Prévia: Dragon Quest XI tem versão definitiva no Switch 2

Dragon Quest XI sempre foi aclamado em todas as plataformas que foi lançado, e agora, é a vez do Switch 2 receber uma versão nativa do game.
Lançado, hoje, dia 24 de Setembro de 2026, por R$199,50, DRAGON QUEST XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition faz parte do plano longo prazo da Square Enix de relançar praticamente toda sua biblioteca do primeiro Switch, com melhorias técnicas, para o Switch 2. Sendo assim, Infelizmente, esse é mais um caso (que não será o último, apesar das reclamações) onde não é possível pagar por um upgrade, para os que já tem o jogo; e claro, mais uma vez a oportunidade de traduzir para português do Brasil foi desperdiçada.

Dito isso, a nova versão se mostra realmente válida pelas suas melhorias, pelo menos para os que não o tem no primeiro Switch.
Com um combate clássico, trilha orquestrada e conteúdo de sobra, o upgrade visual, somado ao excelente estado do modo portátil, faça dessa versão, a definitiva.

Sobre o Jogo

Dragon Quest XI é um tradicional RPG por turnos, sem nenhuma grande mecânica revolucionária, mas sim um bom prato de arroz com feijão e carne. Até 8 personagens são selecionáveis para formar um quarteto da sua preferência.
A Square Enix basicamente executou a fórmula clássica da série (que não costuma sair muito da forma, diferente de Final Fantasy, por exemplo), mas aplicar num escopo extremamente ambicioso (ao menos para o padrão de 2017).

O jogo tem cenários fechados, mas grandes o suficiente para permitir uma gostosa exploração, além de locais mais fechados como cavernas e pontos escondidos.
A história começa como uma clássica jornada do herói, mas aos poucos, os personagens ganham arcos dedicados, e o enredo se torna mais interessante. Isso já foi uma vantagem da versão do primeiro Switch em relação às anteriores, já que ela contou com mais conteúdo do que a original.

Outra melhoria da versão NS1 é a trilha orquestrada. Como esse é um jogo feito para apresentar a franquia ao ocidente (uma missão que pode-se dizer, foi de fato cumprida), mais uma vez a trilha clássica da trilogia foi utilizada aqui, o que pode não agradar os que já saturaram dos temas clássicos em diversos jogos da série.

Rodando no Switch 2

A versão Switch 2 do jogo é basicamente a mesma, com aspectos técnicos melhorados.

É possível escolher entre um modo gráfico, ou um modo performance. O modo performance, além de entregar 60 quadros por segundo, mantém uns 95% da qualidade visual da outra opção, sendo assim, as mais indicada. Talvez jogadores que possuam uma TV MUITO grande podem perceber mais diferenças, mas em geral, o performance se destaca.

Partindo para o modo portátil, é aqui que a versão brilha, já que nela, também é possível escolher entre modo gráfico ou performance, e tendo uma diferença mais nítida. Independente da escolha, o visual está ótimo na tela do portátil.
Se aplica a todo jogo, mas em Dragon Quest XI, por ser um RPG japonês longo, de turno, que exige exploração e grinding, a experiência “on the go” se justifica demais.

Assim como na versão do primeiro Switch, ainda é possível jogar uma versão “demake pixel art” do jogo, com o mesmo enredo, chefes e eventos, mas adaptados como um jogo retrô, o que pode ser uma forma inusitada de rejogar o game.

Conclusão

Sem dúvidas, o que era bom ficou melhor ainda no Switch 2.
Com visuais aprimorados, mesmo mantendo 60 quadros por segundo, e um modo portátil de extrema qualidade, quem ainda não conhece Dragon Quest XI tem uma nova chance de ouro para mudar isso.

É chato ter que sempre pontuar recorrentemente dos problemas de sempre, como falta de upgrade, tradução e mídia física com game-key-card, mas também é chato, como jogador, se deparar com estes mesmo problemas, e que leva à mesma conclusão:
A versão Switch 2 é extremamente válida, para os que ainda não tem o jogo no primeiro Switch, o que é uma pena, pois poderia ser uma vitória para todos.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *