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  • Análise: Darwin’s Paradox É Verdadeiro Plataforma 2D Next-Gen.

    Análise: Darwin’s Paradox É Verdadeiro Plataforma 2D Next-Gen.

    Darwin’s Paradox é uma nova franquia de um novo estúdio francês chamado ZDT Studio, e a Konami decidiu financiar o projeto para publicá-lo.
    Originalmente, o jogo foi anunciado pra Switch 1, mas com o Switch 2 chegando, houve uma mudança, e agora, nos consoles Nintendo, saiu só pro 2 mesmo. E honestamente, a Konami aqui evitou um desastre com essa troca de plataformas, porque esse é um dos, se não O jogo 2D mais avançado graficamente falando, uma verdadeira amostra do que é um jogo 2D next-gen. Então, não rodaria nada bem no console anterior.

    Como O Jogo Funciona:

    Sem muito segredo para além do mostrado em trailers, Darwin’s Paradox é um jogo de plataforma com trechos de puzzle e stealth, protagonizado por um polvo. Por ser um polvo, o jogo abre as possibilidades de gameplay com mecânicas que só fazem sentido com esse protagonista em mente.

    Bom antes de entrar em mais detalhes, puzzle e plataforma é uma junção de 2 gêneros, então é importante pontuar que na balança, esse jogo pende 80% pro lado plataforma. Tem puzzles, principalmente no começo do jogo, mas em geral, ele não quer que você fique preso neles, tanto que tem um botão pra dar dica se você quiser (e esse botão de dica não entrega totalmente o puzzle).
    Já na parte de plataforma, esse sim ele quer que você fique um bom tempo tentando e tentando, pois pro meio do jogo em diante, ele entra naquela categoria de “difícil mas não punitivo”, você morre constantemente, mas sempre volta num lugar muito próximo e rapidamente (sem loadings demorados – algo que já poderia ficar ruim no Switch original). O que ainda tira a punitividade, é que as situações são absurdas e engraçadas, então, tem um pouco daquilo de você “morrer dando risada”(…nas primeiras 10 vezes, aí você “liga o modo sério”, sabe?rs). Então, esse é um jogo recomendado pela parte de plataforma, não pela parte puzzle, ou stealth, e não joguem achando que é um jogo “passeio no parque”.

    Já na parte do “polvo” de mecânicas, é realmente bem aproveitado, tanto pelo fato do polvo andar na parede/teto e isso gera uns momentos malucos e originais, mas também as habilidades são diferentes, como jogar tinta pra se camuflar. Em geral, não é aquele jogo que colocou um animal de protagonista só pra ser fofo, ele realmente cria uma física e mecânicas pensadas no polvo e isso faz o jogo ser muito único.
    Essas mecânicas são introduzidas logo de cara, mas são esquecidas e lembradas ao longo do jogo, e cada uma delas será bem explorada quando aparecer, mostrando o forte level design do game.

    Tecnicamente Falando

    “Quantas flores é pra colocar no cenário? ” “Sim.”

    Tecnicamente falando, o jogo tem alguns problemas no Switch 2 (demais plataformas não foram testadas para comparar).No portátil ele é bem menos nítido do que na TV, e alguns trechos que exigem mais do hardware não ficam muito bons.
    É um versão Switch 2 que podemos chamar de OK, poderia ser melhor, e talvez se torne com atualizações futuras.

    Você só não fica muito bravo com ele por isso, porque no geral, o jogo impressiona e impressiona muito: Darwin’s Paradox tem ambientes INCRÍVEIS e RIDICULAMENTE detalhados -tem hora que o nosso personagem fica bem no meio da tela, com zoom out total, e toda a tela da TV grande fica preenchida com detalhes e elementos de cenário-
    Esse aqui é um legítimo jogo “2D next-gen”.

    Sound Design e trilha, a parte sonora, é muito boa.
    Trilha orquestrada, bem gravada, e sonoramente o jogo é ótimo, com um momento em particular que o sound design brilha por combinar com a jogabilidade.
    Só é preciso admitir que a trilha não tem muita identidade, não tem aquele fator de certas franquias como “Splatoon” (pra comparar molusco com molusco rs) de você ouvir e saber que é Splatoon. A trilha é muito boa, mas poderia ser a trilha de diversos outros jogos.

    Bons controles, ótima direção de arte, personagens bem modelados… em geral, Darwin’s Paradox é QUASE só elogio tecnicamente, com problemas pontuais, e uma coisa aqui e ali que poderia ser melhor.

    Conclusão

    O brilho de Darwin’s Paradox é realmente na diversão. Seja porque o jogo tem um level design incrível, um humor leve de temperinho, ou principalmente pelas situações inusitadas que os desenvolvedores criaram.
    O ritmo é impecável, mas fico o aviso: é adrenalina pura. O nome desse jogo poderia bem ser “mas eu não tenho um minuto de paz?”, porque tudo acontece muito em sequência, muito rápido e sem tempo pra respirar; o que é ótimo pra te deixar sempre interessado no jogo. Isso impressiona pelo level design ser assim tão direto, sem recorrer à enrolações ou trechos de caminhada e história, só gameplay pura seguido de gameplay pura, e mesmo assim, o jogo ainda durar em torno de 6 a 10 horas. Não é muito longo, mas é muito satisfatório.
    Seria bem menos indo em linha reta sem morrer, mas… isso é quase impossível.

    Com um valor acessível de R$141, a conclusão que fica é extremamente positiva. Esse aqui é um dos melhores plataformas do ano, e principalmente quem gosta de jogos 2Ds com desafio alto, sem chegar num nível Celeste ou Super Meat Boy, deve correr pra jogar pois certamente vai adorar.

  • Análise: Scott Pilgrim EX No Switch 2 é Multiplayer Incrível.

    Análise: Scott Pilgrim EX No Switch 2 é Multiplayer Incrível.

    Scott Pilgrim EX é, enfim, um novo jogo para a franquia multimídia Scott Pilgrim, que anteriormente, em 2010, teve um primeiro jogo -sim, demorou só 16 anos pra um segundo-. Apesar de seu enredo e universo serem melhor aproveitados pelos que conhecem o material fonte, seja em filme, quadrinhos ou mesmo o primeiro jogo; Ex é um jogo fácil de apenas abrir e se divertir, mesmo que esse seja seu primeiro contato com a série. E talvez, em alguns sentidos, seja até melhor entrar cego nessa jornada.

    E de cara, vale destacar que seu grande trunfo é o multiplayer, o que acaba dando à versão Switch 2 uma certa vantagem, já que nele, o jogo possui o Gameshare, te permitindo chamar outros 3 amigos com o console pra jogar, mesmo que eles não tenham uma cópia; no caso de reunir pessoas físicas na sua casa ser um problema. O multiplayer já era um elemento forte nos jogos anteriores da sua desenvolvedora, a Tribute Games, de Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge, e Marvel Cosmic Invasion, mas em Scott Pilgrim, o formato do jogo fez com que ele superasse os jogos anteriores nesse quesito.

    Novo Formato…Mas Nem Tanto…

    Apesar de ser um jogo sem conexão com River City Girls, a sua estrutura é praticamente a mesma:

    • Temos um mapa conectado, dividido em salas, e nisso, vamos passar diversas vezes pelos mesmos locais, numa estrutura semelhante à um Zelda ou Resident Evil clássico (alguns podem até chamar de metroidvania, mas o que libera novas áreas são objetos, e não poderes).
    • Os jogos anteriores já tinham um sistema de level, mas aqui, temos também lojinhas que nos permitem comprar itens, não apenas de cura, mas também insígnias para efeitos diversos in-game, e equipáveis para aumentar um atributo, tornando esse beat’em up mais RPG do que qualquer jogo da Tribute Games.
    • Embora River City Girls 2 possa recrutar inimigos derrotados, em Scott Pilgrim Ex temos uma seleção de personagens para invocação, que podemos chamar quantas vezes quisermos, desde que haja uma quantidade suficiente da nossa barra de ataques especiais.

    E é aqui que o multiplayer acaba brilhando, pois, as compras de insígnias e itens equipáveis, são compartilhados, um compra, todos podem equipar, e isso rapidamente possibilita muitos leques de combinações para um personagem e ainda mais se juntando aos demais. Por exemplo, um personagem pode criar uma build focada em regeneração de vida e resistência, com roupas que aumentam vida, e uma insígnia que aumenta recuperação da barra de especial, e uma invocação de cura. Isso já é legal por si só, mas esse nosso personagem na mesma tela com um amigo que decidiu criar outra combinação totalmente diferente, faz a gameplay cooperativa ganhar um novo sentido.

    Além do formato, o jogo em si tem seus méritos: a física é simplesmente deliciosa, a dificuldade é mais leve em relação ao original (ao menos no modo normal), o visual é lindíssimo (um dos beat’em ups em pixel art mais bonitos de todos) e o texto é muito bem humorado (e aqui, claro, a localização em português do Brasil fez toda a diferença). A progressão não-linear pode confundir um pouco, mas leva apenas alguns minutos pra entender como tudo funciona. Um último fator que, torna o jogo muito divertido, mas no multiplayer é amplificado, é que o jogo tem inúmeras referências aos games, e são realmente MUITAS, é quase o tempo todo alguém do grupo dizendo “hey, isso aqui não é daquele jogo lá?”. Daí junta essa jogabilidade, humor, referências e mecânicas e pronto, temos um multiplayer essencial, principalmente no Switch 2 com o uso do Gameshare.

    Pancadas Pontuais

    Mas Scott Pilgrim Ex não é só alegria, mesmo no seu formato mais brilhante de multiplayer.

    • Primeiramente, o jogo tem muitos inimigos na tela, principalmente em multiplayer. O que gera aqueles famosos momentos de “onde eu tô?”.
    • Algumas batalhas contra chefes ficam devendo, principalmente em relação ao jogo original, que cria uma expectativa em relação ao combate contra os ex-namorados. E aqui você nem entende qual a temática, ele aparece, se vai e… não fica um marca.
    • Um dos motivos é que o sistema de combate em si não traz muitas mecânicas pra se tornar algo único. Existe um bom leque de personagens jogáveis que tem suas diferenças sim, mas nada que mude todo o pensamento base (as builds desempenham um papel maior nisso, nesse sentido) o que é um grande retrocesso em relação ao Marvel Cosmic Invasion que traz uma variedade absurda de gameplay herói por herói.
    • É um jogo muito curto, com 3 a 6 horas de duração. O fator replay existe, e o custo não é alto, mas a matemática definitivamente não está a favor do jogo. Principalmente porque o mapa não é grande, então, o jogador precisa revisitar as mesmas áreas muitas vezes, e as áreas novas apresentadas são um pequeno conjunto de alguns poucos minutos.

    Conclusão

    Scott Pilgrim EX tem seus altos e baixos. Em certos aspectos, ele tem a clássica diversão dos beat’em ups, com uma boa física e controles; por outro lado, ele tenta ir pra um caminho diferente, se inspirando em modelos de jogos não-lineares do estilo, como River City Girls. Em alguns momentos como no multiplayer, ele brilha, mas é preciso também admitir que em outros, ele parece “só mais um”.

    No fim, jogar Scott Pilgrim Ex , principalmente em multiplayer, é uma experiência muito divertida, mas curiosamente, alguns fãs de beat’em up buscando algum tipo de evolução no gênero, não vão encontrar isso; assim como alguns fãs do universo, que vão achar esse jogo menos marcante que o arco dos ex-namorados. Quem juntar amigos pra sair batendo em tudo que se mexe, vai ganhar muita diversão, mas talvez quem parar pra analisar aspectos técnicos como narrativa e trilha sonora, vão achar o jogo abaixo do que deveria ser.

  • Análise: Resident Evil Requiem É Perfeito Retorno da Série Aos Consoles Nintendo.

    Análise: Resident Evil Requiem É Perfeito Retorno da Série Aos Consoles Nintendo.

    Resident Evil Requiem, o nono jogo principal da franquia, é talvez o primeiro grande jogo da indústria a chegar ao mesmo tempo pro Nintendo Switch 2 e demais plataformas de nova geração, e por isso, a expectativa é imensa. A aventura compartilhada entre Grace e Leon, representando respectivamente o lado survival horror e ação da franquia, chamou a atenção e hoje podemos dizer que ela deu MUITO certo. Não só isso, o jogo entregou um port impressionante no Nintendo Switch 2, embora tenha alguns problemas sim que temos que pontuar.

    E por fim, qual o tema central DE VERDADE desse jogo? Por quê chamar Requiem? Essa proposta é bem interessante, mas mesmo ela também pode irritar alguns jogadores, então, se quer saber se esse jogo é ou não pra você, confira nossa análise para Resident Evil Requiem.

    Contexto

    Requiem é o “Resident Evil 9”, mas seguindo a tendência de não colocar mais o número,  talvez por acreditarem que isso atrapalha a introdução de novos jogadores que não jogaram os anteriores.

    Dito isso, apesar de você pode jogar Requiem como seu primeiro Resident Evil, ele é, vamos assim dizer, mais aproveitado por quem jogou a quadrilogia inicial, já que o jogo tem diversos retornos à sua origem em gameplay e história, e essas referências são melhores aproveitadas pelos fãs. Quem começar por esse vai entender a história do começo ao fim e aproveitar a gameplay, só não vai pegar as referências e talvez queira pesquisar algum termo de organização ou nome, esse tipo de coisa.

    O jogo é realmente uma pizza meio-a-meio. Temos 2 protagonistas, a nova personagem Grace, e o veterano Leon, e os 2 começam com sua própria jornada, que claro, uma hora acaba se cruzando.
    Grace está sendo perseguida e descobre que tem algo nela que os vilões querem, um segredo que sua mãe conhecia mas não pôde explicar à ela. Nossa missão é sobreviver, pois Grace é, entre aspas “apenas uma analista do FBI” então ela tem um treinamento mínimo, mas é novata e não é soldada ou policial; e claro, entender esse mistério em torno da pessoa dela, qual o papel da Grace nesse universo tão rico de Resident Evil.

    Leon também já começa com um problema, ele está com um tipo estranho de infecção degenerativa, que pode estar ligado às suas aventuras passadas, e pessoas sobreviventes da catástrofe de Raccon City, como ele, estão morrendo (não se sabe se pela infecção ou não). Nosso objetivo com ele é entender essa infecção, e claro, buscar uma solução antes que seja tarde.

    Como Funciona

    A diferença entre os 2 também reflete na gameplay:
    Grace é uma jovem novata, ela traz o clássico survival horror, onde temos que evitar combate, ela não tem ataques corpo a corpo (no máximo um empurrão), a munição, cura, enfim, recursos com ela são escassos, e o jogo recomenda a câmera em primeira pessoa até pra aumentar o terror (e realmente aumenta), dito isso, a câmera em terceira pessoa também é boa pra auxiliar no stealth (avançar escondida).
    Leon é um combatente experiente, ele tem um machado para aparar ataques inimigos, matar zumbis desprevenidos infinitamente, e pode fazer execuções com golpes corpo a corpo, que estão BEM brutais. Com ele, munição e armas especiais são muito mais frequentes, então, a parte dele é “tiro, porrada e bomba”. EMBORA, um aviso, ele NÃO É esse “rambo” todo que os trailers fazem parecer. O Leon fica em vantagem mais pelos recursos mesmo, a munição é muito mais presente, ele tem armas melhores, ele tem o machado, então, fisicamente, a única diferença é que ele consegue finalizar no corpo a corpo inimigos atordoados, mas vocês ainda precisa atordoar eles.

    O level design, as fases com a Grace, remetem bem aos primeiros jogos: um labirinto onde você precisa explorar cada canto, em busca de uma chave, de um alicate pra abrir uma gaveta travada; você tem inimigos perseguidores e um “vai e vem” muito presente. 

    Já as partes do Leon são mais lineares e contam com batalhas de chefe ou hordas de inimigos. 

    O protagonismo dos 2 é real, do começo ao fim da jornada você vai alternar entre eles e entre esses 2 tipos de gameplay. Porém, a duração desses trechos alterna muito, com o Leon principalmente, alguns trechos dele são muito curtos, e existe um trecho longuíssimo, o maior do jogo; já a Grace tem um tempo mais constante. Então, se prepara pra jogar bastante com os 2.

    E antes de finalizar a parte descritiva, sobre a história, ela também tem esse teor de regresso, você tem uma infecção ligada ao incidente de Raccon City dos primeiros jogos, a mãe da Grace, era uma jornalista que buscava descobrir a verdade sobre o incidente, então, é, se prepara aí fã, porque a história do jogo vai mexer nesse vespeiro aí haha

    O Que Achamos?

    Começando pela versão Switch 2: provavelmente temos o melhor visual do console nos seus altos, e alguns probleminhas nos baixos (uma sombra meio bugada aqui, um cabelo que ficou com muito artefato ali…) mas em geral, ele é visualmente MUITO agradável.

    A performance já deixa mais a desejar. O jogo roda a 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, mas certos locais e eventos derrubam essa taxa, tanto no modo TV quanto portátil. Seria bom um modo 30fps cravado, mas não tem, e alguns trechos, honestamente, são meio bobos para cair essa taxa, então, deve rolar patch de melhoria no futuro. 

    Em geral, é uma experiência muito mais positiva que negativa, é uma versão muito mais elogiável do que criticável, mas se você é do tipo que quando cai o fps a sua pressão cai junto (kk) fica o aviso.

    O elenco e dublagem também é algo incrível, principalmente em PT-BR, é qualidade altíssima de dublagem e até os zumbis estão bem dublados.

    A dinâmica da dupla ficou muito boa, alguns duetos de Grace e Leon são quase que como “fase e depois final boss”, é muito legal legal você estar numa perspectiva de “socorro, tem um bicho invencível atrás de mim”, e aÍ troca pro Leon “OK BORA METER UM SOCÃO NESSE MESMO BICHO”. Mesmo nos trechos curtos, o “trecho Leon” ajuda a tirar a tensão, deixa a coisa mais dinâmica.

    Mas o verdadeiro trunfo de ter 2 protagonistas com propostas opostas, é simplesmente… possibilitar o jogo ser o que ele quer. A Grace deixa o jogo de Terror ser MUITO terror, porque é uma analista, ela é uma pessoa “comum” e evita um personagem conhecido e experiente passar uma situação de “nossa, esse personagem tá com medo disso?”; e o Leon, é o principal protagonista em termos de ação, então, com ele acontece todo tipo de maluquice, e sim, o jogo vai ter suas cenas mirabolantes (nada nível socar uma pedra gigante igual o 5 kk) e chefes fortes, ou trechos de adrenalina, etc. Então, com os 2, o jogo ganha uma extensão na régua do que faz sentido ter no jogo, se for algo mais “humano” coloca no trecho da Grace, se for algo mais intenso, coloca no trecho do Leon. 

    A parte técnica e criativa está impecável. Cenários lindos, história envolvente, sons amedrontadores… a Capcom realmente tirou um tempo pra polir o jogo e realmente quis que o 9 fosse um Resident Evil especial.

    Mas ela errou também?
    Dentre as críticas que podemos fazer, estão o fato de que não tem muitos personagens “humanos do bem” no jogo. Os vilões são muito bons, tanto o doutor antagonista Victor Gideon, quanto os monstros, mas em termos de humanos…são muito poucos, no geral, a Grace tá sendo capturada e o Leon tá quebrando geral, então, a história acontece em locais muito fechados, alguns poucos personagens humanos aparecem em flashbacks…não é um jogo pra se jogar pelos personagens secundários ou a interação dos primários com eles.

    Agora, a crítica mais polêmica é que…como mencionado, Requiem de certa forma tem esse nome e esse teor de resgate à quadrilogia, quase que como um tributo, uma homenagem. Só que…tem hora que essa homenagem passa do ponto. Mesmo quem não conhece a franquia sente que tem certos momentos mal introduzidos que parecem ser um fanservice descolado do que o jogo tava caminhando até então. É MUITO difícil desenvolver esse argumento numa análise sem spoilers kkkk mas o resumo é: esteja preparado pra fanservices bem e mal colocados… mas isso é opinativo, talvez você não se importe com isso, e talvez você se importe mais kkk

    Ah e em termos de horas de gameplay, no reloginho do jogo aqui pra zerar ficou 14h. Mas tiveram alguns retornos no save, então… acho que em media a galera vai levar entre 10 e 16h na primeira run.

    Conclusão

    Resident Evil Requiem é um jogaço, certamente, o primeiro grande destaque do ano. Ele é incrível como survival horror, incrível como jogo de ação e a alternância entre os 2, torna ele ainda mais incrível.

    É um jogo também corajoso por retomar a temática de infecção pelo incidente de Raccon City, e tinha que ser assim num jogo que quer trazer tantas proximidades com a quadrilogia inicial.

    Os maiores problemas são simplesmente técnicos na versão Switch 2, e certos momentos que talvez a tentativa de ser um tributo tenha passado do ponto. Mas nada disso diminuiu a grandiosidade da experiência geral do jogo.

    Resident Evil não tem um jogo numerado lançando pra Nintendo, simultaneamente com as outras plataformas, desde Resident Evil 4! E que bom que o retorno da franquia foi com um jogo tão bom.

    Tier Da Experiência Pessoal e Nível de Recomendação: 

    S+ – Supremo

  • Análise: Assassin’s Creed Shadows no Switch 2 é um port surpreendentemente ambicioso — e o Japão feudal nunca foi tão portátil

    Análise: Assassin’s Creed Shadows no Switch 2 é um port surpreendentemente ambicioso — e o Japão feudal nunca foi tão portátil

    Assassin’s Creed Shadows marca um momento histórico para os consoles da Nintendo: pela primeira vez desde 2013, um Assassin’s Creed “mainline” chega a um sistema da empresa — e não só chega, como chega inteiro. O Switch 2 recebe a mesma experiência completa das outras plataformas, com mundo aberto colossal, dois protagonistas, um Japão Feudal vivo e mutável, e um conjunto técnico que, honestamente, parecia impossível de ver rodando em um híbrido de 10 watts. O resultado? Uma das maiores surpresas técnicas do novo console, e talvez o port third-party mais impressionante até agora.

    O que é Assassin’s Creed Shadows e por que ele importa?

    “Shadows” é o Assassin’s Creed mais ambicioso desde Black Flag, e coloca o jogador no fim do período Sengoku, um dos momentos mais turbulentos da história japonesa. A proposta: alternar entre Naoe, uma shinobi ágil e furtiva, e Yasuke, um samurai de origem africana que gerou debates intensos nas redes e, curiosamente, opiniões mistas no Japão.

    O jogo combina stealth clássico com combate moderno de ação RPG e aposta no maior mundo aberto já feito pela franquia. Para o Switch 2, ele chega com cross-save, paridade total de conteúdo, texturas adaptadas, 30fps estáveis (com quedas ocasionais), dublagem brasileira via download separado e cerca de 60 a 70 GB de armazenamento.

    Mas a pergunta que vale ouro é: tudo isso realmente funciona no Switch 2?

    Como o jogo foi adaptado para o Switch 2

    Escala técnica

    O port é, sem exagero, do nível de Cyberpunk 2077 no Switch 2 ou até mesmo melhor, tanto em ambição quanto em complexidade. Estamos falando de um jogo feito para rodar em máquinas como PS5 Pro, que puxa mais de 200 watts — enquanto o Switch 2 opera na casa dos 10 watts em modo portátil.

    Ainda assim, a experiência base foi mantida, com resolução adaptativa, pop-in visível e texturas simplificadas. No geral, o port se mantém estável o suficiente para entregar uma experiência surpreendentemente fiel.

    Performance no portátil

    No modo portátil, Shadows brilha dentro das possibilidades. A resolução é mais baixa e o pop-in está presente, mas a fluidez é boa e o VRR do Switch 2 ajuda muito a mascarar quedas de framerate e variações de frame pacing.
    A imagem é mais suave, com aparência de “médio num PC fraco”, mas funciona bem na telinha — e, sinceramente, a direção de arte segura muito a estética.

    A experiência de jogar explorando, infiltrando e cavalgando funciona tão bem que, em vários momentos, é fácil esquecer que o jogo está rodando num hardware portátil.

    Performance na TV

    Na TV, os cortes gráficos ficam mais aparentes:

    • texturas simplificadas
    • sombras mais lavadas
    • draw distance reduzida
    • neblina artificial para manter a estabilidade
    • menos NPCs em áreas densas

    Os 30fps estão presentes e, embora a estabilidade seja boa, algumas áreas apresentam “raspadas” perceptíveis, especialmente com fogo, fumaça ou multidões. Nada que quebre a jogabilidade, mas é visível.

    As cutscenes apresentam três níveis de qualidade, variando entre:

    • pré-renderizadas belíssimas, comparáveis às outras plataformas;
    • in-game medianas, com algum blur;
    • in-game mais simples, especialmente nos closes de rosto.

    Gameplay: a força de ter dois protagonistas diferentes

    O grande triunfo de Shadows é a dualidade entre Naoe e Yasuke. A alternância não é cosmética — são dois estilos de jogo completamente distintos:

    NAOE — A experiência Assassin’s Creed raiz

    Furtividade, mobilidade, escalada, gancho, rota de infiltração inteligente.
    Ela entrega exatamente o que fãs de Ezio, Arno e Altair sentiam falta.

    YASUKE — A fantasia samurai poderosa

    Lento, pesado e devastador, Yasuke desmonta grupos inteiros com poucos golpes.
    A árvore de habilidades dele reforça essa identidade: ele simplesmente não faz o que Naoe faz — e vice-versa.

    A troca constante entre eles mantém o jogo sempre fresco. Às vezes, a própria missão define qual personagem usar, o que pode ser um pouco rígido, mas no geral funciona bem.

    História e Ambientação

    O Japão Feudal retratado em Shadows é vibrante, violento e atmosférico:

    • Províncias queimadas
    • Castelos em guerra
    • Kyoto fervendo de intrigas
    • Vilarejos destruídos
    • Florestas densas e templos monumentais

    É um mundo que respira.

    A Ubisoft mistura história real com ficção no estilo clássico da série. A polêmica em torno de Yasuke existe, especialmente sobre fidelidade histórica e alguns anacronismos de arquitetura e vegetação. Nada que atrapalhe a imersão para quem não é especialista, mas é perceptível.

    A história pessoal de cada protagonista sustenta o enredo com força:

    • Naoe vive uma jornada íntima de perda, dor e vingança.
    • Yasuke enfrenta temas de honra, preconceito e identidade num Japão que o enxerga com estranheza.

    Quando os dois se cruzam, uma camada maior envolvendo o Animus e uma presença quase onisciente adiciona mistério à trama.

    Exploração, clima e ritmo

    O sistema de estações do ano é um dos grandes diferenciais do jogo — e afeta gameplay de verdade:

    • No inverno, neve abafa passos (ótimo para stealth), mas superfícies escorregam.
    • No verão, vegetação densa cria esconderijos naturais.
    • No outono, folhas caindo camuflam movimentos… mas também denunciam passos.
    • Na primavera, rotas mudam, rios secam ou enchem, cidades ficam mais vivas.

    Isso torna o mundo menos decorativo e mais mecânico — uma adição elegante, que funciona muito bem também no Switch 2.

    O jogo é gigantesco:

    • 40–50 horas para a campanha
    • 80–200 horas se você quiser completar tudo

    Existe repetição? Sim. E ela é o principal ponto de crítica entre jogadores. Mas, se você gosta da gameplay, essa repetição é parte da proposta — e não chega a cansar.

    Conveniências e limitações da versão Switch 2

    Exclusivos ou diferenciais:

    • touchscreen excelente para menus e mapa
    • game share
    • game chat
    • rumble HD (apesar de fraco)

    Ausências:

    • giroscópio
    • modo mouse

    O touchscreen é realmente o único recurso que muda a jogabilidade no portátil.

    Preço e custo-benefício

    O jogo custa R$ 299 no Switch 2 — mais barato que os R$ 349 cobrados em outras plataformas.

    Para um jogo desse tamanho e paridade completa, o preço faz sentido. E claro: se você segue o NintendoBarato, sabe que sempre tem cupom, eShop com desconto e promoções na mídia física. Não pague preço cheio à toa!

    Vale a pena jogar Assassin’s Creed Shadows no Nintendo Switch 2 ?

    Assassin’s Creed Shadows no Switch 2 é um port impressionante. Com algumas concessões visuais, variação de cutscenes e quedas ocasionais de framerate, ainda assim o jogo mantém fluidez, ambição e escala que mostram uma nova fase para jogos third-party pesados no console.

    O mundo é vivo, a história funciona, a gameplay é variada, e a dupla Naoe/Yasuke é uma das melhores construções narrativas da Ubisoft em anos. A atmosfera do Japão Feudal, unida ao sistema dinâmico de estações, entrega uma aventura que vale cada minuto.

    É uma experiência que funciona extremamente bem no portátil — talvez até melhor que na TV — e prova que o Switch 2 pode sim receber jogos gigantes com dignidade.

    Garanta o seu Nintendo Switch 2 pelo menor preço ficando de olho nos grupos do Nintendo Barato!

    O Nintendo Switch 2 já está entre nós! E participando dos grupos do Nintendo Barato, você consegue acompanhar em tempo real os estoques e pagar menos para adquirir o seu novo console.

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Patapon 1+2 Replay -Charme rítmico remontado, mas com limites perceptíveis

    Análise: Patapon 1+2 Replay -Charme rítmico remontado, mas com limites perceptíveis

    A coletânea remasterizada dos clássicos do PSP retorna para Switch, PS5 e PC, com visuais limpos, ajustes modernos e boas atualizações, mas algumas partes poderiam ter recebido mais cuidado.

    O que é Patapon?

    Patapon é uma série de jogos rítmicos originalmente exclusiva do PlayStation Portable (PSP), desenvolvida pela Sony, com primeiro jogo lançado em 2007 no Japão e depois em outras regiões.

    Patapon misturava ritmo, ação e estratégia de um jeito único: você comanda pequenas criaturas chamadas Patapons através do som de tambores, com comandos como “Pata”, “Pon”, “Don”, “Chaka” formando o ritmo que controla marchas, ataques, defesas etc.

    A franquia ganhou sequência com Patapon 2 em 2008, aprofundando mecânicas de customização, equipamentos, classes de Patapons e desafios maiores e Patapon 3 em 2011. No PSP ele era bastante elogiado pelo conceito original, pelo design minimalista mas expressivo, e pela música, basicamente um clássico do portátil da Sony.

    Agora, Patapon 1+2 Replay traz os dois primeiros jogos remasterizados para Nintendo Switch, PS5 e PC, com visuais melhorados, ajustes de dificuldade, melhoria no timing de comandos e outras funcionalidades de suporte.

    Vale citar, que os 3 jogos estão disponíveis na biblioteca de jogos da PS Plus e assinantes do plano Deluxe podem joga-los “gratuitamente”, mas são as versões portada do PSP, não é esse 1+2 Replay.

    Mas e esse “1+2 Replay”?

    Mas você esta aqui para saber da versão 1+2 Replay né?! E não os jogos da franquia original, então, a essência de Patapon continua intacta: você comanda seu exército rítmico de Patapons usando os quatro tambores místicos (comandos de botão específicos) para ataques, defesa, avanço etc… O ritmo correto é fundamental, e a combinação entre estratégia e timing é o que dá charme ao jogo.

    Nesta versão Replay, algumas adições ajudam bastante:

    • Ajustes de dificuldade entre Easy, Normal e Hard, o que permite que jogadores novos ou menos acostumados com ritmo se adaptem melhor.
    • Melhorias na interface de suporte: por exemplo, o ícone do tambor agora pode ficar visível o tempo todo, e há ajustes de timing para tornar os comandos mais intuitivos.
    • Um visual remasterizado que limpa texturas, torna as fontes mais legíveis e adapta os jogos originais a telas modernas, mantendo o estilo minimalista que agrada quem é fã do original.

    Por outro lado, algumas das expectativas não foram totalmente atendidas:

    • O sound design (sons de batalha, música ambiente, efeitos) parece pouco alterado; há registros de que a remasterização visual funciona bem, mas o áudio continua muito próximo ou igual ao do original, sem grande refinamento.
    • Modos cooperativos ou multiplayer local que poderiam receber upgrades ou modernizações mais profundas parecem ter sido mantidos de maneira bastante conservadora, ou seja, sem novas mecânicas grandes ou expansões de funcionalidades. Você ainda joga os modos clássicos, que são divertidos, mas não há muita mudança de estrutura além dos ajustes de dificuldade.

    Visuais, apresentação e experiência

    A apresentação em Patapon 1+2 Replay é um dos seus pontos fortes. O estilo artístico minimalista, com personagens simples, formas geométricas e forte uso de cor, continua sendo charmoso e eficaz. A remasterização permite que tudo isso se veja com mais clareza em consoles modernos.

    As melhorias visuais tornam elementos como fontes, interface de menus e efeitos menos desfocados em telas maiores ou mais recentes. Isso ajuda bastante na imersão, principalmente pra quem vai jogar no modo portátil do Switch.

    Entretanto, não são mudanças dramáticas. Se você esperar gráficos “HD + animações novas + modernização sonora profunda”, vai se decepcionar. O jogo continua muito fiel ao original, inclusive nos momentos em que esse fidelidade mostra seus limites, como em transições, cutscenes (quando houverem) ou em qualidade de som. Ele é mais uma coletânea/port dos dois primeiros jogos, do que uma remasterização em si.

    Mas vale o preço?

    O preço de lançamento para essa coletânea está em torno de R$ 170 no Brasil (ou similar, dependendo da loja). Esse valor é considerável, especialmente considerando que se trata uma coletânea de dois jogos antigos em um mesmo pacote. Mas fica um gostinho de “porque não incluíram o terceiro junto? porque só os dois primeiros?!”

    Para quem não jogou oo jogos originais, mas tem curiosidade em conhecer, ou que acha que os ajustes modernos de usabilidade (modo fácil, timing ajustável, interface mais limpa) já são o suficiente, pode fazer sentido pagar o preço cheio.

    Mas para quem jogou bastante o original ou versões remasterizadas já existentes, esse valor parece inflado em comparação ao conteúdo adicionado. A não se que você faça muita questão de rejoga-los no Switch ou PC, porque… como dissemos pra rejoga-lo no PS seria melhor com a assinatura do PS Plus que além de ter os três, é mais barato também, só não tem a portabilidade do Switch.

    Outra alternativa é esperar uma promoção e não pagar preço cheio, pra isso entre nos grupos do NintendoBarato para saber quando a mídia físca entrar em promoção ou algum desconto em gift card.
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    Comparativo com os originais

    Comparado aos jogos originais de PSP, Patapon 1+2 Replay consegue manter quase todos os elementos que fizeram o sucesso da franquia: ritmo, personalidade, estratégia, design de fases, classes de Patapons etc. A música e ambientação, parte crucial da sensação do jogo, ainda funcionam muito bem.

    Mas há limitações: quando se testam os controles em Switch ou em PC, alguns jogadores comentam que o timing de comando parece menos preciso do que no PSP original — possivelmente devido à latência de tela ou diferenciação de hardware. Essa questão de “sensibilidade ao input” é crítica em jogos de ritmo, e remasters sempre correm risco de alterar ligeiramente o sentimento original.

    Conclusão

    Patapon 1+2 Replay é uma remasterização bem-vinda de uma franquia especial, que traz o essencial dos originais intacto e adiciona melhorias de usabilidade que realmente ajudam, especialmente para novos jogadores ou aqueles que não jogaram no PSP.

    Visual limpo, ajuste de dificuldade, interface melhorada e o retorno da série são motivos fortes para se animar.

    Em resumo: se você está curioso ou acha que vai jogar bastante, vai valer. Mas talvez seja melhor pegar em promoção se puder.

  • Análise: No Man’s Sky no Nintendo Switch 2 – uma odisseia espacial sem limites e sem igual

    Análise: No Man’s Sky no Nintendo Switch 2 – uma odisseia espacial sem limites e sem igual

    A versão definitiva de um universo infinito em suas mãos.

    No Man’s Sky Nintendo Switch 2 Edition surge como um dos destaques de títulos multiplataforma numa versão aprimorada, marcando o que muitos consideram o ponto triunfal em sua já longa e notável jornada de desenvolvimento. Esta análise detalhada oferece um panorama completo sobre o que torna essa edição um marco, especialmente para aqueles que buscam uma experiência de exploração e sobrevivência sem precedentes no universo portátil. Bora lá?

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    A jornada estelar de No Man’s Sky no Nintendo Switch 2

    No Man’s Sky é, em sua essência, um jogo de sobrevivência no espaço, ambientado em um universo incrível e infinito. Desde o seu lançamento original em outras plataformas, o título prometeu uma liberdade sem igual para explorar vastas galáxias geradas proceduralmente, e a versão para Nintendo Switch 2 eleva essa promessa a um novo patamar. Esta edição traz consigo uma série de características que o tornam uma experiência única e imperdível.

    Imagine-se pilotando sua nave através das estrelas, e sem qualquer tela de carregamento, você mergulha na atmosfera de um planeta desconhecido. Essa é uma das marcas registradas de No Man’s Sky: as transições entre planeta e espaço ocorrem sem nenhuma tela de loading, mantendo a imersão e a fluidez da exploração. Além da exploração espacial, o jogo oferece a construção de bases, permitindo que os jogadores estabeleçam postos avançados em qualquer planeta de sua escolha, e viagens rápidas para otimizar a locomoção por seu vasto cosmos.

    Um ponto crucial para entender a proposta de No Man’s Sky é que ele não é um jogo para se terminar uma campanha, mas sim para deixar para sempre instalado no seu videogame. Sua natureza infinita e sandbox incentiva a exploração contínua, a descoberta, a coleta de recursos, o comércio e a interação com outras formas de vida e jogadores. É uma experiência que se molda à vontade de quem joga, oferecendo sempre algo novo para fazer ou descobrir.

    Por que jogar No Man’s Sky no Switch 2?

    A relevância de No Man’s Sky na biblioteca do Nintendo Switch 2 é inegável, é um jogo supremo e uma das melhores experiências dos videogames, especialmente na plataforma da Nintendo.

    A jornada de No Man’s Sky teve um início conturbado em seu lançamento original, mas a equipe de desenvolvimento persistiu, entregando atualizações massivas e gratuitas que transformaram o jogo ao longo dos anos. O resultado é que o No Man’s Sky de hoje está mais completo, mais polido e cumprindo mais do que nunca o que ele prometeu ser. A versão do Nintendo Switch 2 é o ápice dessa evolução.

    Para os entusiastas da jogabilidade portátil, esta edição é uma revelação: ele se encaixou como uma luva no Nintendo Switch 2 ainda mais numa versão tão perfeita assim. A capacidade de levar um universo tão vasto e complexo para qualquer lugar, com gráficos aprimorados e uma performance fluida, é um dos maiores atrativos.

    Além disso, o Switch 2 conta com multiplayer online e, diferentemente do seu antecessor, suporta todas as expansões que o Nintendo Switch 1 não aguentava, entregando a experiência completa. A versão no Switch 2 é considerada a elite da plataforma.

    Como é a jogabilidade em No Man’s Sky?

    A jogabilidade de No Man’s Sky é um fascinante ciclo de exploração, sobrevivência, combate, comércio e construção. Ao iniciar sua aventura, você se encontra em um planeta aleatório, muitas vezes hostil, e deve coletar recursos para reparar sua nave e sobreviver. A partir daí, o universo se abre.

    • Exploração Infinitas: Os jogadores podem voar entre sistemas estelares e planetas com uma liberdade quase ilimitada. Cada planeta tem sua própria flora, fauna, clima e recursos únicos, incentivando a descoberta constante. As transições sem carregamento são fundamentais para essa sensação de continuidade e liberdade.
    • Sobrevivência: Elementos como o gerenciamento de inventário, a manutenção do traje espacial e das defesas da nave são cruciais para sobreviver em ambientes extremos.
    • Combate: Embora não seja o foco principal, há combate tanto no espaço contra naves inimigas quanto em terra contra sentinelas (robôs protetores) e criaturas hostis.
    • Comércio e economia: É possível comprar e vender recursos, naves e aprimoramentos em estações espaciais e postos avançados, influenciando a economia local.
    • Construção de bases: Uma vez que você encontra um local ideal, pode construir uma base personalizada, que serve como um refúgio, local de armazenamento e centro de operações.
    • Multiplayer online: O jogo permite que você encontre e interaja com outros jogadores em seu universo. Você pode explorar, construir e completar missões em conjunto, adicionando uma camada social à experiência que era inicialmente solitária.
    • Personalização: Naves, trajes, ferramentas e até mesmo os próprios personagens são altamente personalizáveis.

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    A forma como No Man’s Sky funciona é cativante. A cada salto hiperespacial, você é transportado para um novo sistema estelar, com planetas inexplorados esperando para serem catalogados e compreendidos. A capacidade de construir bases, de aprimorar sua tecnologia e de interagir com um jogador online ativo garante que a experiência nunca se torne repetitiva, com sempre um novo objetivo ou um novo horizonte para desbravar.

    Quem deve jogar No Man’s Sky no Switch 2?

    Esta versão é uma oportunidade imperdível para diversas categorias de jogadores:

    • Para quem nunca experimentou: Se você sempre teve curiosidade sobre No Man’s Sky mas hesitou devido ao seu histórico inicial ou à falta de um console adequado, a versão do Switch 2 é o momento perfeito para mergulhar.
    • Donos do Nintendo Switch 2: Considerado a elite da plataforma no novo console, oferece a melhor experiência possível de No Man’s Sky em um formato portátil.
    • Aventureiros e exploradores: Se você gosta da sensação de descoberta, de mapear o desconhecido e de construir seu próprio legado em um universo, este jogo foi feito para você.
    • Jogadores que buscam longevidade: Como um jogo para ser sempre instalado, é ideal para quem procura um título que pode ser visitado e revisitado por centenas, senão milhares, de horas.
    • Mesmo os donos do Switch 1: Apesar de a versão do Switch 2 ser superior, a versão do Switch 1 vale muito a pena e também oferece uma experiência robusta.

    Onde No Man’s Sky se destaca no Switch 2?

    No Man’s Sky Nintendo Switch 2 Edition foi um dos grandes lançamentos avaliados na tier list de junho de 2025. A chegada ao novo console da Nintendo é percebida como um ponto triunfal para o jogo. Embora o jogo esteja disponível em outras plataformas, inclusive com uma versão VR, a otimização e a qualidade da experiência no modo portátil do Nintendo Switch 2 são o que o fazem brilhar intensamente.

    É um exemplo de como um jogo pode evoluir e encontrar sua versão definitiva em um novo hardware, oferecendo uma experiência única e completa onde quer que você esteja.

    Um convite à grandeza

    No Man’s Sky Nintendo Switch 2 Edition não é apenas mais um lançamento; é uma das melhores experiências dos videogames, especialmente adaptada para o console híbrido da Nintendo. A capacidade de ter um universo tão vasto, completo e vibrante na palma das mãos é a prova da capacidade técnica do Switch 2 e da dedicação da equipe por trás do jogo.

    Se você busca uma aventura sem fim, onde a cada novo sistema estelar há uma descoberta aguardando, e onde a liberdade de exploração é o elemento central, não perca essa oportunidade. No Man’s Sky no Switch 2 é um lembrete poderoso de que os jogos podem evoluir, se superar e se transformar em algo verdadeiramente especial, oferecendo uma experiência que vai muito além de uma simples campanha. É um convite para criar sua própria história nas estrelas.

    Que tal iniciar sua odisseia espacial hoje e descobrir o que o vasto universo de No Man’s Sky tem a oferecer?

    O que é o Nintendo Barato?

    O Nintendo Barato é um serviço que utiliza busca inteligente para encontrar os menores preços atualizados de hora em hora! Tudo com curadoria humana para que sejam filtradas apenas lojas de confiança, e com variados produtos para Nintendo Switch.

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Guia: Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl – qual versão escolher?

    Guia: Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl – qual versão escolher?

    Pokémons exclusivos decidem a sua jornada

    Revivendo a jornada original pela região de Sinnoh, esses títulos trazem de volta a experiência clássica com visuais renovados. No entanto, uma decisão clássica dos jogos Pokémon ressurge antes mesmo de a aventura começar: a escolha entre as duas versões.

    Diferentemente da escolha entre os Pokémon iniciais, que pode ser repetida, a versão do jogo é uma escolha única para dar o pontapé inicial na sua jornada.

    Se você jogou os originais Diamond e Pearl, fique atento, pois há novidades e diferenças nos remakes que podem influenciar sua decisão desta vez.

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    A principal e única diferença entre Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl reside nos Pokémon exclusivos que cada versão oferece. Isso significa que elementos como ginásios ou a história principal são idênticos em ambas as edições. A escolha se torna crucial para aqueles que buscam completar a Pokédex ou simplesmente preferem certos Pokémon a outros….

    No cerne da decisão estão os Pokémon Lendários.

    Em Pokémon Brilliant Diamond, o Lendário de capa exclusivo é o Dialga. Dialga é do tipo Aço e Dragão e é conhecido como o controlador do tempo no trio da criação, tendo o poder de parar, acelerar, desacelerar ou viajar no tempo.

    Sua combinação de tipos é considerada muito boa, pois anula algumas fraquezas, e ele possui altos status de Lendário.

    Já em Pokémon Shining Pearl, o Lendário de capa exclusivo é o Palkia. Palkia é do tipo Dragão e Água e é o controlador do espaço no trio da criação, capaz de atravessar dimensões e realidades alternativas.

    Os tipos Dragão e Água de Palkia provavelmente fazem referência às pérolas encontradas no mar, ligando-o ao jogo original Pokémon Pearl.

    O terceiro membro do trio da criação, Giratina, está presente em ambas as versões.

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    Pokémon Comuns Exclusivos: Detalhes Essenciais

    Além dos lendários, a escolha da versão também define quais Pokémon comuns estarão disponíveis em seu jogo.

    É importante notar que a Nintendo oficializou poucas dessas exclusividades, então listamos tanto os confirmados quanto aqueles que, com base nos jogos originais e em vazamentos de dados (datamines), são altamente prováveis de serem exclusivos.

    É sempre recomendável verificar as informações de datamine após o lançamento oficial, pois elas podem mudar.

    Pokémon Brilliant Diamond:

    • Murkrow (Noturno/Voador): Da segunda geração, evolui para Honchkrow quando exposto a uma Dusk Stone.
    • Cranidos (Pedra): Obtido através do Skull Fossil, evolui para Rampardos no nível 306.
    • Stunky (Veneno/Noturno): Evolui para Skuntank no nível 346.

    Pokémon Shining Pearl:

    • Misdreavus (Fantasma): Também da segunda geração, evolui para Mismagius com a exposição a uma Dusk Stone.
    • Shieldon (Pedra/Aço): Obtido através do Armor Fossil, evolui para Bastiodon no nível 306.
    • Glameow (Normal): Um felino exclusivo, evolui para Purugly no nível 386.

    A decisão final é sua

    Com todas essas informações, a escolha entre Pokémon Brilliant Diamond e Pokémon Shining Pearl se resume, em última instância, à sua preferência pessoal pelos Pokémon exclusivos.

    Se você se sente mais atraído pelos lendários do tempo e o trio de cães lendários, ou pelos lendários do espaço e o trio de aves lendárias, ou ainda se um Pokémon comum específico (como o Mawile para o próprio narrador da fonte) é decisivo para você, essa será a sua aventura.

    Lembre-se que a comunidade Pokémon é vasta e ativa; caso você escolha uma versão e queira obter um Pokémon exclusivo da outra, a troca com amigos online é sempre uma opção divertida e acessível.

    Qual será sua jornada por Sinnoh? Qual versão você vai escolher? Tome a sua decisão e prepare-se para a aventura!

    Onde comprar: dicas para economizar

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Split Fiction eleva o coop em tela dividida a outro nível

    Análise: Split Fiction eleva o coop em tela dividida a outro nível

    Uma coleção de experiências únicas em um só jogo

    Split Fiction é, sem exagero, um dos melhores jogos cooperativos já criados. E “um dos melhores” aqui não é força de expressão: ele disputa de igual para igual o trono de melhor experiência a dois. Desenvolvido pela Hazelight — estúdio que já conquistou o prêmio de Jogo do Ano com It Takes Two —, o game chega ao Nintendo Switch 2 com a missão de mostrar até onde pode ir a criatividade no coop em tela dividida. E, já adiantamos: fãs de jogos cooperativos têm aqui um título obrigatório.

    Confira essa análise aqui no site ou assista em vídeo para mais detalhes:

    Uma história dividida entre fantasia e ficção científica

    O nome Split Fiction já entrega a proposta central, tanto em enredo quanto em gameplay. O termo “split” remete à jogabilidade em tela dividida (split-screen), enquanto “fiction” se conecta à trama: duas escritoras, com personalidades opostas, sofrem um acidente em uma misteriosa máquina capaz de absorver histórias e são transportadas para dentro desses mundos literários.

    A primeira protagonista é apaixonada por fantasia medieval, enquanto a segunda é fascinada por ficção científica. Essa diferença não é apenas cosmética: o jogo alterna constantemente entre cenários, temáticas e mecânicas inspiradas nessas duas vertentes narrativas. O contraste é visual, mecânico e até de tom, e isso mantém o jogador sempre estimulado.

    Como é tradição na Hazelight, Split Fiction só pode ser jogado em modo cooperativo para duas pessoas. Nada de experiência solo ou para mais de dois jogadores — o game foi pensado do início ao fim para a parceria. Pode parecer restritivo, mas o estúdio e a EA incluíram várias ferramentas para garantir que ninguém fique de fora:

    • Online robusto e estável, sem complicações para conectar.
    • Crossplay completo: no Switch 2 você joga com amigos no PC, Xbox ou PlayStation.
    • Passe de Amigo: quem tem o jogo pode convidar um amigo para jogá-lo inteiro, sem que ele precise comprar.
    • GameShare local: permite compartilhar a tela com um Nintendo Switch original, desde que seja presencialmente.

    Com tantas opções, o maior desafio é escolher quem vai ser seu parceiro de aventura.

    Como funciona o gameplay

    A grande sacada de Split Fiction é a alternância entre capítulos temáticos. Cada capítulo é praticamente um jogo próprio, com mecânicas exclusivas e ambientações completamente diferentes. Ao final, a sensação é de ter experimentado uma coletânea de oito jogos cooperativos dentro de um só pacote.

    A progressão é simples e bem amarrada: você entra no capítulo, enfrenta desafios, encontra fases secundárias e assiste a cutscenes que avançam a história. Depois, tudo recomeça com uma nova mecânica, nova estética e novas ideias. É uma sequência constante de novidades.

    Essas fases secundárias merecem destaque. Elas não são obrigatórias, mas oferecem algumas das experiências mais criativas e memoráveis do jogo, com direito a homenagens a clássicos de diferentes gêneros. Encontrá-las é uma recompensa por si só.

    A complementaridade entre as protagonistas é outro ponto forte. Suas ações raramente são iguais — quase sempre elas realizam tarefas diferentes que se cruzam, exigindo sincronia e comunicação. Isso reforça a proposta do “jogar junto” e torna impossível a experiência solo.

    Em termos de gênero, Split Fiction é um híbrido ousado: há puzzles inteligentes, trechos de plataforma, momentos de combate e desafios que variam de capítulo para capítulo. Essa variedade garante que o jogo nunca se torne repetitivo.

    Desempenho e limitações

    Apesar de toda a criatividade, há problemas técnicos na versão de Switch 2. O visual é bom para o console, mas a performance deixa a desejar. O jogo tenta manter 30 fps estáveis, mas oscila, e atingir 60 fps é praticamente impossível. Não chega ao ponto de comprometer a experiência, mas não é o título ideal para mostrar o poder do novo hardware.

    Outro ponto que pode dividir opiniões é o formato linear. Não há mundo aberto, exploração profunda ou colecionáveis abundantes — o foco está no fluxo contínuo de gameplay. As fases secundárias são a exceção, mas mesmo elas seguem objetivos claros e fechados.

    O que o jogo acerta em cheio

    Se por um lado a performance não impressiona, por outro, Split Fiction acerta em praticamente todo o resto.
    A dificuldade é bem calibrada: chefes e desafios têm peso, mas sem frustração exagerada. Checkpoints generosos evitam repetição desnecessária, e o sistema de reviver o parceiro mantém a ação fluida.

    As fases secundárias, além de divertidas, mostram o quanto o estúdio queria explorar ideias que não cabiam nos capítulos principais. É onde encontramos alguns dos confrontos mais criativos.

    A narrativa, mesmo com foco no gameplay, não é rasa. Há desenvolvimento de personagens, momentos sensíveis e uma boa cadência entre ação e história. É um jogo que quer contar algo, não apenas oferecer mecânicas.

    Tecnicamente, os controles respondem bem, a trilha sonora acompanha os momentos de tensão e emoção, e a direção de arte acerta ao transitar entre mundos tão diferentes sem perder coerência visual. As dublagens e atuações também dão vida à dupla de protagonistas.

    E, sem spoilers, vale dizer: o jogo não se limita a “copiar ideias conhecidas”. Ele reserva surpresas mecânicas que desafiam o jogador a pensar “como isso é possível?”. Hazelight mais uma vez prova que não tem medo de experimentar.

    Conclusão: um novo patamar para o coop

    Split Fiction é criativo, divertido e ambicioso. É o tipo de jogo que não se contenta em repetir fórmulas: ele quer elevar o nível do que entendemos por gameplay cooperativo. Do início ao fim, a experiência é um convite para sorrir, se surpreender e criar memórias a dois.

    Ao mesmo tempo, ele coloca pressão sobre os próprios criadores — como a Hazelight vai superar isso? Se videogames são uma cozinha, aqui eles usaram todos os ingredientes para servir um banquete de variedade e diversão. E, o mais impressionante: tudo foi bem temperado e bem servido.

    Seja você fã de fantasia, ficção científica ou simplesmente de boas ideias, Split Fiction é uma recomendação certeira no Switch 2. Não é perfeito, mas é marcante, e isso o coloca entre os grandes desta geração.

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Nintendo Switch 2 Welcome Tour é interessante, mas ruim – Entenda

    Análise: Nintendo Switch 2 Welcome Tour é interessante, mas ruim – Entenda

    Uma análise aprofundada sobre o jogo que é um manual do Nintendo Switch 2

    O Nintendo Switch 2: Welcome Tour chegou junto com o console com um dos preços mais baixos já colocados pela Nintendo. Mas apesar disso, também tem gerado críticas sobre esse game ser praticamente um manual pago do novo console. E já adiantando, esse é um jogo com um público bem específico. Será que vale a pena desembolsar os R$ 60,00? Você pode conferir tudo no vídeo acima e também neste artigo. Vamos lá?

    Nintendo Switch 2: Welcome Tour

    Imagem: Nintendo Switch 2: Welcome Tour

    O jogo Nintendo Switch 2: Welcome Tour é um novo jogo da Nintendo feito exclusivamente para o lançamento do Nintendo Switch 2. Não é a primeira vez que a Big N faz algo do tipo, o clássico Wii Sports está aí para provar, assim como próprio 1-2 Switch

    Mas ao que parece, a Nintendo resolveu fazer diferente aqui, então ao invés de lançar um jogo a preço cheio, recebemos algo mais parecido com uma techdemo. Ou seja, o jogo é como um documentário ou um manual mesmo sobre como funciona o Nintendo Switch 2, não tem multiplayer, não é party game e não tem uma história. Mas uma boa notícia, é que ele está em português do Brasil!

    O jogo tem a função de passar o máximo de informações e detalhes possíveis sobre o funcionamento do console e cada decisão de design feita que implicou na versão final do modelo. Por exemplo: sabiam que a dock do Switch 2 é arredondada para que o jogador não espete o dedo em uma ponta? Assim, com os Joy-Cons 2 magnéticos, é bem mais confortável de destacá-los.

    São esses pequenos detalhes que o Nintendo Switch 2: Welcome Tour traz para fins de curiosidade, então para quem é nerd, acaba sendo muito interessante acompanhar como cada detalhe do console foi pensado por uma razão. Mas afinal, como o jogo funciona?

    Como funciona?

    No Nintendo Switch 2: Welcome Tour você faz cinco coisas. Primeiro, o jogador deve localizar os carimbos que descrevem diferentes partes do console, explorando cada componente em detalhes, até mesmo no interior dos controles. Encontrando todos os carimbos da área, uma outra parte do console será desbloqueada para você explorar.

    Outra atividade para fazer aqui é ganhar medalhas ao jogar demonstrações. Aqui não tem como perder, até porque você entra em uma tela e o jogo te explica como funciona essa demo e qual tecnologia ela é baseada. Um bom exemplo é o novo Rumble HD do Switch 2, demonstrado aqui em uma tela transforma os Joy-Cons 2 em maracas. E também temos objetivos para explorar melhor as funções, e cumprindo todos, ganhamos a medalha.

    Em seguida, temos também os minigames que são o aspecto mais próximo de um “jogo” no Welcome Tour. Diferente das demonstrações, aqui é possível ganhar e perder, e o objetivo é conquistar mais medalhas. Os minigames também exploram diversas funcionalidades como o modo mouse e a vibração HD, assim como a capacidade da tela exibir 120fps, a tela tátil e a resolução 4k, que inclusive tem um minigame fantástico que te permite jogar o Super Mario Bros original nessa resolução.

    A nova câmera do Nintendo Switch 2 também não ficou de fora e temos um minigame dedicado a ela, em que o jogador tem que fazer a mesma expressão indicada na tela. Ao todo são 52 minigames, e só desbloqueando mais medalhas, é que eles vão sendo desbloqueados também.

    A quarta atividade que fazemos aqui é passar em provas. O jogo te explica de forma bem detalhada várias questões técnicas que são bem interessantes. Tudo é explicado de forma didática com texto, vídeo, áudio e animações. E após entender um pouco mais sobre a arquitetura do console, somos levados a um quiz para testar nossos conhecimentos. São mais de 100 lições e cada teste vai te perguntar sobre 5 ou 6 lições que você leu durante sua jogatina.

    E por fim, a última atividade que podemos fazer, que é mais secundária, é devolver objetos perdidos, simplesmente só pegar um objeto do chão e devolver na recepção. E sim, é bem desconexo dos outros objetivos, mas podemos dizer que esse jogo até que tem bastante conteúdo para aproveitar, dá para jogar por mais de 15 horas com tranquilidade.

    Acertos e erros

    Vamos falar agora sobre os acertos e erros que o novo Nintendo Switch 2: Welcome Tour proporcionou:

    Acertos

    • Explicações técnicas Profundas: o jogo detalha o hardware do Nintendo Switch 2, suas tecnologias e as decisões de engenharia de forma muito didática e aprofundada, abrangendo desde o design arredondado da dock até o pequeno vão que existe quando os Joy-Cons 2 são acoplados.
    • Localização para português do Brasil: a localização do Welcome Tour para o português é um dos pontos mais altos desse jogo, isso porque ela consegue ser funcional até para os termos técnicos, facilitando muito a compreensão.
    • Valor educacional: ajuda os jogadores a entenderem termos tecnológicos comuns e a valorizarem as inovações do console, mostrando como elas aprimoram a gameplay.
    • Propósito melhor: apesar de ser um jogo pago, o Welcome Tour já se mostra bem melhor em comparação com o 1-2 Switch, sendo cinco vezes mais barato e cumprindo seu propósito de ser um bom manual do Switch 2.

    Erros

    • Progressão ruim: a progressão baseada em encontrar os carimbos é monótona e até frustrante às vezes, fazendo o jogador explorar repetitivamente o cenário em busca de carimbos que não dão sinal algum, apenas aparecem quando você chega perto.
    • Minigames desnecessariamente difíceis: muitos minigames são excessivamente complicados de passar, o que pode prejudicar a experiência para jogadores mais novatos, além disso eles não criaram personagens, um estilo de arte envolvente ou uma boa trilha, tornando eles sem carisma.

    Conclusão

    No fim, Nintendo Switch 2: Welcome Tour não é um bom jogo do ponto de vista do game design, da progressão e direção artística, além de ser voltado para um público específico de jogadores que se interessam por toda a parte técnica do novo console, podendo não agradar todo mundo, ainda mais não sendo um manual grátis, mas sim custando R$ 60,00 na eShop.

    No entanto, o jogo brilha exatamente naquilo que se propõe a ser: um manual interativo e informativo do Nintendo Switch 2 e suas tecnologias! Então se você é um entusiasta de hardware, esse jogo com certeza é feito para você.

    E você já jogou Nintendo Switch 2: Welcome Tour? Diga a sua opinião aqui nos comentários!

    Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka em conjunto com a equipe Coelho no Japão, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

  • Análise: Yakuza 0 Director’s Cut no Switch 2 vale a pena? – Confira

    Análise: Yakuza 0 Director’s Cut no Switch 2 vale a pena? – Confira

    O game de pancadaria da Sega chega ao Nintendo Switch 2 com um modo online e melhorias.

    Yakuza Zero é o início da história do famoso jogo de pancadaria da Sega que tem conquistado mais público a cada novo jogo. E a Sega decidiu relançar esse jogo exclusivamente para o Nintendo Switch 2 e trazendo melhorias! Vamos falar um pouco sobre o que essa nova versão traz de experiência e claro, você pode conferir tudo pelo vídeo acima e também neste artigo. Bora lá?

    Yakuza 0

    Para quem não sabe, os jogos da série Yakuza são no estilo “Beat ‘em Up 3D“, ou seja, pancadaria para todo lado como em Street of Rage, mas em 3D e com um modo história mais elaborado. Então o foco aqui é lutar contra hordas de inimigos e chefes bem desafiadores enquanto você aprende os combos, e tenta não deixar a sua saúde chegar a zero, já que ela não se regenera de uma luta para outra.

    Aqui as lutas podem ser dividas em três partes: lutas de rua, horda de inimigos e chefes. As lutas de rua, são as mais comuns e as que você encontra andando por aí. Dica: use essas batalhas para treinar bastante os combos que vão te ajudar nas lutas contra as hordas maiores de inimigos.

    No geral, a dificuldade do game fica no ponto certo: nem fácil demais, nem difícil demais, propondo desafios interessantes e fazendo o jogador querer continuar. E claro, temos os chefões aqui.

    Os chefes de Yakuza 0 são os que vão te exigir mais percepção na hora da luta, porque você vai precisar analisar qual vai ser o melhor momento para executar um ataque, ou quando é o momento perfeito para contra atacar. E lembrando: use os combos!

    O jogo também apresenta diferentes estilos de combate como o “Brawler” para lidar com as hordas e o “Rush” para desviar e contra atacar rapidamente, então é interessante dominar ambos para dominar a situação.

    Tecnicamente falando, apesar de ser um jogo de dez anos atrás, Yakuza 0 recebeu uma melhora visual aqui nessa versão, sendo mais bonita que a versão de PS4 e PS5 já que roda via retrocompatibilidade. O jogo roda a 60fps estáveis e em uma resolução de até 4k em televisões compatíveis.

    Podemos dizer então que estamos diante da melhor versão de Yakuza 0 nos consoles, e nem falamos da novidade principal para o Switch 2: um modo online.

    Modo online

    A grande novidade desta versão de Yakuza 0 Director’s Cut é o modo online chamado Red Light Raid, que por enquanto é exclusivo de Nintendo Switch 2! Trata-se de um modo horda com seis fases, e cada uma contendo várias sub-fases, em que o objetivo é sobreviver e não deixar o tempo acabar. Esse modo te permite jogar com até 60 personagens que podem ser evoluídos e comprados, aumentando o fator replay.

    No entanto, encontrar outros jogadores pode ser um desafio, já que o jogo não oferece um lobby ou tempo suficiente para buscar partidas, resultando muitas vezes em batalhas em um grupo de NPCs. E os bots, por sua vez, têm algumas limitações, como não utilizarem a poção de vida e nem darem o tempo para o jogador pegá-las entre as hordas, e isso pode acabar deixando o modo difícil e frustrante, já que os bots não sobrevivem por muito tempo.

    Mas apesar disso, é um modo divertido e com muito potencial caso algumas melhorias sejam implementadas. Além disso, o jogo oferece um total de 26 minutos adicionais de cutscenes e a opção de dublagem em inglês.

    Modo portátil

    E para quem estava se perguntando, Yakuza 0 é um deleite no portátil com os seus 1080p e 60fps. Como o jogo é antigo, jogar em uma TV 4k acaba não fazendo tanta diferença assim, então no modo portátil é praticamente a mesma coisa, e claro, com o bônus de você poder jogar em qualquer lugar! Confira abaixo:

    Conclusão

    Com seu combate frenético, história com momentos sérios e muito humor, Yakuza 0 Director’s Cut se estabelece como um título imperdível para os fãs de jogos japoneses no estilo “Beat ‘em Up“. E essa transição para o Switch 2 revitalizou esse clássico jogo da série, deixando-o mais acessível para os jogadores de Nintendo que jogaram o Yakuza 1 no primeiro Nintendo Switch, ainda mais agora com um novo modo online. Com certeza esta é a versão definitiva para jogar em consoles atualmente.

    Yakuza 0 Director’s Cut está disponível por R$ 250,00 na eShop, lembrando que a Nuuvem oferece cashback na hora da compra, tornando bem mais vantajoso adquirir por lá!

    E você já jogou Yakuza 0 ou pretende jogar no Switch 2? Comente aqui embaixo!

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