A experiência de skate mais sensorial do ano
Skate Story finalmente chegou ao Nintendo Switch 2, trazendo uma proposta tão ousada quanto autoral — daquelas que só um projeto verdadeiramente independente consegue entregar. Desenvolvido principalmente por Sam Eng, que passou seis anos lapidando sua ideia, o jogo é publicado pela sempre irreverente Devolver Digital, mas mesmo dentro do catálogo criativo da empresa, Skate Story se destaca como um dos melhores trabalhos da publisher em 2025.
Combinando skateboarding técnico, narrativa simbólica, música sublime e estética surrealista, o game se posiciona como uma das experiências mais únicas e memoráveis do ano — especialmente no Switch 2, onde o visual alcança seu potencial máximo.
O que é Skate Story e por que ele é tão diferente?

O ponto de partida já deixa claro que esta não é mais uma aventura de skate como qualquer outra. O protagonista sela um pacto com o submundo: para recuperar sua alma, precisa comer as luas dos andares do inferno — ou, na prática, superar desafios que representam os capítulos da campanha. Como parte do acordo, o personagem é transformado em vidro, justificando narrativamente o fato de você se estatelar e se reconstruir infinitas vezes.
Essa base absurda, porém fascinante, abre espaço para uma história cheia de metáforas, sensações e interpretações. Skate Story não oferece uma narrativa mastigada, mas sim uma proposta simbólica que exige atenção e reflexão. É o oposto daquele enredo que existe apenas para “dar motivo” ao gameplay. Aqui, há uma mensagem — e cabe ao jogador conectar os fragmentos.
Ao longo da jornada, figuras excêntricas aparecem nos capítulos, cada uma contribuindo com um pedaço da atmosfera onírica e melancólica do jogo. Assim como o skate quebra e volta ao eixo, a narrativa opera nesse ritmo de impacto, dor e retomada.
Visual e trilha sonora: o casamento perfeito do absurdo

A direção de arte é simplesmente impecável. No Switch 2, Skate Story brilha graças a um mundo translúcido, quebradiço e cheio de partículas, reflexos e cenários abstratos que parecem saídos de um videoclipe experimental.
É um jogo que você “sente” enquanto joga.
Mas a verdadeira alma está na trilha sonora assinada pelo coletivo Blood Cultures. O próprio Sam Eng é fã da banda, e cada faixa foi tratada com extremo cuidado. O resultado é uma experiência musical que mistura eletrônica, psicodelia e estética dos anos 80 e 90 — criando um fluxo hipnótico que transforma cada fase em algo maior do que ela é.
Sem exagero: é uma das melhores trilhas do ano e um dos grandes motivos pelos quais Skate Story funciona tão bem.
Como Skate Story funciona na prática

Na superfície, Skate Story é um jogo de skate: você realiza ollies, flips, manobras de giro e tudo mais que se espera de um game do gênero. No entanto, a forma como isso tudo é usado dentro da progressão é o grande diferencial.
A estrutura funciona assim:
→ Corredores de pura adrenalina
Logo no início, o jogo te coloca em sequências lineares que misturam velocidade, obstáculos e trilha sonora pulsante.
É aqui que Skate Story alcança seu auge: controle afiado, sensações fortes e flow constante.
É gameplay 11/10.
→ Exploração em mapas abertos
Depois, cada capítulo costuma abrir uma área mais ampla. É possível completar pequenas missões com NPCs, explorar caminhos e buscar o objetivo principal para avançar.
E é aqui que o jogo começa a perder um pouco do brilho. A exploração é intencionalmente pouco guiada, sem marcadores diretos no mapa e com bastante liberdade. A ideia é boa: deixar você navegar por esse mundo fragmentado e cheio de possibilidades.
Mas, na prática, o ritmo cai. A ausência de direção pode gerar frustração, principalmente quando tudo que você quer é voltar para as fases intensas.
→ Chefes criativos
Cada capítulo termina com um chefe — e essa é uma das ideias mais originais do jogo.
Para causar dano, você precisa executar combos de pontuação, transformando suas manobras em ataques. É simples, funcional e muito estiloso.
Skate Story não é difícil. O jogo não pune o jogador e te permite errar quantas vezes for necessário. Mesmo quando existe um tempo limite, ele raramente é apertado. Morre-se muito, mas reiniciar raramente é frustrante.
Onde Skate Story tropeça

Skate Story chega perto da perfeição em vários momentos, mas se distancia dela pela forma como organiza sua estrutura.
A divisão entre fases lineares (perfeitas) e exploração aberta (apenas ok) cria um contraste que se torna cada vez mais perceptível. Com o tempo, a sensação é quase infantil: você sabe que existe um pedaço delicioso do jogo — e ele fica sendo intercalado por “salada de brócolis”.
O sentimento recorrente é:
“Ok, legal explorar… mas quero voltar para as fases, por favor.”
Além disso, embora o “core” do gameplay seja brilhante, o desenvolvimento das ideias ao longo da campanha não atinge o mesmo nível de criatividade. As primeiras horas e as últimas são incríveis, mas o meio carece de novidades marcantes.
Um modo Arcade, com todas as fases em sequência sem interrupções, seria um sonho — e realçaria justamente a melhor parte do jogo.
Duração, localização e a força do indie autoral

Skate Story leva cerca de 6 horas para ser concluído, entregando uma jornada intensa, estilosa e memorável.
A localização para português merece destaque: o texto é complexo, cheio de metáforas, poemas e significados. Adaptar isso tudo não foi tarefa fácil, e o resultado ficou excelente.
No panorama de 2025, em um ano dominado por sucessos como Hades II e Silksong, Skate Story representa algo que só um indie autoral consegue fazer: entregar uma experiência que você nunca viu antes. Não é apenas um “bom jogo de skate”; é um game que usa o skate como ferramenta artística para contar uma história abstrata, sensorial e profundamente pessoal.
É exatamente isso que faz Skate Story brilhar.
Vale a pena jogar Skate Story no Nintendo Switch 2 ?
Skate Story é um dos títulos independentes mais marcantes do ano — e talvez o grande indie de 2025. É autoral, ousado, belo e emocional. Mesmo com tropeços estruturais, a experiência como um todo é tão original que compensa amplamente suas pequenas falhas.
Não existe nada parecido com este jogo no mercado.
Se você busca algo único, intenso e carregado de identidade artística, Skate Story é obrigatório no Switch 2.
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Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
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