O jogo “The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered” finalmente chegou ao Switch 2 em meio à preocupações com performance, afinal, esse é um jogo considerado pesado, e com sérias perdas para caber em hardwares mais modestos como o SteamDeck, que é próximo do Switch 2.
Após o lançamento, entre boas e más notícias, é possível dizer que o port se saiu muito bem. Mas, em especial, no modo portátil, é também possível dizer que a nova versão do jogo é a definitiva.
Como Funciona
Para os navegantes de primeira viagem, a franquia “The Elder Scrolls” é uma das mais tradicionais e importantes dentro dos RPGs ocidentais de ação. O combate é em tempo real e pode ser feito com armas diversas conforme o jogador as encontra ou saqueia, assim como basicamente todo equipamento e itens. Ações do jogador interferem na narrativa, um guarda atacado sem motivo, te torna um perseguido pela segurança.
Em Oblivion, o quarto episódio da série, uma série de Quests marcantes esperam o jogador numa história mais presente do que a liberdade absurda de Skyrim, num mundo vasto para explorar, e com a possibilidade de se jogar em primeira ou terceira pessoa, e numa ambientação totalmente medieval mais tradicional.
No Switch 2
A versão dock/TV do jogo tem pontos altos e baixos. E os altos se sobressaem:
Qualidade alta de texturas.
Boa Iluminação de ambientes fechados e abertos.
Reflexos na água.
Vegetação rica.
Em geral, visualmente o jogo agrada demais.
Os contras aparecem mais em termos de performance:
Taxa de 30 quadros por segundo (30 fps).
Algumas quedas nessa taxa.
Leves e situacionais “travadinhas”, principalmente em momentos em que se corre.
É opinativo, mas pessoalmente, ainda julgo que é perfeitamente possível jogar o Oblivion inteiramente no Switch 2, e com um bom nível de satisfação, exceto para os mais exigentes, principalmente com performance.
Já o modo portátil, apesar de continuar com limitações como os 30 qps, apresenta mais estabilidade (possivelmente pelo uso do VRR) enquanto mantém a qualidade visual ainda alta. Mesmo com a natural queda de resolução entre os modos, a tela menor do modo portátil acaba deixando o jogo num formato tão agradável quanto, ou até superior, afinal, jogar em modo portátil é muito bom e prático.
Imagens do modo portátil, capturadas diretamente do console.
Vale a Pena?
Definitivamente, The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered se mostrou uma adição valiosa ao catálogo do Nintendo Switch 2, e mostrando como jogos pesados de mundo aberto, feitos na Unreal Engine 5, performam de forma satisfatória no console.
Para os que já tem outras plataformas atuais, mais potentes, como os consoles de mesa ou um bom PC, e gostam de jogar na TV, o atrativo dessa versão acaba sendo o cartucho do Switch 2, que traz o jogo base completo, exigindo download apenas das expansões. Mas os que gostam priorizam o modo portátil, podem encontrar aqui uma versão “On The Go” definitiva. E claro, para os que tem somente o Nintendo Switch 2, e gostam de RPGs ocidentais, o título entra na categoria de imperdíveis.
Um dos jogos indies mais aguardados de Agosto chega hoje ao Switch 2 e demais plataformas: Duskfade é um charmoso jogo de ação e plataforma, inspirado na era de ouro do estilo da virada do século, Playsation 1 e 2, e especialmente, Kingdom Hearts.
A direção de arte e a semelhança com os clássicos chamaram a atenção rapidamente, principalmente para os adultos que eram criança ou adolescente nesse período, o que me inclui. Porém, após algumas horas com o jogo, entretanto, eu preciso ser honesto: eu queria ter gostado mais do jogo.
Como Funciona
A ideia do jogo é bem simples: após um luto do avô relojoeiro não resolvido, a irmã do nosso protagonista, Zirian, tenta mexer com magia e acaba criando “uma confusão da pesada”, mexendo em toda a estrutura da cidade, que agora parece com aquele cenário místico, típico de chefe final de RPG japonês. É um jogo inspirado em Kingdom Hearts, então, a ideia de ambientação de “mundos colididos” faz muito sentido. A missão do Zirian é basicamente achar e salvar sua irmã.
O jogo é extremamente direto ao ponto: seguir em frente, explorar um mapa linear mas extenso para os lados e cheio de segredos; olhar nos arredores em busca de coletáveis, moedas e itens de recuperação de vida; e enfrentar inimigos no caminho, além, claro, de chefes.
O sistema de combate é de ação, e possui um cuco ajudante, que dá ali e aqui um dano. Tanto sua espada quanto o cuco, possuem melhorias pra se adquirir com o tempo.
Tanto a exploração extra quanto a principal incluem muitos trechos de plataforma, e claro, usam a física leve (do termo muito usado, “float”) de Kingdom Hearts, com 2 pulos e um avanço que pode ser feito no ar.
O Bom e o Ruim
Definitivamente, a melhor parte do jogo é sua direção de arte, com foco na ambientação. Se o que te chamou a atenção nele foi isso, saiba que não tem propaganda enganosa; o jogo realmente adora te fazer parar e dar uma olhada no cenário por um tempo.
O sentimento de homenagem à época que ele quer referenciar, também é bem feito e captura a nostalgia facilmente. Desde a estrutura dos cenários, câmera, combate… Tudo tem um sentimento de essência clássica.
E é por isso que Duskfade é um bom jogo. Mas que para no “bom”. Infelizmente, fora desses elementos, todos os outros começam a declinar.
O combate não é refinado o suficiente para o tanto de ação que o jogo traz. Assim como ele peca na variedade de inimigos, então, você se sente enfrentando a mesma horda muitas vezes.
Os inimigos em si, possuem um conceito de “espírito roxo” que é interessante, mas exagerado. O resultado é que eles se parecem muito uns com os outros, e eles já não são muitos…
A trilha sonora, busca r é inconstante. Alguns bons momentos, e outros parecem vir de qualquer jogo mobile genérico existente por aí. Claro que é difícil se espelhar na Square Enix que tem alguns dos melhores compositores da história dos videogames, mas era essencial ter uma trilha consistente justamente por isso.
O sound design parece dessincronizado com animações de ataque.
E os NPCs são mal desenvolvidos. Eu não me lembro de nenhum personagem fora da dupla protagonista, por exemplo.
Quem fica no meio termo é a gameplay de plataforma. Ela é boa, gostosa, e quem te segura no jogo, que sim, é fácil de perder umas horas jogando por estar se divertindo. A física é gostosa e exige bem a junção de pulos e avanços. Só que esse jogo não é de plataforma, e talvez se fosse seria melhor.
Conclusão
Em geral, o Duskfade mira alto em se apresentar como “KingdomHeart-like” e paga um preço por isso. Em termos visuais, o jogo consegue ser a versão indie da franquia; em termos de plataforma, não tanto mas ainda é bom o suficiente; em termos de combate, a falta de refinamento tira pontos do jogo; e em termos de trilha, a referência passa longe.
O jogo está em português e tem um valor de R$85. Vale a pena? Sim, para todos, numa realidade onde todos podem jogar muitos jogos por ano. Como essa não é a nossa realidade, a recomendação fica para o grupo específico que ele quer atingir, de fãs de jogos da era PS1 e PS2, e em especial Kingdom Hearts.
Numa parceria entre o estúdio Koba e a desenvolvedora e publicadora Aeternum Game Studios, surgiu o jogo Future Knights, que apesar de apresentar uma, aparente, jogabilidade competente de run’n gun, teve sua atenção roubada pelos seus visuais que remetem à ninguém menos que o Game & Watch, o precursor dos consoles portáteis da Nintendo. A ideia rapidamente ganhou visibilidade, principalmente entre os fãs da Nintendo.
Após terminar sua curta, mas gostosa de jogar, campanha, Future Knight mostrou ainda mais surpresas na manga, deixando claro que a ideia dos visuais não foi um caso isolado e o jogo tem realmente mãos criativas envolvidas. Porém, pior que alguns problemas pontuais, o jogo também deixa escapar um sentimento ruim que talvez poderia ser evitado, ou não, dependendo dos recursos que os criadores tiveram.
Como Funciona
Future Knight é quase uma paródia de “O Exterminador do Futuro”. Nosso protagonista, o Future Knight em si, é uma junção de um androide com um mutante em sua barriga que o controla. Ele foi criado para viajar 30 anos no passado, em 1993, para eliminar a “Lady from the Past” (que é claro, é outra referência à Nintendo) que somente em um dia, saiu do seu esconderijo para iniciar um processo de lavagem cerebral na humanidade.
Em termos de gameplay, o jogo é simples para começar, mas tem um bom conjunto de mecânicas que o jogador vai dominando com o tempo. É possível não só atirar, pular, trancar o passo para mirar com mais precisão; mas também é possível ejetar o mutante para controlá-lo -o que cria praticamente uma segunda jogabilidade base- usar uma arma corpo-a-corpo, planar no ar, e principalmente, juntar essas mecânicas para criar quase que acrobacias com o controle.
Em termos de progressão, Future Knight não tem segredo nenhum. É um jogo de fases lineares, o clássico e crú “andar reto e atirar”. Ao longo dessas fases, existem portas que levam para desafios curtos, boa parte deles focado no mutante, que é mais frágil, com um coletável de recompensa (e esse coletável é usado para liberar uma fase de pós-game, então colete desde o começo). Cada mundo tem 3 fases, sendo que ao fim da terceira, tem um chefe. E é isso. Simples e direto ao ponto. E honestamente, funciona.
Identidade
Embora o jogo seja bastante competente em termos de gameplay, o que chama atenção do início ao fim, é a identidade do jogo. Primeiramente pelos visuais, claro, mas não é só isso.
O jogo tem um humor muito presente na sua direção, que permeia desde design de inimigos, enredo, e até jogabilidade. É um tipo de humor “esquisito de propósito”, que lembra a franquias Wario. Geralmene run n’ guns gostam de passar sentimentos como adrenalina, poder, tensão, esse tipo de coisa; mas Future Knight gosta de surpreender, de fazer dar uma risada.
E talvez quem faça isso melhor seja a trilha sonora. Ela é inspirada em “grupos vocais a capella”, aqueles em que as vozes fazem o papel dos instrumentos. Só que é tudo engraçado, esquisito, e ao mesmo tempo bonito e bem feito.
Agora, claro, o estilo visual de Game & Watch É um show à parte. Mesmo sendo uma inspiração, torna o jogo diferenciado, e as empresas indies deveriam olhar pra forma como o jogo interpretou esse estilo, porque ele tem o mesmo resultado prático do pixel art, de trazer nostalgia e um estilo visual mais simples de se desenvolver um jogo, mas aqui fica diferente, e mais bonito do que jogos com o mesmo nível de simplicidade.
Mas dificilmente a indústria como um todo vai olhar pra esse jogo como ele merecia. Melhor, como poderia. E é aqui que entra o principal problema.
O problema
Future Knight é brilhante em criatividade e identidade. A base de gameplay alternando entre androide e mutante, o visual chamativo, uma das trilhas mais engraçada dos games, tá tudo aqui. Porém, é impossível terminar o jogo sem imaginar que ele poderia ser muito maior.
A campanha, é curta, menos de 5 horas; eos extras são poucos (coletáveis e moedas pra comprar “cases do videogame na tela”). Mesmo a boa jogabilidade que ele tem, não é desenvolvida. Você começa e termina com as exatas mesmas habilidades, armas, número de vida, etc. Nem a possibilidade de comprar melhorias pro que temos existe. As fases são muito boas, mas falta dinamismo e variedade que só se encontra em 1 dos mundos; é legal, mas precisa de mais.
E isso é uma pena. O jogo acerta em cheio em ideias, mas acerta pouco em execução. É aquele jogo que você queria que ele fosse muito mais, porque aí sim, ele poderia brilhar e se tornar uma referência. Novamente, eu gostaria que a indústria indie prestasse atenção nesse jogo, como prestou atenção em Balatro e Celeste. Mas definitivamente, o jogo não está no nível desses 2 e outros da mesma prateleira.
Faltou ambição. Talvez o que tenha faltado realmente foi orçamento? Pode ser, mas ainda é uma pena.
Conclusão
Eu gostei muito de jogar Future Knight. O carisma, o jeito excêntrico, os bons chefes, a ótima música, a variedade de inimigos, a profundidade dos controles que me permitiram fazer coisas malucas, e claro, o visual único que chamou a atenção pela primeira vez.
Mas eu gostaria de dizer que esse jogo, com essas qualidades (e por causa delas), é um dos melhores indies do ano, e o melhor run ‘n gun desde Cuphead, mas ele não está nessa prateleira. Fico na torcida para que o jogo chame a atenção o suficiente para uma sequência que realmente explore o potencial da franquia, pois definitivamente, há muito potencial aqui, e um jogo que vale seu baixo preço de R$60, mas ele merecia mais.
O jogo Monster Hunter Wilds , da Capcom, foi anunciado para o Nintendo Switch 2 no dia 6 de junho, até então sem nenhuma imagem ou trailer do jogo no console da Nintendo. O anúncio deu a entender que a versão estaria no início do desenvolvimento.
Porém, hoje, dia 31 de julho, o órgão de classificação da Alemanha Unterhaltungssoftware Selbstkontrolle – USK, listou o jogo em sua plataforma, como foi apurado pelo perfil Pierre485 no X/Twitter.
A classificação pode indicar que o lançamento desta versão para Switch 2 estaria mais próximo do que o imaginado no anúncio. Entretanto, o fato da classificação existir também não confirma esta hipótese, se tratando apenas de um indício.
A Capcom também anunciou em junho que Monster Hunter Wilds ganhará uma expansão, chamada Ascendence, como é habitual da franquia. Notoriamente, a Capcom segue com planos para expandir o jogo e corrigir os problemas que a comunidade apontou.
A Nintendo anunciou nesta sexta-feira, 31 de julho, que o jogo Super Mario Sunshine será a próxima adição do catálogo do Gamecube no aplicativo Nintendo GameCube – Nintendo Classics. O jogo será disponibilizado no dia 13 de Agosto.
Para acessar o aplicativo, e por consequência o jogo, é preciso ter uma conta Nintendo que tenha ativo o plano de assinatura Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão. Esse aplicativo também é exclusivo do Nintendo Switch 2.
Super Mario Sunshine foi lançado em 2002, e teve um relançamento para o primeiro Nintendo Switch através da coletânea Super Mario 3D All-Stars. Como a coletânea teve distribuição limitada, hoje ele está indisponível para compras, sendo então a inclusão do jogo no Switch Online, a única forma oficial de todos terem acesso ao jogo.
O Nintendo Switch 2 já conta com diversos jogos online. E melhor que a opção de jogar com outros jogadores de Nintendo Switch 1 e 2, é a opção de se jogar com qualquer plataforma (incluindo os nintendistas). A opção chamada de crossplay (ou “jogo entre plataformas”) é o que permite isso, e nem todo jogo online tem suporte à função.
Por isso, para orientar e facilitar a busca por jogos que incluem a função, eis abaixo uma lista com 30 jogos, separados em categorias diversas.
Shooters Gratuitos
Overwatch
Fortnite
Apex Legends
Looters
Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok
Warframe
Deadzone: Rogue
Aventura Para 2 Jogadores
Split Fiction
Reanimal
LEGO Voyagers
CORRIDA
Sonic Racing: CrossWorlds
Disney Speedstorm
(!)Rocket League – Jogo de Nintendo Switch (1), mas com atualização para melhor desempenho no Switch 2.
(!)Asphalt Legends – Indisponível na eShop do Brasil.
JOGOS DE LUTA
Street Fighter 6
Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage
(!) Avatar Legends: The Fighting Game – Crossplay chegando em breve.
Beat’em Ups
MARVEL Cosmic Invasion
(!) Absolum – Crossplay já disponível para Switch (1). Versão Switch 2 chegando em Setembro.
COZY GAMES
Disney Dreamlight Valley
FANTASY LIFE i: The Girl Who Steals Time
ROGUELIKES
Tartarugas Ninja: O Destino de Splinter
Unrailed 2: Back on Track
ESPORTE
Tony Hawk’s Pro Skater 3+4
INAZUMA ELEVEN: Victory Road
OUTROS
No Man’s Sky
Content Warning
Sid Meier’s Civilization VII
Factorio
SnowRunner
Demeo x Dungeons & Dragons: Battlemarked
A lista é boa, com jogos de todos os tipo, preços e formatos; e tende a ficar maior no futuro. Para conferir mais guias como este, acompanhe regularmente o portal CoelhoNEWS.
Splatoon Raiders, o primeiro spin-off da franquia Splatoon, foi lançado hoje, dia 23 de julho, exclusivamente para o console Nintendo Switch 2. O jogo traz um ciclo de gameplay onde jogadores ganham recompensas a cada fase, que os tornam mais fortes para avançar em missões ainda mais desafiadoras, mas igualmente recompensadoras (ciclo que chamamos de “loot-shooter”). Jogadores ainda podem chamar outros atiradores online para ajudar, sejam amigos, com uma criação de sala privada, ou jogadores aleatórios que estejam online também.
Visando analisar o desempenho técnico do jogo, o portal CoelhoNEWS produziu um vídeo de comparação entre o modo TV e o modo portátil; além de revisitar o jogo anterior da franquia para Nintendo Switch (1), Splatoon 3, afim de notar a evolução entre os jogos que estão a uma geração de distância. O vídeo dessa comparação está logo acima, e um resumo dele, você confere logo abaixo.
Desempenho no modo TV
No modo TV/dock, onde o jogo apresenta seu melhor desempenho, Splatoon Raiders apresenta visuais polidos, e uma animação fluída. O jogo roda numa taxa de 60 quadros-por-segundo, sem quedas, mesmo nos momentos mais caóticos do início do jogo. Em termos de visuais, o modo TV traz cores vibrantes, uma ótima definição de imagem com texturas em alta resolução.
Apesar de não se aproximar do limite técnico do console, mostrado principalmente por jogos multiplataforma, ao menos entre os jogos da própria Nintendo, Splatoon Raiders tem mostrado uma evolução da empresa, e se junta ao grupo de visuais mais polidos dentre os exclusivos do Switch 2 até o momento.
Comparação: Modo Portátil
No modo portátil, o jogo ainda entrega um ótimo resultado. O desempenho segue firme nos 60 quadros-por-segundo, mostrando que o foco foi manter fluidez em um jogo de ação rápida e frenética. Já nos visuais, aí sim diferenças ficam mais evidentes. A qualidade de imagem ainda é muito boa, mas a resolução cai para os limites da tela portátil (o que é impossível ser diferente), além disso, se observa mais serrilhados e o chamado “Draw Distance”, que é a capacidade de manter qualidade visual em cenários distantes, também apresenta algumas falhas.
Mas em geral, se perde pouco. Até porque, é importante lembrar que se trata de um jogo rápido, logo, jogadores focados na ação podem nem perceber estas perdas.
Comparação: Splatoon 3
Primeiramente, apesar de ser um título para o primeiro Nintendo Switch, lançado em 2022, Splatoon 3 recebeu uma atualização que deixa o jogo mais otimizado e melhorado para se rodar no Nintendo Switch 2, então, a comparação com o estado atual do jogo teria ainda mais diferenças se comparado ao lançamento e com o jogo rodando no primeiro Switch.
Em geral, Splatoon 3 ainda se mostra um jogo muito bonito no Nintendo Switch 2. Diferenças entre ele e Splatoon Raiders não são tão evidentes numa primeira vista. Porém, logo algumas texturas de qualidade inferior aparecem, e dá pra notar que a iluminação global não tem a mesma nitidez que o novo jogo. O serrilhado e Draw Distance novamente se mostra com algumas falhas quando se comparado à Raiders na TV.
Em geral, as diferenças existem, e são evidentes ao olhar um do lado do outro. Entretanto, fica também evidente de que Splatoon Raiders não entrega o máximo do Nintendo Switch 2, pois embora a diferença exista, não se trata de um salto equivalente aos consoles Switch (1) e Switch 2 em si. Nesse sentido, Splatoon Raiders se parece com uma versão de Splatoon 3 que não precisou de reduções gráficas em textura, resolução e iluminação; se parece uma versão refinada, ou mesmo remasterizada do jogo anterior.
Conclusão
Ressalvas aqui e ali não alteram o veredito final de que o jogo apresenta um bom resultado em termos de visuais, e principalmente performance. O mais importante para o jogo é sua jogabilidade cíclica viciante, que poderia ser afetada por más notícias em termos de desempenho técnico; felizmente, não há nada para se preocupar. Seja na dock ou portátil, os intensos combates de Splatoon Raiders estão prontos para os jogadores mergulharem fundo por um longo tempo.
Publicado pela Marvelous/Xseed e feito pelo estúdio Little Chickens, Moonlight Peaks é o clássico “jogo de fazendinha”, eternizado por jogos como Stardew Valley e o próprio Story of Seasons, da Marvelous; mas numa ambientação “Halloween”, sendo curiosamente, um jogo que se passa de noite, já que nosso protagonista é uma vampira. O jogo foi lançado tanto para o Nintendo Switch (1) quanto pro Switch 2, e trouxe surpresas como, no Switch 2, ter um modo que roda a 120 quadros por segundo. E mesmo os 60 quadros no console mais antigo, já é acima do padrão do estilo no console. E no geral, dá pra ver que o jogo realmente investiu na parte gráfica pra tentar se diferenciar.
Gameplay e Ambientação
Em termos de gameplay, ele é realmente “Stardew Valley de vampiro”. A ideia é muito parecida, você tem a cidade com pessoas pra conhecer e se relacionar, você tem seu cantinho para plantar, cuidar de animais e tudo que se espera desse tipo de jogo; mas ele tem mais opções de decoração (talvez tirando vantagem de ser um jogo 3D). Enfim, é um jogo mecanicamente até que bem comum.
A reviravolta aqui é realmente ser um jogo de “Halloween”, então, você é vampira, e na cidade os seus vizinhos são, ou vampiros, lobos, ou bruxas. E isso é interessante porque geralmente em jogo de fazendinha, tem que dormir cedo pra pegar o Sol forte, e aqui é o contrário, está sempre de noite. A temática sobrenatural também facilita a entrada de magia no jogo, o que dá ainda mais possibilidades de customização e atividades.
Opinião
No geral, Moonlight Peaks está sendo bem recebido pelo público dos cozy-games, e a gente também acha que se você gosta desse tipo de jogo, não tem erro. Ele faz o “arroz com feijão” bem feito e coloca essa “capa” de vampiro por cima pra ser algo novo.
A parte visual teve um esforço visível, e o resultado foi satisfatório, é realmente bem bonito nos cenários, desde a principal cidade, mas mesmo nos ambientes mais simples, a direção de arte torna o título sempre agradável aos olhos.
Seu maior problema acaba sendo os loadings, que mesmo no Switch 2, são muito grandes. O problema é intensificado pelo fato de que em jogos assim, você está sempre entrando em algum lugar, abrindo alguma porta; seja num mercado de alguma coisa, ou visitando alguém. Então, realmente incomoda; ainda mais quem já está habituado com os loadings rápidos dos atuais consoles.
O valor também não é bom. O jogo custa R$140 no Switch 1 e R$160 no Switch 2; e não tem português. Não é dos títulos mais caros do gênero (como Fae Farm, de R$230), e na verdade, ele se posiciona ao lado de ótimos jogos como Disney Dreamlight Valley e Hello Kitty Island Adventures; só que esses jogos são gigantescos e de franquias muito importantes, já o Moonlight Peaks , é uma nova franquia, é um jogo menor, então isso torna o preço dele uma desvantagem. Ainda mais no Brasil, pela falta de tradução.
Dito isso, seu saldo não deixa de ser positivo, e ele não deixa de ser um dos principais do estilo em 2026.
A Milestone e Mattel anunciaram neste dia 16 de julho que o jogo Hot Wheels Infinite Rush, confirmado para Switch 2, teve sua data de lançamento alterada para dia 10 de Setembro. O anúncio surpreendeu por se tratar de uma antecipação, já que a data anterior era de 24 de Setembro.
Hot Wheels Infinite Rush é um dos mais ambiciosos jogos da franquia. O jogo apresenta jogabilidade arcade, mas o destaque vai para a inclusão de um mundo aberto dividido em 4 ilhas! Enquanto exploram, os jogadores encontrarão corridas, e podem desbloquear e customizar mais de 150 veículos, incluindo algus originais da Hot Wheels.
Novo Trailer
O anúncio foi acompanhado de um novo trailer do jogo, chamado “Beyond the Track: Episode 1”, e lá, é mostrado muito mais sobre a variedade de atividades possíveis no jogo, além do mapa de uma das ilhas.
A Milestone tem lançado jogos da franquia há algum tempo. O jogo Hot Wheels Unleashed foi lançado para o primeiro Switch e ainda na mesma geração, uma sequência direta também foi lançada.
O jogo Denshattack!, da publicadora Fireshine Games, apareceu como uma proposta inusitada: um jogo que parecia com jogos de skate, mas em vez disso, controlamos um trem! E toda a apresentação visual, sonora, e gameplay mostrado em trailers reiterava a ideia de que o jogo não pretendia ser comum. O problema disso é: era inevitável a sensação de que o resultado poderia ser ou ótimo, ou um jogo que não se sustenta fora do humor de sua proposta.
Felizmente, após de mais de 1 hora de jogo, deu pra perceber que o estúdio Undercoders não só fizeram sua tarefa de casa como surpreenderam pelo tamanho do conteúdo.
Como Funciona
A proposta do jogo é realmente o que parecia: um jogo que aproveita mecânicas de jogos de skate, mas as introduz num jogo onde controlamos um vagão de trem, e que portanto, está sempre em movimento e em alta velocidade, e também, precisa de um trilho, parede, cano, ou enfim, alguma coisa para ele andar (e acreditem, terão muitas dessas “coisas” pra ele andar em cima).
De certa forma, ele é um jogo de skate; mas também pode ser interpretado como um jogo de plataforma pois precisamos delas e tem momentos onde precisamos pular nos locais certos; mas também não é errado dizer que é um runner. No fim, Denshattack! é único, já que até momentos de jogo de corrida ele tem.
A ideia do jogo é percorrer o país desafiando em cada região, o melhor esportista de Denshattack!, uma competição entre motoristas de trens. Porém, essas batalhas se traduzem de várias formas, incluindo em chefes que precisam ser derrotados na base do dano físico (como se o jogo não pudesse ficar mais maluco ainda). Até os chefes, temos várias fases com todo tipo de objetivo: chegar ao final, fazer X pontos, vencer Y carros em corrida, realizar objetivos em fases “abertas”, etc.
Prós e Contras
Com certeza, os prós vencem os contras nesse jogo:
A grande vantagem do jogo é, sem dúvidas, sua proposta única, e como o jogo abraça o lúdico e o insano e investe nessas características pra gear um jogo bem humorado, e ao mesmo tempo único. A sensação é que todos os ingredientes dele já estavam na mesa há muito tempo, mas ninguém teve coragem de misturar “feijão com geleia de uva”, e esse jogo teve, e ficou muito bom.
É impossível não exaltar seu conteúdo, já que são muitas fases, e elas não são curtas como poderia se esperar de um jogo de muitas fases, e além disso, existem muitos objetivos e extras em cada uma dessas fases. O resultado é um jogo relativamente longo pra se apenas terminar e que pode dar aos jogadores um tempo total absurdo pra quem tentar completar tudo que ele tem a oferecer.
A performance no Switch 2 não tem um pingo a se reclamar.
Por fim, é importante citar a música como um ponto forte do jogo. Ela traz o melhor da fusão do eletrônico e rock japonês moderno, são também muitas músicas e de alta qualidade. Uma das trilhas do ano com certeza.
Já em termos de contras, a única coisa que realmente vale uma grande consideração, é que o jogo está o tempo todo entregando coisas demais para o jogador fazer. É muito bom ter pontuação de manobras e de tempo, além de coletáveis e missões, tudo isso pra todas as fases. Mas somando isso à quantidade exorbitante de mecânicas que o jogador precisa alternar à todo tempo, e em alta velocidade, acaba que o jogo exige 200% do cérebro quase que o tempo todo. Muitas vezes o jogador não sabe se ele se preocupa com manobras, em olhar os coletáveis pra garantir que não perdeu nenhum, como cenário pra não bater, se ele aprecia um pouco da arte e música, se vai pra esquerda ou direita, se tenta se lembrar das missões da fase…etc. É simplesmente MUITA coisa ao mesmo tempo, e isso pode ser cansativo pra muitos jogadores, até porque, novamente, são muitas fases no jogo, e ele é um jogo de fases somente.
Vale a Pena?
Sem dúvidas, Denshattack! é um dos melhores indies do ano. Seu preço também é convidativo, apenas R$60; e ele ainda tem uma demo para todo mundo ter o direito de testar antes de comprar.
Suas qualidades são muito maiores que seus defeitos, mas ainda assim, é um tipo de jogo que boa parte dos jogadores pode pensar “acho que isso é um pouco demais pra mim”. O que é um sacrifício inevitável pra quem quiser inovar na indústria em 2026.