Prévia: BioEden é gerenciador que vicia fácil, mas precisa melhorar

A Focus Entertainment tem se destacado como publicadora, mesclando títulos de escopo relativamente grande (os chamados “AA”s), mas também pequenas surpresas.
É nesse segundo grupo que se enquadra BioEden, jogo da Broken Arms Games que traz uma inusitada proposta de gerenciamento ambiental espacial… é, tudo isso.

O título chegou ao Switch 2, sem versão para o primeiro Switch, com suporte ao português do Brasil e um valor de R$125,50; que pode, para muitos, ser interpretado como um valor alto a depender do seu conteúdo.

Como Funciona

A premissa do jogo é criar um habitat seguro para trazer espécies em extinção de volta à vida, quase que um “Jurassic Park” futurista espacial. Isso precisa ser feito num domo, construído especialmente para isso, já que o planeta em si, se tornou inabitável por poluição.

Para trazer de volta, usamos extratos de DNA coletados, e preparamos um espaço para as espécies, de acordo com o que eles precisam para viver. Então, cada espécie exige um conjunto de fauna e flora. O objetivo “final” com cada espécie é melhorar esse habitat ao ponto de torná-lo próprio para reprodução, garantindo assim a perpetuação daquela espécie.

Entretanto, os recursos para isso não podem ser encontrados apenas no domo, e logo no início do jogo, o jogador é apresentado ao planeta fora do domo, e lá, começa a outra parte do trabalho, que é garantir uma coleta de recursos naturais.
Sendo assim, BioEden é um “2 e 1”. Uma parte consiste em criar um ambiente natural para animais, e a outra, é mais voltada à tecnologia e purificação de terrenos.

Uma coisa interessante sobre o jogo, é que ele possui personagens iniciais que representam como o jogador quer experienciar a campanha. É uma mistura entre escolha de dificuldade, e quase que uma classe de RPG.
Um personagem traz um tutorial mais extenso, outro, foca em reciclagem. É uma forma de replay, já que a campanha em si é curta.

Rodando no Switch 2

Em termos técnicos, BioEden deixa um pouco a desejar quando se pensa que se trata de um jogo somente para Switch 2. Em geral, a qualidade de imagem não impressiona e até deixa a desejar em alguns aspectos.
Não é nenhuma atrocidade, entretanto, é só que mesmo os jogos menores, tem demonstrado bom uso do poder do Switch 2.

O jogo possui suporte ao modo mouse, que é ativado automaticamente ao colocar o joy-con2 na superfície plana no formato de uso do modo.
Entretanto, independente do modo de controle, há de se notar que o jogo possui escolhas duvidosas de botões, que podem frustrar o jogador. Exemplos simples são, por exemplo, no modo tradicional, o botão de reciclar (apagar um item) é o mesmo do de construir, o que faz com que você apague alguns itens por acidente; já no modo mouse, só é possível girar a câmera pra um lado.

O jogo roda de forma OK no Switch 2, mas ela escancara o problema do jogo que é: ele precisa melhorar.

Opinião Geral

Toda a ideia de BioEden é interessante, e no geral, ele se sai bem. É divertido gerenciar recursos, conhecer o planeta devastado e tentar melhorá-lo, descobrir espécies novas, e tentar montar o lar de todos eles num pequeno domo (o que em pouco tempo se transforma quase que num puzzle).

Entretanto, o jogo deixa a desejar em visuais, controles, tutoriais, e mesmo a ideia de se começar com personagens diferentes, poderia ser melhor aproveitada com mudanças mais drásticas.
Nada disso torna ele um jogo ruim, mas o alto valor de R$125 pode ser uma barreira para os que querem conhecer o singular gerenciador ambiental futurista espacial.

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