Jogamos: Trails in the Sky 2nd Chapter dá continuidade à qualidade do primeiro jogo

O estúdio Nihon Falcom está dando sequência ao projeto de remakes da série Legend of Heroes no arco Trails in the sky. Após a recriação do primeiro jogo, que inclusive abdicou do título “Legend of Heroes” para se chamar Trails in the Sky 1st Chapter, agora é a vez do segundo jogo ser reimaginado com Trails in the Sky 2nd Chapter.

O jogo será lançado no dia 17 de Setembro, e contará com versões para Nintendo Switch (1), por R$299 (um valor reduzido em relação à outros lançamentos, incluindo da própria franquia com outra publicadora) e Nintendo Switch 2, por R$325. Um upgrade pode ser obtido na Nintendo eShop, e a mídia física é completa no cartucho, sendo que mesmo quem comprar a versão Switch 2, pode rodar o jogo no primeiro console (obviamente, na versão do console antigo).
Faltou só uma tradução para ficar perfeito.

Como Funciona

A série Trails, em seus últimos jogos, tem polido o formato de combate que soma ação ao turno. Os jogadores iniciam os combates como num jogo de ação, e no momento que acharem oportuno (geralmente ao atordoar um inimigo), apertam um botão, e continuam o mesmo combate, mas agora num formato de turno.
Vale lembrar que o combate de turno da série já era suficientemente elaborado. Além de respeitar uma fila, entre amigos e inimigos, que pode ser alterada dependendo do ataque, as habilidades possuem alcance diferentes, alguns circulares, outros afunilam o alcance, e outros atingem um único inimigo. Sendo assim, o posicionamento é essencial para causar dano à mais inimigos com um mesmo ataque.
O combate de turno ainda conta com magias, especiais e efeitos de buff/debuff diversos. É bem completo, e nesse novo jogo, novas magias e habilidades expandem o já vasto catálogo de possibilidades do jogo.

O mesmo ataque pode atingir mais ou menos inimigos dependendo do ângulo e posicionamento

Já o combate de ação, também ganha um novo ataque de grupo, a ser usado mediante recursos disponíveis. Em geral, ele é mais simples, bater, esquivar, buscar esquivas perfeitas, e ataques fortes limitados mediante recurso.
É mais um jogo de turno com um combate de ação usado de “prato de entrada” do que o oposto, tanto que alguns chefes ou batalhas importantes, acontecem exclusivamente no turno. Mas é bom derrotar inimigos comuns de maneira ágil no mapa usando o combate de ação também.

Na exploração, o jogo traz áreas lineares, mas com seus desvios, além de dungeons que incluem leves puzzles.

Dá pra pular o primeiro?

Trails in the Sky 2nd Chapter apresenta um competente resumo do jogo anterior, para os que querem revisar, ou mesmo pular o primeiro jogo. É claro que sem o capítulo inicial, muito da personalidade e estruturação do mundo é perdido, mas ser possível começar do 2nd Chapter, isso é.

O ponto importante a se destacar, é que o enredo central deste segundo jogo, parte da grande revelação dada no fim do primeiro; então, é impossível jogar este título ignorando os eventos do anterior.
Enquanto 1st Chapter traz um enredo de apresentação do incrível universo da franquia, este segundo já tem uma trama mais direta e objetiva, um propósito claro a se cumprir, numa jornada mais carregada emocionalmente.

Sobre a Versão Switch 2

Basicamente, 2nd Chapter não traz nenhum grande avanço em relação ao primeiro tecnicamente falando. Os 2 jogos tiveram um intervalo mínimo de 1 ano, então, é basicamente o mesmo jogo tecnicamente.

No Switch 2, é possível escolher entre modo performance e gráfico, sendo o modo gráfico voltado principalmente à melhor iluminação, e o modo performance, mirando 60 quadros por segundo (o que, pessoalmente, me pareceu um ganho mais significativo).

Em geral, o jogo roda bem no Switch 2, afinal, é um título também lançado para o console anterior. Mas, não vai trazer nenhum cenário ou elemento técnico impressionante.

No modo gráfico (segunda foto) a iluminação é mais forte, além de sombras mais definidas, além de eliminar os poucos serrilhados do modo performance.

Veredito

Embora Trails in the Sky 2nd Chapter seja um jogo já muito bem direcionado aos compradores do primeiro capítulo, ainda é possível começar pelo novo jogo, desde que o jogador esteja disposto a ver o seu competente resumo, além de demorar um pouco mais pra entender a estruturação desse riquíssimo universo.

Com um combate primoroso, levemente aprimorado tanto no turno quanto na ação, e uma história menos introdutória e mais dramática, vale muito a pena conhecer o arco Trials in the Sky e principalmente, continuar pra quem foi apresentado no título anterior.
Possivelmente, vai terminar o ano como um dos principais RPGs japoneses, e provavelmente, como o melhor do primeiro Nintendo Switch, que carece de novos jogos grandiosos, e aqui certamente tem um.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *