Autor: Nintendo Boy

  • Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club | Veja as notas de análises que o jogo vem recebendo

    A mais nova entrada na série Famicom Detective Club em mais de trinta anos! Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club apresenta uma nova aventura investigativa provida pela mente por trás da série Metroid, Yoshio Sakamoto, onde o jogador assumirá o papel de detetive particular assistente enquanto desvenda um mistério de uma série de assassinatos de 18 anos atrás que nunca foram resolvidos.

    Leia também:

    Emio — The Smiling Man: O que esperar do novo Famicom Detective Club?

    Está interessado em adentrar nesta série? Que tal antes dar uma olhada na recepção que Emio — The Smiling Man obteve pela mídia internacional? Nós reunimos algumas notas de análises que o jogo vem recebendo e você encontra o compilado a seguir:

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  • Nintendo Direct Partner Showcase — Agosto, 2024 | Confira os principais anúncios

    A Nintendo realizou nesta terça-feira (27) a tão aguardada Nintendo Direct de “fim de ano”, que embora tenhamos sido recebido com uma Partner Showcase em vez disso, ainda assim entregou MUITOS anúncios legais para os donos de Nintendo Switch.

    Neste artigo tudo-em-um, vamos exaltar as principais novidades do evento digital e atualizações de títulos previamente revelados também. Venha com a gente!

    Leia também:

    Indie World Showcase — Agosto, 2024 | Confira os principais anúncios

    Novidades

    15 clássicos de Tetris em um só pacote!

    Tetris Forever promete trazer o legado do lendário jogo puzzle para as plataformas modernas através de uma coletânea que reúne 15 iterações!

    Durante a Nintendo Direct Partner Showcase, a Digital Eclipse revelou que Tetris Forever será lançado ainda este ano para Nintendo Switch, PlayStation 5, PS4, Xbox Series, Xbox One e PC (via Steam, GOG). Ele inclui 15 clássicos no pacote, incluindo o totalmente novo Tetris Time Warp, que permite os jogadores “viajarem” entre diversas épocas de Tetris enquanto jogam entre si. Todos os jogos podem ser jogados em multiplayer no Tetris Battle Gaiden.

    Atelier Yumia é o novo jogo da amada franquia de RPG de alquimia

    A Koei Tecmo e a desenvolvedora Gust anunciaram durante a Nintendo Direct Partner Showcase a próxima entrada série de RPG sobre alquimia, Atelier!

    Atelier Yumia: The Alchemist of Memories & the Envisioned Land sucede às aventuras de Reisalin “Ryza” Stout em um novíssimo e também ambicioso título, que apresenta a nossa nova protagonista, Yumia, enquanto ela confronta seu passado nesta linda aventura de fantasia.

    O RPG será lançado no “início de 2025” para Nintendo Switch, PlayStation 5, PS4. PC e, pela primeira vez na história da série, no Xbox. Confira o trailer a seguir:

    Castlevania Dominus Collection leva clássicos do DS para o Switch

    Atendendo o pedido dos fãs de Castlevania, a trilogia de jogos do Nintendo DS enfim chega às plataformas modernas!

    Castlevania Dominus Collection traz as joias do portátil de duas telas — Dawn of Sorrow, Portrait of Ruin e Order of Ecclesia para o Nintendo Switch, Xbox Series, PlayStation 5 e PC com features convenientes como Quick Save, Rewind e mais! Além disso, o pacote traz como bônus Haunted Castle Revisited, uma versão redesenhada do primeiro jogo de arcade de Castlevania.

    Você já pode ir até a loja digital de sua plataforma de preferência e adquirir Castlevania Dominus Collection. Assista o trailer a seguir:

    Inesperado remake traz Trails in the Sky pela primeira vez em plataformas Nintendo

    Para quem estava pedindo Trails in the Sky em plataformas modernas, a Nihom Falcom não apenas atendeu este pedido como também surpreende com um remake da primeira entrada!

    Intitulado “The Legend of Heroes: Trails in the Sky the 1st“, o remake do JRPG de PC lá de 2004 estará utilizando visuais 3D como vistos nos jogos mais recentes, enquanto introduz a novos fãs as aventuras da protagonista Estelle Bright e seu irmão, Joshua Bright, em uma jornada para encontrar um pai desaparecido e exterminar feras perigosas.

    O lançamento de Trails in the Sky the 1st está programado para 2025 no Nintendo Switch, tratando-se de uma estreia global! Assista ao trailer a seguir:

    Worms Armageddon, clássico de 1999, retorna em edição de aniversário

    A Team17 em parceria com a Digital Eclipse revelou que Worms Armageddon, o clássico jogo de estratégia de Worms de 1999 (e também o que o povo mais gosta), está retornando em uma edição de aniversário nas plataformas mais recentes.

    Worms Armageddon – Anniversary Edition será lançado em 26 de setembro para Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series, PS4, e PS5. Está nova versão que celebra o 25º aniversário do Worms Armageddon apresenta diversas melhorias de qualidade de vida e uma IU completamente redesenhada. Incluindo:

    • Suporte otimizado ao controle para todos os consoles;
    • Conquistas e Troféus;
    • Novos recursos de exibição, como proporções de tela modernas, filtros de tela personalizados, opções aprimoradas de HD e gráficos;
    • A versão Game Boy Color totalmente jogável de Worms Armageddon;
    • Um museu interativo que mapeia a história de toda a série . Apresentando entrevistas nunca antes vistas com desenvolvedores dos jogos originais e atuais;
    • Novo sistema de save.

    Além disso, Worms Armageddon – Anniversary Edition contará com suporte online cross-gen, ou seja: jogadores de PS4 podem jogar contra os de PS5; os jogadores de Xbox One podem jogar contra os de Sereis X/S. O Nintendo Switch, pasmem, apenas com os donos da mesma plataforma.

    A franquia Yakuza/Like A Dragon faz sua estreia no Switch!

    Para quem achou que Yakuza/Like A Dragon nunca seria possível no Switch após tentativa falha da série no Wii U, a SEGA está dando uma nova chance ás plataformas Nintendo trazendo um dos títulos mais emblemáticos.

    Yakuza Kiwami, o remake de Yakuza original do PlayStation 2, chega ao Nintendo Switch no dia 24 de outubro, apenas no formato digital. Os donos da plataforma poderão vivenciar  a ascensão do lendário protagonista Kazuma Kiryu em uma aventura beat ‘em up.

    Como Kazuma Kiryu, os jogadores assumirão a culpa por um assassinato que não cometeram, apenas para sair da prisão 10 anos depois com os clãs da Yakuza à beira de uma guerra. Ambientado em um movimentado distrito da luz vermelha no Japão moderno, este título aclamado pela crítica apresenta lutas cheias de ação, romance e uma infinidade de atividades secundárias.

    Uma nova safra de clássicos de luta da Capcom está chagando

    Capcom Fighting Collection 2 é a Capcom acertando em cheio o coração de seus fãs de longa data traznedo uma nova safra de jopos de luta clássicos da companhia para as plataformas modernas.

    O pacote, que será lançado Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC via Steam em 2025, combina os medalhões de outrora junto também joias que se perderam. Desde Capcom vs. SNK até Power Stone. Todos os nove jogos trazendo novos recursos, incluindo modo online e atualizações na qualidade de vida. Eles são:

    • Plasma Sword: Nightmare of Bilstein
    • Capcom vs. SNK: Millennium Fight 2000 Pro
    • Capcom vs. SNK 2: Mark of the Millennium 2001
    • Capcom Fighting Evolution
    • Street Fighter Alpha 3 UPPER
    • Project Justice
    • Power Stone
    • Power Stone 2

    Clássico RPG de Wii, TALES OF GRACES retorna em remasterização

    TALES OF GRACES f REMASTERED chega para agregar a magra bibliotéca de jogos de Tales of do Switch trazendo o jogo original de 2009 com visuais refinados.

    A versão original de Tales of Graces foi lançada para Wii no Japão. A história segue o protagonista Asbel, que após um encontro especial com a misteriosa Sophie, parte em uma jornada encontrando novos aliados e velhos conhecidos. O título se passa no mundo de Ephinea e a narrativa se molda em duas fases diferentes da vida de Asbel, começando durante sua infância e tendo sua segunda metade seguindo Asbel como um jovem adulto. O Remaster é baseado na versão F, um port melhorado para o PlayStation 3, lançado em 2010, e que saiu em outras regiões além do Japão e possui conteúdo adicional, incluindo um novo capítulo jogável da narrativa.

    Tales of Graces F Remastered adiciona mais de 80 pacotes de DLCs ao jogo original, além de trazer melhorias visuais e outras adições a jogabilidade. O título oferece opção de salvamento automático, desativar batalhas aleatórias no mapa e legendas em novos idiomas, incluindo o Português do Brasil.

    Fitness Boxing 3 foi anunciado pela Nintendo

    A franquia de jogos de exercícios rítmicos têm sido uma mina de ouro para a Imagineer, que deveria na verdade estar alimentando os fãs de Medabots com algo novo.

    Fitness Boxing 3: Your Personal Trainer foi revelado pela própria Nintendo durante a Nintendo Direct Partner Showcase, o que não é nenhuma novidade, já que ela lida com os títulos principais no Ocidente. O jogo será lançado mundialmente no dia 05 de dezembro, fechando de vez (assim espero) a lineup de jogos da companhia. Ah, ele estará localizado em português brasileiro.

    Ademais, Fitness Boxing 3 permite um treino que se encaixa no seu estilo de vida, onde você forma dupla com um dos seis instrutores virtuais totalmente dublados com roupas e penteados personalizáveis. O jogo também apresenta 30 novas músicas instrumentais, algumas das quais são inspiradas em melodias pop que muito de vocês devem conhecer.

    Além disso, Fitness Boxing 3 conta com novas adições à série incluem Mitt Drills para praticar combos com seu instrutor e Sit Fit Boxing para suar sem sair do seu assento.

    Ícone do Wii e DS, MySims retorna em pacote 2-em-1

    Não minta, você já que já teve um Wii ou DS com certeza já teve em sua biblioteca ou até mesmo já ouviu falar de MySims.

    O spin-off de The Sims que marcou a sétima geração da Nintendo entre os jogadores casuais está retornando em um pacote 2-em-1 que será lançado exclusivamente para o Nintendo Switch em 19 de novembro.

    MySims Cozy Bundle inclui ports aprimorados da versão de Wii do Life Sim original e de MySims Kingdom. Há quem ame, e também quem não ligue, mas na falta de The Sims no Switch eles são melhores que nada.

    A ousada releitura na série Rune Factory

    A já clássica franquia de RPG de ação e Farm/Life Sim que se originou de STORY OF SEASONS está dando um passo à frente para o que podemos chamar de uma releitura ousada.

    Rune Factory: Guardians of Azuma foi previamente revelado em meados de 2023 como “Rune Factory PROJECT DRAGON”, que traz uma visão mais ambiciosa para a franquia mas que não substitui aquela que já conhecemos, já que “Rune Factory 6” está atualmente em desenvolvimento.

    Esta nova aventura acontece no nunca antes visto país oriental de Azuma, onde você assumirá os poderes do Earth Dancer e lutará contra a corrupção que se espalha por Azuma para trazer esperança de volta a esta terra outrora próspera. Como um Earth Dancer, use o poder da dança, tesouros sagrados e novas armas como o Arco e o Talismã para purificar a terra, suas fazendas e desfazer os danos da Praga.

    Rune Factory: Guardians of Azuma será lançado mundialmente em 2025 para Nintendo Switch como um exclusivo de console e PC.

    Uma aventura solo de Patrick Estrela

    Um novo jogo do Bob Esponja está chegando, mas que desta o vez o holofote foi totalmente tirado da esponja amarela.

    SpongeBob SquarePants: The Patrick Star Game é uma aventura Open-World na Fenda do Biquíni estrelada por Patrick Estrela, desenvolvido pela PHL Collective e publicado pela Outright Games. Ou seja, não é mais um jogo pela THQ Nordic — encare isso dá forma que quiser.

    No jogo, você assume o controle de Patrick e causa o caos na Fenda do Biquíni usando quase qualquer item que encontrar — do soprador de recife a uma lata de tinta. Você deve enfrentar desafios que somente Patrick tentaria, definidos por Bob Esponja, Sandy Bochechas, Sr. Siriguejo e muito mais.

    SpongeBob SquarePants: The Patrick Star Game será lançado no dia 04 de outubro para Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series, Xbox One e PC.

    S.T.A.L.K.E.R. faz sua estreia nas plataformas Nintendo

    Este passou despercebido por muitos na Nintendo Direct, mas não deixa de ser um ótimo anúncio! A trilogia original S.T.A.L.K.E.R., desenvolvida pelo estúdio ucraniano GSC Game World, faz seu debut no Nintendo Switch por meio da coletânea S.T.A.L.K.E.R.: Legends of the Zone Trilogy.

    O pacote inclui S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chornobyl (2007), S.T.A.L.K.E.R.: Clear Sky (2008), e S.T.A.L.K.E.R.: Call of Prypiat (2009) — todos eles com suporte total aos modos TV/portátil/tabletop, integração com giroscópio e controles touchscreen, quando aplicável. Um lançamento está previsto para o mês de  novembro de 2024.

    Atualizações

    Agora vai? Coletânea de Suikoden recebe data de lançamento

    A Konami fez uma breve aparição na Nintendo Direct global para nos aliviar sobre o lançamento de Suikoden I & II HD Remaster: Gate Rune and Dunan Unification Wars, anunciado já faz uma bom tempo.

    A coletânea, que traz os primeiros RPGs clássicos lindamente aprimorados, será lançado no dia 06 de março de 2025! É… ainda está longe, mas outra boa notícia é que os amantes de mídia física serão agraciados com lançamento no varejo — note que não estou falando de uma parceria entre Limited Run Games e afins.

    A esperada coleção MARVEL vs. CAPCOM já tem data para chegar!

    É isso mesmo, a notícia que muitos estavam aguardando: MARVEL vs. CAPCOM Fighting Collection: Arcade Classics será lançado mundialmente no dia 12 de setembro. E só pra refrescar a memória de vocês,  o pacote conta com os seguintes jogos:

    • X-MEN CHILDREN OF THE ATOM;
    • MARVEL SUPER HEROES;
    • MARVEL SUPER HEROES vs. STREET FIGHTER;
    • MARVEL SUPER HEROES vs. STREET FIGHTER;
    • MARVEL vs. CAPCOM 2 New Age of Heroes;
    • THE PUNISHER.

    Infelizmente, o lançamento para o mês que vem será apenas no formato digital, mas a Capcom já confirmou planos para uma edição física prevista para 22 de novembro.

    Anúncios da Direct japonesa

    Disney Music Parade: Encore é o novo jogo rítmico do estúdio de Medabots

    E a Imagineer está sem freio, lançando jogos rítmicos a torto e a direito. Desta vez, uma colaboração com a Disney!

    Disney Music Parade: Encore é o nome do novo título dos produtores de Medabots e Fitness Boxing que será lançado exclusivamente para Nintendo Switch em 21 de novembro no Japão e durante o inverno do hemisfério sul na Ásia com suporte ao inglês — o que sugere que um lançamento global deva acontecer eventualmente.

    Disney Music Parade: Encore é descrito como um “jogo de ação rítmico” onde o jogador pode se divertir curtindo músicas famosas da Disney. Há um total de 60 músicas e você vai desbloqueando elas enquanto progride no seu próprio ritmo sozinho ou com a família e os amigos. Existe também um modo “Shake” que permite que crianças e iniciantes em jogos de ritmo joguem simplesmente balançando o Joy-Con no ritmo.

    Clássico Dating Sim da Konami de 1994 retorna em versão modernizada

    Durante a Nintendo Direct japonesa, a KONAMI revelou Tokimeki Memorial forever with you Emotional para Switch. Trata-se de uma nova edição do clássico dating sim e a expectativa é que ela seja lançada no Japão em 2025 como parte das comemorações de 30 anos da franquia.

    Tokimeki Memorial é um dos maiores clássicos japoneses. Nessa simulação de vida, assumimos o papel de um jovem rapaz que entra no ensino médio e tem a oportunidade de conquistar belas garotas antes de sua graduação. Para isso, ele terá que se dedicar aos estudos e outros aspectos da sua vida na busca de impressioná-las.

    A obra original foi lançada em 1994 no PC Engine e é amplamente reconhecida por sua influência no mercado japonês. Em particular, a personagem Shiori Fujisaki, capa do jogo, se tornou bastante popular e é conhecida por sua alta exigência de parâmetros na simulação.

    Embora o relançamento mantenha a história intacta, a nova edição terá a opção de escolher entre os gráficos clássicos e novas versões. Além disso, será possível escolher o nome do seu personagem e escutar as garotas falando-o, sistema que a Konami também utilizou em Tokimeki Memorial Girl’s Side: 4th Heart no Switch.

    Simulador de loja de doces do Doraemon já está à venda na eShop

    Foi um destaque da Nintendo Direct japonesa, mas vale para nós aqui também pois o lançamento foi global.

    Doraemon Dorayaki Shop Story é o mais novo Sweet Shop Sim da Kairosoft temático de Doraimon. A promessa é simples: faça o dorayaki favorito do Doraemon e crie uma loja que será o assunto da cidade; faça os doces, monte as prateleiras e prepare as mesas. Vários personagens das obras de Fujiko F. Fujio aparecerão como clientes, “TP BON” e “Kiteretsu Encyclopedia.”

    Durante sua aventura para encontrar ingredientes, você encontrará muitas dificuldades. Mesmo em tal situação, os gadgets secretos de Doraemon ajudarão você a resolver problemas difíceis sem nenhuma dificuldade.

    Doraemon Dorayaki Shop Story já está à venda na eShop do Nintendo Switch pela bagatela de US $ 18. Divirta-se!

    DLC ‘plus Pack’ é anunciado para Shiren the Wanderer: The Mystery Dungeon of Serpentcoil Island

    Shiren the Wanderer: The Mystery Dungeon of Serpentcoil Island apareceu na Nintendo Direct japonesa para anunciar dois conteúdos de DLC que serão lançados neste fim de ano no Japão — e eventualmente para nós aqui do Ocidente. Lembrando que temos uma analise do jogo aqui no NintendoBoy, que recebeu um 9 de 10, confiram aqui.

    Ademais, a DLC ‘plus Pack’ será dividida em duas partes. A primeira será lançada já no próximo mês, no dia 05 de setembro por 1,800 ienes. Ela trará cinco novas dungeons para explorar e o novo personagem jogável Koppa — ele não consegue causar dano com ataques regulares, porém, pode agir com o dobro da velocidade normal.

    A segunda DLC será lançada no dia 31 de outubro, custando também 1,800 ienes. Ela trará mais cinco dungeons e a personagem jogável Asuka, cujo os detalhes ainda não foram divulgados.

    The Hundred Line já possui data definida no Japão

    Lembram do The Hundred Line -Last Defense Academy? O novo projeto do criador da série Danganronpa, foi mostrado pela primeira vez lá na Direct de junho, mas reapareceu na de hoje (27) para entregar aos fãs japoneses uma data de lançamento, enquanto este lado do globo fica apenas chutando dedo.

    Conforme mostrado no evento digital, The Hundred Line -Last Defense Academy será lançado para Nintendo Switch e PC (via Steam) no dia 24 de abril de 2025 no Japão. A versão o ocidental estava com uma janela para o “início de 2025”, então devemos esperar a boa vontade da Aniplex em divulgar algo mais preciso para nós.

    Você pode ler mais sobre The Hundred Line aqui, e também sobre uma história engraçada onde Kodaka precisou se endividar para tornar o jogo uma realidade.

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  • Indie World Showcase — Agosto, 2024 | Confira os principais anúncios

    A Nintendo realizou nesta terça-feira (27) a mais nova apresentação do Indie World Showcase, focada em títulos independentes que estão vindo para o Switch.

    Neste artigo tudo-em-um, vamos destacar os principais anúncios e atualizações do evento digital, com todas as informações em um só lugar para sua conveniência. Vamos lá!

    Novidades

    Premiado RPG indie está recebendo DLC gratuita


    Àqueles que anseiam por mais de Sea of Stars [leia nossa review] poderão esperar por conteúdo inédito que chega no “início de 2025” — e o melhor, totalmente de graça!

    “Throes of the Watchmaker” chega em todas as plataformas durante a primavera norte-americana, levando os Guerreiros do Solstício Valere e Zale em uma aventura no mundo mecânico em miniatura de Horloge. Nesta terra mágica onde os habitantes são ameaçados por um carnaval amaldiçoado, nossos heróis precisarão se adaptar a regras desconhecidas para que seus poderes de Sol e Lua se manifestem.

    A DLC também apresenta um novo personagem jogável: Arty. Descrito como um “simpático robô engenheiro”, ele desbloqueará as capacidades de disparo a laser de seu constructo e se juntará a Valere e Zale na luta para salvar Horloge.

    Por fim, a prometida atualização com o modo cooperativo de três jogadores estarão disponível junto da DLC; Assista ao trailer de anúncio:

    Moth Kubit é um novo RPG surreal e satírico sobre a vida corporativa feito por estúdio brasileiro


    O IndieWorld Showcase trouxe um novo anúncio da publisher de jogos independentes Astrolabe Games, tratando-se de um jogo feito por estúdio brasileiro!

    Moth Kubit “é um novo RPG “surreal e satírico” do Helena Creative Studio. É um jogo experimental onde assumimos o papel de Moth Kubit, um funcionário comum de uma megacorporação que embarca em uma aventura excêntrica cheia de insetos misteriosos que, assim como ele, tentam subir na vida corporativa a qualquer custo.

    Em suma, é um RPG sobre a vida corporativa. O protagonista, Moth Kubit, após ser promovido, de repente se encontra em uma estranha aventura corportativa onde ele, juntamente de seus amigos insectóides, deve decidir redimir ou erradicar o mundo antes da chegada do “Processo Final”.

    Gostou da premissa? Moth Kubit será lançado durante a primeira no hemisfério norte em 2025 como um exclusivo temporário do Nintendo Switch.

    Wobbly Life: Sandbox baseado em física está chegando ao Switch


    Wobbly Life convida você a explorar um sandbox 3D de mundo aberto repleto de missões peculiares para você fazer junto a amigos localmente ou online.

    Este é mais um daqueles jogos baseados em física que são bastante populares entre YouTubers, no maior estilo Human: Fall Flat. E este não é diferente. Desenvolvido pela RubberBandGames, Wobbly Life foi lançado originalmente em 2020 na Steam e já conta mais 1,7 bilhão de visualizações no YouTube acumuladas e vendendo mais de um milhão de cópias em outras plataformas.

    A versão para Nintendo Switch revelada hoje (27) na Indie World Showcase está com lançamento previsto para o mês de dezembro deste ano.

    NanoApostle  oferece combate intenso em um jogo de ação sci-fi de boss rush


    NanoApostle já estava disponível na Steam, mas a PQube anunciou hoje (27) que a versão para Nintendo Switch chega já no próximo mês, no dia 12 de setembro.

    NanoApostle é um jogo de ação sci-fi de boss rush feito pela 18Light Game. Nele, jogamos como Anita, uma criança potencializada com nanomáquinas letais, enquanto ela luta contra experimentos cibernéticos distorcidos para escapar de uma instalação ultrasecreta.

    Cuisineer traz uma deliciosa combinação de exploração de dungeons e simulador de restaurante


    A XSEED Games, agora um branch da Marvelous focado totalmente na publicação de títulos terceiros, revelou durante a Indie World Showcase que Cuisineer está finalmente atingindo os consoles.

    Cuisineer foi lançado primeiro no PC se trata de um simulador de restaurante que combina exploração de dungeons com elementos roguelite. O jogo desafia os jogadores a ganharem seu jantar da maneira mais difícil: lutando em uma masmorra. Busque aventuras no mundo fora de Paell, empunhando os utensílios de cozinha contra galinhas gigantes, camarões de artilharia, pimentas que cospem fogo e outros perigos incômodos, tomando chá de boba ao longo do caminho. Trabalhe com artesãos locais para personalizar sua cozinha e adapte seu refeitório às necessidades de clientes leais ansiosos para experimentar as receitas raras que ela preparou.

    O lançamento de Cuisineer ocorrerá em 28 de janeiro de 2025, para Nintendo Switch, PlayStation 5 e consoles Xbox. Além disso, a XSEED Games estará disponibilizando uma edição de varejo, a Day One Edition, que inclui  o jogo, uma trilha sonora com mais de 40 canções, um livro de arte com mais de 160 páginas de ilustrações e uma toalha de “rosto”, tudo por um preço sugerido de US$ 49,99.

    Pizza Tower: Aclamado plataforma inspirado em Wario Land já está disponível

    O altamente aclamado e premiado indie de 2023, Pizza Tower enfim sai dos PCs para encontrar novos jogadores no Nintendo Switch!

    Já à venda na eShop, o plataforma 2D inspirado em Wario Land acompanha o italiano gordo e calvo Peppino Spaghetti em uma missão para salvar a Pizza Tower titular para salvar seu restaurante da aniquilação. Apesar de ser um italiano de meia-idade, Peppino é surpreendentemente ágil e poderoso.

    Para os amantes de mídia física, a Fangamer lançará edições físicas para Nintendo Switch, tanto na versão padrão quanto na de colecionador. Aqueles interessados podem se inscrever no site especial da Fangamer para receber a notificação da pré-venda quando ela abrir.

    Coffee Talk Tokyo é revelado como terceiro título da série de simulação de cafeteria

    Coffee Talk é uma série de simulador de cafeteria no qual o jogador, além de atender seus clientes com bebidas diversas e refinadas, deve entender seus dilemas e guiar as mentes perdidas que acabam neste estabelecimento peculiar. Durante a Indie World Showcase de hoje (27) somos surpreendentemente com uma segunda sequência deste indie que a essa altura já fez seu nome na industria de videogame.

    Coffee Talk Tokyo será lançado para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series e PC em algum momento de 2025. Assim como diz o nome, o jogo é ambientado em Tóquio em um pequeno café que oferece aos humanos e pessoas de fantasia um lugar aconchegante para estar. Este mais novo jogo da franquia Coffee Talk traz de volta elementos familiares com novas reviravoltas.

    A edição definitiva de Shovel Knight teve sua confirmação para o Switch

    Pra quem esperava que Shovel Knight: Shovel of Hope DX fosse atingir outras plataformas além do PC, bem, aqui está.

    Marcando presença na Indie World Showcase desta terça-feira (27), Shovel Knight: Shovel of Hope DX chega em 2025 para o Switch, anunciou a Yatch Club Games. Esta edição conta com diversos aprimoramentos e recursos novos e retornantes, incluindo a Multiplayer Online, Rewind, Save State e mãos! Um clássico moderno do cenário indie em sua melhor forma.

    Atualizações

    Dos criadores de GRIS, Neva enfim ganha data de lançamento


    Neva é uma aventura deslumbrante e comovente da Nomada Studio, o estúdio independente por trás do aclamadíssimo GRIS. Durante a apresentação do Indie World Showcase hoje (28), a Devolver Digital enfim nos trouxe o que tanto aguardávamos: uma data de lançamento.

    Neva será lançado para Nintendo Switch, além do PlayStation 5, Xbox Series e PC (Steam) no dia 15 de outubro no formato digital. No jogo, acompanhamos uma jovem chamada Alba e seu vínculo vitalício com um lobo enquanto eles sobrevivem a um mundo que está morrendo rapidamente.

    Date Everything! é a nova sensação entre os jogos de namoro


    Nós já falamos sobre Date Everything! aqui no NintendoBoy antes, portanto, vou ser bem mais breve desta vez.

    Durante a Indie World Showcase, a Team17 e a desenvolvedora Sassy Chap Games definiram uma data de lançamento para o sandbox dating sim para o dia 24 de outubro, o qual estará disponível para Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series e PC. No jogo, objetos cotidianos se transformam em possibilidades românticas, desde geladeira ao aspirador de pó. Legal, né?

    Europa: Aventura inspirada no Studio Ghibli recebe data de lançamento


    Vocês já devem conhece-lo, mas para os que moram numa caverna, Europa é uma aventura pacífica com visuais inspirados no renomado Studio Ghibli.

    O jogo, desenvolvido por Helder Pinto e publicado pela Future Friends Games, fez uma breve aparição na Indie World de hoje (27) para divulgar sua data de lançamento: 11 de outubro. Ele estará disponível para PC e Nintendo Switch como um exclusivo de console.

    Europa acompanha a jornada de um andróide chamado Zee pela lua Europa, um exuberante paraíso terraformado à sombra de Júpiter. Zee sai em busca de respostas, correndo, deslizando e voando pela paisagem, enquanto resolve mistérios nas ruínas de uma utopia caída para descobrir a história do último humano vivo.

    Balatro está recebendo collab com The Witcher 3, DAVE THE DIVER e mais!


    Balatro, o roguelike inspirado em poker que surpreendeu muitos jogadores este ano, está recebendo uma série de colaborações com outros títulos famosos em atualização gratuita!

    A publisher Playstack revelou durnate a Indie World Showcase que estão lançando hoje mesmo a atualização gratuita “Friends of Jimbo”, que apresenta colaborações entre The Witcher 3: Wild Hunt, Among Us, Vampire Survivors, e DAVE THE DIVER. Basicamente, os jogadores poderão personalizar seus decks com novas skins de personagens baseados nos jogos supracitados.

    Anúncios japoneses

    Platform8, sequência de The Exit 8, agora dentro do trem


    A KOTAKE CREATE e a publicadora PLAYISM lançaram a aventura sinistra The Exit 8 no Switch em abril. Agora, a sequência, Platform8, também chegará ao sistema no dia 28 de novembro. Embora só tenha aparecido na apresentação japonesa, o jogo já foi confirmado para um lançamento mundial pela publisher e contará com legendas em português.

    Em Platform8, estamos presos em um trem anômalo baseado nos sistemas de metrô do Japão. Em vez de parar nos destinos, ele segue indefinidamente, forçando o jogador a explorar os vagões vazios como se estivesse em um sonho ou pesadelo.

    Refind Self recebe data de lançamento para outubro


    A PLAYISM também revelou a data de lançamento de Refind Self: The Personality Test Game. A aventura textual que também funciona como um “teste de personalidade” será lançada no Switch em 3 de outubro no Japão. Ainda não se sabe se essa data também será a mesma no Ocidente, mas o jogo já conta com tradução para o inglês no PC.

    Desenvolvido pela Lizandry (7 Days to End With You), a ideia do jogo é gastar cerca de uma hora explorando o mundo e respondendo perguntas. Como uma androide, as suas escolhas de como interagir com o mundo definirão o seu tipo de personalidade como se fosse uma classe de RPG.

    Q2 HUMANITY é lançado no Switch


    A liica lançou Q2 HUMANITY, revelando isso com um trailer durante o Indie World. Apesar de só ter mostrado o jogo na apresentação japonesa, a sequência inédita de Q Remastered está disponível na eShop brasileira.

    Q2 HUMANITY é um jogo de puzzle envolvendo elementos de física. No novo título, além de desenhar na tela para cumprir os objetivos, você poderá contar com habilidades especiais dos personagens, como manipular a gravidade, para resolver os desafios. Além de jogar sozinho, há co-op local e online.

    No Case Should Remain Unsolved chega ao Switch em setembro


    Mais uma vez a PLAYISM trazendo um indie asiático curioso. Desta vez, teremos o coreano No Case Should Remain Unsolved chegando ao Switch no dia 19 de setembro. Vale destacar que o jogo conta com legendas em português no Steam.

    No jogo, acompanhamos a detetive Jeon Gyeong em sua busca por pistas sobre o paradeiro de uma menina desaparecida enquanto brincava em um parquinho. O caso nunca foi solucionado na época, mas a inspetora tentará novamente buscar a verdade doze anos após sua aposentadoria.

    Urban Myth Dissolution Center é adiado para 2025


    Outro adventure narrativo mostrado apenas na Direct japonesa foi Urban Myth Dissolution Center. Antes previsto para 2024, o jogo da Hakababunko será lançado mundialmente em fevereiro de 2025 pela Shueisha. Vale destacar que ele também terá opção de língua portuguesa (do Brasil).

    No jogo, a jovem Azami Fukurai explora mistérios variados a mando do Centro de Dissolução de Mitos Urbanos. O caminho envolverá encontrar elementos sobrenaturais de verdade, como criaturas sobrenaturais e vários tipos de anomalia.

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  • RPG Dungeon Crawler, Touhou Genso Wanderer -FORESIGHT- está a caminho do Nintendo Switch

    A Phoenixx e a desenvolvedora AQUASTYLE revelaram nesta segunda-feira (26) que Touhou Genso Wanderer -FORESIGHT- está vindo para os consoles no próximo mês.

    Touhou Genso Wanderer -FORESIGHT- foi lançado originalmente para PC em maio passado, tratando-se do mais recente RPG Dungeon Crawler da subsérie “Genso Wanderer”. No jogo, exploramos masmorras misteriosas com a ajuda de mais de 60 heroínas de Touhou enquanto resolvem incidentes em Gensokyo; Além disso, uma nova heroína está sendo introduzida ao jogo.

    Ademais, Touhou Genso Wanderer -FORESIGHT- será lançado para Nintendo Switch e PlayStation 4 no dia 18 de setembro, sendo uma estreia global. O jogo custará US $ 37,99 na eShop, bem como a DLC Shrine Maiden Costume e Winter Costume que estará disponível no lançamento.

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  • Review | WitchSpring R

    Desenvolvedora: KIWIWALKS
    Publicadora: KIWIWALKS, PM Studios
    Gênero: RPG baseado em turnos
    Data de lançamento: 29 de agosto, 2024
    Preço: R$ 174,07
    Formato: Digital/Físico

    Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela KIWIWALKS.

    Revisão: Marcos Vinícius

    WitchSpring R é um remake do primeiro jogo da série WitchSpring, originalmente lançado para dispositivos móveis em 2020. Basta apenas uma olhada de relance para o título original para que seja perceptível o fato de que, WitchSpring R trata-se de um glow-up significativo em relação a sua versão original.

    Vale ressaltar também que, a série WitchSpring conta com 4 títulos lançados em plataformas mobile, sendo esta a terceira iteração atualmente disponível para consoles e PC. Sem mais delongas, vamos à análise!

    A história da bruxinha Pieberry

    WitchSpring R conta a história de Pieberry, uma jovem garota que vive em uma floresta completamente alienada de qualquer tipo de contato com humanos, exceto quando os mesmos aparecem na floresta com o intuito de capturá-la unicamente por ser uma bruxa. Acontece que, no mundo de WitchSpring, guerreiros humanos cometeram um grande genocídio de indivíduos que possuem sangue mágico devido a inveja e complexo de inferioridade que sentiam em relação a bruxas.

    É nesse contexto que WitchSpring R usa de sua base para apresentar discussões sobre liberdade e religião. De início, todo a história que é apresentada através de uma cutscene narrando acontecimentos passados e contextualizando o conflito em que esse mundo se encontra parecem servir apenas como um simples pretexto para o gameplay e o combate, visto que a história demora um pouco para começar a avançar de fato.

    As primeiras horas de jogo buscam retratar o dia a dia de Pieberry, fugindo de guerreiros e coletando ingredientes mágicos para fazer poções e alimentos. No entanto, logo após o capítulo inicial do jogo, as temáticas da história começam a ser apresentadas aos poucos juntamente com personagens novos que antagonizam Pieberry. Pode-se dizer que o jogo lida bem com os temas que se propõe a discutir e com isso, faz-se capaz de contar uma história que de início pode parecer simples ou rasa demais em uma história emocionante, capaz de arrancar lágrimas de jogadores mais sensíveis.

    Desbravando além da floresta

    O capítulo inicial do jogo funciona basicamente como um grande tutorial que dura cerca de 5 horas de gameplay que tem o intuito de apresentar a maior parte de suas mecânicas de maneira clara, dentro e fora de combate. Além de apresentar a protagonista, Pieberry e seu fiel companheiro Black Joe e como se dá a relação dos personagens entre si e com o mundo que o cercam.

    Ao iniciar o combate, a seleção da ordem de quem irá atacar primeiro e a progressão dos turnos seguintes se dá a partir do status de agilidade de Pieberry em relação aos seus inimigos. No canto inferior direito da tela, pode ser visto uma barra que mostra a ordem em que ordem cada personagem irá atuar, o que pode ser muito útil para planejar que tipo de ação será tomada pelo jogador em cada turno.

    WitchSpring R possui uma sinergia muito boa com suas diversas mecânicas, isto faz com que uma boa apresentação de todas as suas nuances se faça necessária, visto que a negligência de determinados aspectos do jogo pode fazer com que o jogador tenha uma experiência menos agradável do que o jogo pode oferecer. Esta variedade de mecânicas e tipos de gameplay faz com que o jogo seja capaz de se sustentar por muitas horas, evitando a repetição maçante e desnecessária de determinados aspectos do jogo. Pode-se dizer que o maior trunfo de WitchSpring R é saber dosar muito bem todos os seus diferentes tipos de gameplay somado a um ótimo balanceamento de dificuldade e opções de qualidade de vida que são muito bem-vindas.

    Magias e poções

    Witch Spring R adota uma filosofia interessante de design de progressão de personagem no que diz respeito ao gênero de jogo em que se encaixa. Isto é, o jogo desencoraja qualquer tipo de grinding e praticamente impossibilita que o jogador fique níveis acima do que é esperado para determinada área do jogo. Um exemplo que pode ser citado desta filosofia de design, é o fato de que cada inimigo ou grupo de inimigos possuem localidades fixas em que aparecem no mapa, uma vez que derrotados, os mesmos possuem um cooldown para nascerem novamente no mesmo lugar, porém, ao combatê-los novamente, Pieberry não receberá nenhum XP pelo combate, somente os itens derrubados por cada inimigo.

    Essa é uma abordagem particularmente interessante pois praticamente obriga o jogador a desenvolver estratégias para cada encontro com inimigos e engajar com todas as mecânicas disponíveis no combate, além de tornar cada batalha interessante por si só, visto que cada inimigo tem as suas próprias peculiaridades e maneiras diferentes de enfrentar. Desta forma o jogo também acaba engrandecendo a necessidade de engajamento com o sistema de crafting, visto que passar por lutas com chefes se torna praticamente impossível sem o auxílio de poções que aprimoram as habilidades de Pieberry ou recuperam sua vida e mana.

    Infelizmente, WitchSpring R ainda falha em trazer diversidade ao gameplay do meio para o fim do jogo. Até certo ponto, o fato de termos somente Pieberry como personagem controlável torna-se um fardo que o jogo não consegue carregar muito bem ao longo das suas quase 30 horas de campanha. Isto é, o combate acaba se tornando um tanto repetitivo, visto que as estratégias para derrubar inimigos mantem-se praticamente a mesma durante todo o jogo e algumas mecânicas que deixam o combate mais interessante, como a invocação de mais de um ajudante ou o aprimoramento de magias antigas e aprendizado de magias novas que demoram um pouco para aparecer, considerando o ritmo relativamente acelerado do jogo.

    O jogo também consegue dar um certa contornada na necessidade de revisitar áreas antigas para farmar ingredientes de crafting visto que uma vez a cada descanso, Pieberry pode enviar o seu companheiro Black Joe para retornar a determinadas áreas e coletar esses ingredientes para o jogador. No entanto, dada a aleatoriedade dos itens em que Black Joe pode resgatar a cada dia e somando com a quantidade de descansos que o jogador está fazendo, um pouco de backtracking ainda pode-se fazer necessário de tempos em tempos.

    Um mundo belo e interessante

    Visualmente, WitchSpring R soube lidar muito bem com as limitações técnicas e orçamento aparentemente limitadas. O mundo do jogo é de certa forma pequeno e linear, mas isso é compensado por um nível de detalhe, cuidado e direção de arte que foi posto em cada área. No geral, jogadores não perderão muito tempo explorando cada área dado a filosofia do jogo de ser direto ao ponto, isso também se reflete no level design simplificado das dungeons, que são apesar de serem bem lineares, apresentam puzzles simples porém interessantes, que ajudam a dar uma descontraída do típico gameplay de combate que poderia ficar um tanto quanto cansativo ao longo da exploração.

    O jogo também possui uma fidelidade gráfica impressionante no Nintendo Switch, rodando muito bem, sem apresentar nenhuma queda de resolução expressiva até mesmo em modo portátil. No entanto, é perceptível que o jogo fica consideravelmente mais lento em lutas contra chefes grandes ou que possuem muitos inimigos na tela, nada que impacta muito a experiência dado a natureza do gameplay de combate por turnos, que não exige reflexos ou uma performance estável.

    WitchSpring R também conta com ilustrações e retratos de personagens ao lado das caixas de diálogos que são muito bonitas e ornam muito bem toda a paleta de cores do jogo. No entanto, o uso de alguns desses retratos parece um pouco arbitrário, considerando que os mesmos tendem a ocupar um espaço considerável na tela e às vezes conflitam com as expressões faciais dos modelos 3D dos personagens no jogo.

    Apesar disso, pode-se dizer que o jogo possui uma interface de usuário excelente. Todos os menus são bem intuitivos, responsivos e simples o que faz com que a navegação seja rápida, fácil de entender e satisfatória. Vale ressaltar que apesar da simplicidade, toda a interface ainda carrega a personalidade do jogo muito bem, sem parecer sem graça ou minimalista demais.

    Doce como torta de morango

    WitchSpring R pode não ser o título mais refinado e complexo do gênero, mas sem dúvida é um jogo que consegue contar uma história cativante, com personagens interessantes somados a um gameplay engajante e balanceado. Apesar de ser um jogo relativamente menor, se comparado a outros RPGs, WitchSpring R também se destaca pela qualidade de vida de suas mecânicas, podendo servir de referência para até mesmo os maiores títulos do gênero. No geral, acredito que WitchSpring R é certamente um jogo que ficará na memória de todos que o darem uma chance.

    Prós

    • Opções de qualidade de vida;
    • Belo e responsivo;
    • Mecânicas interessantes que conversam entre si.

    Contras

    • História um pouco lenta;
    • Progressão de personagem arrastada em alguns momentos.

    Nota

    8,5

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  • Lançamentos em mídia física da semana — 26/8 a 30/8, 2024 | Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club, GUNDAM BREAKER 4 e mais

    Toda semana separamos os títulos que chegarão ao Nintendo Switch que também inclui uma versão no varejo. Os jogos apresentados abaixo podem incluir lançamentos em determinado território, mas pelo console não possuir trava de região, nada impede do interessado recorrer à importação.

    Confira nosso resumo a seguir:

    Monster Jam Showdown

    NA: 29 de Agosto, 2024
    PAL: 26 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Milestone S.r.l.
    Distribuidora: Milestone
    Gênero: Esporte, Corrida

    Shadow of the Ninja Reborn

    NA: 29 de Agosto, 2024
    PAL: 29 de Agosto, 2024
    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: NatsumeAtari, TENGO PROJECT
    Distribuidora: ININ Games, NatsumeAtari
    Gênero: Plataforma, Ação

    GUNDAM BREAKER 4

    NA: 29 de Agosto, 2024
    PAL: 29 de Agosto, 2024
    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Crafts & Meister
    Distribuidora: Bandai Namco
    Gênero: Ação

    everlasting flowers

    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Sprite
    Distribuidora: Sprite
    Gênero: Visual Novel

    KAMiBAKO – Mythology of Cube –

    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Gravity Game Arise
    Distribuidora: Gravity Game Arise
    Gênero: RPG, Puzzle

    WitchSpring R

    NA: 29 de Agosto, 2024
    PAL: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: KIWI WALKS
    Distribuidora: PM Studios
    Gênero: RPG

    Rhapsody: 25th Anniversary Collection

    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Nippon Ichi Software
    Distribuidora: Nippon Ichi Software
    Gênero: RPG, Coletânea

    My9Swallows TOPSTARS LEAGUE

    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Otomate
    Distribuidora: Idea Factory
    Gênero: Otome Visual Novel

    Obs.: Capa não final

    Emio — The Smiling Man: Famicom Detective Club

    NA: 29 de Agosto, 2024
    PAL: 29 de Agosto, 2024
    JP: 29 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: MAGES.
    Distribuidora: Nintendo
    Gênero: Visual Novel, Mistério

    Umamusume: Pretty Derby – Party Dash

    NA: 30 de Agosto, 2024 (Digital)
    PAL: 30 de Agosto, 2024 (Digital)
    JP: 30 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: Arc System Works
    Distribuidora: Cygames
    Gênero: Party-action

    Kyokkou no Marriage episode LIA

    JP: 30 de Agosto, 2024

    Desenvolvedora: ensemble#
    Distribuidora: Ares Game Co., Ltd.
    Gênero: Visual Novel

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  • Pokémon Horizons — Episódio 62 | Alma purificada pelo ritmo do Ragatanga

    Fala, galera! Essa semana sou eu de novo cobrindo Pokémon Horizons, e fiz questão de reler com cuidado extra as impressões do Marcos sobre o episódio anterior e recomendo que você também o faça:

    Pokémon Horizons — Episódio 61 | Os malefícios da confiança e arrogância em excesso


    Como aprender com a derrota?

    Então, aqui a gente segue do final do episódio anterior, com Roy tentando entender o porquê dele ser um fracasso como treinador Pokémon, mas com as falas dos amigos, ele logo se recupera e se coloca em foco para treinar e melhorar. Pela fala de Ryme, eles acreditam que ela estaria disposta a dar uma nova chance ao rapaz se ele mostrasse sua “alma purificada”

    Nemona seria sua “coach”, mas no fim das contas, as três meninas participam do treinando de batalha, força e velocidade, o que se mostrou muito produtivo! Fuecoco está mais rápido, forte, reativo, com reflexões mais rápidos.! Enfim, ganhou alguns níveis, igual nos jogos.

    Mas isso não seria o bastante. Fuecoco e Roy sempre se conectaram pela música, e esse episódio explica o porquê, apresentando ainda os pais do moleque. Eram pescadores, e como todo bom marinheiro, cantavam várias cantigas, sobre vários temas. Quando eles deixam Roy com o avô para ir trabalhar (e não fica claro exatamente porque eles ainda não voltaram), ele mantém esse hábito de cantar, fazendo amizades com diversos Pokémon locais. Backstory bonitinho afinal, gostei.

    Mas voltando ao presente, Nemona bate nessa tecla de que aquela musica do “Vamos em frente, força Fuecoco” era meio… tosca? No mínimo previsível e só servia como um boost de confiança do que como uma estratégia de batalha de verdade, então Roy decide trabalhar nisso. Aí que as coisas ficam legais, pra mim o charme desse episódio é justamente a segunda metade, com o retorno do guri para batalhar novamente contra a líder do ginásio do tipo fantasma.

    Também fui eu quem apresentou ela a vocês na review do episódio do Annihilape, e volto a afirmar que, embora o design do cabelo dela com uma maldita mão de cabelo, terem dado voz pra cantora ficou fantástico. Rap não é um estilo musical que eu goste, mas a representação aqui ficou bastante boa de verdade, com um ritmo bacana, e condizendo com a personalidade da personagem, muito bem representada na atuação da VA e na animação.

    Mas sobre a música, notem como ela usa a música como parte dos seus movimentos. A combinação de coisas e ataques que ela faz fazem sentido, e ressoam com seu Pokémon Toxtricity. Roy finalmente entendeu isso e incorpora ritmo aos movimentos do jacaré.

    Uma plateia ajuda muito nisso, claro, mas todos os movimentos agora são ritmados, combinando com os gritos de Roy e do público como maestros sem parar a batalha para tal. Esquece a dancinha gambare bobona que eles faziam, isso aqui é rempo real! O que faz todo sentido com os personagens e até com as evoluções do jacaré, já que o carro de palhaço Skeledirge é um cantor. Me lembrou bastante o estilo de inovação que o Ash trazia. Foi uma boa reviravolta e finalmente tenho alguma esperança no Roy.

    Ainda falta muito para alcançar o Rayquaza, e essa parte do plot está on hold por tempo indeterminado, mas acho que devemos ver um ou outro ponto disse em breve, agora que os três foram aprovados no Terastal. Aguardemos os próximos episódios!

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  • Hip-Hop e Splatoon: quando referências recriam estilos

    Revisão: Davi Sousa, Lucas Barreto

    Quando iniciamos nossa jornada no mundo de Splatoon, uma das primeiras coisas que se destaca é a sua moda urbana jovem e suas músicas pop marcantes, principalmente com as Squid Sisters. Com o tempo, a franquia foi ganhando mais estilos, como os do movimento hip-hop, que são compostos por DJs, MCs, grafite e break dance. Neste texto, apresentarei alguns elementos deste movimento cultural no mundo de Splatoon.

    Música

    De início, quero explicar que hip-hop não é um estilo musical, e sim uma cultura urbana, então esse texto não será apenas sobre música, mas irei começar por ele — no caso, nossas representantes de DJ e MC, a marcante dupla de rap com eletrônico Off the Hook, Pearl e Marina. Pearl é rapper e MC, e Marina é DJ; como o jogo é composto por várias bandas, ainda existem vários outros DJs, como DJ Octavio, vilão principal dos dois primeiros jogos; e Dedf1sh, que “faz” a trilha sonora da DLC do segundo jogo.

    Pearl e Marina também têm roupas na DLC Octo Expansion que remetem a grande personagens da história do hip-hop, The Notorious B.I.G (Pearl) e Tupac Shakur (Marina), e fases com nomes de músicas dos rappers só trocando o fim do nome das músicas por “Station”.

    Street art

    Dentre os 4 elementos que compõem o hip-hop, o que mais me interessa e acabo vendo mais em Splatoon é o grafite, mas antes de apontar as referências dentro dos jogos, quero explicar sobre a parte artística no nosso mundo, que nasceu para causar o desconforto e chamar atenção para algo que era ignorado ou marginalizado na cidade. Por isso, se tornou mais comum em periferias e guetos e o uso de cores e formas e feito em lugares altos e chamativos, e neste texto estou englobando grafite como os desenhos em muro e os pixos, que são as escritas.

    No Japão, existem poucos grafiteiros, e a cultura do hip-hop é bem pouco difundida e com forte restrição. Os muros do Japão, assim, acabam ficando sem pixo; parte disso vem da proibição e da cultura do país, e parte é pela urgência de se fazer a arte e sair antes de ser visto. Assim, acabou se popularizando o uso de adesivos. Os pichadores já deixam pronto o seu sticker com sua tag, fazendo com que a street art levada para o jogo tenha a pegada mais “japonesa” de ter adesivos pelas paredes com desenhos ou algo escrito.

    Exemplo de pixo japonês / Pixo em Splatoon 3

    Algumas das tendências do cenário japonês envolvem os stickers, colados em placas de trânsito e outdoors, e os donos de comércio tentam retirar raspando ou usando algum produto para remover cola ou dissolver o papel dos adesivos. Porém, eles não saem facilmente e acabam ficando ainda uma parte deles raspados, dando um novo visual ao ambiente.

    Stickers presos em placa em Inkopolis Square

    Mais lá em cima, eu falei que o grafite existe para chamar atenção para algo que é ignorado ou marginalizado, mas estes adesivos não chamam tanta atenção. Mesmo sendo coloridos, ainda são pequenos, e é aí que entram alguns artistas mais ousados, que fazem artes mais complexas com personagens com visuais distintos para se identificar. Em Splatoon, com a ajuda do Miiverse no primeiro jogo, e pelo sistema de correio em Splatoon 2 e 3, os jogadores podem se expressar artisticamente, ilustrando os muros de Inkopolis e Splatville.

    Grafite da artista Woof One / Um “Among Us” pichado

    Grafite político

    Além do pixo para destacar a passagem do artista ou do crew (nome dado para grupo de pixadores) por um lugar, o grafite serve de para chamar atenção também de forma política. Como citei anteriormente, pode ser pelo abandono, esquecimento de uma área da cidade, a violência, crítica ou apoio a uma causa política. Porém, esse tipo de pichação é muito mais comum no lado de cá do planeta, nas Américas, onde vemos com frequência frases criticando políticos e governos.

    Foto do que é considerada a primeira pichação brasileira.

    Com o nível de popularidade de Splatoon e com uma ferramenta de poder desenhar e escrever dentro dos jogos, muitos jogadores perceberam que não precisam criar pixos só para as Splatfests e outros eventos do jogo ou para brincar com os amigos. Muitas pessoas de grupos minoritários e apoiadores aproveitaram para criar mensagens a causas LGBTQIA+, Black Lives Matter e de apoio à Palestina, por exemplo, e as únicas restrições que a Nintendo faz é de não divulgar informações pessoais e não postar conteúdo ofensivo, fazendo com que seja uma rede de grafite onde se pode protestar, chegando a pessoas de outros países.

    De estética para protestos

    Possivelmente, as ideias iniciais da Nintendo de desenvolver Splatoon com algumas das estéticas do hip-hop foi no pensamento de apenas se apropriar da estética para ter estilo e ser algo da moda. No entanto, em um jogo em que as cores de pele não afetam a história de seus personagens, que aboliu a escolha de gênero binário e abraça todos povos em uma cidade, os jogadores se sentiram cada vez mais confortáveis de se expressar sobre as políticas discriminatórias do mundo real.

    Fontes: sabukaru

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  • Review | BAKERU

    Desenvolvedora: Good-Feel
    Publicadora: Spike Chunsoft
    Gênero: Ação 3D
    Data de lançamento: 03 de setembro, 2024
    Preço: R$ 199,00
    Formato: Digital

    Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Spike Chunsoft.

    Revisão: Davi Sousa

    Acho que não supreendo ninguém quando digo que o Japão possui uma verdadeira montanha de títulos que eu pessoalmente gosto. Porém, tais títulos acabam sendo um nicho tão específico que as publishers quase que não veem motivo de trazê-los para o Ocidente — o que infelizmente nos força a depender de traduções não oficiais por fãs ou se virar em aprender a língua japonesa, ou, sei lá, usar o Google Lens.

    Porém, parece que a Spike Chunsoft está querendo mudar um pouco esse cenário com o lançamento ocidental de BAKERU, desenvolvido por ninguém menos que a Good-Feel, uma desenvolvedora conhecida por trabalhar bastante com a Nintendo. Agora, vejamos o que… *ahem* Otogi Katsugeki Mameda no Bakeru: Oracle Saitarou no Sainan!!… tem para oferecer (Ainda bem que encurtaram esse título).

    Era uma vez, em um Japão não como o nosso…

    A história de BAKERU começa com o titular Bakeru, uma raposa tanuki capaz de se transformar em humano. Após resgastar Sun — pronunciado como Soon —, um membro do clã Issun, ele descobre que o Oráculo Saitaro e suas Tropas do Festival procuram dominar o Japão através de um festival bizarro, que tem o risco de transformar o Japão em um país onde tudo que eles sabem fazer é festejar.

    Um tour pelas 47 prefeituras do Japão

    Cada fase em BAKERU é situada em uma prefeitura do Japão. Em cada uma delas, o objetivo é destruir as lanternas de energia colocadas pelos monstros do Oracle Saitaro e bater na grande torre no final para “espantar os males”, digamos assim.

    Além disso, espalhadas por cada fase são várias Lembrancinhas, além de um NPC chamado Scoop, que te dará fatos interessantes sobre o Japão. Um exemplo: você sabia que existe uma caixa de correio embaixo do mar que ainda recebe cartas? Olha, nem eu, pra ser sincero, mas vai uma curiosidade pra te fazer rir.

    E sério: as fases de BAKERU são MUITO divertidas e variadas, e quase nenhuma é igual à outra. Uma hora, você pode estar em um desfile alegórico, e em outra, jogando uma espécie de corrida. A melhor parte é que cada fase faz jus a partes turísticas de cada uma das prefeituras, como Nara, o lugar onde fica o parque dos veados, que possui muitos inimigos…bem, vestidos de veados.

    O personagem Bakeru é capaz de utilizar uma habilidade chamada Henge, através da qual ele pode se transformar de várias maneiras, a exemplo do Issun Henge, que o permite entrar em buracos pequenos, além do Urashima Taro Henge e o Kintaro Henge, que afetam seu estilo de combate.

    Inúmeras referências à cultura japonesa

    Parece ser algo bem óbvio, mas BAKERU é claramente puxado para o público oriental, com suas várias referências e curiosidades focando solamente a Terra do Sol Nascente. Isso pode parecer um ponto negativo a princípio, mas isso só fez eu me apaixonar pelo jogo muito mais.

    Pessoalmente, a minha fase favorita é a de Okinawa, em que o jogo se baseia na minha lenda favorita do Japão: a do Ryuugujou, ou Palácio do Dragão, onde Urashima Taro, um pescador, salva uma tartaruga. E sério: a risada que eu dei com a representação dele em BAKERU… não há como descrever isso em poucas palavras e imagens, pra ser sincero. É uma das minhas partes favoritas.

    Em relação à tradução, os localizadores fizeram o que podiam para manter aquela essência, mas se você não é familiar com as lendas e alguns “estrangerismos” da língua japonesa, provavelmente será algo bem confuso. Pessoalmente, não vi nenhum problema TÃO grande, mas é algo a se pensar.

    Não tenha pressa; explore à vontade!

    Um dos pontos-chave de cada uma das fases de BAKERU é o fato de não existir nenhum limite de tempo. Não há qualquer penalidade se você levar 10 minutos ou até 30 completando uma fase, e se sua vida chegar a zero, o máximo que vai acontecer é você perder um pouco das suas moedas e recomeçar novamente de um dos vários checkpoints que cada fase possui.

    Em relação à dificuldade, BAKERU não possui um modo de ajustar para fazer as fases serem mais difíceis ou mais fáceis. Em vez disso, o jogo aumenta lentamente a dificuldade à medida que você avança pelas prefeituras. Isso provavelmente se deve ao fato de que, em certos pontos, você recebe novas habilidades.

    Muitos colecionáveis para, bem, colecionar!

    BAKERU possui 47 fases no total, uma em cada prefeitura do Japão, com 260 fatos de trivia e mais de 140 lembrancinhas para você coletar ao todo. Também existem os tanukis escondidos em cada fase.

    Porém, mesmo sem a utilização de um guia, tanto as Lembrancinhas quanto os fatos do Scoop foram relativamente simples de encontrar. Talvez o maior desafio? Encontrar os tanukis. Eles são realmente complicados de encontrar, pois se disfarçam como objetos para se camuflar nas fases (Exemplo: um guarda-sol na fase da praia).

    Em média, eu diria que a história em si leva umas 10-15 horas para ser completada, e conquistando o 100% (que eu consideraria sendo todos os tanukis, Lembrancinhas e fatos de Trivia), levaria umas 5 a 8 horas adicionais. Essa variação leva em consideração se, por exemplo, você é que nem eu, e prefere já caçar por todos os coletáveis na sua primeira ida,  tendo que repetir o mínimo de vezes possível.

    Diferenças exclusivas para a versão ocidental?

    BAKERU foi originalmente lançado em 2023 no Japão, e segundo a descrição da eShop, este lançamento no Ocidente possui algumas coisas novas, como novas habilidades e até novos inimigos. Isso me deixou curioso, então decidi baixar a demo da versão japonesa para testar isso.

    Comparando as duas versões lado a lado, consigo perceber uma leve diferença, mas quando digo “leve”, quero dizer bem de leve. Os ataques do Bakeru na versão ocidental parecem ser um pouco mais responsivos. Além disso, algumas fases na versão japonesa têm uma leve sensação no sentido de…”Hmm, tá faltando alguma coisa aqui”.

    Porém, a performance entre as duas versões continua idêntica ao meu olhar. É claro que o jogo possui gargalos, e acho que seria muito melhor se a versão de Nintendo Switch fosse travada em 30 quadros. Mas isso é bem de menos, e não afetou minha experiência de uma maneira gritante.

    A Good-Feel arrasando como sempre!

    Já tinha altas expectativas quando ouvi que BAKERU é um projeto autoral da Good-Feel, pois eu adorava Kirby’s Epic Yarn e Yoshi’s Wooly World, e fico feliz em saber que, mesmo fora da Nintendo, eles conseguiram arrasar, criando um jogo de ação que é muito divertido de se jogar.

    Tudo bem que as curiosidades e piadas fazem sentido apenas em Japonês, mas BAKERU acerta muito na execução, apresentando esses fatos de uma maneira cômica e divertida. Eu sei que eu provavelmente já usei a palavra “diversão” em vários momentos, mas ela realmente merece ser repetida, porque é essa a palavra que descreve bem BAKERU.

    Prós

    • Estilo de arte bonitinho;
    • Fases bem variadas;
    • História bem cômica e engraçada.

    Contras

    • Leves gargalos de performance em algumas fases;
    • Sem modo cooperativo ou maneira de ajustar dificuldade;
    • Não possui tradução em português.

    Nota

    8,5

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  • Nintendo criou rede social interna para ajudar no desenvolvimento de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

    A Nintendo não é conhecida por seguir o padrão quando se trata de desenvolvimento de jogos, e com The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, eles decidiram ir ainda mais além. Para garantir que o jogo estivesse à altura das expectativas, a empresa criou uma rede social própria para os desenvolvedores, chamada Rupee Bulletin Board. Revelada recentemente na CEDEC (Computer Entertainment Development Conference) por Hidemaro Fujibayashi, diretor do jogo, e Kenichi Hirose, engenheiro da equipe, essa plataforma exclusiva serviu para otimizar a comunicação e acelerar o progresso de um dos maiores títulos da franquia.

    Diferente de qualquer outra rede social que conhecemos, o Rupee Bulletin Board tinha um propósito bem definido: facilitar a troca de feedback entre os desenvolvedores em tempo real. Funcionando como um fórum interno, cada membro da equipe podia postar suas observações durante os testes e receber “Rupees” — uma forma simbólica de aprovação, substituindo os tradicionais “likes”.

    Mas não pense que era tudo uma festa de curtidas. A Nintendo foi rígida ao estabelecer que todas as postagens deveriam ser objetivas, baseadas em dados concretos, e qualquer forma de discussão ou opinião subjetiva não eram permitidos. O objetivo? Garantir que o desenvolvimento seguisse de forma eficiente, sem distrações ou mal-entendidos que pudessem atrasar o lançamento de Tears of the Kingdom.

    Imagens via Game.Watch / Nintendo

    Essa estratégia diferenciada foi crucial para manter o ritmo e a qualidade durante o ciclo de produção, que envolvia etapas complexas como implementação, playtests e análise de dados. Com a ajuda do Rupee Bulletin Board, a equipe conseguiu transformar o feedback em ações rápidas e decisivas, resultando em um jogo que impressionou tanto em escala quanto em coesão.

    É fascinante pensar que, em um mundo onde as redes sociais muitas vezes se tornam um mar de opiniões conflitantes e desinformação, a Nintendo conseguiu criar um ambiente onde a eficiência e a objetividade eram as regras do jogo. E, no fim das contas, quem saiu ganhando fomos nós, os jogadores, com um Zelda que redefiniu o conceito de mundo aberto.

    Será que essa abordagem será adotada em futuros projetos, como um novo Mario? Fica a curiosidade. Mas uma coisa é certa: com a Nintendo, sempre podemos esperar o inesperado.

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