis.

    Desbravando além da floresta

    O capítulo inicial do jogo funciona basicamente como um grande tutorial que dura cerca de 5 horas de gameplay que tem o intuito de apresentar a maior parte de suas mecânicas de maneira clara, dentro e fora de combate. Além de apresentar a protagonista, Pieberry e seu fiel companheiro Black Joe e como se dá a relação dos personagens entre si e com o mundo que o cercam.

    Ao iniciar o combate, a seleção da ordem de quem irá atacar primeiro e a progressão dos turnos seguintes se dá a partir do status de agilidade de Pieberry em relação aos seus inimigos. No canto inferior direito da tela, pode ser visto uma barra que mostra a ordem em que ordem cada personagem irá atuar, o que pode ser muito útil para planejar que tipo de ação será tomada pelo jogador em cada turno.

    WitchSpring R possui uma sinergia muito boa com suas diversas mecânicas, isto faz com que uma boa apresentação de todas as suas nuances se faça necessária, visto que a negligência de determinados aspectos do jogo pode fazer com que o jogador tenha uma experiência menos agradável do que o jogo pode oferecer. Esta variedade de mecânicas e tipos de gameplay faz com que o jogo seja capaz de se sustentar por muitas horas, evitando a repetição maçante e desnecessária de determinados aspectos do jogo. Pode-se dizer que o maior trunfo de WitchSpring R é saber dosar muito bem todos os seus diferentes tipos de gameplay somado a um ótimo balanceamento de dificuldade e opções de qualidade de vida que são muito bem-vindas.

    Magias e poções

    Witch Spring R adota uma filosofia interessante de design de progressão de personagem no que diz respeito ao gênero de jogo em que se encaixa. Isto é, o jogo desencoraja qualquer tipo de grinding e praticamente impossibilita que o jogador fique níveis acima do que é esperado para determinada área do jogo. Um exemplo que pode ser citado desta filosofia de design, é o fato de que cada inimigo ou grupo de inimigos possuem localidades fixas em que aparecem no mapa, uma vez que derrotados, os mesmos possuem um cooldown para nascerem novamente no mesmo lugar, porém, ao combatê-los novamente, Pieberry não receberá nenhum XP pelo combate, somente os itens derrubados por cada inimigo.

    Essa é uma abordagem particularmente interessante pois praticamente obriga o jogador a desenvolver estratégias para cada encontro com inimigos e engajar com todas as mecânicas disponíveis no combate, além de tornar cada batalha interessante por si só, visto que cada inimigo tem as suas próprias peculiaridades e maneiras diferentes de enfrentar. Desta forma o jogo também acaba engrandecendo a necessidade de engajamento com o sistema de crafting, visto que passar por lutas com chefes se torna praticamente impossível sem o auxílio de poções que aprimoram as habilidades de Pieberry ou recuperam sua vida e mana.

    Infelizmente, WitchSpring R ainda falha em trazer diversidade ao gameplay do meio para o fim do jogo. Até certo ponto, o fato de termos somente Pieberry como personagem controlável torna-se um fardo que o jogo não consegue carregar muito bem ao longo das suas quase 30 horas de campanha. Isto é, o combate acaba se tornando um tanto repetitivo, visto que as estratégias para derrubar inimigos mantem-se praticamente a mesma durante todo o jogo e algumas mecânicas que deixam o combate mais interessante, como a invocação de mais de um ajudante ou o aprimoramento de magias antigas e aprendizado de magias novas que demoram um pouco para aparecer, considerando o ritmo relativamente acelerado do jogo.

    O jogo também consegue dar um certa contornada na necessidade de revisitar áreas antigas para farmar ingredientes de crafting visto que uma vez a cada descanso, Pieberry pode enviar o seu companheiro Black Joe para retornar a determinadas áreas e coletar esses ingredientes para o jogador. No entanto, dada a aleatoriedade dos itens em que Black Joe pode resgatar a cada dia e somando com a quantidade de descansos que o jogador está fazendo, um pouco de backtracking ainda pode-se fazer necessário de tempos em tempos.

    Um mundo belo e interessante

    Visualmente, WitchSpring R soube lidar muito bem com as limitações técnicas e orçamento aparentemente limitadas. O mundo do jogo é de certa forma pequeno e linear, mas isso é compensado por um nível de detalhe, cuidado e direção de arte que foi posto em cada área. No geral, jogadores não perderão muito tempo explorando cada área dado a filosofia do jogo de ser direto ao ponto, isso também se reflete no level design simplificado das dungeons, que são apesar de serem bem lineares, apresentam puzzles simples porém interessantes, que ajudam a dar uma descontraída do típico gameplay de combate que poderia ficar um tanto quanto cansativo ao longo da exploração.

    O jogo também possui uma fidelidade gráfica impressionante no Nintendo Switch, rodando muito bem, sem apresentar nenhuma queda de resolução expressiva até mesmo em modo portátil. No entanto, é perceptível que o jogo fica consideravelmente mais lento em lutas contra chefes grandes ou que possuem muitos inimigos na tela, nada que impacta muito a experiência dado a natureza do gameplay de combate por turnos, que não exige reflexos ou uma performance estável.

    WitchSpring R também conta com ilustrações e retratos de personagens ao lado das caixas de diálogos que são muito bonitas e ornam muito bem toda a paleta de cores do jogo. No entanto, o uso de alguns desses retratos parece um pouco arbitrário, considerando que os mesmos tendem a ocupar um espaço considerável na tela e às vezes conflitam com as expressões faciais dos modelos 3D dos personagens no jogo.

    Apesar disso, pode-se dizer que o jogo possui uma interface de usuário excelente. Todos os menus são bem intuitivos, responsivos e simples o que faz com que a navegação seja rápida, fácil de entender e satisfatória. Vale ressaltar que apesar da simplicidade, toda a interface ainda carrega a personalidade do jogo muito bem, sem parecer sem graça ou minimalista demais.

    Doce como torta de morango

    WitchSpring R pode não ser o título mais refinado e complexo do gênero, mas sem dúvida é um jogo que consegue contar uma história cativante, com personagens interessantes somados a um gameplay engajante e balanceado. Apesar de ser um jogo relativamente menor, se comparado a outros RPGs, WitchSpring R também se destaca pela qualidade de vida de suas mecânicas, podendo servir de referência para até mesmo os maiores títulos do gênero. No geral, acredito que WitchSpring R é certamente um jogo que ficará na memória de todos que o darem uma chance.

    Prós

    • Opções de qualidade de vida;
    • Belo e responsivo;
    • Mecânicas interessantes que conversam entre si.

    Contras

    • História um pouco lenta;
    • Progressão de personagem arrastada em alguns momentos.

    Nota

    8,5

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  • Análise: BAKERU é um encantador plataforma nipônico

    A desenvolvedora Good-Feel tem uma íntima história com a Nintendo, tendo produzidos jogos para a série Yoshi, Wario Land e mais recentemente o Princess Peach Showtime!. Mas a história deles é um pouco mais antiga, datando de um grupo de desenvolvedores anteriormente da Hamster Corporation e, mais tarde, comprados pela Konami, conhecidos pela divertida série Goemon. Continue lendo »
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  • Análise: Magical Delicacy combina diferentes ingredientes de jogabilidade para criar um mundo mágico apetitoso

    Dentro do gênero dos jogos relaxantes, o tema da culinária tem se tornado um dos mais relevantes. Mas e se um game tentasse inserir essa proposta em um gênero totalmente adverso como o dos metroidvanias? Nesse caso, a mistura de ingredientes tinha tudo para produzir um sabor bem indigesto. Porém, em se tratando de Magical Delicacy, embora ainda haja alguns percalços pelo caminho, no fim, sua receita ainda é capaz de aguçar paladares.  Continue lendo »
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