Se teve um jogo que me deixou curioso na última Nintendo Direct: Partner Showcase foi sem dúvida Tokyo Scramble. Talvez pelo meu fascínio por fósseis? É um bom ponto. Mas o maior fato foi por ser um game que mistura puzzle, stealth e, claro, dinossauros no mesmo pacote. Mas, será que deu o molho?
O jogo não tem enrolação: logo de cara ele já te apresenta a protagonista Anne dentro de um metrô nos subúrbios de Tokyo e um terremoto te joga num misterioso subterrâneo de cavernas da cidade. Isolada e não fazendo ideia de onde está, você explora de maneira linear e rapidamente é surpreendido por um Dino, ou devo dizer, um Zino, criaturas semelhantes a dinossauros que querem te caçar pra te devorar.
Aqui não temos recursos. Você não tem armas, munições, aparelhos ou qualquer outra coisa que te ajude. É puramente seu fôlego e seu cérebro em descobrir a melhor maneira de sair das cavernas sem ser notada pelos Zinos.

Seu único companheiro nessa solitária tentativa de retornar à superfície é seu smartwatch carinhosamente chamado de Diana. E é bem peculiar: ele consegue interagir com diferentes objetos, desde portões, escavadeiras e até mesmo carrinhos de limpeza. Curiosamente com ele, Anne ainda consegue conversar com seus amigos que estão na superfície e vivem um dilema paralelo à história de encerrar a banda deles: a Tokyo Scramble, de onde vem o nome do jogo.
Durante sua jornada para reencontrar seus companheiros da banda, você vai dar de cara com diferentes espécies dos Zinos, sendo o Goblin, o primeiro que vai te perseguir.
Cada espécie deles tem “habilidades” diferentes para te localizar. Alguns tem uma visão extremamente aguçada, já outros se sobressaem pela audição capaz de ouvir seus passos bem de longe. Cabe a você, e também através das diversas anotações da Anne sobre os bichos, saber os padrões dos Zinos e conseguir atravessar a fase sem ser pega.

Tokyo Scramble é divido por “episódios”, que são justamente as fases que você progride nas diferentes regiões da metrópole japonesa. E, claro, a dificuldade, quantidade de Zinos, e raciocínio para escapar aumentam gradativamente.
Pelo fato de você não ter nenhum recurso, aqui ser pego significa sua morte. O jogo não tem uma barra de vida, não tem “resistência”, nada. Simplesmente tentar correr vai fazer seu fôlego e batimentos cardíacos subir rapidamente, deixando Anne exausta e chamando a atenção dos bichos. Você precisa pensar, saber o que cada Zino faz para assim progredir, senão, não funciona.
O foco aqui é a gameplay e raciocínio para tentar escapar. A história do jogo é totalmente secundária e tem apenas conversas de Anne com seus amigos que vivem os clássicos “dilemas e dramas de adolescentes”.

Eventualmente você acaba sabendo um pouco mais deles quando você se esforça em pegar os upgrades do seu smartwatch, que servem como “conquistas”, mas que são opcionais e não impactam em quase nada no jogo.
E por falar em upgrades, são 3 melhorias que você consegue em seu relógio. Cada uma delas servem pra te facilitar (ou até mesmo te salvar) a atravessar o caminho. E não pense que é de mão beijada, não é. Existem locais que você pode recarregar o smartwatch para assim usar ele.
Tokyo Scramble não impressiona no seu visual. Aliás, ao contrário, você percebe gráficos até feios considerando que é um título para o Nintendo Switch 2.

E, embora seu único objetivo seja pensar para escapar, você pode acabar se frustrando em certos momentos em que as habilidades dos Zinos “não se comportam como deveriam”, sendo necessário você repetir algumas vezes até dar certo.
Mas é justíssimo falar que Tokyo Scramble fez uma coisa bem diferente, seu multiplayer bem particular. Aqui seus amigos não vão controlar outros personagens, todos vão controlar diferentes funções da protagonista Anne: você controla o movimento, seu amigo a câmera, outro o smartwatch dela e por aí vai. E surpreendentemente… funciona e é divertido! O GameShere do Switch 2 é uma excelente funcionalidade deste recurso.

A mistura de dinossauros com um jogo stealth no fim das contas deu molho sim. Tokyo Scramble é o clássico jogo para você zerar aos pouquinhos, fazendo 1 a 3 fases por dia pra te dar aquela satisfação de que você precisou pensar para passar e não apenas correr alucinadamente.
O jogo também está totalmente legendado em português brasileiro e custa os honestíssimos R$79,99 na eShop. Não vai te tomar muito tempo, sendo que você consegue finalizar entre 6 a 10h e o principal: você vai se divertir, especialmente no multiplayer.
Tokyo Scramble mostrou que é legal sair da caixa seja em uma mistura doida de colocar dinossauros num contexto de jogo, ou até mesmo em nos dar um multiplayer diferente do que estamos acostumados.



















































































