Square Enix surpreende com versão portátil quase no nível da nova geração
Durante a Tokyo Game Show 2025, tivemos a chance de jogar a demo de Final Fantasy VII Remake Intergrade no Nintendo Switch 2 — e a experiência foi de cair o queixo. O próprio Rodrigo Coelho testou o game no estande da Square Enix e trouxe impressões que mostram como o estúdio conseguiu realizar o que parecia impossível: entregar Midgar em toda sua grandiosidade na tela portátil do novo console da Nintendo.
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Como o jogo roda no Switch 2

Segundo Coelho, a performance é sólida: Final Fantasy VII Remake roda a 30 quadros por segundo cravados, sem quedas perceptíveis, tanto no modo portátil quanto no dock. A versão de Switch 2 conta com suporte a DLSS, tecnologia que permite suavizar as limitações gráficas ao reconstruir a imagem em tempo real. Isso garante que a resolução seja ajustada dinamicamente, mas com uma nitidez surpreendente na tela portátil.
No modo portátil, a Square Enix atingiu um visual “quase no nível de PS5”, algo que parecia impensável até pouco tempo atrás. Já no dock, a resolução chega a 2K, mantendo a estabilidade e entregando um resultado impressionante na TV.
Além das melhorias técnicas, a versão para Switch 2 traz o recurso chamado “Streamlined Progression”, que torna a progressão mais acessível para novos jogadores sem perder a essência do jogo. Segundo Hamaguchi, essa adição foi pensada para expandir o público e permitir que mais pessoas mergulhem na jornada de Cloud e companhia, sem perder a sensação épica que define a obra.
O que mudou para caber no Switch 2
Em entrevista, o diretor Naoki Hamaguchi explicou que foram necessárias algumas concessões para essa adaptação. Entre elas, a resolução nativa foi reduzida e certos efeitos de iluminação nos cenários tiveram de ser simplificados. Porém, os personagens e texturas principais foram retrabalhados com cuidado, mantendo a atmosfera épica intacta.
Outro ponto importante é que o jogo não será distribuído em cartucho tradicional, mas em Game Key Card, algo que já gera polêmica entre colecionadores. A decisão, segundo a Square Enix, se deve às limitações de velocidade de leitura dos cartuchos físicos, que poderiam comprometer a performance.




A Square Enix conseguiu algo notável: levar Final Fantasy VII Remake para o Switch 2 de uma forma digna e empolgante. É um feito que mostra a maturidade técnica da nova plataforma da Nintendo e reforça como a portabilidade continua sendo seu maior diferencial. Se a demo já impressiona, fica a expectativa para conferir o jogo completo e ver até onde a Square conseguiu expandir essa experiência no híbrido.
Para quem quiser se aprofundar ainda mais, o Rodrigo Coelho conversou diretamente com Naoki Hamaguchi, diretor de Final Fantasy VII Remake, durante a Tokyo Game Show 2025. Na entrevista exclusiva, ele detalha as escolhas técnicas feitas para o Switch 2, explica a ideia por trás do “Streamlined Progression” e comenta o futuro da franquia. O bate-papo completo já está disponível no canal Coelho no Japão no YouTube.
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