Autor: Pedroka

  • Estamos Jogando: Big Walk é o exato oposto de genérico.

    Estamos Jogando: Big Walk é o exato oposto de genérico.

    O estúdio House House chamou a atenção do cenário indie em 2019, com o jogo Untitled Goose Game. O que ninguém esperaria, é que o, definitivamente criativo, estúdio, revolucionaria os jogos em multiplayer cooperativo anos depois.

    O feito aconteceu com o jogo Big Walk recentemente lançado para Nintendo Switch 2, PS5 e PC. Moldando seu mundo para 2 a 12 jogadores, o jogo inova ao utilizar uma mecânica que estava lá o tempo todo, mas eles viram primeiro: a voz.

    Como Funciona

    A ideia de Big Walk parece genérica, principalmente em 2026:
    Um grupo de amigos, online, cooperam para explorar uma ilha e resolver puzzles; enquanto interagem com aquele mundo, com diversos locais e objetos colocados no mapa apenas para permitir interações divertidas.
    Essa sinopse poderia ser usada em alguns outros jogos, substituindo algumas palavras. Afinal, o cooperativo online, focando em liberdade de gameplay e interação, está em alta, e diversos jogos tem viralizado através de lives de streamers e criadores de conteúdo jogando juntos.

    Só que uma característica mudou tudo, e honestamente, o marketing não a deixou em evidência como deveria: a comunicação. Para jogar Big Walk é necessário não apenas que amigos se conectem online, mas usem o microfone do jogo para se comunicar.
    A obrigação logo faz sentido. O grande truque de mestre do jogo é criar puzzles onde se comunicar é a chave. Só que o jogo implementa um Design de Áudio que faz com que essa comunicação por microfone seja muito mais elaborada que o normal:

    • Jogadores se ouvem menos caso se distanciem. Tal como na vida real.
    • Paredes, e outras influências externas podem abafar o som.
    • A sincronia pela voz terá de ser a guia em alguns momentos.

    Esses e outros exemplos, trazem ao jogo um conjunto de puzzles únicos, que serão resolvidos usando… a comunicação, tanto quanto o cérebro.
    E com uma ideia diferente, e claro, bem elaborada, Big Walk se afasta do título de genérico, para o de inovador.

    Ambientação

    Embora os puzzles de comunicação sejam o grande atrativo, pela inovação, não é como se isso fosse a única coisa que o jogo tem a oferecer.
    Em especial, a ambientação de Big Walk é outro ponto de destaque, servindo como o palco perfeito para a tradicional fórmula de jogo cooperativo.

    Em geral, o jogo usa um conceito de antítese, um contraste entre o realista e o lúdico.
    A ilha em si, e toda a parte de vegetação/natureza, é bastante realista. Com texturas em alta definição, folhagem volumosa no chão, e praias que te dão vontade de viajar. Talvez somente a água não seja tão impressionante, mas ainda é muito boa.
    Porém, os personagens são extremamente lúdicos, minimalistas, e talvez sem os cenários caprichados, algumas pessoas acusariam de ser preguiçoso. Esses personagens caricatos fazem mais sentido ao explorar a ilha realista, e nos depararmos com diversas construções que trazem a antítese citada anteriormente: se assemelham à parque de diversões, coloridas e de texturas simples.

    Tinha tudo para dar errado. Outros jogos já tentaram misturar personagens cartunescos em cenários realistas, e pareceram deslocados. Aqui, essa mistura entre opostos dá o tom que o jogo quer: um clima de “sobrevivência na ilha”, mas que você está passando ao lado de um amigo para se divertirem juntos.

    Provavelmente, se fosse tudo realista, o jogo ia parecer sério demais; e se fosse todo lúdico, bagunçado demais. O tom é esse aqui mesmo.

    E no Switch 2?

    A versão Switch 2 do jogo tem alguns pontos que deixam a desejar, mas em geral, é ótima, e até impressionante, principalmente ao lembrarmos que se trata de um jogo independente.

    As texturas de alta qualidade ainda se mantém, assim como a vegetação detalhada.
    Mas talvez o ponto mais impressionante seja a iluminação. Não só o jogo tem clima dinâmico, com ciclos rápidos de dia e noite interferindo em tempo real, mas todo tipo de lanterna também reage em tempo real de forma bem realista.

    O maior problema acaba sendo a frequência do pop-in. Diversas vezes, partes do cenário aparecem somente quando chegamos perto, o que acaba desviando a atenção.

    Experiência Positiva?

    Com toda a certeza, Big Walk merece atenção. O jogo traz uma proposta cooperativa diferente, ambientada numa ilha detalhada sob uma visão artística única.

    Acaba que o problema fica na raíz de sua proposta: é um jogo completo que precisa ser jogado em cooperativo e com voz ligada. E tudo bem, é a proposta, mas ela acaba deixando alguns jogadores de fora.
    Entretanto, algo que ajudaria muito, nesse sentido, seria a inclusão de um “Passe de Amigo”, uma versão gratuita do jogo que só se ativa caso um pagante convide a pessoa. Isso facilitaria quem comprou achar pessoas para jogar, principalmente para testar formações maiores como acima de 4 jogadores.

  • Antes do esperado? Monster Hunter Wilds para Switch 2 já estaria em fase de classificação

    Antes do esperado? Monster Hunter Wilds para Switch 2 já estaria em fase de classificação

    O jogo Monster Hunter Wilds , da Capcom, foi anunciado para o Nintendo Switch 2 no dia 6 de junho, até então sem nenhuma imagem ou trailer do jogo no console da Nintendo. O anúncio deu a entender que a versão estaria no início do desenvolvimento.

    Porém, hoje, dia 31 de julho, o órgão de classificação da Alemanha Unterhaltungssoftware Selbstkontrolle – USK, listou o jogo em sua plataforma, como foi apurado pelo perfil Pierre485 no X/Twitter.

    A classificação pode indicar que o lançamento desta versão para Switch 2 estaria mais próximo do que o imaginado no anúncio. Entretanto, o fato da classificação existir também não confirma esta hipótese, se tratando apenas de um indício.

    A Capcom também anunciou em junho que Monster Hunter Wilds ganhará uma expansão, chamada Ascendence, como é habitual da franquia.
    Notoriamente, a Capcom segue com planos para expandir o jogo e corrigir os problemas que a comunidade apontou.

  • Super Mario Sunshine chegará em 13 de Agosto no Switch 2

    Super Mario Sunshine chegará em 13 de Agosto no Switch 2

    A Nintendo anunciou nesta sexta-feira, 31 de julho, que o jogo Super Mario Sunshine será a próxima adição do catálogo do Gamecube no aplicativo Nintendo GameCube – Nintendo Classics. O jogo será disponibilizado no dia 13 de Agosto.

    Para acessar o aplicativo, e por consequência o jogo, é preciso ter uma conta Nintendo que tenha ativo o plano de assinatura Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão. Esse aplicativo também é exclusivo do Nintendo Switch 2.

    Super Mario Sunshine foi lançado em 2002, e teve um relançamento para o primeiro Nintendo Switch através da coletânea Super Mario 3D All-Stars. Como a coletânea teve distribuição limitada, hoje ele está indisponível para compras, sendo então a inclusão do jogo no Switch Online, a única forma oficial de todos terem acesso ao jogo.

  • Screamer é o mais recente jogo de corrida listado para o Nintendo Switch 2

    Screamer é o mais recente jogo de corrida listado para o Nintendo Switch 2

    Desenvolvido e publicado pela Milestone -especialista em jogos de corrida, como MotoGP, Monster Jam Showdown e os recentes lançamentos de Hot Wheels- o jogo Screamer se junta à lista de jogos recentemente classificados em órgãos de avaliação etária pelo mundo.

    O caso ocorreu na Alemanha, no banco de dados da (se preparem) Unterhaltungssoftware Selbstkontrolle – USK.

    Recentemente, o jogo de corrida futurista Star Wars: Galactic Racer também foi listado para o Switch 2 nos Emirados Árabes. Já o jogo The Crew Motorfest foi oficializado pela Ubisoft, e chega em Outubro.

    Sobre o Jogo

    Screamer é um jogo de corrida, de jogabilidade arcade, e que chamou a atenção, inicialmente, pelas sua mistura entre realismo e anime. Enquanto o gameplay traz mapas detalhados com visuais entre o realista e o cel-shading, as cenas são totalmente em estilo animação.

    Com o lançamento do jogo, ele também recebeu elogios por sua gameplay, incluindo o sistema ECHO, que adiciona estratégia às corridas gerenciando ataque, boost e defesa; o foco em drifts, com um sistema dual-stick; e o modo história robusto.

    Vale mencionar que a Milestone ainda não se pronunciou sobre o caso, portanto, a presença do jogo na plataforma ainda não é confirmada.

  • Análise: Shard Squad É “Pokémon Survivors” de R$20 Que Adiciona Ótimas Ideias 

    Análise: Shard Squad É “Pokémon Survivors” de R$20 Que Adiciona Ótimas Ideias 

    O Brasil ama Pokémon, e o Brasil ama Vampire Survivors. Um tem monstrinhos carismáticos adoráveis, o outro entrega um looping de gameplay viciante por R$11. E se o nosso país ama esses 2 jogos, nada mais justo que o próprio Brasil criar a mistura dos 2.
    Mas nem só de mistura vive um jogo, e é por isso que Shard Squad, além de pegar o melhor dos 2 mundos, adiciona ótimas ideias pro estilo.

    Shard Squad foi lançado para o PC há alguns meses, e finalmente chega pra consoles, o que inclui o Nintendo Switch. Sendo desenvolvido pela The Root Studios e publicado pela Nuntius Games, o jogo entrega uma experiência satisfatória, por um precinho de R$20.

    Como Funciona

    Em termos de game-design, como o jogo funciona, a base é como o Vampire Survivors, um estilo de jogo que uns chamam de bullet-heaven, rogue-horder, outros chamam justamente de survivors-like, enfim.

    A ideia do jogo é sobreviver à uma horda de inimigos sem fim, e em menos de 20 minutos, sair de um personagem fraco, para um “exército de um homem só”. Então, o tempo todo coletamos pontos de experiência que vão adicionando novas habilidades acumulativas até seu personagem “sair da água pro vinho”, e é muito satisfatório ver essa evolução e ter a experiência de detonar hordas gigantescas.

    Já a base Pokémon vem de uma coleção de monstrinhos, que aqui, passam de 20, cada um com uma habilidade única, e distribuídos entre tipos elementais entre água, trovão, fogo, etc.
    Além disso, uma característica essencial é a evolução: esses mesmos 20 monstrinhos podem evoluir durante a fase, assumindo uma forma mais poderosa e visualmente mais intimidante.

    Novidades

    O jogo ainda traz algumas novidades, pelo menos em relação à jogos como Vampire Survivors.

    A primeira delas, é que o jogo traz diversos eventos por tempo limitado durante as fases. Então, durante toda a fase, o jogo de repente inicia um evento, como “tente coletar 10 desses itens específicos espalhados pelo mapa em até 30 segundos”, “sobreviva à uma escuridão por 20 segundos” , “derrote 15 desse inimigo específico”, etc. Isso é bem interessante porque te tira da zona de conforto, te obriga a adaptar sua estratégia, e simplesmente traz mais variedade para a fase.

    Outra ideia interessante é que cada Shard tem 3 habilidades de sincronia, que são habilidades que só ativam caso você tenha um outro Shard no time com a mesma habilidade. Então, às vezes você vai montar um time só com Shards femininas, porque tem uma habilidade que fêmeas ajudam a reduzir a recarga das outras; tem habilidade de sincronia que aumenta ataques em chefes, e até casais específicos. São várias opções, e elas aumentam o leque de possibilidades pra se criar a build perfeita.

    Prós e Contras

    Agora, falando de erros e acertos:

    O acerto é que a mistura ficou muito boa, mantendo o que é bom, e adicionando coisas novas. Então, ele é um jogo muito fácil de se gostar. Mesmo na questão da dificuldade, ele tem 2 diferentes, então, dá pra jogadores com experiências distintas jogarem o game tranquilamente. 
    Os Shards em si também tem um bom carisma, então, é uma franquia que pode ir além desse jogo.
    A pixel art dele também é muito bonita, e claro o design dos Shards é muito bom, e isso é meio que essencial pra gente gostar de um jogo de monstrinhos.

    Já em termos de problemas, eu diria que você precisa ir com uma expectativa ajustada, porque não é um jogo que tenta ser uma nova referência no estilo, é um jogo que tem suas limitações.
    Além disso, entra um pouco na categoria de “problemas evitáveis”, mas, no modo fácil, ele é realmente fácil num ponto onde você não sente que está desenvolvendo muita estratégia, então, fica a recomendação de experimentar a segunda dificuldade, nem que seja após jogar as fases na primeira.
    Como o jogo foca nos Shards, também tem a questão de que não existem tantas opções de upgrades pro nosso personagem em si, então, você acaba melhorando sempre as mesmas coisas. O seu time é sempre variado, mas o personagem principal, não.
    O último problema é curioso, que é o fato dos inimigos terem designs muito alegres. Daí, como você está numa zona de guerra, invocando vários Shards companheiros, tem hora que você fica confuso se o que está vendo na tela é amigo ou inimigo.

    Conclusão

    Shard Squad é um jogo que diverte facilmente por pegar o carisma de monstrinhos elementais de Pokémon, e aplicar num dos melhores game-designs recentes que é o de Vampire Survivors; e tudo isso juntando com ideias novas que refinam a experiência.
    Não é um jogo que foca em ampliar o escopo dos jogos do estilo, então, falta alguns elementos e mecânicas de outros jogos, mas isso porque ele foca em criar uma mistura nova.

    É um jogo nacional, lançado na eShop do Brasil por apenas R$20, então, é uma ótima forma de se jogar um jogo bom, sem gastar muito.

    Pontuações Técnicas

    • Direção de Gameplay: 2,5/3
    • Direção Multi-Arte: 2,5/3
    • Desempenho e/ou Funcionalidades: 1,5/2
    • Conteúdo e/ou Fator Replay: 1,5/2
  • Análise (da Campanha): “Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok” é pacote recheado pra jogadores de RPG de ação.

    Análise (da Campanha): “Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok” é pacote recheado pra jogadores de RPG de ação.

    O jogo Granblue Fantasy: Relink ganhou uma nova versão expandida, chamada de Endless Ragnarok , e com ela, uma versão do jogo original deu as caras no Switch 2.
    Trazendo um elenco vasto de personagens, e um conjunto de campanha + missões extras diversas + novo conteúdo narrativo, jogadores que se aventurarem terão dezenas, se não centenas, de horas de muita ação pela frente.

    A versão Switch 2 não é nenhum “milagre técnico”, afinal, é um jogo presente também no Playstation 4. Mesmo assim, visualmente falando, Grandblue Fantasy Relink se mostra um dos jogos mais bonitos desse início de vida do Nintendo Switch 2. Embora apresente uma taxa de 30 quadros por segundo, o que pode deixar alguns jogadores incomodados, o jogo ainda se mostra fluído, e constante, mesmo em momentos complicados devido à quantidade de informações na tela.

    Mas se sua pergunta for sobre esse jogo “infinito” ser bom somente na campanha, a resposta é que, Incrivelmente, sim. Apesar de sua base ser, basicamente, um jogo de missões pós-história, a Cygames trabalhou muito bem o que seria essa história, tornando-a muito mais do que um tutorial.

    Como Funciona

    O enredo já começa com o grupo principal formado, que em pouco tempo se vê desfalcado com o sequestro de um dos seus membros. Isso quer dizer que já no começo do jogo, após uma primeira missão tutorial, os jogadores já podem escolher entre um quarteto de sua preferência dentro de um pequeno elenco; tirando o avatar do protagonista que é um personagem fixo na campanha (mas você não precisa controlá-lo).
    Esse elenco pode ser ampliado com diversas opções numa espécie de loja, mas o que você começa já é mais do que o suficiente para se jogar a campanha (ou mesmo o conteúdo pós-história). Entretanto, as outras opções de personagens não estão “canonicamente” ali; nas cenas, é sempre o mesmo grupo, e não existe na campanha, missões para ampliar esse elenco (embora o jogo tenha uma aba de missões secundárias pra cada personagem, contando sua história).

    A jogabilidade é de um J-RPG de ação. Os personagens possuem algumas habilidades, e cabe ao jogador escolher qual delas fica pra cada um (lembrando que o jogo é 90% em quarteto, então, é importante desenvolver os personagens que a IA do jogo vai controlar também).
    Cada personagem também domina um elemento, e obviamente, os inimigos possuem uma fraqueza. Na campanha, não é muito necessário formar um time completo de cada elemento, exceto se o jogador optar pela dificuldade mais alta; afinal, evoluir cada personagem é individualmente trabalhoso, mas é bom ter um de cada elemento e o incluir no time, quando necessário.

    A exploração é simples, linear, com alguns mapas sendo um pouco mais abertos pra se ter exploração. Os itens como baús ficam marcados no mapa, então, o jogador não precisa “procurar” quase nada exceto um tipo de coletável. O tamanho dos mapas fica entre “maior que Tales of” e muito menor que “Xenoblade Chronicles”.
    O foco são mesmo os combates, principalmente os chefes, que são apresentados na campanha, e serão mais explorados ao fim dela.
    O jogo possui ainda chefes opcionais em níveis mais altos, um bom desafio extra e ótimo para subir de nível.

    No geral, a campanha na dificuldade normal exige reflexo e esforço, mas ainda pode ser considerada fácil, já que levantar aliados caído é possível numa quantidade alta de vezes, e é muito difícil o quarteto todo cair, então, jogadores buscando desafio podem subir ao menos um nível.
    Isso não quer dizer que a campanha é monótona, pelo contrário. Diversas situações empolgantes acontecem desde o começo até o fim da campanha, que dura em torno de 12 a 16 horas, isso sem o jogador realizar missões fora da campanha. Em geral, o combate é viciante, as fases tem mecânicas boas, visuais absurdamente incríveis, trilha orquestrada e bem gravada; e mesmo a história não tendo nenhum grande desenvolvimento surpreendente, ainda é gostosa de acompanhar.

    Fora da Campanha

    Granblue Fantasy Relink é um jogo focado em loot de missões progressivamente mais difíceis acessíveis no Balcão de Missões, o lugar que o jogador vai passar a maior parte do jogo.
    Ao longo da campanha, o jogador desbloqueia algumas missões de dificuldade fácil e normal. Após terminar a história principal, existe um capítulo 0 que passa o bastão e torna o Balcão de Missões o local principal do jogo, liberando missões de dificuldade Difícil, Muito Difícil e Extrema. O capítulo 0 é longo, pois mesmo sem muita história, é quando o jogo começa a colocar missões realmente difíceis e que levam tempo para se terminar, ao todo, é esperado umas 10 horas de duração, principalmente pra quem jogou a história de forma corrida.

    Após o capítulo 0, são liberadas missões no nível Insano e ao fim delas, Imponente. O número de missões aumenta e o nível sobe consideravelmente (dos inimigos e de dificuldade). E é aqui que o jogador precisa realmente levar seus personagens principais para a maestria.

    Endless Ragnarok e seu problema

    Somente quando se chega praticamente ao fim das missões Imponente, é que começa a nova história Endless Ragnarok.
    Uma decisão problemática, pois, para os jogadores que já terminaram o conteúdo base no passado, bastou continuar dali; mas para os novatos, principalmente quem está chegando pelo Nintendo Switch 2, o espaço entre a campanha original, e a nova, ficou extremamente longa, levando pelo menos 40 horas de jogo (lembrando, a campanha original dura em média, 15 horas). O espaço entre as campanhas é maior do que as campanhas em si.

    Entretanto, além da nova história, existe também um novo modo chamado “Confluência”, que é um roguelike. Ele possui 3 níveis de dificuldade, que saltam bastante de nível, então, é recomendado jogar bastante assim que elas aparecem, pois assim o jogador pode conseguir bons itens em cada uma das dificuldades.

    Conclusão

    Esta análise em progresso se limita à tirar conclusões sobre a campanha, o capítulo 0 e um pouco do endgame antes da expansão Endless Ragnarok, que após 34 horas de jogo ainda está consideravelmente longe de ser liberada.

    Em geral, a campanha de Granblue Fantasy: Relink é extremamente satisfatória, é sua duração relativamente curta de 15 horas (para um RPG) torna o seu ritmo sempre acelerado, com coisas ótimas acontecendo o tempo todo.

    Jogadores buscando somente uma história fechada, podem tranquilamente comprar o jogo, seja no preço cheio, ou quando uma promoção no preço desejado aparecer.
    Já os jogadores buscando realizar tudo que o jogo tem a oferecer (inclusive a nova história de Endless Ragnarok), terão muito mais conteúdo para desbravar (até 10 vezes mais que as 15 horas da campanha inicial!). Porém, ao longo do capítulo 0, e principalmente após ele, nas missões de nível Insano e Imponente, a repetitividade das missões começa a pesar. Pois as novas missões com os mesmos chefes de sempre, já não apresentam novidades que pareçam justificar um novo reencontro de 30 a 50 níveis acima (ou mais).
    E obrigar os jogadores a passar por essa repetição, torna o perfil de quem visa somente a história, problemático; pois ele terá uma pausa indesejada entre as histórias, e uma pausa causada por um conteúdo muito mais desinteressante que a campanha original.

    Avaliação Técnica (Campanha)

    • Direção de Gameplay : 3/3*
    • Direção Multi-Arte (história, música e visuais) : 2,5/3
    • Performance e/ou Funcionalidades : 1,5/2
    • Conteúdo e/ou Fator Replay : 2/2

    *Apesar do conteúdo pós capítulo 0 ser repetitivo, como não é um conteúdo da campanha em si (história + capítulo 0), não será retirado ponto de sua progressão, aspecto incluso na direção de gameplay.

  • Análise: Splatoon Raiders é inesperado formato necessário para a franquia

    Análise: Splatoon Raiders é inesperado formato necessário para a franquia

    Splatoon Raiders foi anunciado como um spin-off, e recebeu uma precificação mais baixa, dando sinais de que seria algo mais simplório. Acontece que ele tem se tornado, na verdade, uma das maiores surpresas do ano.
    O novo jogo, lançado exclusivamente para o Nintendo Switch 2, traz uma abordagem que os próprios criadores chamam de “ultimate multitasker”, algo como “o faz-tudo definitivo”, e nisso, coloca o jogador nas mais insanas situações que a franquia já proporcionou (e olha que estamos falando de uma franquia de tiro competitivo).

    Embora a parte de jogabilidade esteja sendo aclamada, existem outros elementos do jogo que também mostram uma clara diferença entre Raiders e os jogos numerados, como ambientação e trilha sonora.
    No geral, o jogo se mostrou realmente uma experiência diferente das demais da franquia.

    Jogabilidade e Progressão

    Em geral, Splatoon Raiders funciona como os demais da franquia: um jogo de tiro em terceira pessoa, onde nosso personagem usa tinta para atacar, e pode mergulhar nessa tinta para ampliar velocidade e mobilidade (por exemplo, subindo em paredes).
    A grande novidade desse jogo à essa jogabilidade, é a adição dos “gadgets”, habilidades equipáveis, e divididas em 3 classes: força, velocidade/mobilidade, e estratégia. Os gadgets possuem diversas melhorias equipáveis, e cada melhoria possui diversos níveis, de forma que, 2 jogadores com o mesmo gadget podem ter usos diferentes.
    Além deles, existe uma série de outros “elementos” para se equipar, como relíquias que dão habilidades única, como: pulo duplo, queimar um adversário ao encostar na forma submersa na tinta, recuperar HP ao coletar itens, etc. Outra opção vem do trio musical Deep Cut, que também atua como um ataque especial, feito pra se usar uma vez por fase, e cada um deles também é um ataque diferente. Por fim, mesmo as armas do jogo, que já são bem diferentes entre si, acabam recebendo atributos distintos aleatórios.
    Ou seja, são diversos elementos que somados, transformam completamente a jogabilidade básica, e distinguem um jogador do outro. É um jogo sobre montar as chamadas “builds”.

    Para isso, a progressão do jogo também precisa se alinhar aos chamados “jogos de loot”, onde missões difíceis recompensam o jogador com recursos mais valiosos, além de trazer recompensas aleatórias, o que motiva o jogador a jogar o máximo possível, pois sempre é possível adquirir uma arma melhor (ou de mesmo nível, mas sendo uma arma diferente), uma melhoria para os gadgets que seja, ou mais potente, ou mais gaste menos espaço, etc.
    Além de coletar recursos, outro elemento para se rejogar as mesmas fases é a criação de variantes delas. As fases possuem um literal número que indica o nível de dificuldade, e posteriormente, a mesma fase nível 6(por exemplo), ganha uma variante nível 20, e ainda mais adiante, uma outra variação nível 55.
    Outro fator que incentiva o jogador a revisitar fases é o multiplayer. Ao progredir pela história com amigos, o jogo adapta a dificuldade para cada um, então, um jogador nível 30 que esteja acompanhando um outro jogador nível 20, as fases de nível mais baixo serão adaptadas para quem está com o nível maior. O mesmo acontece com quem joga com aleatórios. Existe uma função de pedir ajuda, e por consequência, de atender esses pedidos de ajuda. Pedir ajuda é limitado por tempo, então, recomenda-se que se guarde o recurso para as fases mais difíceis, ou de chefe. Já atender pedidos, traz diariamente uma recompensa extra, então, todo jogador quer ao menos uma vez por dia ajudar alguém, e com isso, os pedidos de ajuda (limitados por tempo) rapidamente encontram jogadores.
    Por fim, os tipos de gadgets (força, velocidade, e estratégia) evoluem separadamente, assim como os personagens do Deep Cut que proporcionam os ataques especiais; então, é bom rejogar para evoluir builds diferentes também.

    Até mesmo a base do jogador, uma espécie de navio, evolui com o tempo. Não somente ele em si a sua estrutura, mas lá temos outras “lojas” para adquirir melhorias de personagem e armas/gadgets.

    Certamente, o que tem aclamado Splatoon Raiders é esse ciclo de gameplay, que proporciona constante evolução, mas principalmente, a presença de missões que realmente exigem essa melhoria, e que quando é feita, o jogador a percebe imediatamente.
    Isso porque, os criadores não estavam brincando quando mencionaram o conceito de “ultimate multitasker”. Splatoon Raiders possui algumas das fases mais caóticas da história da Nintendo! E esse é outro elemento que tem contribuído para sua aclamação. São fases realmente difíceis, com uma quantidade inimaginável de inimigos, e que justificam a exclusividade do título para o Nintendo Switch 2, até porque, mesmo no ápice, o jogo não apresenta nenhuma queda em sua constante taxa de 60 quadros por segundo.

    O jogo ainda traz 3 níveis de dificuldade, permitindo que quem esteja com dificuldade, desça de nível, ou mesmo jogadores competitivos experientes tenham um desafio à altura.

    E o resto… é resto

    O grande problema do jogo, é que os outros elementos dele, se compartam, aí sim, como um título spin-off simplório.

    A história se encaixa perfeitamente na proposta de jogabilidade, mas é normal ver jogadores que terminaram o jogo e sequer entenderam a história, por exemplo. O jogo até tenta dar importância à ela, adicionando cenas excelentes, e coletáveis que explicam melhor o enredo; mas honestamente, não é convincente, e boa parte dos jogadores não consegue se importar com os diálogos do jogo.

    A direção de arte foi muito prejudicada por uma troca repentina de proposta: o jogo se passaria em ilhas de temática “resort”, e decidiram trocar para uma ideia de “ilhas de uma terra inexplorada”.
    O resultado é que a ambientação ficou muito simples, e com poucas diferenças entre uma fase e outra. Nesse sentido, é uma pena, pois a trilogia numerada sempre trouxe ambientes pós-apocalípticos maravilhosos; mas, ao mudar de temática, o time não conseguiu impressionar da mesma forma.

    Isso não afetou somente à direção de arte, mas também o level design. Poucas fases conseguem ser memoráveis em termos da fase em si, do ambiente. Somente no final do jogo aparecem fases com propostas únicas.
    Nesse sentido, o que salva o jogo são fases específicas desbloqueadas ao seguir bússolas. Essas fases escolhem um gadget obrigatório, ou uma mecânica específica, e constroem todo seu level design em cima delas, ensinando as possibilidades e criando situações únicas. É essencial que o jogador as joguem para se ter um senso de variedade em termos de cenário.

    A música já consegue cumprir melhor seu papel e agradar bastante. Mas, mesmo ela falha em ser marcante como a trilogia numerada.

    O jogo também investe em algumas atividades secundárias, como minigames retrôs em arcade, e um minigame onde usamos nossa base para tentar coletar caixas no mar. Nesse sentido, até que o jogo conseguiu ter êxito, uma vez que são atividades totalmente extras, ou seja, não precisa ter, mas quiseram adicionar para dar aquele “respiro” entre as fases, e realmente ficou bom.

    Conclusão

    Em geral, Splatoon Raiders tem merecido sua aclamação. O jogo tem um planejamento absurdo em termos de gameplay e progressão, e entra numa zona de caos e dificuldade que poucos títulos (principalmente modernos) da Nintendo entram, criando um jogo realmente único, enquanto ainda consegue entregar recursos que permitem jogadores novatos.

    Demais elementos do jogo não brilham tanto assim, ficando na esfera do apenas “competente”. Porém, a sensação final é de extrema satisfação, já que num Looter-shooter, ter um ótimo sistema de loot, e um ótimo sistema de shooter, compensam os demais aspectos mais rasos do jogo.

    Com uma campanha de mais de, pelo menos, 10 horas, mas conteúdo suficiente para se passar de 30, Splatoon Raiders acabou se tornando mais que um jogo isolado diferente. Ele se tornou uma nova fórmula para a franquia que PRECISA ser recorrente a cada novo hardware, e esse jogo em específico, pelo valor reduzido, se tornou um dos melhores custo-benefício da empresa.

    Avaliação Técnica

    • Direção de Gameplay – 3/3
    • Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 2/3
    • Desempenho e/ou funcionalidades – 2/2
    • Conteúdo e/ou Fator Replay – 2/2
  • 30 jogos de Nintendo Switch 2 com crossplay

    30 jogos de Nintendo Switch 2 com crossplay

    O Nintendo Switch 2 já conta com diversos jogos online. E melhor que a opção de jogar com outros jogadores de Nintendo Switch 1 e 2, é a opção de se jogar com qualquer plataforma (incluindo os nintendistas). A opção chamada de crossplay (ou “jogo entre plataformas”) é o que permite isso, e nem todo jogo online tem suporte à função.

    Por isso, para orientar e facilitar a busca por jogos que incluem a função, eis abaixo uma lista com 30 jogos, separados em categorias diversas.

    Shooters Gratuitos

    • Overwatch
    • Fortnite
    • Apex Legends

    Looters

    • Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok
    • Warframe
    • Deadzone: Rogue

    Aventura Para 2 Jogadores

    • Split Fiction
    • Reanimal
    • LEGO Voyagers

    CORRIDA

    • Sonic Racing: CrossWorlds
    • Disney Speedstorm
    • (!)Rocket League – Jogo de Nintendo Switch (1), mas com atualização para melhor desempenho no Switch 2.
    • (!)Asphalt Legends – Indisponível na eShop do Brasil.

    JOGOS DE LUTA

    • Street Fighter 6
    • Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage
    • (!) Avatar Legends: The Fighting Game – Crossplay chegando em breve.

    Beat’em Ups

    • MARVEL Cosmic Invasion
    • (!) Absolum – Crossplay já disponível para Switch (1). Versão Switch 2 chegando em Setembro.

    COZY GAMES

    • Disney Dreamlight Valley
    • FANTASY LIFE i: The Girl Who Steals Time

    ROGUELIKES

    • Tartarugas Ninja: O Destino de Splinter
    • Unrailed 2: Back on Track

    ESPORTE

    • Tony Hawk’s Pro Skater 3+4
    • INAZUMA ELEVEN: Victory Road

    OUTROS

    • No Man’s Sky
    • Content Warning
    • Sid Meier’s Civilization VII
    • Factorio
    • SnowRunner
    • Demeo x Dungeons & Dragons: Battlemarked

    A lista é boa, com jogos de todos os tipo, preços e formatos; e tende a ficar maior no futuro.
    Para conferir mais guias como este, acompanhe regularmente o portal CoelhoNEWS.

  • Splatoon Raiders: Comparativo entre desempenho na Dock, Portátil e com o jogo Splatoon 3

    Splatoon Raiders: Comparativo entre desempenho na Dock, Portátil e com o jogo Splatoon 3

    Splatoon Raiders, o primeiro spin-off da franquia Splatoon, foi lançado hoje, dia 23 de julho, exclusivamente para o console Nintendo Switch 2.
    O jogo traz um ciclo de gameplay onde jogadores ganham recompensas a cada fase, que os tornam mais fortes para avançar em missões ainda mais desafiadoras, mas igualmente recompensadoras (ciclo que chamamos de “loot-shooter”).
    Jogadores ainda podem chamar outros atiradores online para ajudar, sejam amigos, com uma criação de sala privada, ou jogadores aleatórios que estejam online também.

    Visando analisar o desempenho técnico do jogo, o portal CoelhoNEWS produziu um vídeo de comparação entre o modo TV e o modo portátil; além de revisitar o jogo anterior da franquia para Nintendo Switch (1), Splatoon 3, afim de notar a evolução entre os jogos que estão a uma geração de distância.
    O vídeo dessa comparação está logo acima, e um resumo dele, você confere logo abaixo.

    Desempenho no modo TV

    No modo TV/dock, onde o jogo apresenta seu melhor desempenho, Splatoon Raiders apresenta visuais polidos, e uma animação fluída.
    O jogo roda numa taxa de 60 quadros-por-segundo, sem quedas, mesmo nos momentos mais caóticos do início do jogo.
    Em termos de visuais, o modo TV traz cores vibrantes, uma ótima definição de imagem com texturas em alta resolução.

    Apesar de não se aproximar do limite técnico do console, mostrado principalmente por jogos multiplataforma, ao menos entre os jogos da própria Nintendo, Splatoon Raiders tem mostrado uma evolução da empresa, e se junta ao grupo de visuais mais polidos dentre os exclusivos do Switch 2 até o momento.

    Comparação: Modo Portátil

    No modo portátil, o jogo ainda entrega um ótimo resultado.
    O desempenho segue firme nos 60 quadros-por-segundo, mostrando que o foco foi manter fluidez em um jogo de ação rápida e frenética.
    Já nos visuais, aí sim diferenças ficam mais evidentes. A qualidade de imagem ainda é muito boa, mas a resolução cai para os limites da tela portátil (o que é impossível ser diferente), além disso, se observa mais serrilhados e o chamado “Draw Distance”, que é a capacidade de manter qualidade visual em cenários distantes, também apresenta algumas falhas.

    Mas em geral, se perde pouco. Até porque, é importante lembrar que se trata de um jogo rápido, logo, jogadores focados na ação podem nem perceber estas perdas.

    Comparação: Splatoon 3

    Primeiramente, apesar de ser um título para o primeiro Nintendo Switch, lançado em 2022, Splatoon 3 recebeu uma atualização que deixa o jogo mais otimizado e melhorado para se rodar no Nintendo Switch 2, então, a comparação com o estado atual do jogo teria ainda mais diferenças se comparado ao lançamento e com o jogo rodando no primeiro Switch.

    Em geral, Splatoon 3 ainda se mostra um jogo muito bonito no Nintendo Switch 2. Diferenças entre ele e Splatoon Raiders não são tão evidentes numa primeira vista.
    Porém, logo algumas texturas de qualidade inferior aparecem, e dá pra notar que a iluminação global não tem a mesma nitidez que o novo jogo. O serrilhado e Draw Distance novamente se mostra com algumas falhas quando se comparado à Raiders na TV.

    Em geral, as diferenças existem, e são evidentes ao olhar um do lado do outro. Entretanto, fica também evidente de que Splatoon Raiders não entrega o máximo do Nintendo Switch 2, pois embora a diferença exista, não se trata de um salto equivalente aos consoles Switch (1) e Switch 2 em si.
    Nesse sentido, Splatoon Raiders se parece com uma versão de Splatoon 3 que não precisou de reduções gráficas em textura, resolução e iluminação; se parece uma versão refinada, ou mesmo remasterizada do jogo anterior.

    Conclusão

    Ressalvas aqui e ali não alteram o veredito final de que o jogo apresenta um bom resultado em termos de visuais, e principalmente performance.
    O mais importante para o jogo é sua jogabilidade cíclica viciante, que poderia ser afetada por más notícias em termos de desempenho técnico; felizmente, não há nada para se preocupar.
    Seja na dock ou portátil, os intensos combates de Splatoon Raiders estão prontos para os jogadores mergulharem fundo por um longo tempo.

  • Estamos Jogando: Moonlight Peaks É Stardew Valley 3D de Vampiro

    Estamos Jogando: Moonlight Peaks É Stardew Valley 3D de Vampiro

    Publicado pela Marvelous/Xseed e feito pelo estúdio Little Chickens, Moonlight Peaks é o clássico “jogo de fazendinha”, eternizado por jogos como Stardew Valley e o próprio Story of Seasons, da Marvelous; mas numa ambientação “Halloween”, sendo curiosamente, um jogo que se passa de noite, já que nosso protagonista é uma vampira.
    O jogo foi lançado tanto para o Nintendo Switch (1) quanto pro Switch 2, e trouxe surpresas como, no Switch 2, ter um modo que roda a 120 quadros por segundo. E mesmo os 60 quadros no console mais antigo, já é acima do padrão do estilo no console. E no geral, dá pra ver que o jogo realmente investiu na parte gráfica pra tentar se diferenciar.

    Gameplay e Ambientação

    Em termos de gameplay, ele é realmente “Stardew Valley de vampiro”. A ideia é muito parecida, você tem a cidade com pessoas pra conhecer e se relacionar, você tem seu cantinho para plantar, cuidar de animais e tudo que se espera desse tipo de jogo; mas ele tem mais opções de decoração (talvez tirando vantagem de ser um jogo 3D). Enfim, é um jogo mecanicamente até que bem comum.

    A reviravolta aqui é realmente ser um jogo de “Halloween”, então, você é vampira, e na cidade os seus vizinhos são, ou vampiros, lobos, ou bruxas. E isso é interessante porque geralmente em jogo de fazendinha, tem que dormir cedo pra pegar o Sol forte, e aqui é o contrário, está sempre de noite.
    A temática sobrenatural também facilita a entrada de magia no jogo, o que dá ainda mais possibilidades de customização e atividades.

    Opinião


    No geral, Moonlight Peaks está sendo bem recebido pelo público dos cozy-games, e a gente também acha que se você gosta desse tipo de jogo, não tem erro. Ele faz o “arroz com feijão” bem feito e coloca essa “capa” de vampiro por cima pra ser algo novo.

    A parte visual teve um esforço visível, e o resultado foi satisfatório, é realmente bem bonito nos cenários, desde a principal cidade, mas mesmo nos ambientes mais simples, a direção de arte torna o título sempre agradável aos olhos.

    Seu maior problema acaba sendo os loadings, que mesmo no Switch 2, são muito grandes. O problema é intensificado pelo fato de que em jogos assim, você está sempre entrando em algum lugar, abrindo alguma porta; seja num mercado de alguma coisa, ou visitando alguém. Então, realmente incomoda; ainda mais quem já está habituado com os loadings rápidos dos atuais consoles.

    O valor também não é bom. O jogo custa R$140 no Switch 1 e R$160 no Switch 2; e não tem português. Não é dos títulos mais caros do gênero (como Fae Farm, de R$230), e na verdade, ele se posiciona ao lado de ótimos jogos como Disney Dreamlight Valley e Hello Kitty Island Adventures; só que esses jogos são gigantescos e de franquias muito importantes, já o Moonlight Peaks , é uma nova franquia, é um jogo menor, então isso torna o preço dele uma desvantagem. Ainda mais no Brasil, pela falta de tradução.

    Dito isso, seu saldo não deixa de ser positivo, e ele não deixa de ser um dos principais do estilo em 2026.