Análise: Crash Bandicoot 4 no Nintendo Switch – uma aventura essencial?

Um clássico renovado com alma de Nintendo, agora no híbrido da Big N.

Trouxemos esta análise baseada no video do canal Coelho no Japão, onde ele comenta que este título tem muita cara de Nintendo.

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A trajetória de Crash Bandicoot é bem conhecida por muitos jogadores, especialmente aqueles que acompanharam a era de ouro dos consoles nos anos 90.

Nascido como o mascote de um rival direto da Nintendo, a PlayStation, a franquia sempre foi sinônimo de jogos de plataforma desafiadores e com personalidade única.

Embora alguns dos remakes anteriores pudessem ter uma jogabilidade um pouco datada para os padrões atuais, a chegada de Crash Bandicoot 4: It’s About Time ao Nintendo Switch gerou grande expectativa.

Mas será que este novo título conseguiu realmente renovar a fórmula e entregar uma experiência digna do tempo e dinheiro dos jogadores no console híbrido da Nintendo?

Crash 4: uma experiência de plataforma sob medida para o Switch

Crash Bandicoot 4 revela um jogo que não apenas se encaixa perfeitamente no console, mas que também incorpora diversos elementos que são a chave da “fórmula Nintendo”.

O jogo é incrivelmente um jogo muito cara de Nintendo, o que é irônico dada a história do personagem como mascote do PlayStation.

A desenvolvedora, Toys for Bob e a publicadora, Activision, trouxeram o jogo para o Nintendo Switch em simultâneo com a versão de PlayStation 5.

Os protagonistas são Crash e Coco, com os jogadores podendo escolher qual deles usar. Eles devem impedir os vilões de dominar o universo após quebrarem a parede espaço-tempo dimensional, contando com a ajuda de seres místicos em forma de máscara, como o icônico Aku-Aku.

A essência do jogo reside em sua jogabilidade extremamente dinâmica e variada. A história, embora presente, serve principalmente para justificar a progressão entre mundos tematicamente distintos, como uma floresta para uma cidade futurista.

As máscaras antigas, como Aku-Aku, conferem poderes únicos que são cruciais para solucionar os desafios de cada dimensão, garantindo que nenhuma parte do jogo seja desinteressante e que o jogador nunca fica entediado. Essa constante renovação é uma das grandes forças do título.

Além disso, o jogo abraça o que o canal chama de “psicodélico cativante”, ou a “maluquice Nintendo”. Os jogadores serão surpreendidos por situações inusitadas nas fases, a aparição de personagens jogáveis bem surpreendentes, e, de forma notável, pelas versões invertidas das fases.

Após a conclusão de uma fase, uma versão espelhada é liberada, onde os desenvolvedores esbanjam arte e criatividade num nível absurdo. Isso inclui fases em que a visão é limitada, exigindo um sonar para ampliar o campo, ou cenários em preto e branco que ganham cor com os ataques do personagem. Essas versões adicionam um valor significativo ao fator replay, incentivando os jogadores a revisitar os mundos.

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No que tange à acessibilidade e ao desafio, Crash Bandicoot 4 se destaca por oferecer versatilidade acessível. Ele apresenta dois modos de jogo: o clássico, onde a perda de vidas pode resultar no reset da fase, e o de vidas infinitas, que permite retornar ao último checkpoint.

Há também ajudas adicionais, como a criação de novos checkpoints em trechos difíceis e a proteção da máscara Aku-Aku contra um golpe. Essa abordagem permite que diversos perfis de jogadores, independentemente do nível de habilidade, desfrutem do game. No entanto, para aqueles que buscam a conclusão de 100%, o jogo se torna incrivelmente desafiador, beirando o insano.

O conteúdo pós-jogo é vasto, a ponto de fazer a campanha principal parecer um tutorial. Cada fase oferece um total de 12 gemas (6 no modo normal e 6 no modo invertido), que são obtidas por conquistas como coletar uma porcentagem específica de frutas, quebrar todas as caixas, morrer no máximo três vezes, e encontrar uma gema escondida. Conseguir todas as gemas é um desafio considerável.

Além disso, skins para Crash ou Coco são recompensas por essas gemas, com algumas das mais raras exigindo a coleta das 12 gemas por fase.

Modos como time attack e as fases de vídeo cassete – estágios especiais liberados ao encontrar fitas e que apresentam desafios extras – ampliam ainda mais a longevidade. A campanha, que dura entre 6 e 10 horas, pode facilmente se estender por 50 horas ou mais para os completistas.

Em termos de performance no Nintendo Switch, o jogo roda a 30 frames por segundo (FPS) fixos e fluidos, com um frame rate estável. Essa otimização é crucial para um jogo de plataforma que exige precisão nos pulos.

Os visuais são lindos na televisão, com texturas e modelos 3D refeitos para o console, o que garante uma adaptação condizente.

Embora possa haver quedas de resolução ou serrilhados em certos trechos, a experiência geral no Switch é muito bem feita, sendo considerada até melhor do que a de alguns exclusivos da Nintendo no modo portátil, e com um saldo positivo com sobras na televisão.

Apesar de toda a positividade, a análise aponta algumas ressalvas. A principal delas é a ausência de chefes em alguns mundos, e o chefe final, que é bem fácil em comparação com a dificuldade da última fase.

As skins, por estarem “trancadas” atrás da difícil coleta de gemas, acabam não sendo aproveitadas durante a campanha, exigindo que o jogador retorne às fases para obtê-las.

Por fim, a trilha sonora, embora bem feitinha, não é memorável.

Mesmo com essas críticas, o balanço final é extremamente positivo. Crash Bandicoot 4: It’s About Time é considerado um banquete cheio de conteúdo, classificado como um dos melhores jogos para Nintendo Switch no seu gênero e um mega jogar super recomendável para a maioria dos jogadores, mesmo que o desafio do 100% seja insano.

Uma Reflexão sobre o Legado e o Futuro

Crash Bandicoot 4: It’s About Time no Nintendo Switch não é apenas um excelente jogo de plataforma; ele é um testemunho da capacidade de uma franquia de se reinventar e encontrar um lar em um console que, em outras épocas, seria seu principal concorrente.

A maneira como o jogo abraça elementos que os fãs da Nintendo tanto apreciam – a jogabilidade dinâmica, a criatividade insana e a acessibilidade que não compromete o desafio – é notável. Para os entusiastas de jogos de plataforma e para os fãs da Nintendo em geral, este título é uma recomendação altíssima.

Ele nos faz refletir: como seria se mais franquias, independente de seu histórico, abraçassem as características que tornam os jogos da Nintendo tão únicos e cativantes? A experiência de Crash 4 no Switch sugere que o resultado pode ser algo verdadeiramente especial.

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