Dragon Quest XI sempre foi aclamado em todas as plataformas que foi lançado, e agora, é a vez do Switch 2 receber uma versão nativa do game. Lançado, hoje, dia 24 de Setembro de 2026, por R$199,50, DRAGON QUEST XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition faz parte do plano longo prazo da Square Enix de relançar praticamente toda sua biblioteca do primeiro Switch, com melhorias técnicas, para o Switch 2. Sendo assim, Infelizmente, esse é mais um caso (que não será o último, apesar das reclamações) onde não é possível pagar por um upgrade, para os que já tem o jogo; e claro, mais uma vez a oportunidade de traduzir para português do Brasil foi desperdiçada.
Dito isso, a nova versão se mostra realmente válida pelas suas melhorias, pelo menos para os que não o tem no primeiro Switch. Com um combate clássico, trilha orquestrada e conteúdo de sobra, o upgrade visual, somado ao excelente estado do modo portátil, faça dessa versão, a definitiva.
Sobre o Jogo
Dragon Quest XI é um tradicional RPG por turnos, sem nenhuma grande mecânica revolucionária, mas sim um bom prato de arroz com feijão e carne. Até 8 personagens são selecionáveis para formar um quarteto da sua preferência. A Square Enix basicamente executou a fórmula clássica da série (que não costuma sair muito da forma, diferente de Final Fantasy, por exemplo), mas aplicar num escopo extremamente ambicioso (ao menos para o padrão de 2017).
O jogo tem cenários fechados, mas grandes o suficiente para permitir uma gostosa exploração, além de locais mais fechados como cavernas e pontos escondidos. A história começa como uma clássica jornada do herói, mas aos poucos, os personagens ganham arcos dedicados, e o enredo se torna mais interessante. Isso já foi uma vantagem da versão do primeiro Switch em relação às anteriores, já que ela contou com mais conteúdo do que a original.
Outra melhoria da versão NS1 é a trilha orquestrada. Como esse é um jogo feito para apresentar a franquia ao ocidente (uma missão que pode-se dizer, foi de fato cumprida), mais uma vez a trilha clássica da trilogia foi utilizada aqui, o que pode não agradar os que já saturaram dos temas clássicos em diversos jogos da série.
Rodando no Switch 2
A versão Switch 2 do jogo é basicamente a mesma, com aspectos técnicos melhorados.
É possível escolher entre um modo gráfico, ou um modo performance. O modo performance, além de entregar 60 quadros por segundo, mantém uns 95% da qualidade visual da outra opção, sendo assim, as mais indicada. Talvez jogadores que possuam uma TV MUITO grande podem perceber mais diferenças, mas em geral, o performance se destaca.
Partindo para o modo portátil, é aqui que a versão brilha, já que nela, também é possível escolher entre modo gráfico ou performance, e tendo uma diferença mais nítida. Independente da escolha, o visual está ótimo na tela do portátil. Se aplica a todo jogo, mas em Dragon Quest XI, por ser um RPG japonês longo, de turno, que exige exploração e grinding, a experiência “on the go” se justifica demais.
Assim como na versão do primeiro Switch, ainda é possível jogar uma versão “demake pixel art” do jogo, com o mesmo enredo, chefes e eventos, mas adaptados como um jogo retrô, o que pode ser uma forma inusitada de rejogar o game.
Conclusão
Sem dúvidas, o que era bom ficou melhor ainda no Switch 2. Com visuais aprimorados, mesmo mantendo 60 quadros por segundo, e um modo portátil de extrema qualidade, quem ainda não conhece Dragon Quest XI tem uma nova chance de ouro para mudar isso.
É chato ter que sempre pontuar recorrentemente dos problemas de sempre, como falta de upgrade, tradução e mídia física com game-key-card, mas também é chato, como jogador, se deparar com estes mesmo problemas, e que leva à mesma conclusão: A versão Switch 2 é extremamente válida, para os que ainda não tem o jogo no primeiro Switch, o que é uma pena, pois poderia ser uma vitória para todos.
O estúdio Nihon Falcom está dando sequência ao projeto de remakes da série Legend of Heroes no arco Trails in the sky. Após a recriação do primeiro jogo, que inclusive abdicou do título “Legend of Heroes” para se chamar Trails in the Sky 1st Chapter, agora é a vez do segundo jogo ser reimaginado com Trails in the Sky 2nd Chapter.
O jogo será lançado no dia 17 de Setembro, e contará com versões para Nintendo Switch (1), por R$299 (um valor reduzido em relação à outros lançamentos, incluindo da própria franquia com outra publicadora) e Nintendo Switch 2, por R$325. Um upgrade pode ser obtido na Nintendo eShop, e a mídia física é completa no cartucho, sendo que mesmo quem comprar a versão Switch 2, pode rodar o jogo no primeiro console (obviamente, na versão do console antigo). Faltou só uma tradução para ficar perfeito.
Como Funciona
A série Trails, em seus últimos jogos, tem polido o formato de combate que soma ação ao turno. Os jogadores iniciam os combates como num jogo de ação, e no momento que acharem oportuno (geralmente ao atordoar um inimigo), apertam um botão, e continuam o mesmo combate, mas agora num formato de turno. Vale lembrar que o combate de turno da série já era suficientemente elaborado. Além de respeitar uma fila, entre amigos e inimigos, que pode ser alterada dependendo do ataque, as habilidades possuem alcance diferentes, alguns circulares, outros afunilam o alcance, e outros atingem um único inimigo. Sendo assim, o posicionamento é essencial para causar dano à mais inimigos com um mesmo ataque. O combate de turno ainda conta com magias, especiais e efeitos de buff/debuff diversos. É bem completo, e nesse novo jogo, novas magias e habilidades expandem o já vasto catálogo de possibilidades do jogo.
O mesmo ataque pode atingir mais ou menos inimigos dependendo do ângulo e posicionamento
Já o combate de ação, também ganha um novo ataque de grupo, a ser usado mediante recursos disponíveis. Em geral, ele é mais simples, bater, esquivar, buscar esquivas perfeitas, e ataques fortes limitados mediante recurso. É mais um jogo de turno com um combate de ação usado de “prato de entrada” do que o oposto, tanto que alguns chefes ou batalhas importantes, acontecem exclusivamente no turno. Mas é bom derrotar inimigos comuns de maneira ágil no mapa usando o combate de ação também.
Na exploração, o jogo traz áreas lineares, mas com seus desvios, além de dungeons que incluem leves puzzles.
Dá pra pular o primeiro?
Trails in the Sky 2nd Chapter apresenta um competente resumo do jogo anterior, para os que querem revisar, ou mesmo pular o primeiro jogo. É claro que sem o capítulo inicial, muito da personalidade e estruturação do mundo é perdido, mas ser possível começar do 2nd Chapter, isso é.
O ponto importante a se destacar, é que o enredo central deste segundo jogo, parte da grande revelação dada no fim do primeiro; então, é impossível jogar este título ignorando os eventos do anterior. Enquanto 1st Chapter traz um enredo de apresentação do incrível universo da franquia, este segundo já tem uma trama mais direta e objetiva, um propósito claro a se cumprir, numa jornada mais carregada emocionalmente.
Sobre a Versão Switch 2
Basicamente, 2nd Chapter não traz nenhum grande avanço em relação ao primeiro tecnicamente falando. Os 2 jogos tiveram um intervalo mínimo de 1 ano, então, é basicamente o mesmo jogo tecnicamente.
No Switch 2, é possível escolher entre modo performance e gráfico, sendo o modo gráfico voltado principalmente à melhor iluminação, e o modo performance, mirando 60 quadros por segundo (o que, pessoalmente, me pareceu um ganho mais significativo).
Em geral, o jogo roda bem no Switch 2, afinal, é um título também lançado para o console anterior. Mas, não vai trazer nenhum cenário ou elemento técnico impressionante.
No modo gráfico (segunda foto) a iluminação é mais forte, além de sombras mais definidas, além de eliminar os poucos serrilhados do modo performance.
Veredito
Embora Trails in the Sky 2nd Chapter seja um jogo já muito bem direcionado aos compradores do primeiro capítulo, ainda é possível começar pelo novo jogo, desde que o jogador esteja disposto a ver o seu competente resumo, além de demorar um pouco mais pra entender a estruturação desse riquíssimo universo.
Com um combate primoroso, levemente aprimorado tanto no turno quanto na ação, e uma história menos introdutória e mais dramática, vale muito a pena conhecer o arco Trials in the Sky e principalmente, continuar pra quem foi apresentado no título anterior. Possivelmente, vai terminar o ano como um dos principais RPGs japoneses, e provavelmente, como o melhor do primeiro Nintendo Switch, que carece de novos jogos grandiosos, e aqui certamente tem um.
A Bandai Namco lançou para o Switch 2, após alguns meses de atraso, o terceiro e último jogo da trilogia que adapta o último arco da obra My Hero Academia/Boku No Hero, o jogo My Hero Academia: All’s Justice. O jogo foi desenvolvido pela Byking, que cuidou dos jogos anteriores, e também da adaptação de Jujutsu Kaisen com o jogo Jujutsu Kaisen: Cursed Clash .
Entre acertos e erros, o jogo arrisca coisas novas, deixa outras coisas a desejar e no fim, entrega um jogo que cumpre sua missão, para os que esperavam um jogo do arco final, mas não dá pra dizer que cumpriu com êxito.
Como Funciona
Iniciando com a nova velha polêmica, All’s Justice é um tradicional Arena Fighter. Estilo consagrado pelos jogos de Naruto Ultima Ninja Storm, mas que desde então, vive uma luta para agradar jogadores, que acusam o estilo de ser muito repetitivo entre um jogo e outro, além de raso no combate. E de fato, estas mesmas alegações podem ser atribuídas à este título. Não existe algo aqui que o diferencie dos demais Arena Fighters e a complexidade do combate, embora não seja nula, passa longe de uma experiência polida.
A ideia é, como sempre, focar no maior número de personagens possíveis, e investir em acessibilidade num nível extremo, o que agrada jogadores sem experiência alguma, que querem reviver os eventos do anime, mas frustram completamente jogadores de jogos de luta. Nessa missão, ele foi bem. Em sua versão completa, o jogo traz simplesmente 70 personagens, o que torna o elenco do jogo quase que o mesmo do anime em si. Os controles automáticos também funcionam bem, e jogadores podem desativar a parte automática para realizar combos manualmente também.
Em termos de mecânicas, a melhor novidade é uma barra de “rising” que permite deixar o personagem temporariamente num estado mais forte, habilitando um novo ataque que envolve aproximação com dano. Alguns personagens apenas criam uma aura, mas outros realmente mudam de forma nesse estado. Além disso, retornam os ataques de Counter e os de quebrar defesa. O jogo também é tag de trio, ou seja, são 3 contra 3, e a luta só termina quando os 3 são abatidos. A troca de personagens pode ocorrer durante um combo também.
Modos de Jogo
O jogo possui um pequeno mapa aberto. De lá, acessamos um smartphone pra escolher um dos modos de jogo. Os principais são:
História – Modo onde jogamos com diversos personagens, revivendo as lutas da última temporada.
Team Up Mission – Modo onde exploramos esse mapa aberto, realizando missões diversas, recrutando personagens e enfrentando inimigos comuns como num jogo de ação e aventura.
Archives Battle – Aqui revivemos lutas icônicas de outras temporadas, além de buscar realizar 3 missões.
Mini Game – Uma série de minijogos arcade, alguns com o mesmo estilo visual, 3D, outros 16/8 bits.
Além dos usuais “Free Battle”, “Training”, “Customiza” e Online.
O modo história é bem curtinho, com 3 horas de duração e sem nenhum tipo de propósito para se rejogar, ou mesmo missões para se cumprir. Já o Team Up Mission, traz a maior novidade do jogo. É claro que os cenários ficam repetitivos, as lutas contra bots são banais, e no fim, não dá pra chamar de grande acerto, mas pelo menos foi uma tentativa. Honestamente, se o investimento nesse modo tivesse sido maior, daria um título spin-off bem interessante. Mas fica no campo das possibilidades.
Versão Switch 2
A versão Switch 2 do jogo, assim como o jogo em si, foca na experiência casual. Sendo assim, apesar de ser um “jogo de luta”, a taxa de quadros por segundo fica limitada à 30; já os visuais, isso porque a escolha foi trazer qualidade visual. O cenário aberto é bonito, assim como as animações e modelos de personagem. Seria ideal ter uma escolha entre modos performance e qualidade.
Outro detalha importante é que o jogo suporta Gameshare via GameChat (ou seja, apenas online). A função é bem-vinda, mas traz problemas também. Primeiramente, o elenco é drasticamente reduzido, além disso, o segundo jogador não ganha uma tela para si, ele na verdade vê pela tela do jogador 1, e isso traz uma imensa desvantagem.
Veredito
Em geral, My Hero Academia: All’s Justice entrega uma experiência previsível. Sem ambições ou surpresas, o título tem endereço certo pra quem busca uma adaptação em videogame da temporada final do anime, ou os que buscam o mais completo elenco num jogo baseado na famosa série.
Para todos os outros, acaba ficando pouco aqui. O combate é simples, a dificuldade da CPU, mesmo no nível máximo, é baixa, os modos são variados mas nenhum entrega uma experiência grandiosa, prezando mais pela quantidade e variedade.
É divertido de jogar sim, mas as barreiras também atingem a falta do português (o que pra jogos de anime, não costuma ser um problema) e o alto preço de lançamento de R$340. Então, no fim, a saga termina com um jogo que encerra o ciclo, mas não traz brilho à ele.
Avaliação Técnica
Direção de Gameplay – 1/3
Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 1,5/3
A Blizzard anunciou neste sábado, 12 de Setembro, a aguardada chegada de Diablo IV para o Switch 2 durante a Blizzcon 2026. Intitulada Diablo IV: Age of Hatred Collection, o título chega na terça-feira, dia 15 de Setembro.
Além do jogo base, essa edição inclui as duas expansões Vessel of Hatred e Lord of Hatred. Não foi disponibilizada a opção de compra apenas para o jogo base.
Mais Detalhes
A página do jogo já está na eShop, e lá, temos acesso à diversas informações sobre esta versão do jogo:
Valor: R$299,90
Cross-save/ cross-progression (transferir o progresso de outra plataforma)
Cross-platform (partidas multiplayer online com outras plataformas)
Suporte ao HDR
Sem multiplayer local
Início com 14 espaços de personagens e 7 abas de baú
Também foi informado que haverá uma mídia física, mas no formato “código na caixa”.
Imagens na eShop
Como economizar na hora de comprar jogos em mídia digital do Nintendo Switch 2?
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Aconteceu nesta quinta, dia 10 de Setembro, o evento Level-5 Vision 2026. A transmissão online foi palco para anúncios de jogos da desenvolvedora e publicadora Level-5.
Quase todos os jogos da conferência digital estão confirmados para consoles Nintendo, Switch, seja o primeiro, ou o segundo. Neste guia rápido, você confere os jogos, data, plataforma e um trailer.
Lista de Jogos
Professor Layton And The Curious Village Remake – 2027 (NS – NS2)
Holy Horror Mansion – 2027 (NS2)
Decapolice – 2027 (NS2)
Fantasy Life i The Girl Who Steals Time – The Celestial Express – Sem Data (NS – NS2)
Snack World: Reloaded – 2027 (NS2)
O evento ainda contou com o anúncio de um novo título da franquia Inazuma Eleven, chamado Inazuma Eleven: Bold Revolution. O título porém, não teve suas plataformas anunciadas ainda, mas é provável que receba uma versão pelo menos para Nintendo Switch 2.
Onde comprar Mario Kart World em mídia física com desconto?
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No dia 03 de Setembro aconteceu o evento State of Play, promovendo jogos que serão lançados para Playstation 5. Entretanto, diversos jogos anunciados também foram confirmados para Nintendo Switch 1 e 2.
Neste guia rápido, você vê quais são, para qual dos 2, e sua data de lançamento prevista, além de um trailer do jogo.
Lista de Jogos
Maneater 2 – 2027(NS2)
Uncanyon – 2027 (NS2)
Fate/EXTRA Record – 28 de Janeiro (NS – NS2)
The Eminence in Shadow: Phantom Echoes – 2027 (NS2)
Where the Seeds Fall – 05 de Novembro (2027)
Digimon Story Time Stranger: A Hero’s Eternal Legacy – 2027 (NS – NS2)
O que é o Nintendo Barato?
O NintendoBarato é o nosso trabalho diário para ajudar a comunidade a nunca mais pagar preço cheio em jogos e consoles. Encontramos promoções oficiais, em lojas oficiais e já no Brasil, que podem gerar economia de mais de R$100 em jogos e mais de R$1000 na compra do Switch ou do Switch 2.
Hot Wheel Infinite Rush será lançado no dia 10 de Setembro, pela desenvolvedora especialista em jogos de corrida, a Milestone. Após uma duologia de Hot Wheels Unleashed que trouxe corridas arcade para o universo dos carros de brinquedo, é hora dessas corridas se passarem em 4 ilhas abertas, onde o jogador escolhe onde ir e como progredir.
A ideia é boa, e teve diversos méritos em sua execução, apontando um provável futuro pra série, mas nesse futuro, precisam ainda corrigir alguns probleminhas que impedem o jogo de ir além.
Como Funciona
Hot Wheel Infinite Rush é um jogo que podemos chamar de Sandbox, a ideia do termo é imaginar que o jogo te coloca numa caixinha de areia e de lá o jogador se diverte como quer. É exatamente essa a ideia aqui, só que em vez de uma, são 4 caixas. As 4 ilhas tem temáticas diferentes nos visuais, e de fato parecem 4 ambientes diferentes em vez de 4 “bairros” de um mundo aberto. A ambientação brilha aqui, muito por conta da estética de “mundo real, mas de brinquedo”, é quase uma paródia aos demais jogos de corrida sandbox.
O jogador precisa superar missões principais, sendo a maioria corridas, mas não todas, para ter direito à desafiar chefes e assim se tornar o Rush Master de cada uma das ilhas. Entre essas missões principais, uma variedade de outras atividades estão marcadas no mapa, além do jogo ter 3 tipos de coletáveis:
Logos da marca em locais levemente difíceis de acessar, exigindo um planejamento mínimo sobre como chegar lá.
Engrenagens, onde a ideia é coletar um alto número de 300 por ilha.
Adesivos colados pelo mundo, em que precisamos tirar fotos para obter.
Outra atividade muito interessante é desafiar os Daredevils, corredores rivais que estão sempre andando pelo mapa, e ao encontrá-los, podemos desafiá-los para uma corrida, e vencendo, obter aquele veículo. Caso o jogador falhe, não existe um reinicio rápido, será necessário reencontrá-lo no trecho que ele costuma ficar, e isso dá uma adrenalina maior aos desafios.
Em termos de jogabilidade, Hot Wheel Infinite Rush é quase um RPG. O jogo traz 4 classes de carros:
Versátil: Que busca equilíbrio, sem algo especial, mas sem desvantagens.
Titan: Uma classe que tem quase nada de velocidade natural, mas possui um turbo quase que ilimitado, a ponto de correr o risco de sobrecarregar o carro, então, o jogador precisa administrar o uso quase que contínuo de turbo, sem ser exagerado.
Drifter: Ideal para drifts.
Speeder: Velozes e que ganham mais turbo quanto mais rápido formos, então é o melhor para atingir velocidades máximas em linhas retas.
É curioso que as classes não são uma escolha. O jogo alterna as missões entre essas 4, ou seja, será necessário aprender minimamente como jogar com pelo menos um carro dos 4. Outro sistema “RPG” vem dos Módulos de Aprimoramento, que funcionam como os “amuletos” dos RPGs: temos uma série de aprimoramentos, e até 4 podem ser equipados em cada carro, sendo um para cada nível de proficiência que tivermos ao derrotarmos os chefes das ilhas. Isso permite criar variações dentro das classes, então, podemos ter um Drifter com 4 módulos que compensam as fraquezas, e outro carro também Drifter que impulsiona ainda mais as qualidades a classe.
O Melhor e o Pior
É interessante que Hot Wheel Infinite Rush levante a discussão sobre “qual a diferença entre dar liberdade, e deixar os jogadores largados num jogo?”. É muito legal explorar livremente as 4 ilhas, realizar as missões que quiser, e sempre que cumprir desafios principais, ganhar novas missões. O formato aberto, mas ainda dividido em 4 ilhas funcionou bem.
Ao mesmo tempo, ao dar tanta liberdade, e priorizar esse ponto quase que como uma lei, o jogo peca por não amarrar essa série de conteúdos de modo interessante. Em geral, a progressão do jogo é um longo ciclo de “fazer missões e liberar novas”, sem novidades entre as repetições, ou uma história que ligue os pontos. Isso torna o jogo cansativo para repetidas sessões, já que o roteiro de toda a campanha é dado desde o começo, e repetido do início até às mais de 20 horas do fim (falando apenas de objetivos principais).
O tempo em si é bom, mas se torna inflado ou se tornar um longo “repita o ciclo por tantas horas mais”. São 200 missões principais, 50 pra cada ilha, pra se tornar o Rush Master, isso fora as atividades secundárias. Um número que deveria ser muito menor, afinal, são 4 ilhas, e já tem diversas outras atividades secundárias para se alternar.
Rodando no Switch 2
A versão Switch 2 do jogo é com folga, satisfatória. A qualidade de imagem é um dos pontos que mais agrada. são boas texturas, o mapa continua cheio de detalhes e objetos que o jogador pode quebrar (lembrando, é uma cidade de brinquedo).
A performance é 85% estável, são alguns momentos que trazem leves quedas na taxa de quadros por segundo. A notícia ruim é que o jogo roda a somente 30 quadros por segundo, é a única versão do jogo assim nos consoles. Fica a sensação de que poderia ser mais, pelo menos num modo performance. Até porque, outra boa notícia é que o jogo suporta corridas isoladas em multiplayer tela dividida para até 4 jogadores. E se o jogo consegue renderizar 4 telas em 30 quadros, será que uma em 60 seria tão difícil?
O maior problema da versão Nintendo, é o relativamente alto tempo de loadings. Eles não são tão longos assim, mas esse jogo é feito pra sair de uma atividade rápida pra ir pra outra, então, esse carregamento está sempre na sua tela.
Por fim, o modo portátil permanece no espectro do “satisfatório”. Ainda uma boa qualidade de imagem e experiência geral. E uma boa notícia é que a bateria apresenta boa duração com o game também, passando de 2 horas facilmente.
Conclusão
Em geral, Hot Wheel Infinite Rush é um completo sandbox arcade. A ideia é realmente largar o jogador em 4 mapas lotados de atividades, e deixá-lo sozinho com o jogo. Isso gera prós e contras, e certamente, caso o título receba uma sequência, os 2 pontos de melhoria essenciais devem ser: desinflar a exigência de 200 missões principais, e conectar a progressão com novidades que tornem as últimas horas diferente das primeiras.
Em resumo, o formato de cidade de brinquedo é ótimo, a variedade de missões é ótima, o sistema de classes é ótimo, e mesmo a liberdade do jogo é boa. A série Infinite Rush merece ao menos mais um jogo. Entretanto, é preciso entregar mais do que um tempo livre brincando num parque sem regras por tanto tempo.
Avaliação Técnica
Direção de Gameplay – 2/3
Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 2/3
Aviso – Esta análise cobre somente o jogo base, sem comentários sobre a expansão “Shadow of the Erdtree”.
O jogo Elden Ring é, sem dúvidas, considerado pela comunidade gamer, um dos melhores jogos de todos os tempos. A popularidade e impacto que o título de 2022 tiveram, e ainda tem, renderam à publicadora Bandai Namco, e ao estúdio From Software, mais de 30 milhões de cópias.
Sendo o primeiro jogo multiplataforma mostrado na apresentação do Nintendo Switch 2, ficou claro que para a Nintendo, o lançamento da nova Tarnished Edition ao NS2 era muito importante. Após alguns adiamentos, e até polêmicas sobre desempenho, finalmente o dia do lançamento está perto de nós.
Sem surpresas, o jogo entra direto para o grupo de elite do console, e para os que buscam uma versão portátil do jogo, é bom se prepararem para não jogar o portátil longe, pois a portabilidade o deixou ainda mais viciante, então, ainda mais mortes o aguardam.
Como Funciona
Elden Ring é um RPG de ação, e obviamente, representante do subgênero “soulslike”, já que foi sua desenvolvedora, a From Software, quem criou o estilo.
Muitas pessoas subestimam o fator RPG do jogo, e o tratam apenas como um jogo de ação. Entretanto, isso não se sustenta quando se coloca na balança o peso das decisões do jogador sobre a impressionante diversidade de itens, equipamentos, armas e recursos que se pode encontrar. A ideia é que o jogador explore um grande mundo aberto, em busca de todos esses itens, e experimente, até encontrar a sua configuração, que deve vir acompanhada do aumento de status certo. Um mago com Fé alta, um espadachim resistente com Vigor e estamina, foco em sangramento, foco em dano carregado… são infinitas possibilidades (embora, claro, a internet já tenha alguns resumos sobre quais são as melhores combinações rs).
Como em todo soulslike, o perigo é constante. Todo inimigo comum pode te dar um dano, se não letal, prejudicial para a exploração. Mas os grandes combates estão, claro, nos chefes do jogo; que aqui, passam de 160 deles! Uma quantidade absurda, mesmo considerando repetições.
Podemos ainda usar um cavalo para explorar os cenários, que vão de lindos à bizarros, numa direção de arte impecável e trilha arrepiante. A narrativa do jogo, também é no padrão From Software: existem cenas e diálogos obrigatórios, mas o jogador mal entende o que REALMENTE está acontecendo, pois o foco é deixar o jogador explorar, conhecer NPCs, ler itens e discutir com a comunidade, para se ter o quadro completo.
Versão Switch 2
A versão Switch 2 está incrível, embora não esteja perfeita.
As prévias mostraram problemas de desempenho que foram superadas, e o jogo está fluído num geral. Isso tornou a versão portátil simplesmente excelente de se jogar por longos períodos, e foi, inclusive, onde eu optei por jogar a maior parte do tempo, incluindo o final do jogo. Os visuais estão impecáveis, e somados à direção de arte esplêndida do game, tornam Elden Ring um dos jogos mais bonitos do Switch 2. Até mesmo os controles como Joy-con, funcionam muito bem aqui, o que dá mais um ponto para a versão portátil.
Dito isso, a fluidez não é total. Existem ainda momentos onde o jogo vai ter algumas quedas na taxa de quadros por segundo; principalmente naqueles momentos (que os jogadores conhecem) em que chefes soltam ataques tão poderosos e devastadores, que até o mão do jogador treme junto. Alguns poucos cenários mais carregados, e ainda mais viajando à cavalo, podem também mostrar leves perdas na fluidez. Outro ponto, que os jogadores das versões Playstation 4 e Xbox One vão se lembrar, é que os loadings… Não são exatamente longos, mas como no jogo é comum morrer MUITO, essa pausa repetidamente pode incomodar um pouco. E por fim, o único defeito da versão portátil, é que de fato esse é um jogo que gasta bateria rapidamente. Ainda é possível passar mais de uma hora e meia jogando sem parar, mas como o jogo é viciante, e esse tempo pode ser gasto, muitas vezes numa única batalha de chefe, é bom ter à disposição um carregador ou powerbank para os que buscam realmente jogar por horas em modo portátil sem interrupção.
Prós e Contras
O título popular de “um dos melhores jogos de todos os tempos” não veio à toa. Elden Ring foi um plano de expansão da From Software, numa aposta altíssima da empresa, e que deu certo.
O jogo tem cenários absurdos, uma variedade de inimigos e chefes que parecem infinitas, e claro, uma quantidade de segredos e conteúdo para se descobrir por anos. E novamente, é extremamente elogiável a versatilidade de estilos que o jogo permite. São muitas classes, equipamentos, invocações, armas e muito mais, e é por isso que jogadores costumam terminar o jogo inúmeras vezes, testando combinações diferentes, e até opostas.
Dito isso, o jogo não fica imune à críticas: Existe um problema de Lock-on no game. É comum estar cara a cara com um inimigo perigoso, e ao pressionar o lock-on, o jogo seleciona, em vez do inimigo ameaçador, um outro inofensivo, muitas vezes um simples animal silvestre. É comum algumas batalhas serem feitas em locais com pilares que cancelam o lock-on também, e isso pode gerar prejuízo numa batalha decisiva. Apesar da imensa variedade de chefes do jogo, os principais, da história, os obrigatórios, carecem de dinâmica. Em geral, todos eles usam a estratégia de se aproximar com ataques de média distância, e o jogador repete o ciclo de “desviar/ defender, atacar, curar e repete”. Faltam mecânicas únicas nesses chefes, momentos singulares. Isso até se encontra em alguns opcionais, como a Rennala e o general Radahn, mas é algo que o jogador pode sequer ter a oportunidade de ver, dependendo do caminho que trilhar.
Saindo de erros e acertos relativamente objetivos, entrando num ponto ainda mais opinativo e polêmico: é preciso saber se Elden Ring é um jogo pra você, em muitas questões como chefes difíceis, e combate cadenciado. Mas, existem 1 elemento ainda mais divisivo, em minha opinião: Elden Ring é um jogo que você tem duas alternativas, caso seja novato: jogar por incansáveis horas (e falo de 80, 100, até 150 horas), ou, recorrer demais à internet. Idealmente, a recomendação é, claro, se permitir explorar cada canto do jogo, e enfrentar os chefes principais em vários níveis acima do mínimo. Mas caso o jogador não tenha, ou não queira investir tanto tempo assim, ele será obrigado a recorrer aos guias, sites, e tudo mais que a internet puder lhe proporcionar, pois só assim ele vai conseguir descobrir atalhos e soluções para o jogo, como: Consultas builds, localizações de itens ou missões (já que o jogo raramente indica no mapa onde está um objetivo), se tem algum recurso eficiente contra um chefe, etc. E até mesmo entender realmente a história, sozinho com o jogo, é extremamente desafiador. Caso você goste dessa proposta, você terá uma das melhores experiências dos videogames. Caso não, talvez tenham mais coisas além de mortes que sejam frustrantes pra você.
Conclusão
Elden Ring é uma experiência única nos games, seja pelo seu mundo deslumbrante, os chefes desafiadores ou a variedade de classes e estilos de jogo. No Switch 2, a portabilidade caiu como uma luva, se tornando um daqueles jogos excelentes pra se passar uma tarde inteira de feriado, ou dormir mais tarde antes do fim de semana.
A versão Switch 2 ainda tem alguns pontos que poderiam ser melhores, como as momentâneas quedas de taxa de quadros. E o jogo em si ainda tem alguns problemas mais objetivos como o lock-on que pode te fazer morrer em algumas situações.
Ainda assim, há aqui um jogo gigantesco, e que da minha parte, usando todo o conteúdo de ajuda possível da internet (menos glitches) me levou 45 horas pra se terminar no nível 107, sendo 3 dessas horas, apenas para o chefe final. Idealmente, a recomendação é para que não se tenha pressa e se gaste, pelo menos, o dobro disso apenas na campanha base.
Avaliação Técnica
Direção de Gameplay – 2,5/3
Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 3/3
O evento Gamescom Opening Night Live 2026, apresentado por Geoff Keighley, ocorreu nesta terça-feira, dia 25 de Agosto de 2026.
Durante o evento, diversos anúncios para Nintendo Switch 2 aconteceram, desde novos jogos, até adiamentos e jogos para o primeiro Switch ganhando uma versão adicional para o novo console.
Eis a lista completa:
The Witcher 3: Wild Hunt Remastered – 29 de Setembro
The Witcher 3: Wild Hunt – Songs of the Past (expansão)- 2027
Stage Tour – 10 de Dezembro
1001 Threads of Mizan
LEGO Skylines
Aliens: Fireteam Elite 2 – 29 de Setembro
Mewgenics – 08 de Setembro
Worms: Galactic Tactics – 2027
Acornia: Mirror Worlds – 2027
Age Twisters – 2027
Mariachi Legends [NS1] – 27 de Abril de 2027
Mega Man: Duel Override (anúncio para Switch 2) – 2027
O jogo Jotunslayer: Hordes of Hel não chegou com muito alerde pro Nintendo Switch 2, pois se trata de um game pequeno, publicado pela Grindstone que não é nenhuma gigante mesmo no cenário indie. Dito isso, o jogo surpreendeu e trouxe uma proposta muito interessante e até pedida, embora não necessariamente original: Misturar Diablo e Vampire Survivors, criando um horder-survivor com direção de arte mais realista e sombria e trilha sonora mais puxado ao épico.
Porém, quem conhece o estilo, sabe que em dado momento, muita coisa acontece na tela ao mesmo tempo, um dos motivos pelo qual tantos do estilo escolhem visuais simples, em pixel art, por exemplo. Mesmo o Switch 2 sendo poderoso, a dúvida sobre um jogo graficamente mais exigente nesse formato é válida. E de fato, é bom entender como o jogo se comporta na plataforma.
Como Funciona
Em game-design, o jogo segue a mesma lógica dos horder-survivors: num curto espaço de tempo, o jogador precisa sobreviver à hordas cada vez maiores ao coletar pontos de experiência, subir de nível rapidamente, e adquirir novas habilidade pra rapidamente também se tornar uma máquina de guerra.
As novidades aqui são:
-Durante as fases, missões de níveis diferentes aparecem, o que inclui a de invocar o chefe final. -E o principal, puxando um pouco mais pra Diablo, os personagens tem um destaque maior do que nos jogos desse estilo. Aqui eles não só jogam diferente em termos de habilidade inicial, mas possuem todo um leque de possíveis habilidades pra se integrar à build. Além disso, possuem uma árvore de habilidades própria pra se melhorar permanentemente, fora das partidas.
Rodando no Switch 2
Visualmente falando, o jogo não deixa nada a desejar. O modo dock é bem fiel às outras plataformas, já o portátil traz uma queda na resolução e definição, mas ainda é agradável visualmente falando.
A performance já é mais polêmica. O jogo tenta manter uma taxa de quadros por segundo constante, mas conforme o escopo aumenta, leves ou pesadas quedas ocorrem, principalmente quando se sobe a dificuldade, já que as hordas inimigas ficam ainda maiores. Torna o jogo “injogável”? É uma resposta pessoal, mas em minha opinião, não. É comum esse tipo de problema nesse tipo de jogo, e aqui seria difícil ser diferente com um visual mais exigente.
No Switch 2, o jogo também apresenta multiplayer cooperativo local, o velho “multiplayer de sofá” pra 2 jogadores. Nesse modo, o jogo divide o número de habilidades, experiência e ganhos de novos poderes entre a dupla, buscando equilibrar a experiência. É possível jogar com o par de Joy-cons destacados, o que faz a experiência multiplayer no Switch 2 fácil e prática.
Conclusão
Em geral, Jotunslayer: Hordes of Hel traz uma gameplay consagrada numa roupagem e com adições que vem de jogos como Diablo, e a mistura ficou muito boa.
O valor do jogo pode ser uma barreira, já que esse tipo de jogo costuma ser bem acessível e aqui o preço é de R$80, o que ainda é um valor relativamente baixo quando se olha o geral. Pelo menos o jogo conta com tradução para português do Brasil.
É um título que vale a pena ficar de olho, nem que seja para promoções futuras, já que atualmente, esse é um dos jogos mais interessantes do estilo.