A ideia de refazer Final Fantasy 7 em 3 partes foi divisiva, mas tem gerado ótimos resultados individuais.
Começando pelo Remake (ou “parte 1”) no Switch 2, lançado em janeiro de 2026; agora é a vez da parte 2 mostrar uma grande evolução do projeto, ao adaptar justamente o período em que o jogo original deixa Midgar e sua linearidade.
O jogo foi aclamado em seu lançamento, em 2024, e agora chega no Switch 2 após muitos até duvidarem da capacidade do console em rodar o jogo.
Naturalmente, Rebirth é um jogo -consideravelmente pesado- da nova geração (não tão nova à esta altura), enquanto Remake é um jogo da geração anterior, feito para hardwares mais fracos que o Switch 2. O desafio aumentou, mas basicamente, a recompensa também.
Enredo

Na primeira parte, o jogo anterior, o grupo Avalanche se forma para combater a ameaça da mega-corporação, Shinra. Após descobrirem que um ex-soldado de elite da empresa, chamado Sephiroth, é uma ameaça ainda maior, Rebirth começa com o grupo disposto à encontrá-lo e detê-lo. As motivações do, agora vilão, são retratadas logo no começo do jogo.
O grupo descobre que um misterioso grupo de pessoas encapuzadas está marchando rumo à algo que os levam à pistas, assim, o quinteto, ainda conhecido como Avalanche, parte para onde quer que os encapuçados os levem.
A narrativa do jogo é relativamente linear, com alguns momentos de interação entre o protagonista Cloud e seus companheiros, que lhes fazem perguntas e, dependendo da resposta, aumentam seu nível de vínculo, o que posteriormente trará uma consequência, embora nenhum tipo de “final alternativo”.
O jogo possui um mundo conectado, mas cada região será explorada por vez, formando mapas abertos. Então, no fim, o jogador ainda persegue ícones no mapa para avançar a história, e esses mapas abertos são para exploração.
Exploração
É difícil classificar Final Fantasy VII Rebirth como “mundo aberto” ou não. Em tese, todas os mapas estão fazendo sentido, e boa parte deles tem uma ligação direta, à pé.
Porém, a ideia não é sair andando por onde quiser. Novamente, a narrativa é linear e vai te colocando em mapas abertos, além de liberar ferramentas de viagem rápida. No fim, o jogo nunca chega a ficar tão aberto quanto um Xenoblade Chonicles X, por exemplo, então, é importante não esperar por esse nível de liberdade.
A física dos personagens melhorou na exploração. Cloud e seu grupo agora podem atravessar mais facilmente alguns trechos, tornando as rotas menos roteirizadas que o jogo anterior. A inclusão dos Chocobos também ajudam muito, possibilitando mais velocidade e algumas mecânicas únicas para quando estamos montados na criatura.
Alguns capítulos são mais próximos do jogo anterior, sendo mapas fechados, onde seguimos, basicamente, em linha reta. Alguns puzzles estão presentes, mas honestamente, nenhum deles é muito chamativo.
O mais interessante é que, alguns desses mapas são desenhados com outros personagens, fora cloud, em mente. Neles, temos alguma mecânica única de movimentação ou exploração baseada naquele personagem protagonista.
Em geral, a exploração das áreas abertas é curiosa, pois na maioria dos casos, existem 2 rotas, uma leva ao ponto que avança a história, e outro, para o mapa aberto em si. Isso facilita para os que querem avançar mais rapidamente em algum trecho do jogo.
No restante, todo tipo de missão de reconhecimento nos aguarda, desde as clássicas torres de rádio, até curiosos templos de invocação, que nos ajuda a enfraquecer criaturas para vencê-las mais facilmente no simulador de batalha. Esse simulador também apresenta tutoriais muito interessantes, além de um pesquisador de matérias (orbes equipáveis que nos concede habilidades ativas ou passivas, como magia de fogo/gelo, ou “mais vida”). No geral, o ideal é o jogador explorar bastante, pois existem muitas recompensas além de subir de nível.
Combate
O combate do jogo segue o modelo “híbrido” entre turno e ação. Basicamente, é um combate em tempo real, com defesa e esquiva, mas com a opção de “parar o tempo” para escolhermos qual habilidade ou mgia usar.
Em Rebirth, vemos uma evolução da DLC da parte 1, pois o combate é mais coletivo, usando a chamada sinergia, que dá certas habilidades/golpes de dupla. Para isso, é preciso usar individualmente os personagens e gastar barras com habilidades individuais. o que promove a alternância de personagens.
Todas essas habilidades de sinergia e outras melhorias podem ser adquiridas numa árvore de habilidades, que evolui ganhando mais opções conforme o nível de grupo sobe, reforçando a ideia de coletividade nesse jogo.
Gráficos

Naturalmente, um jogo tão exigente quanto Final Fantasy VII Rebirth demandaria alguns sacrifícios visuais no Nintendo Switch 2. O resultado trouxe alguns pontos problemáticos, com problemas de carregamento, loadings demorados, pop-ins, entre outras coisas.
No portátil, o que chama a atenção negativamente é a resolução, que em alguns momentos é extremamente baixa. É o primeiro jogo do Switch 2 que passa aquela ideia, que havia no Nintendo Switch (1), de “é preciso tolerar problemas gráficos pra se divertir com o jogo”.
Ainda assim, é inegável o esforço da equipe que cuidou desta versão. Primeiro porque, a performance em batalha é muito estável, e é uma batalha de 3 heróis contra diversos inimigos. E alguns dos cenários, especialmente mais desérticos, estão realmente lindos no console.
As cidades também tem alguns contras, mas em geral, mesmo as mais exigentes como Gold Saucer rodam tranquilamente.
Conclusão

A conclusão é que é incrível ter um jogo como Final Fantasy VII Rebirth no Nintendo Switch 2; ainda mais com a confirmação da parte 3.
Apesar de diversos pontos de atenção, estamos falando de um jogo já feito para a atual geração, um jogo moderno, e que chegou pro Switch 2 no primeiro ano do console.
O jogo ainda tem espaços pra melhorias na parte 3 em diversas áreas como física, puzzles, uma seleção mais cuidadosa de atividades extras pra entrar no jogo final, e claro, otimização no Switch 2.
Mesmo assim, após 42 horas extremamente focadas na história, o veredito não poderia ser outro além de considerar este, um dos melhores jogos desse primeiro ano do console.
Avaliação Técnica:
.Direção de Gameplay: 2,5/3
.Direção Multi-Arte: 3/3
.Desempenho e/ou Funcionalidades: 1/2
.Conteúdo e/ou Fator Replay: 2/2







































