Um terror tátil e visual que brilha no novo console.
The Midnight Walk surge como uma das gratas surpresas deste início de ciclo. Desenvolvido com uma estética que remete ao trabalho manual e ao stop-motion, o título não apenas desafia as expectativas de quem busca um jogo de terror convencional, mas estabelece um novo padrão visual para produções menores na plataforma. Esta análise explora como a obra combina atmosfera opressora e mecânicas de companhia para entregar uma experiência curta, porém memorável.
The Midnight Walk se apresenta como um jogo de terror em primeira pessoa que mergulha o jogador em um mundo sombrio e detalhado, onde a luz e a escuridão ditam as regras de sobrevivência. O jogador assume o papel de um protagonista que precisa navegar corredores, que são recompensadores em termos de atmosfera e segredos escondidos.
O coração da jogabilidade reside na interação com uma criatura peculiar: um pequeno acompanhante que tem o domínio sobre o fogo. Essa dinâmica de parceria é o que move a progressão. O jogador não está apenas sobrevivendo sozinho; ele deve dar ordens a esse bichinho para acender velas e interagir com o cenário utilizando suas chamas. Existe aqui uma camada de responsabilidade e cuidado, pois embora a criatura consiga se virar sozinha em muitos momentos, o jogador sente a necessidade constante de protegê-la — e ser protegido por ela.
Mecânicas de gameplay: o diferencial está nos detalhes
O que realmente eleva o título é a criatividade de suas mecânicas ao jogador. Diferente de outros jogos de terror onde o esconderijo é uma ação passiva, aqui o ato de se esconder em armários ganha uma nuance tática: é possível abrir apenas uma das portas para observar o exterior. Isso permite ao jogador aumentar seu campo de visão para checar se o perigo passou sem se expor totalmente, adicionando uma tensão extra a cada espiada.
Outro ponto alto é o uso inteligente da percepção sensorial. Ao apertar um botão, o personagem fecha os olhos, o que aguça a audição e permite detectar sons que passariam despercebidos visualmente. É uma escolha de design brilhante que força o jogador a abrir mão da visão — sua principal ferramenta de defesa — em troca de informações vitais sobre o ambiente.
Visualmente, The Midnight Walk é descrito como um dos jogos mais bonitos já vistos no Nintendo Switch 2, especialmente dentro da categoria indie. A estética é tão refinada que mantém sua qualidade tanto no modo dock quanto no modo portátil, preservando a proporção em qualquer modo de uso.
O investimento se justifica pela alta fidelidade visual e pelo fato de estar totalmente localizado em português, facilitando a imersão na narrativa e nos tutoriais.
Embora a jornada seja curta, durando apenas algumas horas, a densidade da experiência e a criatividade das mecânicas de puzzles integradas ao terror fazem com que cada minuto valha a pena. O jogo não tenta ser um mundo aberto vasto, mas foca em ser uma experiência direta ao ponto, surpreendendo pela qualidade técnica e artística.
The Midnight Walk prova que o hardware do Switch 2 é um terreno fértil para indies que desejam ousar na estética sem sacrificar a performance.
Até que ponto a inovação em mecânicas simples, como o simples ato de fechar os olhos ou espiar por uma fresta, é mais impactante para o gênero de terror do que grandes mapas abertos? Este título sugere que, no escuro da noite, os detalhes são tudo o que importa.
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Fatal Frame II: Crimson Butterfly é lembrado até hoje como um dos títulos mais icônicos da Koei Tecmo. Lançado originalmente em 2003 para o PlayStation 2, o jogo ajudou a definir o que muitos consideram o auge do terror japonês nos videogames.
Em 2026, a Koei Tecmo decidiu trazer de volta esse clássico com um remake completo, agora também disponível no Nintendo Switch 2. A proposta é clara: modernizar a experiência com a Katana Engine, entregar uma atmosfera ainda mais densa e atualizar as mecânicas para alcançar tanto os fãs antigos quanto novos jogadores.
O resultado, porém, é uma experiência de altos e baixos. Entre decisões de design questionáveis, problemas técnicos e a ausência de localização em português, o remake acerta em cheio para quem já ama a franquia, mas pode afastar quem espera um nível maior de polimento.
Para entender o peso desse lançamento, é preciso olhar para o passado. Fatal Frame II faz parte do grupo de jogos que moldaram o survival horror, ao lado de nomes como Alone in the Dark, Resident Evil e Silent Hill.
A franquia sempre teve uma identidade muito própria, com protagonistas femininas, forte inspiração no folclore japonês e um sistema de combate único, baseado no uso de uma câmera como arma principal.
Vale lembrar que este não é o primeiro remake do jogo. Em 2012, o título já havia recebido uma nova versão no Wii, com controles de movimento e finais adicionais. Agora, o remake de 2026 tenta se consolidar como a versão definitiva, misturando elementos do original, da versão de Wii e conteúdos inéditos.
Esse movimento também faz parte de uma estratégia maior da Koei Tecmo, que já vinha revitalizando a série com os relançamentos de Maiden of Black Water e Mask of the Lunar Eclipse.
Jogabilidade mantém essência, mas divide opiniões
A base da jogabilidade continua a mesma e isso é um ponto positivo. O jogador explora ambientes carregados de tensão e enfrenta espíritos utilizando a Camera Obscura, uma câmera capaz de capturar e exorcizar entidades sobrenaturais.
O remake, no entanto, traz mudanças importantes, como a adoção da câmera sobre o ombro, abandonando os ângulos fixos da versão original em favor de uma abordagem mais moderna, semelhante à vista em outros títulos recentes da franquia.
Apesar disso, o combate se tornou um dos pontos mais controversos. As batalhas podem se arrastar além do necessário, tornando-se cansativas em alguns momentos. Parte disso se deve à mecânica “Aggravate”, em que os fantasmas, ao estarem próximos da derrota, recuperam parte da vida e se tornam mais agressivos. Na prática, isso faz com que os inimigos se comportem como “esponjas de dano”, criando uma sensação de dificuldade artificial, especialmente no início do jogo.
Para equilibrar, o sistema de “Willpower” funciona como uma barra de resistência usada para esquivas e ataques especiais. Quando esgotada, a protagonista fica vulnerável.
Um dos elementos mais interessantes é a relação entre Mio e Mayu. É possível segurar a mão da irmã para recuperar energia e força de vontade, reforçando o vínculo emocional entre as duas.
A exploração também foi expandida, com novas áreas e missões secundárias. No Switch 2, o uso do giroscópio se destaca, permitindo utilizar o console como se fosse a própria câmera, aumentando a imersão.
Uma história densa e perturbadora
A narrativa acompanha as irmãs gêmeas Mio e Mayu Amakura, que acabam sendo atraídas por uma borboleta carmesim até a misteriosa Vila Minakami, um local que desapareceu do mapa após um ritual fracassado.
A vila está presa em uma noite eterna, habitada por espíritos que revivem suas mortes, criando um ambiente opressor e melancólico.
O jogo explora temas profundos como identidade, culpa e dependência emocional, com foco na relação entre as irmãs. Tudo gira em torno do Ritual do Sacrifício Carmesim, no qual gêmeos são vistos como uma única alma dividida em dois corpos. Para conter a escuridão do “Hell Gate”, um deles precisa sacrificar o outro, mantendo o equilíbrio do mundo.
Quando esse ritual falha, como aconteceu em Minakami, as consequências são devastadoras, condenando a vila a um ciclo eterno de sofrimento.
A narrativa é um dos pontos mais fortes do jogo, sendo contada principalmente por meio de documentos espalhados pelo cenário. O remake mantém múltiplos finais e adiciona um novo desfecho.
Comparações no Switch (outros jogos da franquia)
Dentro do catálogo do Switch, o remake se posiciona como uma experiência de terror mais “cult”, focada na atmosfera e no psicológico, em contraste com jogos mais voltados para ação.
Comparado a outros títulos da própria franquia no console, como Maiden of Black Water e Mask of the Lunar Eclipse, o remake apresenta visuais superiores e uma jogabilidade mais moderna.
Ainda assim, existem limitações claras, como movimentação mais rígida, texturas inconsistentes e a ausência de localização em português. A curva de aprendizado também pode afastar jogadores menos pacientes, o que limita o alcance do jogo para além do público mais fiel.
Aspectos técnicos: altos e baixos
Tecnicamente, o jogo alterna entre momentos impressionantes e outros decepcionantes. A ambientação é um dos maiores destaques, com a Vila Minakami sendo reconstruída de forma detalhada e sem telas de carregamento, o que mantém a tensão constante.
Visualmente, o jogo é bonito, mas apresenta problemas como pop-in e carregamento tardio de texturas, afetando a imersão. Esses problemas não são exclusivos do Switch 2, estando presentes também em outras plataformas.
A performance é outro ponto crítico. O jogo roda a 30 FPS e apresenta quedas frequentes, algo difícil de justificar em um lançamento de 2026. Isso impacta diretamente a experiência, especialmente em um jogo que exige atenção constante.
No modo portátil, a iluminação pode ser escura demais, exigindo ajustes frequentes.
Por outro lado, o design de som é um dos grandes destaques. O áudio contribui diretamente para a tensão, elevando a imersão. A trilha sonora também mantém o alto nível da franquia, reforçando o clima melancólico e perturbador.
Mas e aí, vale a pena jogar FATAL FRAME II: Crimson Butterfly REMAKE no Nintendo Switch 2?
Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake é um retorno importante, mas que deixa claro que não é uma experiência para todos. O jogo acerta naquilo que tornou o original tão marcante: a atmosfera pesada, a sensação constante de desconforto e uma narrativa profunda e perturbadora.
Ao mesmo tempo, problemas como a ausência de português, o combate desequilibrado e a performance abaixo do esperado limitam seu potencial.
No fim das contas, o remake funciona como um tributo aos fãs da franquia, oferecendo cerca de 20 horas de uma experiência intensa e cinematográfica dentro de um dos universos mais marcantes do terror japonês.
A recomendação é clara: vale a pena para quem já gosta da série ou busca um terror mais psicológico e focado na ambientação. Para o público geral, especialmente quem espera um nível maior de polimento, talvez seja melhor aguardar melhorias.
Ainda assim, mesmo com suas falhas, o jogo prova que, quando acerta, acerta onde mais importa no gênero: no medo.
Monster Hunter sempre foi uma franquia conhecida pelo seu foco em caçadas e gameplay mais técnico, mas ao longo dos anos, a série Stories surgiu como uma alternativa curiosa e agora, com Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection, essa ideia evolui para algo muito maior.
O novo título é exatamente aquele tipo de jogo que ninguém estava necessariamente pedindo, mas que, depois de experimentar, fica difícil imaginar a franquia sem ele. E mesmo sendo um spin-off, ele mostra ambição suficiente para chamar atenção por mérito próprio.
Ainda estamos nas primeiras horas de jogo, mas já dá pra dizer: esse aqui merece atenção.
A série Stories nasceu como uma releitura do universo de Monster Hunter dentro de um formato completamente diferente. O primeiro jogo chegou de forma discreta no Nintendo 3DS, e depois ganhou uma sequência no Nintendo Switch.
Diferente da linha principal, aqui estamos falando de um RPG de turno com captura de monstros, algo que naturalmente aproxima a experiência de jogos como Pokémon. Porém, até então, o grande destaque desses títulos não estava na narrativa em si.
Nos dois primeiros jogos, a história era mais simples, quase um pano de fundo para explorar o mundo e curtir a ambientação. O charme estava justamente nessa adaptação do universo Monster Hunter para um estilo mais leve e acessível dentro do gênero.
Uma história muito mais ambiciosa
Se nos jogos anteriores a narrativa era mais “humilde”, em Monster Hunter Stories 3 a escala sobe de forma impressionante.
Aqui, a história é muito mais complexa e bem trabalhada, não apenas nos eventos principais, mas também no desenvolvimento de personagens e no contexto do mundo. O jogo deixa de ser apenas uma jornada sobre caçadores ajudando vilas e passa a abordar temas muito mais amplos.
A sensação é clara: o jogo deixa de ser apenas um “Monster Hunter com elementos de Pokémon” e passa a incorporar uma densidade narrativa que lembra experiências mais estratégicas e dramáticas.
O mundo apresentado é rico, cheio de camadas e mistérios, e mesmo nas primeiras horas já dá pra perceber que existe muito mais acontecendo por trás da superfície. Como falamos antes, estamos ainda no “início” da aventura, mas estes pontos já ficam na cara logo de começo.
Exploração e mundo aberto
Outro grande destaque está na exploração.
O jogo apresenta um mundo aberto com visual em cel shading, que não só é bonito, mas também extremamente convidativo. Explorar esse universo é parte fundamental da experiência.
Durante a jornada, é possível:
coletar itens para equipamentos
encontrar ovos de monstros para montar sua equipe
explorar regiões e conhecer mais sobre o mundo
Essa combinação entre exploração, narrativa e progressão cria um ritmo muito agradável. A sensação muitas vezes é de estar assistindo a um anime, mas com controle total sobre a experiência.
Vale a pena jogar?
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection surge como um spin-off que não apenas justifica seu lançamento, mas também expande significativamente o potencial da franquia.
Com uma história muito mais densa, um sistema de combate estratégico e um mundo aberto convidativo, o jogo entrega uma experiência que vai além do esperado especialmente para quem acompanhou os títulos anteriores.
Ainda é cedo para uma análise definitiva, mas uma coisa já é clara: esse jogo promete.
E muito.
Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Yoozen, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
O NintendoBarato é o nosso trabalho diário para ajudar a comunidade a nunca mais pagar preço cheio em jogos e consoles. Encontramos promoções oficiais, em lojas oficiais e já no Brasil, que podem gerar economia de mais de R$100 em jogos e mais de R$1000 na compra do Switch ou do Switch 2.
Num período onde tanto se fala sobre preços altos e conteúdos cada vez mais cortados por DLCs, Pocket Bravery traz uma experiência retrô de fighting games com tudo que pedimos: personagens secretos desbloqueados in-game, online liso com rollback netcode, suporte da desenvolvedora, modo história e diversos outros conteúdos singleplayer e um sistema de combate profundo e competitivo pra que cada personagem renda ao jogador um longo tempo de masterização. Tudo isso por um preço acessível de 60 reais.
Embora nem tudo sejam flores, e vamos falar dos espinhos também, o primeiro jogo 100% brasileiro a concorrer ao The Game Awards se encaixa bem demais no Nintendo Switch, já que aqui, temos um Pocket Game num Pocket Console.
Contexto
Pocket Bravery é, como o nome diz, um jogo baseado em personagens chibi, como os jogos da SNK pra Neo Geo Pocket, porém, assim como os jogos da SNK, traz um sistema de combate extremamente profundo, com técnicas avançadas, recursos limitados que exigem estratégia para gastar e vastas possibilidades de combo pra cada personagem.
Diversas outras características dos jogos clássicos estão presentes aqui, como personagens pra desbloquear jogando e um modo arcade desafiador (embora tenham opções de dificuldade, mas, o modo normal não parece o fácil como diversos outros jogos de luta atuais).
Entretanto, Pocket Bravery não usa o retrô como desculpa para ser limitado, e, sabendo que está sendo lançado em 2025 no Nintendo Switch, ele também acompanha modernidades desafiadoras de se implementar para um time pequeno, mas que com bravura eles incluíram no jogo (bravura, bravery, ah-ah, pegaram? rs). Estamos falando de um modo online com o rollback netcode que é o melhor netcode atual para partidas mais fluídas, além de um satisfatório conteúdo singleplayer para os que não querem se aventurar online (entenda como “levar uma surra” haha) ou simplesmente ter algo fora do online pra dar uma variada.
Então, é essa junção do retrô com o moderno que deu destaque pra ele não só o Brasil, mas no mundo todo.
Porém, além disso, existem coisas que o Pocket Bravery quer fazer bem pra se destacar no mercado. A primeira delas é caprichar no pixel art em termos de movimentação. Os golpes do jogo são simplesmente impressionantes em termos de fluência e isso não veio à toa, o Pocket Bravery chegou até a bater um recorde de jogo com mais quadros desenhados por personagem (algo do tipo, e principalmente nos ataques finais, deu pra ver que eles foram muito ambiciosos na animação.
Além disso, o outro ponto forte é o enredo, não só pelo seu modo história, mas a construção do universo em si, pois a sua história envolve relacionar pessoas de países diferentes, cada qual trabalhando pra uma organização, ou com um tipo de enredo próprio, e nisso, existe uma grande construção de sociedade, já pensando no futuro mesmo, pois todo personagem novo de DLCs ou dos futuros jogos tem uma base para aparecer na franquia, além do estúdio Statera já estar trabalhando em spin-offs totalmente diferentes mas que se passam no mesmo universo, como o Arashi Gaiden, que sai em breve pro Switch também. Então, se você gosta de lore, de conhecer um universo, relacionar quem é amigo de quem e que trabalhou com quem e ficou rival eterno de quem… você vai encontrar isso aqui.
E por último, o Pocket Bravery tem uma identidade marcante pra nós, brasileiros, por ser um jogo nacional. Mais do que ficar feliz por um jogo daqui, o jogo traz uma ÓTIMA dublagem PT-BR, onde aqueles golpes com nome como “shoryuken”, agora estão em pt-br.
Além de vermos representações BRs no jogo que tornam ele simplesmente diferente, como os personagens focados em jiu-jitsu, e mesmo a trilha sonora tendo ritmos BRs, sendo um destaque o tema do vilão Hector que é um rock funk carioca eletrônico, e que ficou muito bom, porque… tema de vilão é meio que sempre um padrão, e aí, de repente… uma coisa nova!
Altos e Baixos
Agora, falando dos pontos altos e baixos, começando pela parte boa:
-Dificilmente você não encontra um personagem pra você. O elenco não é gigante, são 13 personagens no jogo base, 4 por DLC num preço super amigável de 27 reais (27 pelos 4, não por cada um) e no futuro teremos ainda uma segunda temporada com mais 4, totalizando 21. Mas mesmo dentre os 13, já são personagens bem diferentes e que cobrem diversos estilos de gameplay. Mesmo o protagonista Nuno, ele consegue se manter um bom “básico” como é todo protagonista, mas se distanciar do Ryu, Terry e outros, por exemplo, ele não tem um projétil, um hadouken.
-O modo história é MUITO legal em termos de direção. Ele mescla tutoriais, inimigos fora do elenco criados só pra história, e o enredo dele, mesmo tendo uma pitada de sobrenatural e anime shounen (afinal, as pessoas tem poderes, né?), é uma história mais pé no chão, são enredos individuais mais críveis, mais reais…se você tem achado que Mortal Kombat tem viajado além da conta ultimamente.. joga essa história aqui haha ela tem problemas mas eu falarei sobre quando chegar nos contras.
-E se você é do competitivo, saiba que o modo online é um dos melhores do console, ao menos nos nossos testes (brasileiro com brasileiro) foi uma qualidade de conexão online absurda, inclusive, as imagens que vocês estão vendo de fundo, são de partidas online.
-Tem muitos extras que fazem a diferença. É muito chato quando um jogo de luta tem modo arcade e só…o Pocket não apenas tem história, mas, por exemplo, tem um modo Rodoviária, que remete aos arcades piratas de Street fighter, e nesse modo, os personagens ganham ataques muito mais apelões, e é só uma brincadeira bem-vinda, sabem? Tem um modo meio Flappy Bird, bem simples mas agrega. Smash Brós faz muito isso, né? Modos de jogo simples só pra você ter o que brincar além do conteúdo principal.
-Além disso, as skins compradas IN-GAME mesmo, com dinheiro do jogo, são um show, elas fazem homenagens à outros jogos e séries famosas, então, só comprar as suas skins favoritas já é um processo divertido.
-E claro, o fator custo/benefício. Estamos falando de um jogo que no lançamento custa 60 reais, isso ajuda MUITO, até porque não é um jogo pra se jogar por 5 horinhas e largar. Mesmo somando a DLC de 27, é um conteúdo completo por menos de 90 reais.
Porém, agora, é hora de falar dos pontos negativos do jogo:
-A dificuldade da CPU é…estranha… não é que ela é média em inteligência, ela ataca menos e foge mais, porém, quando ataca, desfere combos devastadores. Isso é um problema no começo do jogo, quando ainda estamos aprendendo a jogar, e especialmente no modo sobrevivência que, mesmo no início, um erro pode te custar a derrota; e no modo história, que é o modo onde os iniciantes vão aprender a jogar e por isso, as primeiras batalhas acabaram ficando muito mais difícil que as últimas.
Com o tempo, tem vários comportamentos de CPU que você acaba aprendendo a lidar, então, ela não é tão inteligente.Não é um jogo tão difícil de entrar quanto um jogo retrô, na real, é só um aviso que quando você começar a jogar, vai ter um pouco de dificuldade, mas passa rápido.
-Por incrível que pareça, a forma de ganhar dinheiro no jogo é um problema, não por ser escasso, mas pelo contrário… é muito rápido pra ganhar dinheiro suficiente pra comprar tudo no jogo, personagens, cenário, skins, etc.
-Por fim, um defeito compreensível por ser um jogo indie com pouco orçamento, é que, a dublagem é TÃO BOA, que no modo história ela faz falta… você ter aquelas vozes vibrantes nas lutas e aí na história ficar só lendo texto…a gente entende, é caro, mas, é algo a se pontuar, nem que seja como desejo para futuros jogos do universo Bravery.
Agora, uma característica que é bom pontuar, seja por você gostar ou odiar, é que o Pocket tem muito mais técnicas ofensivas do que defensivas, a pressão no canto da tela desse jogo é alta e você não tem muitos recursos pra sair. Novamente, isso tá vindo depois dos prós e contras, porque não é nem um pró nem um contra, é uma característica opinativa que achamos bom pontuar.
Conclusão
Pocket Bravery é um ótimo jogo de luta, que sinceramente, casa demais com o Switch pela portabilidade, em termos do visual pocket casar com o tela pequena na palma da sua mão. Sua mistura de retrô com moderno, a qualidade de animação e lore do universo e seus personagens, deixam o jogo muito carismático e atraente para qualquer fã de jogos de luta.
Por tudo que ele oferece, pela qualidade do que ele oferece e o preço que ele é oferecido, sem dúvidas esse é um jogo que todos os jogadores de fighting games no Switch devem dar uma olhada.
A chegada de Fallout 4 Anniversary Edition ao Nintendo Switch 2 levantou algumas dúvidas antes do lançamento, especialmente por causa da aparência mostrada nos trailers. Mas depois de jogar, a impressão é clara: o jogo está bem mais bonito do que parecia inicialmente.
Ele pode não alcançar o nível técnico de títulos totalmente pensados para a geração atual, como Resident Evil Requiem, mas ainda assim entrega uma apresentação bastante agradável.
Um dos pontos interessantes dessa versão é a variedade de opções de desempenho. O jogo oferece três modos diferentes:
30 fps, com apresentação estável e fluída
60 fps, mantendo bons gráficos mesmo com a taxa maior
40 fps, pensado para quem possui TVs de 120 Hz e quer um equilíbrio entre qualidade visual e desempenho
Essa flexibilidade ajuda a adaptar a experiência a diferentes preferências de jogadores e configurações de tela.
Um RPG gigantesco
Se existe algo que nunca foi problema em Fallout 4, é conteúdo. A Anniversary Edition traz mais de 100 horas de jogo, oferecendo uma experiência longa e cheia de atividades.
A ambientação pós-apocalíptica e pós-guerra continua sendo um dos grandes atrativos. Explorar o mundo e descobrir novas cidades mantém a curiosidade do jogador sempre ativa enquanto a narrativa se desenvolve.
No gameplay, o título segue o padrão conhecido da Bethesda Game Studios… um RPG robusto combinado com combate em primeira pessoa, dentro de um sistema de tiro que sustenta bem a progressão do jogo.
Pontos que ainda podem melhorar
Nem tudo é perfeito nessa versão. Alguns recursos que poderiam melhorar ainda mais a experiência ficaram de fora.
Entre eles estão suporte a giroscópio, modo mouse e também o uso de DLSS, que poderia ajudar a elevar ainda mais a qualidade da imagem.
Por isso, para quem ainda está em dúvida, pode valer a pena acompanhar futuras atualizações ou esperar uma promoção.
Uma ótima adição á biblioteca do Switch 2
Mesmo com alguns recursos ausentes, Fallout 4 Anniversary Edition chega como uma grande adição ao catálogo do Switch 2.
Com visual sólido, múltiplos modos de desempenho e uma quantidade gigantesca de conteúdo, o jogo entrega uma experiência completa para quem quer mergulhar em um RPG pós-apocalíptico diretamente no console híbrido.
E você, pretende voltar ao mundo pós-apocalíptico de Fallout no Switch 2? Já jogou Fallout 4 antes ou essa pode ser sua primeira vez explorando esse RPG gigantesco da Bethesda? Conta pra gente nos comentários e bora interagir com a comunidade!
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A última transmissão Indie World trouxe diversos anúncios interessantes, e três deles já chamaram nossa atenção aqui na equipe: Minishoot’ Adventures, Rotwood e Blue Prince.
Os três títulos mostram bem a diversidade que os indies continuam trazendo para o ecossistema do Nintendo Switch 2: de exploração inspirada em clássicos, passando por ação cooperativa, até experiências de puzzle e progressão totalmente fora do comum.
Minishoot’ Adventures mistura dois gêneros bastante conhecidos: twin-stick shooter (um analógico movimenta e o outro atira) e metroidvania, mas com uma apresentação top-down que lembra bastante a ambientação clássica de Zelda.
A proposta não chega a ser revolucionária. No jogo, tanto o protagonista quanto os inimigos são pequenas naves, mas a estrutura poderia funcionar facilmente com personagens segurando armas. Ainda assim, o título compensa essa simplicidade com uma execução muito competente.
Explorar o mundo é extremamente prazeroso. O jogo conta com dungeons inspiradas em Zelda, mas com menos foco em puzzles e muito mais ação. Há também um sistema de evolução, que incentiva o jogador a tentar desafios opcionais repetidamente — como cavernas mais difíceis, enquanto ganha níveis e melhora suas chances de sucesso.
Essa progressão cria aquele ciclo clássico de tentativa, erro e recompensa que deixa a experiência viciante.
Outro ponto positivo é a acessibilidade: o jogo também chega ao Nintendo Switch por menos de 80 reais e oferece upgrade gratuito para o Switch 2.
Rotwood
Rotwood aposta em uma mistura interessante de ideias. O jogo combina a estrutura de dungeon crawlers com missões progressivamente mais difíceis com elementos de aleatoriedade típicos de roguelikes.
Na prática, cada dungeon funciona como um pequeno roguelike dentro de uma estrutura maior. As fases são determinadas, existem chefes e a progressão é mais estruturada, sem aquela punição extrema de morrer e voltar tudo do zero.
Isso faz com que o jogo seja acessível até para quem normalmente não gosta de roguelikes.
Outro grande destaque é o modo cooperativo online para até quatro jogadores, além do suporte ao GameShare, permitindo que apenas uma pessoa compre o jogo e convide até três amigos para jogar juntos.
Visualmente, o título também chama atenção. O estilo artístico lembra uma evolução do que vimos em Cult of the Lamb, com um visual bastante carismático e polido.
Com boa conexão online e preço abaixo dos 100 reais, Rotwood é uma ótima opção de ação cooperativa no Switch 2.
Blue Prince
Se existe um indie que realmente foge do comum entre os três, esse jogo é Blue Prince.
O título apresenta uma proposta de roguelike bastante diferente: o jogador explora uma mansão misteriosa onde cada porta e cada cômodo são gerados aleatoriamente.
Mas aqui o foco não está em combate ou sistemas tradicionais do gênero. Em vez disso, a progressão acontece através de gerenciamento de recursos e resolução de puzzles.
Durante a exploração, o jogador precisa administrar itens como chaves e gemas, que abrem portas específicas, enquanto tenta avançar pela mansão e compreender os mistérios por trás da narrativa.
O visual também impressiona. O jogo apresenta um estilo cel-shading com iluminação muito bem trabalhada, reforçando a sensação de ser um verdadeiro “indie next-gen”.
O reconhecimento também não veio por acaso: Blue Prince possui Metacritic 92, foi indicado a melhor indie do ano passado e, para muitos jogadores, foi simplesmente o melhor jogo de 2025.
Em outras palavras, é um título que praticamente dispensa apresentações.
Ficou ansioso para jogar algum dos lançamentos anunciados? Qual destes jogos indies chamou a sua atenção? Participe da conversa nos comentários e faça parte da comunidade!
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Scott Pilgrim EX é, enfim, um novo jogo para a franquia multimídia Scott Pilgrim, que anteriormente, em 2010, teve um primeiro jogo -sim, demorou só 16 anos pra um segundo-. Apesar de seu enredo e universo serem melhor aproveitados pelos que conhecem o material fonte, seja em filme, quadrinhos ou mesmo o primeiro jogo; Ex é um jogo fácil de apenas abrir e se divertir, mesmo que esse seja seu primeiro contato com a série. E talvez, em alguns sentidos, seja até melhor entrar cego nessa jornada.
E de cara, vale destacar que seu grande trunfo é o multiplayer, o que acaba dando à versão Switch 2 uma certa vantagem, já que nele, o jogo possui o Gameshare, te permitindo chamar outros 3 amigos com o console pra jogar, mesmo que eles não tenham uma cópia; no caso de reunir pessoas físicas na sua casa ser um problema. O multiplayer já era um elemento forte nos jogos anteriores da sua desenvolvedora, a Tribute Games, de Tartarugas Ninja Shredder’s Revenge, e Marvel Cosmic Invasion, mas em Scott Pilgrim, o formato do jogo fez com que ele superasse os jogos anteriores nesse quesito.
Novo Formato…Mas Nem Tanto…
Apesar de ser um jogo sem conexão com River City Girls, a sua estrutura é praticamente a mesma:
Temos um mapa conectado, dividido em salas, e nisso, vamos passar diversas vezes pelos mesmos locais, numa estrutura semelhante à um Zelda ou Resident Evil clássico (alguns podem até chamar de metroidvania, mas o que libera novas áreas são objetos, e não poderes).
Os jogos anteriores já tinham um sistema de level, mas aqui, temos também lojinhas que nos permitem comprar itens, não apenas de cura, mas também insígnias para efeitos diversos in-game, e equipáveis para aumentar um atributo, tornando esse beat’em up mais RPG do que qualquer jogo da Tribute Games.
Embora River City Girls 2 possa recrutar inimigos derrotados, em Scott Pilgrim Ex temos uma seleção de personagens para invocação, que podemos chamar quantas vezes quisermos, desde que haja uma quantidade suficiente da nossa barra de ataques especiais.
E é aqui que o multiplayer acaba brilhando, pois, as compras de insígnias e itens equipáveis, são compartilhados, um compra, todos podem equipar, e isso rapidamente possibilita muitos leques de combinações para um personagem e ainda mais se juntando aos demais. Por exemplo, um personagem pode criar uma build focada em regeneração de vida e resistência, com roupas que aumentam vida, e uma insígnia que aumenta recuperação da barra de especial, e uma invocação de cura. Isso já é legal por si só, mas esse nosso personagem na mesma tela com um amigo que decidiu criar outra combinação totalmente diferente, faz a gameplay cooperativa ganhar um novo sentido.
Além do formato, o jogo em si tem seus méritos: a física é simplesmente deliciosa, a dificuldade é mais leve em relação ao original (ao menos no modo normal), o visual é lindíssimo (um dos beat’em ups em pixel art mais bonitos de todos) e o texto é muito bem humorado (e aqui, claro, a localização em português do Brasil fez toda a diferença). A progressão não-linear pode confundir um pouco, mas leva apenas alguns minutos pra entender como tudo funciona. Um último fator que, torna o jogo muito divertido, mas no multiplayer é amplificado, é que o jogo tem inúmeras referências aos games, e são realmente MUITAS, é quase o tempo todo alguém do grupo dizendo “hey, isso aqui não é daquele jogo lá?”. Daí junta essa jogabilidade, humor, referências e mecânicas e pronto, temos um multiplayer essencial, principalmente no Switch 2 com o uso do Gameshare.
Pancadas Pontuais
Mas Scott Pilgrim Ex não é só alegria, mesmo no seu formato mais brilhante de multiplayer.
Primeiramente, o jogo tem muitos inimigos na tela, principalmente em multiplayer. O que gera aqueles famosos momentos de “onde eu tô?”.
Algumas batalhas contra chefes ficam devendo, principalmente em relação ao jogo original, que cria uma expectativa em relação ao combate contra os ex-namorados. E aqui você nem entende qual a temática, ele aparece, se vai e… não fica um marca.
Um dos motivos é que o sistema de combate em si não traz muitas mecânicas pra se tornar algo único. Existe um bom leque de personagens jogáveis que tem suas diferenças sim, mas nada que mude todo o pensamento base (as builds desempenham um papel maior nisso, nesse sentido) o que é um grande retrocesso em relação ao Marvel Cosmic Invasion que traz uma variedade absurda de gameplay herói por herói.
É um jogo muito curto, com 3 a 6 horas de duração. O fator replay existe, e o custo não é alto, mas a matemática definitivamente não está a favor do jogo. Principalmente porque o mapa não é grande, então, o jogador precisa revisitar as mesmas áreas muitas vezes, e as áreas novas apresentadas são um pequeno conjunto de alguns poucos minutos.
Conclusão
Scott Pilgrim EX tem seus altos e baixos. Em certos aspectos, ele tem a clássica diversão dos beat’em ups, com uma boa física e controles; por outro lado, ele tenta ir pra um caminho diferente, se inspirando em modelos de jogos não-lineares do estilo, como River City Girls. Em alguns momentos como no multiplayer, ele brilha, mas é preciso também admitir que em outros, ele parece “só mais um”.
No fim, jogar Scott Pilgrim Ex , principalmente em multiplayer, é uma experiência muito divertida, mas curiosamente, alguns fãs de beat’em up buscando algum tipo de evolução no gênero, não vão encontrar isso; assim como alguns fãs do universo, que vão achar esse jogo menos marcante que o arco dos ex-namorados. Quem juntar amigos pra sair batendo em tudo que se mexe, vai ganhar muita diversão, mas talvez quem parar pra analisar aspectos técnicos como narrativa e trilha sonora, vão achar o jogo abaixo do que deveria ser.
Tales of Berseria está comemorando 10 anos em 2026, e nada melhor do que uma remasterização pra celebrar essa marca. Infelizmente, trata-se de um título lançado somente para o primeiro Nintendo Switch, sem uma versão melhorada no segundo.
Dito isso, nós jogamos e hoje queremos te contar nossas impressões.
O que torna Tales of Berseria Único?
Lançado em 2016, Tales of Berseria é o décimo sexto jogo da franquia, ou melhor dizendo, o penúltimo (sim, após ele, chegamos no mais recente Tales of Arise), e como se espera, se trata de um JRPG de ação, onde podemos customizar combos com ataques que vamos desbloqueando.
Berseria é um dos jogos mais sombrios da série, isso porque sua protagonista Velvet Crowe rapidamente ganha motivos pra se tornar uma das protagonistas mais rancorosas dos games, o que é intensificado pelo seu braço envolvido no processo que a traumatizou, e a fez ganhar um poder de se alimentar de monstros. Esse braço é significante pra gameplay, com Velver tendo ataques especiais e que se usados na hora erada, mais atrapalham dos que ajudam.
Essa temática em torno de Velvet torna Berseria único, não só nas séries, mas nos J-RPGs! Isso porque estamos acostumados com heróis, de alma pura e senso de justiça, colocando o bem dos outros na frente do seu. Não é o caso aqui, Velvet tem um objetivo que não é nobre (talvez justo) e ela não mede esforços pra isso, mesmo que precise agir como uma “anti-herói”.
A Remasterização
Já quando falamos do trabalho de remasterização, as coisas não ficam tão animadoras…. É preciso entender? A remasterização é o famoso “tapinha”, e nem “tapinha HD” dá pra chamar, pois a versão PS4 já era HD. É um jogo de 2016, o PS4 estava a todo o vapor e o primeiro Nintendo Switch já estava quase saindo (2017), então, não é um jogo retrô.
Mesmo assim, Berseria é um jogo de gráficos simples, então, havia espaço para melhorias que não estão aqui. Em resumo: não é uma remasterização que valha uma segunda compra, e navegadores de primeira viagem precisam entender que não é um jogo para se jogar por gráficos, mesmo levando em conta a régua do primeiro Switch.
Aprovado?
Sem dúvidas, Tales of Berseria Remastered é um jogo que vale a pena, mas não pelo seu retrabalho, e sim por suas qualidades originais:
O combate segue sendo muito satisfatório, o grupo é composto de personagens… “estranhos no bom sentido” (e é sempre divertido lembrar que esse jogo pode ser jogado por 4 pessoas localmente), a exploração dos mapas fechadinhos, e principalmente, sua história e clima sombrios que tornam Velvet uma das protagonistas mais interessantes da série.
Seu valor de R$229,90 não ajuda, ao contrário da sua tradução pra PT-BR que atrai. No fim, acaba sendo uma ótima adição para o primeiro Switch que tem sido deixado de lado em prol do seu sucessor, e mesmo no Switch 2, fãs da série ou de jogos com essa temática mais sombria deveriam ao menos deixar esse aqui na lista de desejos para o futuro.
Clássicos da Capcom e Disney em uma coletânea essencial.
Se você cresceu nos anos 90, as tardes em frente à TV eram sagradas, preenchidas por desenhos animados que se tornaram ícones culturais. Mais do que apenas animações, essas franquias geraram alguns dos jogos mais memoráveis da era 8 e 16 bits, produzidos pela lendária Capcom.
Agora, podemos finalmente experienciar esse legado com The Disney Afternoon Collection. Embora tenha demorado a chegar aos consoles da Nintendo, compensa a espera com conteúdo inédito e funcionalidades que tornam esses clássicos mais acessíveis do que nunca.
A proposta desta coletânea, publicada pela Atari, é reunir o melhor do universo Disney produzido pela Capcom em um único pacote. O que temos aqui é um recorte histórico de uma era de ouro, onde a jogabilidade precisa e o design de fases desafiador eram a norma. No total, são oito jogos à disposição do jogador, uma marca superior às versões lançadas anteriormente em outras plataformas, que contavam com apenas seis títulos. Essa adição não é apenas numérica; ela traz nomes de peso que mudam completamente a percepção de valor do pacote.
O grande destaque desta versão é a inclusão de Goof Troop, conhecido no Brasil como “O Pateta e Max”, e Bonkers. A presença de Goof Troop é, por si só, um evento. Frequentemente chamado de “o Zeldinha do Pateta”, o jogo é um dos primeiros trabalhos de Shinji Mikami, o aclamado diretor que mais tarde criaria o primeiro Resident Evil. Ver essa obra de volta em um hardware da Nintendo é um resgate histórico fundamental.
Gameplay: do plataforma ao “mega pato”
A diversidade de gêneros dentro da coletânea garante que o jogador não se canse rapidamente. Para os amantes de plataforma pura, temos DuckTales 1 e 2, além de Chip ‘n Dale Rescue Rangers 1 e 2 (Tico e Teco).
DuckTales: A gameplay foca na icônica mecânica de salto com a bengala do Tio Patinhas, funcionando como um pogo-stick que permite alcançar áreas secretas e derrotar inimigos. É um design de fases que recompensa a exploração e a precisão.
Chip ‘n Dale: Estes títulos brilham no modo cooperativo. A mecânica principal envolve pegar e arremessar blocos (ou até mesmo o seu parceiro) para avançar e combater chefes. É diversão pura para dois jogadores.
Darkwing Duck: Este é, em essência, o “Mega Man” da Disney. A gameplay é focada em ação e plataforma, onde o herói utiliza diferentes tipos de munições e gadgets para enfrentar o crime. A dificuldade é elevada, exigindo reflexos apurados do jogador.
TaleSpin: Fugindo do padrão plataforma, este é um jogo de “navinha” (shmup) que lembra bastante o estilo de algumas fases de Cuphead. O avião de Balu pode virar de cabeça para baixo para atirar em diferentes direções, trazendo uma dinâmica de navegação única.
Goof Troop: Como mencionado, o foco aqui é a resolução de puzzles em ambiente cooperativo e a visão aérea. Você precisa usar ganchos, chutar blocos e gerenciar itens para avançar pelos cenários da ilha. É uma experiência tática e extremamente gratificante de se jogar em dupla.
Jogar títulos da era do Nintendinho hoje em dia pode ser frustrante para quem não está acostumado com a dificuldade punitiva da época. Sabendo disso, a coletânea implementa a função de rebobinar (rewind), permitindo que o jogador volte alguns segundos após um erro fatal. Além disso, recursos como Save States (salvamento a qualquer momento) e filtros de CRT (que simulam as televisões de tubo antigas) estão presentes para customizar a experiência visual e de dificuldade.
Para os jogadores mais competitivos, os seis jogos originais da coletânea contam com modos de Corrida Contra o Tempo (Time Attack) e Boss Rush, ideais para quem quer testar suas habilidades contra o relógio. O pacote se completa com uma galeria de artes e músicas, um prato cheio para quem gosta de conferir os bastidores da produção desses clássicos.
Vale o investimento?
Do ponto de vista de custo-benefício, o pacote é extremamente atraente. Por R$ 55, o jogador adquire oito títulos de alta qualidade. Embora o jogo tenha demorado anos para chegar ao Nintendo Switch após o lançamento em outras plataformas, a inclusão de títulos extras como Goof Troop e a portabilidade do Switch justificam a aquisição agora.
É importante notar que, embora a maioria dos jogos ofereça multiplayer local para dois jogadores, a versão para o novo console (Nintendo Switch 2) não conta com a função de Game Share, o que pode ser um detalhe relevante para quem pretendia compartilhar a biblioteca digitalmente de forma específica. No entanto, a qualidade intrínseca de “pérolas perdidas” como TaleSpin e Darkwing Duck, somada aos clássicos absolutos, torna a coletânea robusta.
The Disney Afternoon Collection é mais do que apenas um emulador oficial; é um serviço de preservação para uma das parcerias mais bem-sucedidas da história dos videogames.
Ao trazer esses jogos para o Switch, a Atari e a Capcom não apenas atendem a um pedido antigo dos fãs, mas também oferecem uma porta de entrada para uma nova geração descobrir por que esses personagens são tão amados.
Em uma era de jogos hiperrealistas e complexos, o que nos faz voltar a esses títulos de 8 bits? Talvez seja a pureza de um gameplay bem executado ou apenas a vontade de reencontrar velhos amigos da infância em uma tarde preguiçosa.
O que é o Nintendo Barato?
O Nintendo Barato é um serviço que utiliza busca inteligente para encontrar os menores preços atualizados de hora em hora! Tudo com curadoria humana para que sejam filtradas apenas lojas de confiança, e com variados produtos para Nintendo Switch.
Resident Evil Requiem, o nono jogo principal da franquia, é talvez o primeiro grande jogo da indústria a chegar ao mesmo tempo pro Nintendo Switch 2 e demais plataformas de nova geração, e por isso, a expectativa é imensa. A aventura compartilhada entre Grace e Leon, representando respectivamente o lado survival horror e ação da franquia, chamou a atenção e hoje podemos dizer que ela deu MUITO certo. Não só isso, o jogo entregou um port impressionante no Nintendo Switch 2, embora tenha alguns problemas sim que temos que pontuar.
E por fim, qual o tema central DE VERDADE desse jogo? Por quê chamar Requiem? Essa proposta é bem interessante, mas mesmo ela também pode irritar alguns jogadores, então, se quer saber se esse jogo é ou não pra você, confira nossa análise para Resident Evil Requiem.
Contexto
Requiem é o “Resident Evil 9”, mas seguindo a tendência de não colocar mais o número, talvez por acreditarem que isso atrapalha a introdução de novos jogadores que não jogaram os anteriores.
Dito isso, apesar de você pode jogar Requiem como seu primeiro Resident Evil, ele é, vamos assim dizer, mais aproveitado por quem jogou a quadrilogia inicial, já que o jogo tem diversos retornos à sua origem em gameplay e história, e essas referências são melhores aproveitadas pelos fãs. Quem começar por esse vai entender a história do começo ao fim e aproveitar a gameplay, só não vai pegar as referências e talvez queira pesquisar algum termo de organização ou nome, esse tipo de coisa.
O jogo é realmente uma pizza meio-a-meio. Temos 2 protagonistas, a nova personagem Grace, e o veterano Leon, e os 2 começam com sua própria jornada, que claro, uma hora acaba se cruzando. Grace está sendo perseguida e descobre que tem algo nela que os vilões querem, um segredo que sua mãe conhecia mas não pôde explicar à ela. Nossa missão é sobreviver, pois Grace é, entre aspas “apenas uma analista do FBI” então ela tem um treinamento mínimo, mas é novata e não é soldada ou policial; e claro, entender esse mistério em torno da pessoa dela, qual o papel da Grace nesse universo tão rico de Resident Evil.
Leon também já começa com um problema, ele está com um tipo estranho de infecção degenerativa, que pode estar ligado às suas aventuras passadas, e pessoas sobreviventes da catástrofe de Raccon City, como ele, estão morrendo (não se sabe se pela infecção ou não). Nosso objetivo com ele é entender essa infecção, e claro, buscar uma solução antes que seja tarde.
Como Funciona
A diferença entre os 2 também reflete na gameplay: –Grace é uma jovem novata, ela traz o clássico survival horror, onde temos que evitar combate, ela não tem ataques corpo a corpo (no máximo um empurrão), a munição, cura, enfim, recursos com ela são escassos, e o jogo recomenda a câmera em primeira pessoa até pra aumentar o terror (e realmente aumenta), dito isso, a câmera em terceira pessoa também é boa pra auxiliar no stealth (avançar escondida). –Leon é um combatente experiente, ele tem um machado para aparar ataques inimigos, matar zumbis desprevenidos infinitamente, e pode fazer execuções com golpes corpo a corpo, que estão BEM brutais. Com ele, munição e armas especiais são muito mais frequentes, então, a parte dele é “tiro, porrada e bomba”. EMBORA, um aviso, ele NÃO É esse “rambo” todo que os trailers fazem parecer. O Leon fica em vantagem mais pelos recursos mesmo, a munição é muito mais presente, ele tem armas melhores, ele tem o machado, então, fisicamente, a única diferença é que ele consegue finalizar no corpo a corpo inimigos atordoados, mas vocês ainda precisa atordoar eles.
O level design, as fases com a Grace, remetem bem aos primeiros jogos: um labirinto onde você precisa explorar cada canto, em busca de uma chave, de um alicate pra abrir uma gaveta travada; você tem inimigos perseguidores e um “vai e vem” muito presente.
Já as partes do Leon são mais lineares e contam com batalhas de chefe ou hordas de inimigos.
O protagonismo dos 2 é real, do começo ao fim da jornada você vai alternar entre eles e entre esses 2 tipos de gameplay. Porém, a duração desses trechos alterna muito, com o Leon principalmente, alguns trechos dele são muito curtos, e existe um trecho longuíssimo, o maior do jogo; já a Grace tem um tempo mais constante. Então, se prepara pra jogar bastante com os 2.
E antes de finalizar a parte descritiva, sobre a história, ela também tem esse teor de regresso, você tem uma infecção ligada ao incidente de Raccon City dos primeiros jogos, a mãe da Grace, era uma jornalista que buscava descobrir a verdade sobre o incidente, então, é, se prepara aí fã, porque a história do jogo vai mexer nesse vespeiro aí haha
O Que Achamos?
Começando pela versão Switch 2: provavelmente temos o melhor visual do console nos seus altos, e alguns probleminhas nos baixos (uma sombra meio bugada aqui, um cabelo que ficou com muito artefato ali…) mas em geral, ele é visualmente MUITO agradável.
A performance já deixa mais a desejar. O jogo roda a 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, mas certos locais e eventos derrubam essa taxa, tanto no modo TV quanto portátil. Seria bom um modo 30fps cravado, mas não tem, e alguns trechos, honestamente, são meio bobos para cair essa taxa, então, deve rolar patch de melhoria no futuro.
Em geral, é uma experiência muito mais positiva que negativa, é uma versão muito mais elogiável do que criticável, mas se você é do tipo que quando cai o fps a sua pressão cai junto (kk) fica o aviso.
O elenco e dublagem também é algo incrível, principalmente em PT-BR, é qualidade altíssima de dublagem e até os zumbis estão bem dublados.
A dinâmica da dupla ficou muito boa, alguns duetos de Grace e Leon são quase que como “fase e depois final boss”, é muito legal legal você estar numa perspectiva de “socorro, tem um bicho invencível atrás de mim”, e aÍ troca pro Leon “OK BORA METER UM SOCÃO NESSE MESMO BICHO”. Mesmo nos trechos curtos, o “trecho Leon” ajuda a tirar a tensão, deixa a coisa mais dinâmica.
Mas o verdadeiro trunfo de ter 2 protagonistas com propostas opostas, é simplesmente… possibilitar o jogo ser o que ele quer. A Grace deixa o jogo de Terror ser MUITO terror, porque é uma analista, ela é uma pessoa “comum” e evita um personagem conhecido e experiente passar uma situação de “nossa, esse personagem tá com medo disso?”; e o Leon, é o principal protagonista em termos de ação, então, com ele acontece todo tipo de maluquice, e sim, o jogo vai ter suas cenas mirabolantes (nada nível socar uma pedra gigante igual o 5 kk) e chefes fortes, ou trechos de adrenalina, etc. Então, com os 2, o jogo ganha uma extensão na régua do que faz sentido ter no jogo, se for algo mais “humano” coloca no trecho da Grace, se for algo mais intenso, coloca no trecho do Leon.
A parte técnica e criativa está impecável. Cenários lindos, história envolvente, sons amedrontadores… a Capcom realmente tirou um tempo pra polir o jogo e realmente quis que o 9 fosse um Resident Evil especial.
Mas ela errou também? Dentre as críticas que podemos fazer, estão o fato de que não tem muitos personagens “humanos do bem” no jogo. Os vilões são muito bons, tanto o doutor antagonista Victor Gideon, quanto os monstros, mas em termos de humanos…são muito poucos, no geral, a Grace tá sendo capturada e o Leon tá quebrando geral, então, a história acontece em locais muito fechados, alguns poucos personagens humanos aparecem em flashbacks…não é um jogo pra se jogar pelos personagens secundários ou a interação dos primários com eles.
Agora, a crítica mais polêmica é que…como mencionado, Requiem de certa forma tem esse nome e esse teor de resgate à quadrilogia, quase que como um tributo, uma homenagem. Só que…tem hora que essa homenagem passa do ponto. Mesmo quem não conhece a franquia sente que tem certos momentos mal introduzidos que parecem ser um fanservice descolado do que o jogo tava caminhando até então. É MUITO difícil desenvolver esse argumento numa análise sem spoilers kkkk mas o resumo é: esteja preparado pra fanservices bem e mal colocados… mas isso é opinativo, talvez você não se importe com isso, e talvez você se importe mais kkk
Ah e em termos de horas de gameplay, no reloginho do jogo aqui pra zerar ficou 14h. Mas tiveram alguns retornos no save, então… acho que em media a galera vai levar entre 10 e 16h na primeira run.
Conclusão
Resident Evil Requiem é um jogaço, certamente, o primeiro grande destaque do ano. Ele é incrível como survival horror, incrível como jogo de ação e a alternância entre os 2, torna ele ainda mais incrível.
É um jogo também corajoso por retomar a temática de infecção pelo incidente de Raccon City, e tinha que ser assim num jogo que quer trazer tantas proximidades com a quadrilogia inicial.
Os maiores problemas são simplesmente técnicos na versão Switch 2, e certos momentos que talvez a tentativa de ser um tributo tenha passado do ponto. Mas nada disso diminuiu a grandiosidade da experiência geral do jogo.
Resident Evil não tem um jogo numerado lançando pra Nintendo, simultaneamente com as outras plataformas, desde Resident Evil 4! E que bom que o retorno da franquia foi com um jogo tão bom.
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