
Aviso – Esta análise cobre somente o jogo base, sem comentários sobre a expansão “Shadow of the Erdtree”.
O jogo Elden Ring é, sem dúvidas, considerado pela comunidade gamer, um dos melhores jogos de todos os tempos. A popularidade e impacto que o título de 2022 tiveram, e ainda tem, renderam à publicadora Bandai Namco, e ao estúdio From Software, mais de 30 milhões de cópias.
Sendo o primeiro jogo multiplataforma mostrado na apresentação do Nintendo Switch 2, ficou claro que para a Nintendo, o lançamento da nova Tarnished Edition ao NS2 era muito importante. Após alguns adiamentos, e até polêmicas sobre desempenho, finalmente o dia do lançamento está perto de nós.
Sem surpresas, o jogo entra direto para o grupo de elite do console, e para os que buscam uma versão portátil do jogo, é bom se prepararem para não jogar o portátil longe, pois a portabilidade o deixou ainda mais viciante, então, ainda mais mortes o aguardam.
Como Funciona

Elden Ring é um RPG de ação, e obviamente, representante do subgênero “soulslike”, já que foi sua desenvolvedora, a From Software, quem criou o estilo.
Muitas pessoas subestimam o fator RPG do jogo, e o tratam apenas como um jogo de ação. Entretanto, isso não se sustenta quando se coloca na balança o peso das decisões do jogador sobre a impressionante diversidade de itens, equipamentos, armas e recursos que se pode encontrar.
A ideia é que o jogador explore um grande mundo aberto, em busca de todos esses itens, e experimente, até encontrar a sua configuração, que deve vir acompanhada do aumento de status certo. Um mago com Fé alta, um espadachim resistente com Vigor e estamina, foco em sangramento, foco em dano carregado… são infinitas possibilidades (embora, claro, a internet já tenha alguns resumos sobre quais são as melhores combinações rs).
Como em todo soulslike, o perigo é constante. Todo inimigo comum pode te dar um dano, se não letal, prejudicial para a exploração. Mas os grandes combates estão, claro, nos chefes do jogo; que aqui, passam de 160 deles! Uma quantidade absurda, mesmo considerando repetições.
Podemos ainda usar um cavalo para explorar os cenários, que vão de lindos à bizarros, numa direção de arte impecável e trilha arrepiante.
A narrativa do jogo, também é no padrão From Software: existem cenas e diálogos obrigatórios, mas o jogador mal entende o que REALMENTE está acontecendo, pois o foco é deixar o jogador explorar, conhecer NPCs, ler itens e discutir com a comunidade, para se ter o quadro completo.
Versão Switch 2

A versão Switch 2 está incrível, embora não esteja perfeita.
As prévias mostraram problemas de desempenho que foram superadas, e o jogo está fluído num geral. Isso tornou a versão portátil simplesmente excelente de se jogar por longos períodos, e foi, inclusive, onde eu optei por jogar a maior parte do tempo, incluindo o final do jogo.
Os visuais estão impecáveis, e somados à direção de arte esplêndida do game, tornam Elden Ring um dos jogos mais bonitos do Switch 2.
Até mesmo os controles como Joy-con, funcionam muito bem aqui, o que dá mais um ponto para a versão portátil.
Dito isso, a fluidez não é total. Existem ainda momentos onde o jogo vai ter algumas quedas na taxa de quadros por segundo; principalmente naqueles momentos (que os jogadores conhecem) em que chefes soltam ataques tão poderosos e devastadores, que até o mão do jogador treme junto. Alguns poucos cenários mais carregados, e ainda mais viajando à cavalo, podem também mostrar leves perdas na fluidez.
Outro ponto, que os jogadores das versões Playstation 4 e Xbox One vão se lembrar, é que os loadings… Não são exatamente longos, mas como no jogo é comum morrer MUITO, essa pausa repetidamente pode incomodar um pouco.
E por fim, o único defeito da versão portátil, é que de fato esse é um jogo que gasta bateria rapidamente. Ainda é possível passar mais de uma hora e meia jogando sem parar, mas como o jogo é viciante, e esse tempo pode ser gasto, muitas vezes numa única batalha de chefe, é bom ter à disposição um carregador ou powerbank para os que buscam realmente jogar por horas em modo portátil sem interrupção.
Prós e Contras

O título popular de “um dos melhores jogos de todos os tempos” não veio à toa. Elden Ring foi um plano de expansão da From Software, numa aposta altíssima da empresa, e que deu certo.
O jogo tem cenários absurdos, uma variedade de inimigos e chefes que parecem infinitas, e claro, uma quantidade de segredos e conteúdo para se descobrir por anos.
E novamente, é extremamente elogiável a versatilidade de estilos que o jogo permite. São muitas classes, equipamentos, invocações, armas e muito mais, e é por isso que jogadores costumam terminar o jogo inúmeras vezes, testando combinações diferentes, e até opostas.
Dito isso, o jogo não fica imune à críticas:
Existe um problema de Lock-on no game. É comum estar cara a cara com um inimigo perigoso, e ao pressionar o lock-on, o jogo seleciona, em vez do inimigo ameaçador, um outro inofensivo, muitas vezes um simples animal silvestre. É comum algumas batalhas serem feitas em locais com pilares que cancelam o lock-on também, e isso pode gerar prejuízo numa batalha decisiva.
Apesar da imensa variedade de chefes do jogo, os principais, da história, os obrigatórios, carecem de dinâmica. Em geral, todos eles usam a estratégia de se aproximar com ataques de média distância, e o jogador repete o ciclo de “desviar/ defender, atacar, curar e repete”. Faltam mecânicas únicas nesses chefes, momentos singulares. Isso até se encontra em alguns opcionais, como a Rennala e o general Radahn, mas é algo que o jogador pode sequer ter a oportunidade de ver, dependendo do caminho que trilhar.
Saindo de erros e acertos relativamente objetivos, entrando num ponto ainda mais opinativo e polêmico: é preciso saber se Elden Ring é um jogo pra você, em muitas questões como chefes difíceis, e combate cadenciado. Mas, existem 1 elemento ainda mais divisivo, em minha opinião:
Elden Ring é um jogo que você tem duas alternativas, caso seja novato: jogar por incansáveis horas (e falo de 80, 100, até 150 horas), ou, recorrer demais à internet. Idealmente, a recomendação é, claro, se permitir explorar cada canto do jogo, e enfrentar os chefes principais em vários níveis acima do mínimo. Mas caso o jogador não tenha, ou não queira investir tanto tempo assim, ele será obrigado a recorrer aos guias, sites, e tudo mais que a internet puder lhe proporcionar, pois só assim ele vai conseguir descobrir atalhos e soluções para o jogo, como: Consultas builds, localizações de itens ou missões (já que o jogo raramente indica no mapa onde está um objetivo), se tem algum recurso eficiente contra um chefe, etc. E até mesmo entender realmente a história, sozinho com o jogo, é extremamente desafiador.
Caso você goste dessa proposta, você terá uma das melhores experiências dos videogames. Caso não, talvez tenham mais coisas além de mortes que sejam frustrantes pra você.
Conclusão
Elden Ring é uma experiência única nos games, seja pelo seu mundo deslumbrante, os chefes desafiadores ou a variedade de classes e estilos de jogo. No Switch 2, a portabilidade caiu como uma luva, se tornando um daqueles jogos excelentes pra se passar uma tarde inteira de feriado, ou dormir mais tarde antes do fim de semana.
A versão Switch 2 ainda tem alguns pontos que poderiam ser melhores, como as momentâneas quedas de taxa de quadros. E o jogo em si ainda tem alguns problemas mais objetivos como o lock-on que pode te fazer morrer em algumas situações.
Ainda assim, há aqui um jogo gigantesco, e que da minha parte, usando todo o conteúdo de ajuda possível da internet (menos glitches) me levou 45 horas pra se terminar no nível 107, sendo 3 dessas horas, apenas para o chefe final.
Idealmente, a recomendação é para que não se tenha pressa e se gaste, pelo menos, o dobro disso apenas na campanha base.
Avaliação Técnica
- Direção de Gameplay – 2,5/3
- Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 3/3
- Desempenho e/ou funcionalidades – 1,5/2
- Conteúdo e/ou Fator Replay – 2/2

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