Estamos jogando: Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties no Switch 2 – Remake entrega drama intenso, mas sem reinventar a fórmula

A chegada de Yakuza Kiwami 3 ao Switch 2 marca um momento importante para a franquia na Nintendo. Diferente dos lançamentos anteriores, que chegaram como relançamentos posteriores, este é o primeiro título da série a estrear simultaneamente com as demais plataformas. E não veio sozinho: além do remake do terceiro jogo, a SEGA adicionou um capítulo inédito chamado Dark Ties, focado em Yoshitaka Mine.

Mas a pergunta que realmente importa para o público do Switch é: vale a pena investir nesse pacote? A resposta é mais complexa do que parece — e passa por entender o que Kiwami 3 faz bem, onde ele tropeça e qual é o peso real do conteúdo extra.

O que é Yakuza Kiwami 3?

Kiwami 3 é o remake do terceiro capítulo da saga protagonizada por Kazuma Kiryu. A estrutura segue fiel à identidade clássica da série: narrativa densa envolvendo a máfia japonesa, conflitos internos, honra, traições e, claro, momentos de humor inesperado que quebram a tensão.

Esse é um Yakuza bastante focado em história. Inclusive, o início pode surpreender quem espera ação imediata: são cerca de 30 minutos até o gameplay realmente engrenar. Antes disso, o jogo oferece um recap dos acontecimentos de Yakuza 1 e 2, algo muito útil para novos jogadores, mas que pode soar arrastado para veteranos.

Se você gosta da mistura equilibrada entre narrativa cinematográfica e pancadaria urbana, vai se sentir em casa. Se prefere jogos mais diretos e rápidos, pode estranhar o ritmo inicial.

Como funciona o gameplay

No combate, Kiwami 3 mantém a essência beat ‘em up da franquia. Você explora bairros urbanos, aceita missões principais e secundárias e entra em confrontos contra grupos de inimigos nas ruas.

O sistema de evolução foi simplificado em relação a títulos como Yakuza 0 e Kiwami 1. Aqui temos três árvores principais:

  • Força
  • Vida
  • Novos ataques

Essa simplificação torna a progressão mais acessível, mas também menos profunda. Não há a mesma variedade estratégica vista em jogos anteriores. É funcional, mas menos ousado.

Os combates continuam intensos, com combos, agarrões e finalizações cinematográficas. Porém, para quem já experimentou capítulos mais elaborados da série, pode parecer um passo atrás em complexidade.

Performance e visual no Switch 2

Visualmente, o jogo apresenta altos e baixos. Em determinados momentos, especialmente em cenas noturnas ou confrontos mais elaborados, o Switch 2 entrega resultados bastante satisfatórios. Em outros trechos, texturas e ambientação ficam abaixo do esperado para um remake atual.

É um pacote tecnicamente competente, mas que não impressiona o tempo todo. Não é um salto gráfico que redefine o console, mas também não compromete a experiência geral.

O diferencial: Dark Ties

Se Kiwami 3 é sólido, o grande destaque do pacote acaba sendo Dark Ties.

Esse capítulo adicional acompanha Yoshitaka Mine e explora sua motivação para entrar na Yakuza após testemunhar o respeito e a influência dentro do clã. A narrativa é mais pesada, tanto em violência quanto em temas e linguagem.

Com cerca de 5 horas de duração, Dark Ties funciona como um complemento narrativo consistente. Não é apenas conteúdo extra para inflar horas — ele aprofunda personagens e adiciona camadas interessantes ao universo da franquia.

Curiosamente, muitos jogadores podem sair dessa experiência considerando Dark Ties mais satisfatória do que o próprio remake principal.

Localização e preço

Um ponto extremamente positivo é a presença de localização em português. Para uma série tão focada em narrativa, isso faz diferença real na imersão.

Por outro lado, o preço chama atenção. O jogo chegou por cerca de 296 reais. Considerando que outros títulos da franquia custaram menos por serem relançamentos, o valor pode pesar para quem está entrando agora.

Vale lembrar que o Switch já conta com:

  • Yakuza 0
  • Yakuza  Kiwami 1
  • Yakuza Kiwami 2
  • Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties

Para novos jogadores, pode ser mais estratégico começar por um dos anteriores, especialmente Yakuza 0, que muitos consideram o ápice da série.

O que achamos do pacote completo

Yakuza Kiwami 3 é um remake competente. Ele preserva a essência da franquia, mantém o drama intenso e entrega o que os fãs esperam. Porém, não traz grandes inovações ou diferenciais marcantes.

A progressão mais simples, o início lento e a falta de novidades mais ousadas fazem com que ele seja um título mais conservador dentro da série.

Já Dark Ties é o elemento que realmente adiciona frescor ao pacote. É mais curto, mais direto e mais intenso. Ele ajuda a justificar a existência dessa versão.

Para fãs da franquia, é uma recomendação segura. Para quem está começando, talvez não seja o melhor ponto de entrada.

Vale a pena no Switch 2?

Yakuza Kiwami 3 no Switch 2 é aquele tipo de lançamento que consolida a presença da franquia na plataforma, mas não redefine nada.

É um jogo que entrega exatamente o que promete: drama, pancadaria e personagens intensos. O capítulo Dark Ties eleva o pacote e mostra que ainda há espaço para expandir esse universo.

A reflexão que fica é simples: às vezes, consistência é suficiente — mas, para uma franquia tão forte quanto Yakuza, talvez já esteja na hora de buscar algo além da segurança da fórmula.

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Prévia em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.

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