[COLUNA] Minha relação com jogos Musous mudou por causa de Zelda

Meu nome é Rafa, eu sou redator do Coelho News e, antes de qualquer coisa, preciso deixar isso bem claro: eu amo videogame. Amo Nintendo desde pequeno, mas também jogo nos consoles da Sony, acompanho lançamentos, revisito clássicos e sigo acreditando que cada jogo tem algo a dizer. Videogame sempre fez parte da minha vida e continua fazendo, mesmo depois de adulto.

E talvez por isso seja importante começar essa coluna com uma confissão honesta: eu nunca fui muito fã do gênero musou. A ideia de controlar um personagem super poderoso enfrentando exércitos inteiros sempre me pareceu divertida no começo, mas com o tempo acabava caindo em uma repetição que me afastava rápido. Minhas memórias mais fortes com esse tipo de jogo vêm lá de 2007 ou 2008, quando um grande amigo me apresentou Dynasty Warriors no PlayStation 2. A gente passava tardes inteiras jogando, rindo, curtindo, mas aquilo nunca virou algo duradouro para mim.

Dinasty Warriors 3 de PS2, quem viveu essa época lembra bem haha

O tempo passou, a vida mudou e, já em 2025, realizei um daqueles desejos meio aleatórios da fase adulta: comprei um Wii U. Sim, ele mesmo. Sempre quis ter esse console, mas na época do lançamento não tive condições. Um dos principais motivos da compra foi jogar The Legend of Zelda Wind Waker, mas junto com isso surgiu a oportunidade de finalmente jogar o Hyrule Warriors original, aquele famoso musou de Zelda que muita gente ama e muita gente odeia.

Eu entendo todas as críticas. Mesmo assim, como fã da franquia, acabei me permitindo curtir aquela história maluca criada pela Koei Tecmo, quase como um grande crossover no estilo Vingadores Ultimato. E para minha própria surpresa, cara… eu gostei. Não virou meu gênero favorito, longe disso, mas abriu uma porta. A partir dali, percebi que os musous de Zelda eram os únicos do gênero que realmente conseguiam me prender.

Depois veio Age of Calamity no Switch. Outro jogo cercado de polêmica, principalmente por causa da performance. E aqui vai mais uma confissão: eu nunca odiei Age of Calamity. Acho que muita gente se prendeu apenas aos problemas técnicos e esqueceu de se divertir. Ele trouxe algo muito importante, que foi contextualizar o universo de Breath of the Wild. Mesmo com discussões sobre se o jogo era canônico ou não, ele cumpriu um papel narrativo relevante.

E aí chegamos ao ponto central dessa coluna. Hyrule Warriors: Age of Imprisonment.

Jogar Age of Imprisonment no Switch 2 deixou claro, logo nas primeiras horas, que esse não é só mais um musou. Esse jogo se sente como uma peça essencial da história de Tears of the Kingdom. Você não está apenas derrotando hordas de inimigos. Você está vivendo a Guerra do Aprisionamento e entendendo, na prática, como tudo aconteceu.

A lore aqui é o grande destaque. Controlar personagens que antes eram apenas lenda, como o Rei Rauru e Mineru, cria uma conexão muito forte com o universo da série. Os sábios finalmente ganham rosto, personalidade e espaço. As cenas cinematográficas são bem dirigidas e cumprem um papel importante para quem gosta de mergulhar fundo na história.

No gameplay, a diversão clássica do musou está toda ali. Entrar no campo de batalha, derrotar centenas de inimigos e sentir aquela descarga de adrenalina continua funcionando. Mas o jogo vai além disso. As habilidades únicas, os ataques sincronizados em dupla, o Flurry Rush e o uso dos dispositivos Zonai deixam tudo mais estratégico e menos automático do que parece à primeira vista.

Outro ponto que me surpreendeu foi a variedade. As fases passam pela superfície, pelo Céu e pelo Abismo, o que evita aquela sensação de cansaço comum no gênero. Missões secundárias, Koroks espalhados e até acampamentos nos mapas fazem você querer explorar mais, mesmo sem ser um mundo aberto completo.

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Tecnicamente, Age of Imprisonment é um alívio. Rodartudo de forma estável no Switch 2 (na maior parte do tempo haha), com loadings rápidos e visual caprichado, faz dele facilmente o Hyrule Warriors mais fluido já lançado. Demorou, mas finalmente acho que acertaram no desempenho.

Nem tudo, claro, é perfeito. Depois de ver Breath of the Wild e Tears of the Kingdom receberem localização em português brasileiro, é impossível não sentir um gosto amargo ao perceber que Age of Imprisonment segue apenas em inglês e outros idiomas. Em 2025, isso é uma barreira enorme para muita gente. O preço sugerido também pesa, mas infelizmente isso já virou um problema geral da indústria.

Ainda assim, esse jogo foi uma das grandes surpresas do fim de ano aqui em casa. Jogar durante o período de festas, encontrando referências o tempo todo e conectando os pontos da história foi especial. O multiplayer também funcionou muito bem, seja em tela dividida, seja usando o GameShare, inclusive com alguém jogando no Switch original. É aquele tipo de experiência que reforça como a Nintendo ainda entende o valor de jogar junto.

No fim das contas, Age of Imprisonment me mostrou que um musou pode ser mais do que repetição. Quando existe cuidado com a história, com a lore e com a experiência do jogador, o gênero ganha um novo peso. Para fãs de Zelda, esse jogo não é opcional. Ele é complemento.

Ao leitor que chegou até aqui: Obrigado por ler até aqui e por acompanhar mais essa coluna comigo. Se você quiser se aprofundar ainda mais em Hyrule Warriors: Age of Imprisonment, aguarde o vídeo com a nossa análise completa no canal do Coelho no Japão.

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