Masakazu Sugimori argumenta que formato digital previne pirataria e cria ciclo sustentável para relançamentos
O compositor e ex-desenvolvedor da Capcom, Masakazu Sugimori, saiu em defesa dos Game-Key Cards da Nintendo, afirmando que a iniciativa “protege a indústria de jogos e entretenimento digital como um todo”. Em publicação na rede social X, o criador argumentou que bens não-digitais possuem prazo de validade enquanto conteúdos digitais podem ser preservados indefinidamente.
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Sugimori destacou três vantagens principais do sistema: prevenção contra pirataria, redução de risco com estoque não vendido e estabelecimento de um ciclo de vida claro para jogos. “Coisas físicas têm uma vida útil e eventualmente quebram. Bens digitais, por outro lado, não têm prazo de validade”, afirmou o desenvolvedor.
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O ex-funcionário da Capcom também comentou sobre o fim suporte online para hardware antigo, explicando que esta prática estabelece um “ciclo de vida” definido que facilita o retrabalho dos jogos para novas plataformas. “Com a Nintendo assumindo a liderança, fica mais fácil para outras empresas seguirem o exemplo e se protegerem”, completou.
A defesa ocorre enquanto a Nintendo conduz pesquisa nos EUA e Japão para avaliar a receptividade do formato. Os Game-Key Cards funcionam como licenças físicas que exigem download completo dos jogos, diferentemente dos cartuchos tradicionais que armazenam o jogo integralmente.
A Biblioteca Nacional da Dieta do Japão já declarou que os Game-Key Cards não se qualificam para preservação por não conterem dados dos jogos. Entretanto, editoras têm apoiado o formato por reduzir custos de produção, especialmente para jogos que exigiriam cartuchos de maior capacidade.
O caso de Hades 2, que chegará em mídia física completa em setembro, demonstra que a Nintendo mantém flexibilidade no modelo, permitindo que estúdios escolham o formato mais adequado para seus projetos.
Fonte: My Nintendo News
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